Veneno
Veneno ou remédio, depende da dose e da frequência! A resistência dos meus inimigos me induz a acertar na próxima vez a quantidade e a qualidade!
O primeiro vira ultimo, o grande fica pequeno, o bonito fica velho e o guloso toma veneno. é vivendo e aprendendo que na vida vai crescendo! M.M
TE SONHANDO ASSIM
Te sonhando assim...
Metade vinho,
metade
veneno.
Num embriagando
noutro, morrendo.
Ora sorvendo
ou sob lençóis
me acabando.
Meia flor,
metade dor,
cedendo amor
e por amor suplicando.
Quero sentir o doce veneno de sua boca sucumbir cada lábio meu.
O fervor de seu aroma ordenar e des-disciplinar a cor de cada fração de meu sistema, como um calmante regenera estrutura a um quase suicida...
Como uma câmera-de-ar sufoca o pulmão indefeso e confuso. Quero um novo comando, sem comandante ou com vários fugaz. Um pôr-do-sol sem brilho, é o meu corpo sem o seu timbre por perto.
Nós poderíamos, com todas as suas partes que me assombram e todas as suas más-perspectivas.
Aboliríamos esse meu comportamento sem metas, e faríamos arder um novo romance em minhas entranhas adormecidas. Um beijo, apenas um, e eu me rendo.
Foram beijos com amor, com o veneno do sabor de alguém que podia com seu sorriso me aterrorizar. Era tão linda a moça do sentimento puro que mostrou-me o quão uma lágrima pode despertar a fobia em um coração. Sinto por não ser a alteza que a bela acreditara, entretanto agradeço a vós, pois sua beleza interior é tão endrômina que me fez conseguir alforriar-me de vc.
A oração é a melhor coisa que podemos oferecer aos nossos inimigos e o ódio o pior veneno que podemos desejar.Nesta esteira, está o perdão por uma ofensa sacada aos nossos semelhantes injustificadamente.
a beleza doce veneno,
que caminha na minha alma,
sem destino vagante num mar vazio,
embora esperança sorria para você,
o destino conspira com belo sentimento,
perdido no inicio ate fim dos tempos,
vagantes pura natureza,
destino sem volta,
ao qual pensamento fez parte de um passado,
sem limites no apogeu da minha alma.
por celso roberto nadilo
Deus livrai-me do veneno das inimigas, da falta de dinheiro pra sair e afastai-me de quem só deseja me iludir.
A VIAGEM
cansado,
o veneno corre pelas minhas veias,
a fumaça que dissipa,
é a mesma que entorpece,
enlouquece,
não a mente,
a vida,
a vida se esvai a cada baforada,
a cada viagem,
segue-se um rumo que afasta o real,
aproxima o ilusório,
coisas novas surgem,
apenas em na mente,
um mundo mais colorido,
alegre,
todos falam com você,
até cachorros,
e no fim da viagem,
quando se aporta no idilico xangrilá,
nada existe,
apenas um vazio,
que a cada viagem,
se torna maior,
a cada viagem,
a ida se torna mais rapida,
o caminho de volta mais comprido,
tão comprido,
que os braços que desejam ajudar,
não mais podem segurar,
os chamados de volta,
são apenas vagos ecos de uma memoria destruida,
confusa, apática,
inerte,
a razão se confunde com o racional,
argumentos mais insanos,
são encontrados para justificar a insólita viagem,
que se tornam piadas,
para os lúcidos fora da viagem.
Mais uma baforada,
a fumaça sobe,
hora de ir,
para onde eu não sei,
sigo apenas a ilusória estrada de tijolos amarelos,
de ferrugem, não de ouro,
acompanho meus amigos,
montado em um elefante cor de rosa,
que voa livre entre os girassóis,
que acompanham a lua,
enquanto esta,
submersa em um mar de lágrimas,
sorri loucamente,
velando mais uma parte de uma memoria que se vai.
