Um Estranho Impar Poesia
Eu conto
Cá na minha poesia eu conto contos
Eu conto nas entrelinhas desencontros
Nos sub textos a ficção de reencontros
Eu conto várias buscas de encontros
Conto as dores sem ter descontos
Eu conto os devaneios e confrontos
Faustos atos, reticências e pontos
Os sonhos em forma a serem prontos
Tricotados no amor em prespontos
Cá só não conto segredos de contrapontos
Particulares, os que deixam tontos
Estes só a mim mesmo... Eu conto!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
11'04", 11 de junho, 2012
Rio de Janeiro
A velha palavra, gasta, forma
Uma agridoce e bela miragem,
Com os contornos duma poesia,
Para comunica-nos a verdade.
MULHERES E A MINHA POESIA
(30.08.2018).
Não posso compreender as mulheres em sua totalidade, mas posso ser grato por elas existirem como parte de mim mesmo. Uma poesia contendo os mais lindos versos já lidos pelo mundo.
A Poesia Sumiu
Sumiu meu poético Ser
Sumiu sem o querer
Sendo isso necessidade
Talvez mera maldade...
Alguém o quer só prá si
Roubando o poeta de mim
Fato é que roubei primeiro
Ladra sei que eu sou.
Mas nunca fui inconstante
Nas rimas que trago e dou.
Sei que a vida é triste
Eu digo, só instante existe!
Desconcertante é admitir
Mas sou deveras vibrante.
Diria mesmo- brilhante sou!
Pois sei conviver com a dor.
O poético Ser que me habita
Há pouco aportou no meu Eu,
Sei bem agora, ele é meu.
Porém luto por sua conquista
Rompi a barreira de tempo
Causada por seu compromisso.
Por que tanto esforço faço?
Sou Ventania de romper o aço.
Tornado
Da poesia até o chão
Houve forte vendaval,
Do amor à paixão
Tudo era irreal.
Da mais doce ilusão
À palavra mal dita,
Do açoite ao pão,
Da coragem à vindita
- Humana é a razão.
Divina porém- emoção,
Tudo se mistura
Fazendo-se aí a depura.
Deus se faz presente
- Alma de nossa gente.
De repente porém,
Tornado isso resulta,
Mal preso ao bem
Acaba gerando disputa.
Não importa contudo,
Não existe final...
- Eterno se faz presente
No bojo do vendaval.
NA TUA BOCA, MINHA POESIA...
Beijo tua boca, transcrevo o verso
Numa carícia doce, envolvente
Translado neste toque o universo
Numa paixão nossa. Caliente...
Um momento apenas o nosso beijo
Breve e eterno em minh'alma
És toda paz que anseio e desejo
Atiça-me e, paradoxal. Me acalma!
Quanta agonia há neste mundo, Deus!
Mas esqueço todo o desgosto
Quando toco os lábios teus...
Pois neste toque de carnes sou poesia
Componho no paladar da tua saliva
Meu poema, teu gosto de ambrosia!,
Vento soprava a Poesia
Assim viviam a brincar...
Carregava- a horas a fio
(Pareciam mesmo se amar)
Um dia o Vento parou
-Irmã Calmaria chegou.
Poesia ficou muito triste,
Sentiu que tinha era amor!
Calmaria vendo isto
Compadecida foi embora,
Ligeiro o Vento voltou
A ficar com sua senhora.
" Amar,não é escrever lindas mensagens
Vai muito além da poesia
O infinito mundo do amor
se constrói com gestos de carinho
É tão fácil dizer te amo
Mas é tão difícil demonstrar com atitudes
Amar é segurar as mãos e dizer:
Vem comigo, faça parte de minha vida que eu te mostrarei o meu mundo
Muito além da poesia
Das velhas canções de amor
Do infinito brilho das estrelas
Amar é um dom,conquistado por alguns,sonhado por muitos,mas vivido por poucos
Sob as estrelas
Em algum lugar,entre o grito e o silêncio,repousam os poetas,onde o amor se torna,o mais profundo dos sentimentos
Muito além da poesia"
-Poesia?
poesia é mal de alma, corrupção de espirito, o caminho contrario do dedo indicador, uma contra prudencia. poesia é para os homens, homens mal intencionados.
Eu faço poesia assim
Hora vendo as estrelas
Observando as Marias
Olhando o Cruzeiro do Sul
É assim que faço poesia.
