Vazio
Estava com saudades desse vazio
Esse oco que dá éco
Éco de ninguém
Mas de ninguém é quem dói menos
E ainda assim pareço mais completa de mim
Nesse escuro de você
Bate a vontade e caio na bréga realidade
De não saber quem fui, quem és, o que foi, o que é
Se nem de passado e presente sei
O futuro nem ouso querer
A ausência fez mais por mim
Do que um dia você cogitou fazer
E esse precipício oco
De um éco agonizante que só eu ouço
Me fez cair em um poço
De águas mornas
Sem os teus alvoroços
Morte súbita II
Parou de bater
por alguns instantes
ficou sem vida
Inerte...
vazio...
suspenso no tempo
sem reação
a emoção estagnou
a tristeza tomou conta
decepção é assim
fere...
machuca...
deixa marcas profundas.
Tempo...
sentimento...
confiança...
voltam bem devagar
se recuperam
curam feridas.
Dizem sempre
para recuperar completamente
uma nova paixão
um amor
podem mudar
este momento triste
transformando a dor profunda
É mais uma
encruzilhada da vida
o medo está aí
presente a cada dia.
(Fouquet, maio 2010)
Era um vazio corrosivo, uma falta permanente, um buraco negro engolindo e partindo-a em pedacinhos de cristal ao chão.
Sinto um vazio, vazio que esta cheio de nada.
Este vazio me acompanha todo dia, o dia todo e não se enxe de nada.
Eu quero fugir daqui, encontrar um motivo para mim. Eu quero poder voar no vazio, e não saber como voltar. Vou fazer tudo o que eu queria, sem ao menos poder. Vou fazer tudo o que eu não fiz com você, por medo de me perder. Eu não vou me assustar com a escuridão desta estrada vazia, eu não vou ser mais uma menina, eu quero voar, eu quero sair desse lugar e nunca mais voltar. Os meus sonhos, só dependem de mim, now.
Todos precisamos ir ao fundo do fundo, para sabermos que o sabor do vazio é o passo seguinte para o conteúdo
O sol nao brilha mais como antes, na minha janela só vejo escuridão,
meus dias tem um vazio muito grande, porque contigo eu deixei meu coração,
espero algum dia te ter de volta comigo, as lagrimas não caem mais no chão,
descem pelo meu rosto em direção a minha boca, esperando resolver essa situação,
A minha rotina sempre foi desgastante, tudo ta diferente sem você aqui,
sempre fiquei confuso com o que sentia, tudo é monotonia agora que te perdi,
nao sei se o culpado foi a distancia ou nois, foi tudo muito estranho o que senti,
talvez se eu usasse a confiança a meu favor, tudo estaria como antes, acho que me arrependi,
Eu caminho em direção ao infinito, em meus sonhos eu te encontro, é o unico lugar,
hoje sexta-feira seria um dia normal, a felicidade eu meu rosto era facil de notar,
a solidão dos dias que estão pra vir. vai se dificil de superar,
espero um ano ou dois, para todo o meu carinho recordar,
A falta que tu me faz, nada e ninguém vai conseguir substituir,
meus pés não encostam mais no chão, o equilibrio foi com você que adquiri,
meus dias são um quebra cabeça, mais a peça principal não tá mais aqui,
eu derramo lagrimas nesse exato momento, eu nao vou mais consegui,
Todos momentos eu vivi como nunca antes, foi tudo muito intenso,
preciso seguir minha vida em frente, sera que vo superar, eu penso,
eu espero ansioso por uma ligação, um te amo, ou seila, nao tenho bom senso,
to em um mundo, que me perco no universo, o meu sofrimento é imenso.
