Vento
Chuva dançando ao ritmo do vento
Fazendo cirandar o cata-vento
Vento que leva a semente, como alimento
Água que sacia a terra, e o sedento
obras de Deus, eu comento...
Letras Em Versos de Edna
Arremessei garrafas as margens do rio... Hoje já faz 30 dias e ninguém leu...
Achei que o vento iria me ajudaria a leva-las para o outro lado do rio...
Mas grande partes delas voltaram fechadas...
Ajustei a manivela da canoa e dormi.... esperava chegar em algum lugar, mas lugar nenhum cheguei...
Estou cansado de tentar... Eu não sou mais forte do que o vento... Eu não posso vencer o mar.. Eu fracassei... Minhas mãos estão cansadas já é possível ver as expressões de sofrimento no meu rosto...
O calor me aflige muito, parece que estou sufocado as vezes sem sombra alguma para repousar...
Na verdade eu só quero repousar em um lugar e navegar apenas em um lugar...
Eu tenho que lidar com uma luta diária aonde não encontro fim...
Quando vc ressurge do meio do mar, o mundo para!
Ai! Do sol se te queimasse jamais deixaria, jamais deixaria vc pisar os seus pés em pedras pontudas...
Quando vc se recolhe para um lugar de repouso eu irei assoprar o seu rosto e levemente vc dará um sorriso...
Mas, é tudo subjetivo por enquanto, mesmo que vc não saiba que vc é a principal dos meus sonhos, e toda noite passeamos em um jardim florido, queria viver dormindo... Há que bom!
mas, tudo é apenas uma projeção, isso me entristece as vezes, só escrevo por que tenho certeza que um dia tudo o que escrevo você pode não saber que fui eu, mas, vc vai sentir...
E quando vc sentir vc vai se perguntar aonde estou, e eu estou aqui de braço aberto para o mundo velejando sobre as ondas bravas do mar, para sobreviver ao pavor da sua ausência.
Deixei-me ser livre
Quero voar como uma gaivota
Quero cantar aos sons do vento
Quero gritar sem parar
Quero correr num prado de flores
Quero libertar o meu eu interior
Quero chorar alto
Quero rir
Quero admirar...
Por isso
Deixei-me ser livre!
Deixe-me fazer o que eu quero
Pelo menos uma vez na vida
Quero ser eu própria
Quero libertar a minha loucura
Quero soltar as minhas grandes asas
E abrir as portas da imaginação
EM TEMPO...
Ouço chuva
Na vidraça molhando,
Ouço vento,
Molhado,
Se batendo,
Ouço chuva
Nas calhas morrendo,
Ouço vento
Silenciando o tempo,
Ouço chuva,
Clareando o tempo,
E agora,
Ouço o vento
E a chuva invisível
Afogando o meu ser,
Na tempestade do amor!
As cortinas das janelas rodopiam, querendo brincar com o vento, que, em rajadas, passam, girando-as...
As fugacidades da vida não merecem tanta importância, mas devem ser aproveitadas, pois trazem memórias, que fazem até a porta, do nosso coração, bater...
Marilina Baccarat no livro "O Eu De Nós"
O mar das minhas mágoas
Já não chama p'lo meu nome
Mas nos meus olhos profundos
Passa um vento que consome
Todas as mágoas do mundo.
Porque eu amo a poesia!
Amo a rosa que nasceu
Entre a noite e a madrugada
Que em seguida floresceu
Mas ficou abandonada ...
E hei-de amar o amanhã
No cantar dos seus regatos
Hei-de amar a multidão
Levar o Fado nos meus braços
Com amor no coração.
Os meus olhos não se esquecem
Dos sorrisos que fizeram
Ao chorarem docemente
O destino que me deram
Tantas vezes tristemente.
Amo a dor que já não dói
E os silêncios que ela faz
Amo a luz do meu olhar
A magia que ela traz
Ao ver os dias a passar.
Infinita
Um vento no rosto, suposto inderrogável.
Enquanto, um esclarecimento, ausentado.
Pensamento sem rumo, soa desarrumado
Mutante ensinando, coragem impecável.
Saudade divulga, montanhosa memória.
Lembrança perdida, dentre impiedade.
Tão diminuída, minha força de vontade.
Perfazendo esquecida, apagada história.
Em cada dobra do vento, acumulado.
Esforço descomunal, seguindo legado.
Assim encontrando na vida condição.
Para sobreviver, agarrando uma razão.
Todas as manhãs serão, naquele lugar.
Homenagem sincera, Montanha e mar.
O meu corpo cansado, marcado labor.
Infinitamente, escrevendo tanto amor.
O vento levou embora as folhas mortas como simbologia daquelas dores que exorcizei. Bastava de masoquismo. Bastava do mais autêntico masoquismo da alma. Junto das pessoas, haviam adormecido todas as agitações e perturbações. Eu não. Eu, ainda sob o efeito hipnotizador dos olhos do moreno, deixei que o som embalasse a noite, madrugada adentro, como uma imperfeita boneca de pano que desperta da inércia, com todas as suas curiosas inquietações. As luzes da cidade pareciam saudações, vistas da janela do alto daquele prédio, num bairro sujo no país das maravilhas.
