Um Estranho Impar Poesia

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⁠Ela é força, com um olhar que revela personalidade. É mistério, como uma flor de lótus. Tem um jeito de menina, mas a firmeza de uma mulher decidida. E é bela, em sua essência.
Beleza que vem de dentro para fora. Conquista com um olhar; mesmo com seu mistério, carrega consigo verdade, sua verdade. Nos prende com seu magnetismo, uma força sutil que nos atrai. Sua presença traz equilíbrio entre suavidade e poder, uma combinação rara que encanta e desafia.
Ela tem uma essência pura que nos intriga, nos levando a querer decifrá-la. A cada dia, desejamos conhecê-la mais, mas nunca conseguimos defini-la por completo. Com seu olhar e seu mistério, ela é... pura poesia.

Inserida por RuanCarlos22_

⁠**Ponta Porã, Princesinha dos Ervais**

*por Yhulds Bueno*

Na linha sutil de um mapa sem muro,
Onde o Brasil e o Paraguai se dão as mãos,
Nasce Ponta Porã, em abraço maduro,
Terra de ervais, de cheiros e canções.

Princesinha cercada de verde e neblina,
Com a alma gelada do vento europeu,
Nos dias frios, o céu se inclina
E acaricia o mate que alguém aqueceu.

Aqui, o tereré canta em roda de amigos,
Fronteira sem porteira, só coração,
Mistura de línguas, de risos antigos,
De lendas que cruzam o chão do sertão.

Brasileiros e paraguaios se encontram,
Sem barreiras, sem pressa, sem porquê,
As histórias se fundem, os olhos se contam,
E a cultura floresce onde a paz quer viver.

Ó cidade das neblinas e do chimarrão,
Dos mitos que dançam no campo molhado,
És poesia na palma da minha mão,
Ponta Porã, meu canto encantado.

Inserida por yhuldsbueno

⁠⁠O DRAGÃO AMOROSO
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QUIS não saber... me foi dado conhecer
"Existe um dragão ao fundo adormecido"
Há muito circula por aí; um ditado que diz
Dentro de todos nós existe, enternecido
*
*
Dragão amoroso, que acautelado, protege
Na medida tosca, equilibra, enaltece
Nem ao céu nem ao mar, antes controlar
Se a fera se soltar... fere, enlouquece
*
*
Oh, Poderosa luz do meu ser! Me proteja
Em meio a tamanha ira e fugaz revolta
Em meio a desatinos, minha boca enseja
Oh, meu lado bom! Volta, volta!..
*
*
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠"Por um segundo, vibrei numa frequência que não era a minha.
Por um segundo Deus falou comigo. Deus e' tudo, e ainda omnia."

Inserida por andre_gomes_6

⁠AVENTURAS DA ALMA { SONETO}


A jornada começa com um "traçado caminho":
De sonhos, ânimos acendidos e esperança.
Esperança nova: velozmente ou de mansinho.
A velocidade não conta, mas a temperança.

Num caminho e' possível a felicidade plena.
O que um mar de chuvas nos da' de frescas,
O céu azul em sol e esperança quiçá acena;
Uma nova estação ou somente terras secas.

E' preciso esperar o inesperado pelo coração.
O coração nunca pensa no mais simples,
O coração nunca decora uma canção.

O animo e' da alma o coração não sabe.
O Coração e' cego quando fala a alma.
E mesmo sem razão pede p/ que acabe.

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠TERTÚLIA FAMILIAR


Que comece mais uma “tertúlia”! Abaixo à internet!
Que cada um possa falar! Mas de longe? Como escapar?!; salve 'a rede!
Família é coluna. Pra todos: elementar.
Família é o sustento que sustenta de onde está.

A distância é quebrada sem aperto de mãos, sem aquele cafezinho...
Mas com o acalento das emoções ao conversar.
Primeiro: a casa dos pais nos resguarda do mundo, fisicamente, o coração.
Depois guardamo-nos de perder o caminho das emoções... de certo que a razão.

Família é sempre família! Pode ser a de sangue, ou a que conquistamos;
Destas sortes que nos fazem viver!

O que é verdade para todos nós; é que família é aquela que nos leva ao “reencontrar”:
Reencontrar o irmão, mãe, pai... família!
Mas principalmente o próprio “EU”.

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠⁠MEU POEMA ERA...


Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...

Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.

Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.

Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!

O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠MINHA AMENDOEIRA

Um dia fui até que [ por demais feliz],
Lembro-me de uma velha castanheira.
Embaixo dela brincava no tempo de minha
Infância.
Chamava-a pelo nome de castanheira, mas,
O que se comia era a amêndoa [ o fruto].
Certo dia dessas distrações de criança,
Pus-me a brincar num balanço improvisado.
De maneira meio solta e leve com a vida, como
A quem não deve nada e não sabe de nada.
Comecei numa pressa de viver o momento
Que só e' peculiar 'as crianças.
Na primeira balançada foi um vai e vem
Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada
Um pouco mais ousada,

Inserida por andre_gomes_6

⁠O DIA QUE EU PARTIR...

O dia que eu partir...
Lerão o que escrevi
Talvez até publiquem
Um livrinho, aqui e ali
Meus versos e minha história
Do jeito que eu vivi
Coisas que a ninguém importa
Agora que estou aqui.

