Poemas sobre o vento
O verdejante Juvevê
acena como um poema
acariciado pelo vento,
Eu tenho pensado
em nós a todo momento.
E assim sigo criando nuvens...
Te trago em brasa
Desviando das névoas que surgem.
Transbordo em lágrimas
Esperando cair suas gotas pesadas
Deixando que nos inundem
Me leve em sua brisa levada
De leve a quebrada
Suaviza sua alma
Deus nos ajude! Thibor
O Canto do Guerreiro
I
Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
– Ouvi-me, Guerreiros,
– Ouvi meu cantar.
II
Valente na guerra,
Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
– Guerreiros, ouvi-me;
– Quem há, como eu sou?
III
Quem guia nos ares
A frecha emplumada,
Ferindo uma presa,
Com tanta certeza,
Na altura arrojada
onde eu a mandar?
– Guerreiros, ouvi-me,
– Ouvi meu cantar.
IV
Quem tantos imigos
Em guerras preou?
Quem canta seus feitos
Com mais energia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
– Guerreiros, ouvi-me:
– Quem há, como eu sou?
V
Na caça ou na lide,
Quem há que me afronte?!
A onça raivosa
Meus passos conhece,
O imigo estremece,
E a ave medrosa
Se esconde no céu.
– Quem há mais valente,
– Mais destro que eu?
VI
Se as matas estrujo
Co’os sons do Boré,
Mil arcos se encurvam,
Mil setas lá voam,
Mil gritos reboam,
Mil homens de pé
Eis surgem, respondem
Aos sons do Boré!
– Quem é mais valente,
– Mais forte quem é?
VII
Lá vão pelas matas;
Não fazem ruído:
O vento gemendo
E as matas tremendo
E o triste carpido
Duma ave a cantar,
São eles – guerreiros,
Que faço avançar.
VIII
E o Piaga se ruge
No seu Maracá,
A morte lá paira
Nos ares frechados,
Os campos juncados
De mortos são já:
Mil homens viveram,
Mil homens são lá.
IX
E então se de novo
Eu toco o Boré;
Qual fonte que salta
De rocha empinada,
Que vai marulhosa,
Fremente e queixosa,
Que a raiva apagada
De todo não é,
Tal eles se escoam
Aos sons do Boré.
– Guerreiros, dizei-me,
– Tão forte quem é?
Morro dos Ventos Uivantes
Esse amor
Tanto árduo
Quanto ardor
Nem chega a beirar humano
Apenas monstro
Que se tem em seu ser
Uma terra incultivada
Em meio à arbustos
Achado pelo beco
E que veio sem medo
Ter uma família
Mesmo assim
Fora malcriado
Com seu ego acima
Se desvencilha de todos
Porém uma chave o prende
Que se chama Cathy
Talvez o amor da sua vida
E o fantasma de toda noite
Nem quando teve seu filho
Foi capaz de dissipar
Todo seu Monopólio
Ego e monstruosidade
Foi corajoso o bastante
Para abrir a cova de sua amada
E ali ver sua figura desejada
E ao lado, se abriu um buraco
Para que seu futuro
Já esteja destinado
A ficar ao lado dela
Entre o acender do Sol
E o apagar da vela
Segredos aos Ventos
Vamos lá, fale bem alto para todos ouvirem
O seu medo calará a sua voz
Está perdendo o amor que existe aqui dentro
Tão puro e genuíno
Ele está cansado de ficar aqui no meu coração
Ecoando na parte mais escura
Vamos lá, grite !
Você não consegue, não quer
Nos amamos em segredo
Mas calma, o vento tomará esse amor e o levará embora
Só irá restar o corpo, a parte menos importante
Pois com o vento, mantido em segredo o meu sentimento vai estar.
Navegando vou,
em meu barquinho amarelo estou.
Procurando por ventos que
me levem
para outros mares,
para outros lugares.
Quero estar onde possa pensar.
Onde outros ares
possa respirar.
Onde meu coração
possa novamente se acalentar.
