Um Estranho Impar Poesia
Você é meu presente raro,
Tesouro doce e valioso,
Um diamante lapidado,
Brilhante, puro e precioso.
Deus, em sua infinita bondade,
Me deu você com tanto amor,
E desde então, a felicidade
Floresce em mim com seu calor.
A Trapezista
Tua presença sempre foi de altura,
leveza que desafia a gravidade,
um salto no vazio —
sem medo,
sem rede,
como quem nasceu para voar.
E eu, aqui embaixo,
no chão firme das palavras,
apenas te assisti:
dançar entre os arcos do ar,
girar entre os cabos invisíveis,
flutuar como quem não pertence a lugar nenhum.
Teu nome, nome de trapezista,
já anunciava a tua sina:
voar, encantar, desaparecer.
Fui plateia e fui aplauso,
fui silêncio e fui espera.
Olhei teus saltos,
teus riscos,
tua beleza suspensa,
sabendo que, um dia,
o espetáculo acabaria.
E acabou…
mas o picadeiro da memória permanece armado,
as luzes seguem acesas,
e teu vulto, tão etéreo,
ainda atravessa os meus pensamentos
num voo perfeito,
num giro interminável.
Se um dia voltares,
não precisas de rede,
nem de cordas,
basta o espaço entre meus braços
pronto,
aberto,
para te acolher no pouso
ou te lançar,
outra vez,
ao céu.
Cê loco
Paixão para quê?
Na ausência: um sofrido
Na presença: um entorpecido
Paixão é uma invenção,
Do capitalismo com certeza
Feita para comprar, gastar e entregar
Chocolate, presente e coração
É caro: custa a paz, o sono, e a vida
Não tem tratamento
Quando não mata
Fica a vida toda
Por isso se proteja,
Pois quando acontecer
(E vai acontecer)
Vai doer, vai durar , vai matar
E com certeza vai ficar
E você ainda vai ter um sorriso
Bobo o resto da vida
Silêncio que Respira
No ruído das máquinas,
busco um silêncio que respira.
Onde a alma não se explica
ela apenas é.
Há pixels que brilham,
mas não iluminam.
Há palavras que gritam,
mas não curam.
No fundo da ausência,
escuto o que o mundo enterra:
a ternura do instante,
a fé sem altar,
a justiça sem plateia.
As mãos vazias,
que não postam, não vendem, não imploram
essas sim, sustentam o invisível.
Essas escavam a verdade
que o ouro não compra
e que os likes não alcançam.
Na palma da mão, não carrego espadas,
mas sementes.
E mesmo que a terra esteja dura,
é nela que insisto em plantar
o impossível.
Porque há um Deus que não cabe em dogmas,
um amor que não vira tendência,
e um eu que não quer mais performance
quer presença
Não há nome pra isso
Tem coisa que não se escreve,
mas insiste em nascer letra.
Um silêncio que sangra alto
no canto de cada espera.
É a sede que não se mata,
mesmo afogando na fonte.
É saudade antes da hora,
é o sol quebrando a ponte.
Tem amor que vem sem rosto,
mas deixa marcas na pele.
Feito vento que atravessa
sem pedir, sem dizer: "segue."
É o erro que a gente escolhe
mesmo sabendo o final.
É o abismo tão bonito
que faz a queda ser banal.
Não tem nome o que nos move.
É mais rugido que fala.
É o que pulsa entre os olhos
quando a palavra se cala.
Sinto que eu tô curado,
mas não vivo,
como se eu fosse um ser maldito
que foi amaldiçoado a nunca ser vivo.
Sinto que meus traumas tão me acorrentando
e me puxando cada vez mais forte e profundamente.
Meu cérebro não define o que eu devo fazer,
vou de instinto,
mas nunca dá certo —
eu sempre volto ferido.
Hoje eu odeio todas as rosas do campo,
porque uma delas me espetou,
como se o espeto não ficasse na ponta do dedo,
e sim preso dentro do meu peito.
Tô ficando mais chato,
e menos feliz.
Minha mentalidade me usou de refém,
pra no final puxar o gatilho.
Todos veem meu sorriso,
mas não o que o palhaço vive sentindo.
Se as minhas feridas fossem externas,
eu seria só um pedaço de carne morta.
Por dentro, sou só isso mesmo.
Escrevo e fujo da realidade...
E, de novo,
eu finalizo o verso
sem sentido de verdade.
Até você
Um dia te chamei sem te conhecer
Te ouvi sem você chamar
Com esperança e sem entender
Decidi de você me aproximar.
Decisão importante tomei
Com alegria, me entreguei
Na esperança de acreditar
Que por todo dia iria te amar.
