Um Estranho Impar Poesia
Não tenho pressa...
Eu não tenho pressa,
Eu espero! Um dia,
Vou encontrar um
Amor puroe sincero.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
EU SOU UM ESQUELETO
Não tenho carne
Não tenho pele
Sou apenas osso.
Não tenho cérebro,
Nem coração
Sou apenas vazia.
Me sinto tonta
Minhas mãos tremem.
Não quero levantar
Não quero comentar.
Não sinto fome,
Nem sinto raiva,
Eu me sinto é cansada.
Não tenho nada
Não tenho ninguém.
Sou apenas osso, sou um esqueleto.
Véu da Noite
A noite é como um véu
A noite é menestrel ...
É confissão de todos os profetas
E o Amor de todos os poetas
É o divã de todo analista
E é a casa de todas as meninas ( e meninos )
Ela é o bar de todo embriagado
E é o lar de todo abandonado
É o amante , a concubina
É a canção de todo trovador
O meu,oseu
O nosso amor ....
A noitenaverdade
É minha dama sem pudor
Quando te conheci,
Foi um turbilhão de conectividades, beleza e sensações.
Foi encantamento, mas também à força arrebatadora da paixão.
Você foi, o presente da esfera!
A intranquilidade do querer sempre.
Do querer mais.
E a paz sublime da saciedade depois do gozo.
O amor é um monstrinho bom,
quando ele acorda e nos sorri de jeito perfeito,
a gente leva sim, pra casa do coração.
E quando se faz morador, ainda que se mude é eterno.
O espaço que ele ocupou...será sempre dele.
Eu não sou mais por ser exagerada,
É que eu sou infinita, sou intensidade
porque não me dou só um pouco,
porque quando me verto
espalho-me por toda a mesa
e corro pela abertura estreita do chão
só para inundar...
Seu sorriso é um convite,
e dá a mão para a minha alma.
Rodopia meu ser em leveza;
deixando pegadas no céu e
esvoaçam os meus cachos...
Nem é preciso levar tudo a ferro e fogo,
Nem tão pouco um faz de conta...
Melhor mesmo é ser criança,
verdades e brincadeiras...
E não carregar nenhum peso em vão...
"Todos se preocupam com um osso quebrado,
mas ninguém liga pra um coração esmagado.
Eles tem piedade da ferida exposta,
porém ignoram quando a alma se esgota."
Aaaah ele tem um olhar
Que me faz tremer
Eu nem sei bem explicar
Desperta-me tanto querer
Sua voz rouca
Me provoca
Me deixa louca
E eu dona de mim
Desejo a ele pertencer
E em seus braços, me perder!
Vozes perseverantes
És deficiente, claro amigo!
Sim, uma casa bem construída,
Mas não se faz um abrigo,
Não sentes o amor desmedido...
Verdade! Meus olhos não veem.
Confesso, sonhei enxergar,
Vejo com o coração, não minto!
Enxergas, mas teu afago não sinto!
Não tenho pernas fortes!
Cadeira, rodas... Sina minha.
Você comigo não caminha
Mas sou asa mesmo sozinha!
Dizem que é lindo o cantar.
Gonzaguinha, Keréto, o sabiá...
Mesmo sem ouvir, voam cantos.
Muitos me ignoram, são tantos!
Sei que a fala sempre me faltou,
Nunca a encontrei na língua.
Deixas-me no silêncio profundo
Mas meus gestos reviram o mundo!
Estou na estrada e sou como você,
Nado, brinco, faço o acontecer...
Do cume ao fundo profundo do ser
Surfo, paraquedas... Menos temer
Origami
Para você um dia dobrei,
o mais belo origami...
Mesmo que tu não me ame,
De ti, para sempre eu lembrarei...
Destino não quis? Não sei...
Por mais que eu reclame,
e em meus poemas declame,
de certo, nunca saberei...
Sutil arte em definição,
meu amor por ti assina,
singela obra de paixão...
Geometria divina!
Resta lembrar que perfeição,
para mim és tu, menina.
O amor é a casa
Já fui feito de incertezas, mas em você encontrei morada. Não um abrigo qualquer, mas um lar onde o mundo se aquieta e tudo faz sentido. O amor não é um lugar, é a sensação de estar onde sempre pertenci.
Você olha e vê apenas um corpo perdido na escuridão.
Eu olho e vejo beleza, leveza, harmonia e sintonia.
Eu olho e vejo poesia...
DIAS DA VIDA
Cada dia da vida
Sempre um Crick. Em dezembro
Tudo é chique. Brinde.
Os janeiros que se passam
Juntam algumas fotos Vividas a cada copo.
CAATINGA
Há um tempo.
Em que o tempo.
Não ajuda.
A chuva não pinga.
As nuvens não carregam.
E também secam.
Seco é o ar.
Céu parado.
Acabaram as farturas.
Semear o que,
Se o tempo já se fez.
Nada que vai nascer.
Terra que vai padecer.
Esperança de um tempo.
De uma renovada vegetação.
Para a vida no sertão.
O vento sopra na tarde de mais um dia.
No portão, deitar ao chão, nuvens no céu.
Figuram-se nas mentes de quem for capaz.
A garota e o rapaz sentados na praça a olhar
A rua calma, as pessoas passam.
O vento sopra o tempo.
Tardes pra andar.
Tardes pra pensar.
Tardes pra descansar.
AMÉM
Vivendo como um santo
Dormindo como anjo.
Ninguém descobre o manto.
Cada um fica no seu canto.
E fim de papo.
Meu aliado.
Tudo explicado.
CÁRCERE
Agora
Depois do... depois de...
O homem volta a ser.
Um ser sagrado
Tudo será perdoado.
Não foi nenhuma
Passagem fenomenal.
Não era nem carnaval.
Apenas natal.
Do indulto ficamos mudos.
Saímos pro mundo.
Pensamos, mas não voltamos.
A dor da gente.
É a dor que sente
A minha mãe.
A minha mina.
Pobre mãe.
Pobre meu pai.
Descanse em paz.
Minha mãe, também foi uma menina.
Por favor, entendam.
Meus amigos parentes e vizinhos.
A minha expressão.
Não está na proporção.
Do meu coração.
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