O etílico, ah o etílico! Mais uma dose apenas e não ficaria nada além das verdades, principalmente das ironias, que libertou. Bastava de meias verdades. Propus, portanto, brindes ao meu estúpido domínio da razão. Às vezes que bati com a cabeça na parede dando de cara com as atravancas do caminho. Brindei aos meus olhares tortos, aos olhares fixos, aos outros amores atravessados. De tudo, guardei o saber de que páginas viradas não voltam.
“Good vibes”, ele falou e despencou, em queda livre, num sono e em sua esquisita apneia de onde voltaria umas cinco horas depois com cheiro e gosto de café amargo. Ah moreno...
Em sua magnitude, debochado, o céu quase sorria pra mim. Os paralelepípedos, lá embaixo, assombrados, esperavam ansiosos pela oscilação da vida. Eu, absolutamente honrada como aquela que sobreviveu ao caos e todos os cacos deixados pra trás, sorri de canto, disfarçada, como cúmplice, e pedi perdão pelos meus paradoxos, mas sem nenhuma pretensão em deixar de tê-los.
Então, do vento não veio a tempestade. E eu, onipotente, megalomaníaca por natureza, finalmente me senti pequena diante do sol que surgiu tímido e trouxe com ele o cheiro de jornal das manhãs. Quem diria, justamente eu, que – sem meio termo - era preto no branco, descobri que existiam todas as cores em mim.
Ah, moreno... Se você soubesse...
PALAVRAS..... sem palavras...
Quantas palavras escritas ao vento
descrevendo tamanho sentimento
tudo que sempre quis ouvir
mas que assim não fazem sentido
estão virando apenas tormento
ninguém pode amar o desconhecido
mesmo que tente me provar
o amor se reconhece no olhar
nesse encontro de olhar se vê a alma
e nela todas as nossas vivências
então como podes me amar
se nunca encontrou meu olhar
se ainda estou sempre a te buscar
esperando a eternidade para te reencontrar.
Genelucia
Palavras são sementes jogadas ao vento…
Se queres colher o bom fruto, escolhas boas sementes.
Não explane tudo que pensa, isso pode abrir feridas e no futuro você pode colher o fruto do desprezo!
Contenha suas emoções, toda ação tem sua reação.
Cala-se e observe, o tempo é um filme que auto revela.
De a oportunidade para o tempo lhe favorecer.
Se não pode escolher o que fala, não pode escolher o que ouve!
Use sua boca para falar de Amor.
Cala a boca meu Amor!
Cala a boca!
Uma pessoa incompreendida é como o vento que se sente e não se ver porem você sabe que esta ali. Como mudar alguém que não quer ser diferente? como mudar alguém que não quer ver um palmo na sua frente?
Pensamento de uma Bruxa
Eu amo o cheiro das flores o vento forte das tempestade os relâmpagos em noites escuras, me encanta o jeito astuto das serpentes.
As vezes me pego olhando a beleza dos bater das asas de uma pomba. Sou diferente para você? Só porque gosto do lado mais forte da natureza, e não vou matar a serpente. Há sim devo apenas gostar da pomba da paz, qual a diferença entre um dia de sol e um de tempestades entre a serpente e a pomba.
Nem uma somos todos filhos do mesmo criador e perante ele tudo e todos somos iguais.
Em um dia de sol ou em um de tempestade com uma serpente enrolada em seu caule ou em uma pomba pousada em seu galho, a flor vai exalar seu perfume com a mesma intensidade. (Ceyze Góes)
Reflexão diária
Não tenho o poder de mudar a direção do vento, porém posso ajustar as velas do barco para continuar a navegar
✍️
Nada existe
A solidez frágil
Vira carências.
Ao vento o sonho
Bagunçado
Esvazia-se.
O silêncio entra na alma
Rasgando o véu.
Quanto mais me afasto
Mas nele me acomodo.
Nada existe
Só o tempo insiste
Em passar.
Deitado ao relento ..
Corpo cansado ..
Mente vazia ..
Vento suave que entra entre as frechas da janela
Sono chegando bem faceiro ..
Sonho coisas boas e acordo sufocado sem ar ..
Sonhos diferentes ..
Em lugares diferentes..
Mas não lembro de nada !
Em todos acordo sem ar ..
Como se me afogasse em meio a minha própria respiração ..
Sei que são sonhos pois lembro com detalhes de todos meus pesadelos !
A mesma situação se repete por varias vezes no mesmo cochilo de menos de cinquenta minutos ..
Incomoda o fato de não me lembrar dos sonhos, além da falta de ar após alguns segundos mesmo acordado!
Qual explicação !
Sinto-me perdido no tempo
perdendo tempo longe de você,
sendo você o vento passando
sem me encontrar.
Não olhe para os lados.
As feras espreitam na escuridão.
O vento sussurra subitamente aos seus ouvidos,
E sem saber você simplesmente começa a correr.
Não olhe para os lados criança...
As árvores lhe observam,
Como vigias elas te cercam.
Somente continue andando,
A luz está no final do caminho de pedras e folhas mortas.
UM DE JULHO (soneto)
Se sois, inverno, no cerrado se sente
De tempos frios com tal bravio vento
Que tomais a secura como elemento
E neste movimento, és inteiramente
Nuvioso,horas breves, chão sedento
Da mesma natureza, e tão diferente
Dias vão que passa no fugaz poente
Rubente o céu num encaixotamento
E desta vida em tudo ó mês valente
Sê da metade do ano, planejamento
Férias breves do docente e discente
Como do calendário és afolhamento
E teu entardecer não mais reluzente
Tudo em vós, julho, traz sentimento
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