Vazio é como anda meu coração, dor é o que se passa nele agora. Ouço uma voz gritando dentro dele, tentando dizer o que está a se passar nesse coração tão vazio e quieto, mas a voz vem de tão longe que só chega até a mim um grande eco, mas posso ouví-lo e as vezes me desespero com medo de ficar depressiva. Ai essa dor maldita que me consome e ninguém acredita, o tempo passa e quando penso que tudo está bem é que na verdade nada está legal e volto a passar mal... E sempre me vem a seguinte pergunta: Quando é que essa dor vai passar? Lembranças que consome e atormenta. Sofrimento que parece não ter fim,talvez seja por isso que ninguem sabe de mim.
Não se perca em teus medos...
Não siga teu vazio...
Não se envolva a amores...
Que no futuro será frio...
Não olhe para si...
Não renasça...
Não cresça...
Não feche os olhos...
Faça diferente, não pareça...
Viva todos os dias...
Corra todas as tardes...
Chore quando preciso...
Viva quando necessário...
Seja o oposto de si, mais não seja o contrário.
Cresça um dia...
Torne-se criança de uma hora pra outra...
Nunca tenha pena...
Viva pelo lado que te condena...
Faça cada segundo da sua vida valer a pena...
Tenha ódio...
Ame quem não te ama...
Toque o intocável...
Seja competente...
Seja irresponsável...
Chore, sorria, viva olhe.
Caminhe, pare, respire, ouça.
Viva, pois a vida é um jogo
Se você achar que não valeu a pena, seja o inverso de si próprio e recomece tudo de novo.
Estou a sufocar
Um vazio extremo
Uma dor incurável
A cabeça a pesar
Fecho os olhos
Te vejo a me encontrar
Resisto mudo o rumo
Perdi o controle
De meus proprios pensamentos
Minha resitencia fraca
Agora se fez
O sinto tão perto
E estás tão longe
A loucura a dominar
Vivo meio a ilusoes
Que meu coração
Determinou criar
As lágrimas nunca cessam
Transbordam meio a minha face
A esperança a me guiar
Que o momento vivido
Seja apenas um instante
E logo passará
Traçarei novos planos
E o sorriso voltará
Assim me reconstruirei
E disposta estarei a recomeçar
Sou pessimista, e no meu ponto de vista o copo está sempre meio vazio. Se está vazio dá pra encher, se já está cheio só há disperdicio...
Dizer que te amo com o coração vazio, seria te enganar de forma absurda e medonha – melhor, é dizer que você é muito importante para mim.
De vez em quando o coração sai pra dar umas voltas e a gente sente um vazio e a espera da sua volta.
Voltando no final de mais uma canção
Filipa saiu de lá com um vazio. Ela não sabia do que se tratava, mas aquilo doía. Doía dentro. Dentro do nada, dentro do vazio. Como é que um nada podia doer? Até onde ela sabia, coisas que não se tocam não podem doer. Mas doía, o nada doía, e pronto. Talvez não fosse nada. Talvez fosse o coração dela. O velho, bobo, inconstante e fácil coração de sempre; aquele que agora estava machucado, sem saber o que realmente queria. Chovia. Parecia que o tempo queria levá-la para outro lugar, para alguns meses atrás... Talvez o tempo quisesse ajudá-la a decidir como é que as coisas ficariam: se o relógio esquecido na casa de João ficaria por lá mesmo ou se todo o amor deles merecia algo melhor. Talvez ainda existissem muitos "e se" no meio do caminho, mas quem sabe isso não acabaria com um daqueles abraços sem fim?
Como que um jeito de fazê-la pensar, a chuva trazia aquilo que ela tentava não lembrar num momento de raiva desses. A cada gota que pousava em sua pele, Filipa se lembrava de tudo que já passou ao lado de João: o começo, algumas brigas, uma carta dele, a foto que mais gostava, a música que ele fez, as pétalas da primeira flor que ele deu pra ela e que permaneciam coladas na agenda. Depois vinha a briga mais estúpida que tiveram e o seu resultado. Ela odiava lembrar disso. Dava dor de cabeça. Devia ser o coração subindo aos ouvidos e gritando que sentia falta. E como sentia.