O Êxtase de um Novo Tempo
Viver… Ah, viver o melhor momento da existência!
Seja no pomar, sob a sombra generosa das árvores frutíferas,
Ao som melodioso do chilrear dos pássaros,
Que, em coro, anunciam a beleza do dia que nasce.
É o bucolismo romântico que se derrama em cada canto,
Onde a natureza veste-se de festa para celebrar a vida,
E o êxtase profundo floresce como perfume invisível no ar,
Sussurrando aos corações atentos:
“Este é o jardim da vida… um altar de recomeços… um novo tempo que desponta.”
Aqui, cada instante é uma poesia viva,
Cada sopro de vento é uma oração,
E cada raio de sol é um convite irrecusável
Para sentir, agradecer e simplesmente… viver!
Não Seja Um Artista
Ei, me escute: não seja um artista.
Ser artista é como ser alma num mundo de pedras quadradas.
Como ser cor num mundo que se tinge
com uma pálida gradação de cinza.
É como ser uma pintura infinita para molduras pré-fabricadas,
padronizadas, quadradas e duras.
Ser artista é cantar para surdos, pintar para cegos
e escrever poesias num idioma já extinto.
É como se manter dançando de olhos fechados
em meio a um desfile militar organizado em filas perfeitas
ao compasso frio e forte das botas que marcham.
Ser artista é se negar a seguir a receita para ser aceito,
não pela aceitação em si,
mas por ver o Sagrado através das suas próprias medidas.
Ser artista é resistir à tentação de ser medíocre.
É ter a Coragem de viver sem nenhum tipo de anestésico.
É suportar a dor para saber onde dói.
Suportar até transformá-la em Arte.
É escolher sentir o que se tem
na tentativa de um dia se ter flores.
Ser artista é ter esperança
num mundo que só tem certezas.
Então não seja um artista.
A não ser que sua alma não aceite outra coisa
que não a Arte.
Não seja um artista,
a não ser que seu coração bata acreditando que
um dia o surdo vai conseguir ouvir o seu canto,
que o cego poderá perceber as nuances das suas pinceladas
e que o idioma das poesias será novamente celebrado.
Não seja um artista,
a não ser que sua música soe mais alto
que o barulho de mil botas batendo
e que em suas formas tão singulares
o Sagrado se manifeste.
Definitivamente não seja um artista,
a não ser que as únicas flores que você espera na vida
sejam suas próprias dores transformadas.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Ruídos Alheios
A vida é um trabalho contínuo
De parar cada pensamento
E questioná-lo até descobrir
Se ele é nosso mesmo
Ou se pegamos ele na rua.
Spoiler:
A maioria herdamos de nossos pais e de pessoas próximas.
E pensando bem, grande parte de nossas certezas não foram nem conclusões nossas...
Com a palavra,
Alice Coragem.
Eterno Ricardo
Desde da sua adolescência
era um rapaz determinado,
Verdade que era tímido
mas era sempre focado,
o seu dom de artista
era um excelente tecladista
que o fez ser renomado.
Ele aproveitou a juventude
com seriedade e alegria,
fez da música o suporte
pra transbordar sua simpatia,
ele se apresentava com prazer
no palco deixava transparecer
o dom da sua energia.
O tempo foi passando
e o destino preparava,
um momento muito difícil
que ninguém esperava
um rapaz cheio de crença
Perdeu a vida pra uma doença
que pouco a pouco lhe calava.
Foram dias conturbados
difícil de acreditar,
que a estrela do eterno Ricardo
foi brilhar em outro lugar,
ele foi mais deixou de herança
uma linda e doce criança
pra seu reinado aqui continuar.
A saudade é grande e eterna
que você deixou entre nós,
mas você não partiu
assim diz uma maravilhosa voz,
que quem está perto de Deus
não está longe de nós.
Casimiro e Maria
Vou relatar uma história
de um grande cidadão,
um homem muito querido
dentro de sua região,
na mata era ligeiro
pois esse nobre vaqueiro
tinha prestígio e consideração.
Estou falando de seu casimiro
um homem de muito valor,
que tinha como companheira
uma esposa que sempre o amou,
depois de anos de parceria
casimiro e dona Maria
uma linda história vivenciou.
Eles não tiveram filhos
pra um dia deles cuidar,
e quando a idade chegou
tiveram que se separar,
essa dupla tão querida
viveram os últimos dias da vida
aos cuidados de seu familiar.
Aos cuidados de familiares
eles viviam dia a pós dia,
Cada um no seu canto
com certeza a saudade batia,
e nessa curta distância creu
a primeira luz a brilhar no céu
foi da querida dona Maria.