O tempo é meu nobre conselheiro
Deus é meu caminhar e aceso candeeiro
Da poesia viva sou meu próprio canteiro ...
Hoje apenas quero Respirar !...
LEMBRAR-ME DA POESIA
(13.09.2018)
Quero me lembrar dos momentos
Em que eu tive a oportunidade
De conhecer cada parte bela
Das minhas leituras inversos,
Sonhos vistos nas páginas,
Essência que não se perde.
Que eu não venha adormecer
Sem ter no corpo as digitais.
PERCO-ME 💕
Perco-me pelos carris do teu corpo
Enquanto a minha poesia te veste
Onde moras em silêncio em todos
Os espaços da minha branca pele
E em todas as palavras da minha boca
Embrulhadas entre o mel e o fel
Intensos fogos nos consomem a carne
Santifica a tua boca enquando me chamas
Lançando sementes no meu coração
Num caminho feito até a lua de nudez
Universo dos teus braços em abraços
Desta fome sentida unhas cravadas em ti
Vestindo-me de alegria no verbo amar
Despindo- te com os olhos em palavras
Que tanto gostas amor de me ouvir dizer
Semeaste de mel a primavera no meu peito
Enquanto me perdia pelos carris de ti
No metal quente do teu corpo.
Você é o reflexo de minha poesia
É como a chuva e sua sensação de paz
Mais convincente que boêmia
Mais inspiradora que Vinícius de Moraes
É a flor que falta em mim
Pensando bem ta mais para jardim
Neste ciclo de início e fim
Sua beleza ultrapassa jasmim
Sempre atraí minha atenção
Me lembrando de que não estou sozinho
Concluindo meus sentimentos
Embelezando o caminho
Uma rosa na qual não encontro espinhos
Seu amor é mais saboroso e raro conforme o tempo passa
Igual vinho
Tú és poesia ditas no silêncio da saudade,
onde pulsa o amor e dele toda a intensidade.
Tú és os arrepios em meu corpo que arde em chamas e clama a cada encontro com teu.
Tú me faz viajar loucamente no toque de suas mãos, no abraço apertado e no doce sabor dos seus lábios ao tocares o meu.
Tú és minha loucura, minha paixão, minha louca sedução, o desejo mais profundo que tenho em meu coração.
Então, já não tenho como lutar contra esse sentimento, pois já te tenho em meu pensamento... E o que falta é você querer ser a morada do meu coração.
A poesia não morre
Nas veias do poeta, corre
Revirando o sangue até à mente
Que traz passados ao presente.
A alma faz poesia sem perceber...
Somos gladiadores do dia a dia entre aflições pseudônimos perturbações pecados conquistas desilusões desejos fracassos sonhos mistérios e paixões.
Somos a razão da existência do sol da lua do mar do fogo da terra das estações das esquinas das estrelas das flores das frutas das miragens dos temporais dos vulcões do mel e das vertigens.
Somos as frases feitas de canções que surgem na inesperada complexidade de sentimentos leves doces e nostálgicos.
Somos o voo livre e soberano em busca do pouso certo e que se torne o porto firme e seguro a cada amanhecer.
Somos a chance da construção da nova casa íntima de nossos corações que pulsam pelos vales e montanhas dos abstratos pensamentos.
SOMOS DEPENDENTES DE NÓS MESMOS.
Talvez, eu ainda encontre,
na primavera, o aroma perfeito das flores para que a minha poesia possa ter o esplendor da aura dos anjos.
Poesia do Amor
Minha história está no passado
Minha vida está no futuro,
Meu amor por você é luz
Que brilha mesmo no escuro.
Fazer poesia
Urge porque ora ardem. Ardem até serem escritas. Palavras entoam ardidas, tal como Sol do verão.
Há também as que amassam, sem ardor, queimação. Palavras apertadas, tal como nó na gravata. Sufocam, só desafroxam escritas no punho, à mão.
Mas há palavras que urgem sem tocar no coração. Juntas porque rimadas. Repetem tão ensaiadas, tal modinha de verão.
Rimas pobres, outras ricas. Carimbam, viram canção.
Urgem de tal maneira, habitam a cabeceira. As levo por todo instante, praga, saga e refrão. Me rendo, registro a rima.
De fato, nenhuma obra prima. Jamais tive tal pretensão. Mas rima virou poesia, singela, bela guria, quanta gente sonharia alçar tão posição.. Plenitude alcançada, rima ousou ser poema. Ousar ser poema e bom.
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