Veneno
Deus livrai-me do veneno das inimigas, da falta de dinheiro pra sair e afastai-me de quem só deseja me iludir.
A VIAGEM
cansado,
o veneno corre pelas minhas veias,
a fumaça que dissipa,
é a mesma que entorpece,
enlouquece,
não a mente,
a vida,
a vida se esvai a cada baforada,
a cada viagem,
segue-se um rumo que afasta o real,
aproxima o ilusório,
coisas novas surgem,
apenas em na mente,
um mundo mais colorido,
alegre,
todos falam com você,
até cachorros,
e no fim da viagem,
quando se aporta no idilico xangrilá,
nada existe,
apenas um vazio,
que a cada viagem,
se torna maior,
a cada viagem,
a ida se torna mais rapida,
o caminho de volta mais comprido,
tão comprido,
que os braços que desejam ajudar,
não mais podem segurar,
os chamados de volta,
são apenas vagos ecos de uma memoria destruida,
confusa, apática,
inerte,
a razão se confunde com o racional,
argumentos mais insanos,
são encontrados para justificar a insólita viagem,
que se tornam piadas,
para os lúcidos fora da viagem.
Mais uma baforada,
a fumaça sobe,
hora de ir,
para onde eu não sei,
sigo apenas a ilusória estrada de tijolos amarelos,
de ferrugem, não de ouro,
acompanho meus amigos,
montado em um elefante cor de rosa,
que voa livre entre os girassóis,
que acompanham a lua,
enquanto esta,
submersa em um mar de lágrimas,
sorri loucamente,
velando mais uma parte de uma memoria que se vai.
O veneno está em todo lugar.
Não te encantes com aventuras
Que por ventura vai se achegando
De mansinho vem de dia
E trás rosas perfumadas,
E trás pétalas ensandecidas,
E tenebrosa raiz.
O veneno vem de qualquer lugar.
Não te encantes com aventuras
Que por ventura vai se achegando
De mansinho vem durante o dia
E trás rosas perfumadas,
E trás pétalas ensandecidas,
E tenebrosas raízes.
mato meus sentimentos em copo de veneno,
não ligo para essa vida que maltrata,
abandono meus sentimentos por mais que eu ame,
por mais que amor tudo parte da eternidade,
meus pesamentos mortos em pequenos sentimentos,
através da luz da lua nada tem sentido,
apenas um sentimento,
que foi diante mar da tua vida,
agora não passa de um um mar morto.
por celso roberto nadilo
Maçãs.
Entre guerras de titãs
se perdem os inocentes
e o proíbido da maçãs
jorra o veneno das serpentes.
Por fora é puro, encanta a todos com suas belas atitudes. Por dentro um veneno absurdo, luta contra seus próprios pensamentos, infectado pelos seus pecados mentais.
Tudo que fizermos Terá uma Consequência. É como plantar veneno em uma horta que nos mesmos iremos se alimentar
SA(R)DADE
Se revestido de veneno
Fosse o ferrão da saudade
Sobraria-me pouco tempo
Diante minha curta idade;
Não quero parecer herege,
Mas nunca deixei de me perguntar:
"- Se os anjos que nos protegem,
Também sofrem por lembrar?"
Clamo o que tenho hoje,
Mas se ao menos eu fosse
Um valente querubim
Batia asas do meu quintal,
Voaria contra o final
E pousava em Itapetim.