Ventos que discorrem
Nesta floresta homizia
Onde irruptem gotas
Frias, fugazes, mortais
Dilapidadas pela dor
Excruciadas pelo amor
Deste plissado coração
Pelas entranhas adentro
Onde reside o pensamento
No oblivio da razão
Desmembrada pelo passado
Assassinada por dentro
Na serendipidade da vida..
"Um balão de sonhos, inflados pela fé, Que desafia os ventos, a tempestade e o mar.
A cada passo, um novo desafio a vencer,
Mas a força do talento nos faz voar mais alto"
Bom seria se todos os ventos fossem como aqueles ventos... Naquele verão, naquele entardecer perfumado de protetor solar, naquela mesa de bar.
Sinto saudades...
.....de todos
Os sorrisos que vem do firmamento
E da lassidão dos ventos... No desanimo do crepúsculo
Na tristeza dos dias mornos e das sinfonias
Tocadas por violinos distantes... Longínquos!
Tenho saudades dos jardins onde rosas adornavam
Misturando-se com Hortência... lírios e jasmins... O espetáculo
Mais perfeito da natureza onde o silencio é partilhado
Travando meus sonhos... Nas noites...
Onde tropeço... Contando estrelas...
E em meus caminhares fantasiosos
Quero cair abraçada contigo aliviando
as minhas saudades...para sempre!
O doce sabor do inverno
Os ventos fortes prenúncios...
De um inverno rigoroso copioso...
Outrora também foi assim, aí de mim.
Cheia de paixão pulsou meu coração
Esperando por ti, que demonstrou...
Sentimento afim, mas logo partiu
Após um momento de pura emoção
Beijos calorosos frente à lareira com,
O maior fulgor puro amor? De repente!
Rumo à realidade perdeu-se o sabor.
Depois de tudo, nem um adeus...
O frio permaneceu sem teu regaço.
In memória: Uma história inacabada
Na verdade causos de um passado
Vivido guardado no baú da saudade
Espelhado no reflexo do meu olhar
Revivendo hoje aqui, diante do espelho.
Na retina ele mora e quando eu quero
Olho para sala preservada a recordação !
Mary Jun
Ventos me trazem
os ares e a aves
da sua cidade
para a minha cidade
daqui do Médio Vale do Itajaí,
a minha Rodeio
a joia do esplendor
da Bela e Santa Catarina
o nosso devotado amor.
Para viver é preciso um momento.
Vento de um sentimento desperto.
A mão que reconstrói
O doce gosto de cada dia.
CERRADO SECO (soneto)
Ah! plangente cerrado, quente, sequioso
Ventos abafados, denodados, e ao vento
Dormente melancolia, e tão portentoso
Murmurejante e, navegante de lamento
Sol queimoso, unguinoso, tal moroso
Que no seu firmamento vagar é lento
Inventando no tempo variegado iroso
Parindo nuvens dum cinzento natento
Securas secas, e que secam ardoroso
Veludos galhos, veludosos e poeirento
Que racham sedentos num ardor ditoso
Ah! cerrado seco, de ávido encantamento
De um luar num esplendor esplendoroso
Da lua de contornos, no céu monumento
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Em mil poesias nos encontremos nas esquinas de cada sílaba, nos ventos de cada advérbio, para escutar o sujeito em seus discursos e infinitos predicados... Mas furte-nos sempre, de nossos pontos finais.
Com um chuveiro de estrelas os mundos turbilhonam, levados pelos ventos celestes, e são carregados através da imensidão; sóis, terras, satélites, cometas, estrelas cadentes, humanidades, berços, sepulturas, átomos do infinito, segundos da eternidade, a transformar eternamente os seres e as coisas.
Escolhi o homem certo para amar. Mesmo quando você me faz gritar aos ventos de raiva, com tuas manias e birras, eu te amo com todo meu coração. Mesmo quando o jogo Coin Master que você joga é chato e sem graça, meu coração aquece de amor. Mesmo quando você chega às 07:00 da manhã depois de um show, eu sei que escolhi o homem certo para amar. Eu te amo em cada detalhe, e em cada detalhe me esbanjo nesse amor. Amo que amo.