Dois dias se passaram arrastando e talvez Filipa nem se importasse mais com o que João havia feito. Ela só tinha medo de que pudesse acontecer de novo ou de que ele não gostasse mais dela tanto quanto dizia. Resolveu que não ia mais ficar sentada na varanda olhando pro céu e lembrando das cores que viveu com João - cada momento junto deles remetia à uma cor diferente, ou várias, ou era tão inconstante e mutante quanto um brilho furta-cor. Decidiu que dali iria sair, e sair atrás dele, como uma criança que procura por seu brinquedo favorito. "Dois dias se passaram! Dois dias pularam no tempo enquanto fiquei aqui! Pensei demais. Tá na hora de deixar meu coração agir, como sempre foi". Saiu de casa correndo com a mente, andando num passo ainda mais apressado, com o coração embrulhado na sua mão. Filipa acompanhava o passo do mundo.
...
Acordou com um daqueles barulhinhos chatos do celular quando se recebe uma mensagem. Era de Filipa. "João, tô chegando aí... Desce. Beijo." Olhou pro relógio, eram 11h da manhã. Num pulo, saiu da cama e foi se arrumar. Contrariando seu jeito de sempre, João demorou. Demorou no banho, demorou pra se aprontar. Ele não conseguia pensar. Sentia. Sentia medo. Sentia o frio na barriga, como se fosse a primeira vez que via Filipa. Sentia o amor bater forte. Sentia seu coração batucar tambores como era no princípio. Desceu e esperou ela chegar.
...
Filipa chegou. Estava no portão, quando viu João. Olharam-se de longe. Ambos correram por dentro, ansiosos pelo o que estava por vir. Acho que os dois sabiam o que aconteceria ali; era óbvio. Filipa quebrou o silêncio.
- Pulando todo o blá-blá-blá, me diga logo de uma vez: você ainda gosta de mim? Digo, você ainda me ama, como tantas vezes já disse e diz?
- Filipa, quando você foi embora daqui naquele dia, eu senti meu coração correr atrás de você naquele seu passo apressado. Me peguei pensando nesses dois dias em como eu amo tudo o que é seu. Sabe, amo até aquilo que possa ser feio, estranho ou sei lá o quê. Eu amo como você fica vermelha quando te faço ficar com vergonha, amo seu jeito pulante de andar, seu jeito de se vestir, seu jeito meio louco de se posicionar sobre alguns assuntos, seu sinal perto da boca, seu beijo pulsante e carinhoso. Acho que o amor é assim, só amar e pronto. O amor deve ser um estado de não saber. A gente não sabe de nada quando ama, a gente não sabe definir o que é que sentimos. Ninguém sabe. Só o que se sabe é que se ama. E é isso. Se amar for sentir afeto por cada pedaço seu, então eu te amo. E acho que esses dois dias só me fizeram pensar mais nisso. Eu senti a sua falta. Talvez sentir falta ajude a pensar melhor. Eu até pensei em como você conseguiu me atingir. Ninguém nunca chegou onde você está hoje. Você está no lugar mais alto de mim. Eu sempre me protegi, nunca quis que ninguém chegasse lá, sempre tive medo. E agora tenho. Tenho medo de te perder, de fechar esse lugar de novo... É tão bom quando alguém chega e fica, sabe? Eu só quero você. Quero que você fique, cada vez mais. Quero que você perdure aqui dentro.
- "Eu não nego, eu me entrego... Você é meu grande amor e hoje eu vou te dizer 'Eu te amo'. Eu imploro, eu te adoro. Você tem meu coração a bater pra você mais uma canção!". Lembra?
Deram um daqueles beijos pulsantes e urgentes, clamando pelo sentimento que quase se perdeu. E aquilo seria eterno, como um abraço que fazem os corações se encostarem. Dali em diante, só o tempo os acompanharia, se roendo de inveja daquele amor.
