Veneno
Há quem passe a vida destilando veneno contra tudo e todos, inevitavelmente fará sucumbir algumas “presas". Até chegar o fatídico dia, em que a lei do retorno cumpra o seu papel, fazendo sua maior “vitima”...
O amor parece um veneno
Ele ataca lentamente
E de pois ele coroe
E pega tudo de bom dentro de você, e transforma em nada!
<Coca-Cola com veneno de rato e limão capeta>
Morri aos quinze anos de idade.
Não me lembro muito bem do motivo da minha morte na ocasião.
Na noite daquele fatídico domingo,
abraçado com a enorme dor que me consumia,
saltei umas dez vezes do cume mais escuro da minha existência.
Enquanto eu caía,
pude sentir as dores nas vozes gritadas
e o sofrimento nas distorções das guitarras insensíveis e frias
que ressoavam tristes enquanto vibravam e reverberavam
através dos meus fones de ouvido.
Os mesmos fones que me protegeram em vida
e que se espatifaram mudos na solidão do meu travesseiro,
na agonia da minha jornada de pesadelos madrugada adentro,
até o desembocar na segurança da manhã seguinte,
quando o sol veio me consolar.
De todas as dores sentidas à época, a de segunda-feira,
dia seguinte ao incidente, foi a mais dolorida.
Mais até do que a dor da véspera, em tom de despedida.
Pareceu-me a morte, pareceu-me que não pararia, pareceu, parecia...
Nada comparado às feridas de agora, é claro, nem à escuridão de ontem.
E pra minha infelicidade, duas décadas depois, o meu corpo ainda está em queda livre.
E a escuridão que me habitava as noites, jamais se fez luz, um diazinho sequer.
Pior... Agora dá expediente também durante o dia.
Hoje, faz vinte e um anos que morri pela primeira vez,
e desde a minha última partida, essa é a primeira vez que comemoro em vida.
O meu nome era um veneno pra ele
A raiva parece que tinha vindo de toda criação, eu não era generosa e isso causava impactos em nós eu me sentia a sobra dos restos. Ao longo dessa fase tumultuada, dormia mal, muito mal,
Resisti a tentação e não corri para os seus braços, eu tive bom senso, nos tornemos amigos, houve um forte impacto sobre os sentimentos, apesar de tentar provar que não tive culpa, a pessoa só acredita no que quer.
Tenho um excelente olho para a nobreza de espírito do homem, mas não era o caso, na minha memória tem cenas tão dolorosas que pretendo esquecer, desejei a morte, a minha morte como arma poderosa para fugir das humilhações.
Mantinha o sorriso esperançoso e falso, sei lá, meu coração achava que isso ia mudar, minha cabeça tinha certeza que não, estava procurando um relacionamento parecido com alguns que eu acompanhava de perto e que pareciam bem felizes.
A Intuição diagnosticadora das coisas ruins sempre funcionou, raramente deixo de perceber o que diz respeito aos relacionamentos humanos, inclusive aos meus, o problema é achar que o outro vai se transformar.
Por mais ridículo que pareça, tem que existir uma inteligência separada e inconsciente, ter certeza que as coisas vão melhorar não é a certeza da vida, vivia agitada e não havia muito o que fazer.
Novas fronteiras foi questão de tempo, comecei a reprovar suas sutis palavras, comecei o odiar sua mudança de humor, nada era sereno em sua companhia, teria que extrair da mente que nada daquilo funcionava.
Fico espantada pela riqueza de detalhes, escrevendo e pensando na vida, raramente me envolvo em conversas prolongadas, acho um saco as besteiras de WhatsApp, seis vezes saí da toca e seis vezes fui traída, a liberdade que eu dou não é bem administrada pelo outro.
Tenho uma tríade de perguntas honestas de como encarar a morte, as escolhas que florescem no clarão da verdade de que foi a melhor coisa a fazer, as coisas a dizer que guardei para a morte.
VOCÊ
Você não é o amor que foi.
Você é o amor que sempre será.
O veneno mais doce que provei,
A bebida mais forte que me embriaguei.
A mentira mais sincera que acreditei.
Você foi a saudade que eu gosto de sentir.
Você nunca foi fim,
Pois ainda vive dentro de mim.
Você foi o maior erro,
Que eu cometeria de novo sem pensar.
Você foi o amor mais lindo
Que eu poderia amar.
Você foi o abismo profundo,
Que eu me jogaria sem pensar.
Um amor que escolheu ser impossível,
Mas será sempre inesquecível.
- Cedric Constance
Num mundo de falsos se fazer de louco é uma excelente estratégia de autopreservação do veneno destilado através de sorrisos e elogios.
O sucesso é o simples e a fama armadilha de morte. A vaidade tem veneno mortal e o orgulho é destruidor da simplicidade.
O veneno efêmero que exala da tua língua de serpente, como o sol que arde em seu fulgor não brotando a semente, marcas deixou em meu coração,
E o que ficou foi saudade ao fim do verão.
É preferível tomar uma taça de veneno por dia, do que deixar-se tomar pela mágoa... Com o veneno somente você se fere.
Cuidado com os prazeres da vida... Se veneno tivesse gosto ruim, nenhum ser vivo morreria envenenado.
