Vazio
O bem e o mal
Sou o bem e o mal,
Sou cheio e vazio,
Sou rude e às vezes legal,
Sou áspero e macio.
Sou guerreiro e pacifista,
Sou subida e descida,
Anarquista e altruísta,
Sou morte e a própria vida.
Imperfeição e perfeição,
Estrada reta e curva,
A frieza e o calor de uma paixão,
Águas limpas e turvas.
Eu sou o ódio e o amor,
A doença e a cura,
Os espinhos de uma dor,
Doçura,outrora ternura.
Sou a volta e a ida,
O começo e o fim,
As feridas de uma vida,
O cheiro de um jasmim.
Sou quente e frio,
Montanhas e precipícios,
Um lago e também rio,
Sou um lúcido no hospício.
Sou a neve e o deserto,
Sou o sol e a chuva de vento,
Sou o longe e o perto,
Sou alegria e também sofrimento.
Lourival Alves
Faltas
às vezes, quando menos esperamos, do nada nos invade uma impressão de ansiedade,
um vazio, como um objeto que fazia parte de nossa rotina e de repente, não está mais.
quase um sintoma físico, uma sensação de fuga de não sei quê,
simplesmente escapou de nós, como o necessário ar que nos foi magicamente tomado.
um leve arranque, um passamento, uma carência, uma inexistência,
uma falha de continuidade em nossa vida, os bordões de um tio,
as falas dos feirantes...
chamamos de falta, talvez tenha um nome,
você vai lembrar
@machado_ac
Caramba ultimamente eu ando me sentindo tão vazio.. serar que um simples abraço acabaria com esse sinistro arrepio. O coração que gritar, mas e tomado pela vontade de chorar. Serar que isso um dia vai passar, pelo menos e oq as pessoas me falam, meus pensamentos conseguem me calar e provar o contrário.. a ideia que o amor existe ta indo embora, como um passarinho vuando ou uma leve brisa que parece me dzr, que tem alguém me esperando la fora. Eu espero que realmente tenha irmão, porq eu não to nem um pouco afim de perder pra depressão.
Dentro do vazio da sua alma
Revirando por dentro
Quando uma luz clarear
Grande é a quantidade
De diversidade
Você pode encontrar
Lembranças de uma noite fria
De mentes vazias
Vendo o luar
Ao ludo um lugar resplande
É uma memória doce
Uma noiva no altar
Logo assim, uma pomba sintilante
Regressa o caminho
Dos elementos tão claros
Que nos fazem enxergar
Que somos só almas tão grandes
Confusas o bastante
Para não nos achar
E quando a pomba sintulante
De um amor verdadeiro
Nos faz contemplar
Que temos tanta sorte grande
Memórias o bastante
Pra encher um mar
Que temos o amor de um amigo
Sorriso conhecido
Que nos alegrar
Veja então sua alma tão quente
Outrora pobre e doente
Te faz enchergar
Que a alma de um povo valente
Levanta tão fervente
Ao esperança alcançar
"Não podemos colar os pedaços de um coração partido, mas podemos preencher um coração vazio e ainda fazê-lo transbordar de amor."
E onde cabe esse vazio em ti?
E onde se encaixa esse vazio em mim?
A gente se completa ou se causa danos?
Eu não sou a poesia, eu vivo a poesia, ela brota de algum lugar e preenche o meu vazio.
Eu choro, eu sorrio, me armo e desarmo, eu dito e desdito o que por mim foi escrito.
Me calo, eu grito, me sinto e me desminto, me entrego, me afasto, me faço e me desfaço.
Assim vivemos eu e a poesia, nos amando, nos odiando, nos querendo e nos repudiando.
Perdoe, mas não esqueça de esquecer as mágoas que andam de mãos dadas com o vazio e a ingratidão que fragilizam, almas sensíveis.
by/erotildes vittoria
Vazio da alma
"Teu silêncio
contradiz,
a imensidão
do teu olhar."
Ouço gritos
A boca mente
Quando diz que
Nada sente
Me deixa te abraçar
Se não com palavras
Deite em meu colo
Talvez meu abraço
Pode dizer muito mais
Tem vazio
Que se preenche
Quando alguém
Nos compreende
E eu estou aqui
Para o que
Você precisar
Porque o pior da vida
É não ter afetos
Para nos afetar
Tudo o que importa
É o acolhimento um ao outro
Pois quando olhamos para trás
Lá se foi uma vida inteira.
Autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 20/10/2019 às 13:00 horas
Manter créditos para autora original #Andrea_Domingues
PAPEL DO POETA
Palavras flutuam no vazio
em sílabas desconexas
o papel está repleto
de versos incompletos
a noite cumpre seu papel
já passou de meia
e um pássaro noturno
canta seu canto por completo
as sílabas se conectam
palavras ganham nexo
os versos se completam
e cumpro meu papel de poeta.
SONETO DO CORAÇÃO VAZIO
Frente aos olhos meus, o coração vazio
O cerrado num silêncio que me angustia
E os pensamentos em uma total heresia
Relatando abastado sentimento sombrio
Estacada emoção com dor em orgia
Sangra sofrência de sonhos sem brio
Das saudades que na alma dá arrepio
E na quimera traz perfídia com ironia
Assim neste saguão de solidão gentio
Chora e lamenta, o amor em agonia
Que aperta o peito num amargor frio
E carente de ilusão e pouca ideologia
Trilho em um querer de séptico luzidio
Ordenando agrura, e refreando o dia
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março, 2017 - 05'20"
Cerrado goiano
eu como é ter vazio doí muito vem cada pensamento ruim mas com o tempo muitos acaba soperando né muitos mas no caso eu superei amadureci muitos parei de se importa com quem não estava nem ai por mim comecei a ser frio com muitos e mim afasta de todos acredite sou em mas feliz hj como antes
_Seus segredos estão em seus lábios...
enquanto meu coração está vazio,
me lembro quando minhas lagrimas secaram,
diante ao seu olhar estava morto,
em um mar que se abriu e me dragou,
ainda estava sorrindo...
quanto sentia a dor de estar vivo...
lamentei muito por ainda te amar,
o meu mundo era puro caos...
nos verso apenas o fim...
Você tanto me amou
E me ensinou
Agora partiu
E deixou um vazio
Sem você
Não consigo entender
Como posso viver.
Essa tristeza dentro
De mim nunca terá fim
SONETO AMEDRONTADO
O medo amedrontado está em mim
Poetando sombras de uma tristura
É um vazio cheio duma vil amargura
Num silêncio: mudo, surdo, sem fim
E neste vácuo sem a essencial figura
Entrajam faltos ornados de serafim
Dum temor com seu satírico festim
Assestando o poetar na ossatura
Então, do medo se alimenta, assim,
Cada vez mais tétrico fica, e procura
Um tal arrimo, sem doçura, carmim
E a ousadia onde fica? E a ternura?
Se o medo no medo, é trampolim!
E o fado sem medo, é vã ventura...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
