Vento
A vida é como o vento: passageira, imprevisível e impossível de controlar.
Cada instante que vivemos é único, um presente que não se repete.
Muitas vezes, nos perdemos em planos para o futuro ou nos prendemos ao passado, esquecendo que o verdadeiro valor está no agora.
Não sabemos quando será o último dia, mas sabemos que o hoje está aqui, ao nosso alcance.
Por isso, viva com intensidade, sinta cada emoção, abrace cada oportunidade e valorize as pequenas alegrias. A vida é breve, mas quem vive plenamente transforma cada momento em eternidade.
Não tenha medo das tempestades. O mesmo vento que arranca as pétalas das flores é o que espalha o seu perfume pelo ar.
VENTO NA PRIMAVERA
O vento suave soprava em meu rosto,
Assim foi o que senti e pensei
Mas eram as tuas carícias
Foi aí que te beijei !
Nos amamos entre sussurros e abraços
Nossos corpos unidos de amor suado
Enquanto esquiva pelo céu de tua boca
Surfavas , nas ondas de meu corpo,
Me deixando louca !
E nessa loucura, fostes a primavera,
Transformada em ventos suaves de amor ;
Massageando minh'alma, com aroma de flor!
Tatuando em meu coração
O fogo de uma paixão !
São lembranças da primavera,
O vento soprando amor em min'alma
trazendo cheiro das flores de palma !
Vai; Colhe o perfume de tua quimera,
coração recheado de calma,
o aroma de flor, misturado com canela !
Há momentos em que imploro por aquele vento — aquele que carrega tudo o que não agrega, tudo o que machuca, tudo o que fere e sangra.
Um bom navegador tem medo do desconhecido, mas enfrenta-o na tempestade, não faz isso dando golpes vazios nas águas e sim fazendo parte do movimento da onda, usando a força do vento destruidor a seu favor.
Vento:
Vem vento, vem vento;
vai soprando,
vendo, assoviando,
cabelos balançando.
Sopra vento, sopra vento;
num tiquinho a toa,
ou na vida,
que num sopro,
voa.
balé
o vento no cerrado gosta de bailar...
vai bailando entre os galhos tortos,
e desafinado é o seu trotar.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
vento
o vento no cerrado, chia
acaricia grosseiramente
pelos pequizeiros rodopia
e assobia ansiosamente
nos buritis, e em romaria
de repente, se faz ausente...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
novembro
já é novembro, dos ventos
o tempo fugaz caminhando
as quimeras em movimentos
rodopiando, e que seja brando
inflados de sentimentos...
as coisas já esquecidas
no bolso da promessa
que não sejam retorcidas
e tão pouco tenha pressa
que cure, todas as feridas...
há tempo após a existência
tenha fé, no nosso Criador
mais louvor... mais reverência
e assim, mais sal, menos dor
afinal, o penúltimo mês do ano
que o recebamos com amor
e que não sejamos, profano...
no coração todo o valor
lembranças, sem dano
mês de finados, luz, fervor...
bem-vindo!
- mês 11 do calendário gregoriano
chegou novembro, que seja lindo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/11/2019, 05'35"- Cerrado goiano
VENDAVAL NO CERRADO (soneto)
Áspero, entre os uivos, em lufadas nos buritis
De um constante sussurrar de uma ladainha
Prelado em prece, bailam nos galhos os saguis
Na imensidão, quando a tempestade avizinha
Rezas sobre a melancolia, agitam os pequis
Sobre o cerrado, badala o sino da igrejinha
E, em refrega, no céu, desenha o arco-íris
Grassando poeira tal qual a erva daninha
Bufa, num redemoinho em tal longura
Que abres no horizonte em chiar bravio
Gemendo o sertão num suspiro funeral
E invade, como guerreiro, toda a secura
Do chão, num comando do seu assobio
Avança atroz no planalto... o vendaval
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/01/2020, Cerrado goiano
POETANDO O VENTO (soneto)
Melancólico, gemem os ventos, em secas lufadas
No cerrado do Goiás. É um sussurrar de ladainha
Em tal prece, murmurando em suas madrugadas
Do planalto, quando a noite, da alvorada avizinha
Sussurros, sobre os galhos e as folhas ressecadas
Sobre os buritis, as embaúbas, e a aroeira rainha
Que, em torpes redemoinhos, vão pelas estradas
Em uma romaria, lambendo a sequidão daninha
Bafejam, num holocausto de cataclísmica rudeza
Varrendo os telhados, o chão, por onde caminha
Em um cântico de misto de tristura e de euforia
E invade, o poema, empoeirado, com sua reza
Tal um servo, em súplica, pelo trovar se aninha
O vento, poetando e quebrando a monotonia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/01/2020, 05’35” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
VOZ DO VENTO
Uma agonia! a voz do vento que murmura
No cerrado, sussurrando aquela saudade
De outrora, em uma sensação pela metade
Sobra de um sonho, esquecido numa jura
E o vento no terreiro vai pela noite escura
Gemendo entre os galhos tortos em riste
A melancolia n’alma e no coração insiste
Expondo ao verso um versar com tristura
Vai e vem, bafeja, suspira, queixa, farfalha
Um vendaval choroso, cortante tal navalha
Revivendo aquele amor perdido. Um talvez
Ah vento! Quanto falta, ah! quanta solidão
Que sinto no peito, que se vai na vastidão
Ermo, dos mimos ameigados a minha tez...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 março, 2022, 14’21” – Araguari, MG
CÉU, VENTO E CHUVA
Céu, vento e chuva, horizonte submerso
Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
Enxurrada, e aquele pingar borbulhante
Na estrada, atiçando sentimento diverso
Alma retirada, um devaneio tão disperso
Chão molhado, cheiro de erva rastejante
Na poça d’água um espelhar coruscante
Sensação, precipitação, ó aquoso verso
Chove no cerrado, no cerrado a chover
Cada fauna no seu canto a se esconder
Canta a seriema num cântico sem fim...
Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora
Cai, em uma cadente poética trovadora
Tornando o sertão num sedoso jardim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG
Hoje estou vencido,
convencido,
perdido...
desiludido
como se tudo tivesse morrido.
Hoje estou tão lúcido
clareza de pensamento
dúvidas... joguei-as ao vento
como se tudo tivesse vencido.
Agora que vai,predigo o vento,seus olhos tão raros o brilhos constante,menina o menina ,seus sonhos são sonhos,teus carinhos agora vem,sinta o cheiro no ar a fragrância do perfume,viva o agora para amar.
Naquela magia encantada
no balanço do vento que suspira,
de braços com a fantasia,
clareada pela réstia de uma luz fina,
branca,
tênue,
que brinca de beijo de bom dia…
Lá onde tudo começa
rabiscada com cores inigualáveis
uma história de sentimentos sem fim,
que nada a contagia,
nem fere,
nem alivia,
fica do meu amor a morada…
E o vento sacode a passagem do tempo dizendo, em câmera lenta, que navegar sempre é preciso. No horizonte, a certeza do momento e do azul que existe lá na frente...
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