Ao sentir a dor da perda
seu Casimiro ficou diferente,
Deus vendo sua tristeza
Intercedeu e foi coerente,
lhe dando a oportunidade
de viver a eternidade
brilhando eternamente,
sua jornada nunca será um passado
vc foi mas deixou um lindo legado
na vida de muita gente.
"há música em você"
As melodias que eu escuto
São como um bálsamo
Para minha alma
Pois me fazem esquecer de
Você.
Amor há música em você,
Me diga o porquê...
Você foi embora e eu simplesmente
Não consigo dizer adeus.
O menino era alguém que vivia com o coração leve, em meio às sombras da vida. Ele possuía um sorriso sereno e um olhar que irradiava calma. Era dotado de uma sensibilidade única, que o permitia sentir a beleza das coisas mais simples e a ternura das estrelas mais distantes. Seu dom incrível, que o acompanha até hoje, era o de ver o mundo como uma oportunidade de brilhar, de aprender e de amar.
Marcos é um escritor de muito talento que conseguiu criar uma obra de arte chamada "Dono dos Triângulos". Esta é uma história cheia de aventuras e reviravoltas surpreendentes, que conquistou muitos leitores. Nela, Marcos explora os mistérios de um reino mágico, onde as forças do bem e do mal se enfrentam. Os personagens principais embarcam em uma jornada épica para salvar o reino e restaurar a paz. O livro é repleto de criatividade e imaginação, o que o tornou um sucesso entre os amantes da fantasia.
A morena do Nordeste possui um amor ardente e intenso, como não se vê nos cariocas. Já a morena de São Paulo tem um carinho tão único, que ninguém consegue igualar. Seu jeito de amar é especial, como se fosse um dom que não existe em ninguém mais, como se fosse um segredo guardado em seu coração. É como se o seu amor fosse a chave que abre um mundo de emoções indescritíveis, um universo de sentimentos que só a morena de São Paulo é capaz de criar.
Esta música tocou ao meu espírito e me transportou para um lugar mágico. As palavras profundas e cheias de significado de Marcos, o poeta romântico, me conectou a uma filosofia de amor, esperança e sonho. Sua poesia possui um toque muito especial, que me tocou profundamente toda vez que eu ouvia.
A alma de um piano transcende a simples música e melodia. Quando tocado, as notas fluem a partir das teclas, preenchendo o ar com uma magia profunda e indescritível. O som eleva almas, alimenta sonhos e nos conecta ao nosso próprio eu interior. É mais do que música, é a expressão de nossa humanidade.
O Marcos, um escritor romântico, prestando atenção, reparou no detalhe da música que tocava. A melodia lhe trouxe lembranças de momentos antigos, e seu coração se encheu de saudade. Ele se perdeu nos versos e na poesia que a música carregava, até que, de repente, foi despertado do seu devaneio.🥰🥰🥰
Ao ouvir a música, é como se uma Sinfonia Visual Espiritual Emocional estivesse sendo tocada. O som é envolvente, com notas ricas que flutuam ao redor e preenchem o ar. É como se o som doce e suave criasse uma ligação entre o céu e a terra, trazendo harmonia e paz. É como se o som fosse uma melodia mágica que nos leva ao paraíso.
Se um dia eu me tornar um poeta,
Como um grande pensador,
Lhe escreverei lindos versos
Com lindas frases de amor.
Autorretrato
A Flávia Ampan
Um poeta nunca sabe
onde sua voz termina,
se é dele de fato a voz
que no seu nome se assina.
Nem sabe se a vida alheia
é seu pasto de rapina,
ou se o outro é que lhe invade,
numa voragem assassina.
Nenhum poeta conhece
esse motor que maquina
a explosão da coisa escrita
contra a crosta da rotina.
Entender inteiro o poeta
é bem malsinada sina:
quando o supomos em cena,
já vai sumindo na esquina,
entrando na contramão
do que o bom senso lhe ensina.
Por sob a zona da sombra,
navega em meio à neblina.
Sabe que nasce do escuro
a poesia que o ilumina.
Amor!
Alçar um voo,
E perder-se na plenitude...
Asas que podem quebrar,
E tudo vai descendo
Os céus desabam;
As nuvens descem pelas colinas,
Meu coração canta a aurora,
Cadê você minha menina?
Os montes que construí
Tentei traçar nós dois
Tracei a vida de uma vida
Tracei um amor de um amor...
Ah! tudo desaba!!!
(...)
Observei tua boca,
olhos,
orelhas,
nariz…
De cima a baixo
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.
Mas onde esta o teu corpo
Que estava perto de mim?
Parte da poesia "Onde está o teu corpo".
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