O dia que eu partir...
Flores eu vou ganhar
Carinhos e elogios
Creiam, não vão faltar
Amigos, filhos e netos
Todos irão chorar
É sempre a mesma história
Só se muda o lugar.

O dia que eu partir...
Ás vezes serei lembrado
Esquecerão os meus erros
Serão coisas do passado
E virão os agradecimentos
Por uma vida ao meu lado
Haverá muitos suspiros
Por terem me machucado.

O dia que eu partir...
Não será fácil não
Para aqueles que tanto julgam
E vivem dando opinião
Criticam e esbravejam
E me negam afeição
Sentirão muita falta
Desse velho “amigão”.

O dia que eu partir...
Creio que vão lembrar
Quando necessitavam
E vinham me procurar
Eu ajudei a quem pude
Não é feio precisar
Feio é depois disso
Fingir e não se lembrar.

O dia que eu partir...
Não pensem que eu não sei
Pois durante a vida
Creiam, também errei
Queria pedir perdão
A quem eu magoei
E deixar o meu carinho
Àqueles que tanto amei.

Thiago Rosa Cézar

Inserida por thiago_rosa_cezar

Às Vezes

Às⁠ vezes subo até a superfice das palavras
Para respirar um gesto vago
De um silêncio sobre a pausa.

Às vezes olho por dentro dos olhos das pessoas
Para sentir uma humanidade
Que cala...

Às vezes colho o dia em minhas mãos
Para sentir o perfume
De Deus.

Às vezes fico numa melodia solitária
Para deixar a solidão do mundo
Ecoar o deserto...
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

Cabeça Erguida

Um silêncio absoluto
Se fez em lágrimas
Lágrimas
Lágrimas
Uma raiz se soltou deixando um vazio
Numa ressonância
Profunda em minha alma.
Mãe, você se foi
O seu corpo,
A sua voz,
Mas não a sua essência,
A sua história,
A sua alma
Sempre presente;
Um gesto protetor a todos
Uma fonte de alimento
No acolher,
Sarar as feridas
Uma palavra
Um incentivo
Uma força imperativa
De empurrar para frente
"Cabeça erguida"
- Assim dizia a quem consolava...
Mesmo que o dia pareça sem sol com a sua ida,
Olharei o horizonte,
Sentirei a sua presença
O seu perfume
E escutarei o seu chamado:
"Cabeça erguida"...
(Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)









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Inserida por SuzeteBrainer

O Som do meu Violino

Marcas⁠ petrificadas
que evocam fantasmas
de um tempo perdido
(enterrado),
que anuncia a música da renovação.
Assim, toco a minha música
sem a tal mágoa;
transfigurada ao som do meu violino
libertador e divino.
Sim, a música silencia as dores
recolhidas nas asas feridas,
e cada nota sublime
harmoniza o impulso para o voo.
Fico ao Som do Meu Violino.
Ao som do meu violino fico
E a melodia é de paz.
Fico no silêncio profundo
vestido de mim.
Às vezes silencio diante do mundo,
Às vezes silencio diante das pessoas.
Há uma quietude que não me perturba,
há uma solidão que me cabe;
uma caminhada bem longe de mim,
um perto que só eu conheço.
E fico ao som do meu violino...
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

Os anjos que habitam os meus sonhos

Guardo em mim
Um olhar mergulhado na emoção,
Ao tocar o outro igual.
Os anjos que habitam meus sonhos,
São humanos
Que ainda choram.

(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)⁠

Inserida por SuzeteBrainer

O Olhar do Olhar do Poeta

O poeta é um ilusionista
Desta realidade concreta que assombra.
O que seria da beleza da vida,
Sem o olhar do poeta?
O poeta silencia o impossível
Com a infinitude nas mãos...
⁠

Inserida por SuzeteBrainer

Um Voo Sem Ruflar de Asas

E sei que nada de mim
É para sempre,
Mas quero a minha
Passagem bem leve,
um voo sem ruflar de asas
No anonimato do mundo.

Inserida por SuzeteBrainer

Meu Canto Profundo

O meu canto profundo
Canta um mundo
Quase perfeito,
Quase silencioso;
Um ciclo num ritmo melodioso,
Às vezes alegre,
Às vezes triste;
No sim,
No não,
Na construção
Fora do padrão,
Longe da mesmice;
Muito perto de mim,
Num ponto,
No centro,
Quase invisível,
Quase Infinito.

Inserida por SuzeteBrainer

⁠A Transcendência do Entardecer

Deixar as mãos soltas
Na esperança de
Serem asas um dia,
Para um voo
Na delicadeza de ser livre,
No abraço que transcenda
O entardecer das palavras...

Inserida por SuzeteBrainer

O Infinito no Abraço⁠

Gosto do embalo de um abraço:
A rede do afeto no doce da alegria do Dia.

Inserida por SuzeteBrainer

A mente do poeta, por motivo da reflexão,
torna-se um santuário,
e neste santo laboratório,
seu coração fica de molho apurando versos, poesia e rimas...

Inserida por ostra

Me debrucei no papel,
Derramei o coração entre linhas,
Senti um aroma agradável,
Que cada palavra exibia,
E num leve sonhar o abraço da poesia,
Estava ali me confortando, e animando!

Inserida por ostra