Um Estranho Impar Poesia

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⁠Sobre amores, poemas e vinho...

O amor é como um poema impossível de explicar;
O poema é como um vinho com aroma peculiar;
O vinho é amor e poema engarrafado, basta saber apreciar.

⁠A vida é muito curta
Às vezes ela nos testa
Se desfaça de um mal
Viva a vida numa festa
Dê valor a quem lhe dá
Carinho e bem-estar
Seja consigo honesta

⁠Orgulho de ti

Não posso sentir pena de ti
Nem por um segundo
Por tudo que passou
Por tudo que viveu
Nem um ser poder sentir pena de si
Quando o que se tem de si
É uma imensa força e gana de vencer
O que tenho por você
É um imenso orgulho de lhe conhecer.

Escrever é uma virtude
Amar é o que me faz passar imuni
Cada pétala um caminho
Cada caminho um sonho que será vencido ⁠

O espelho

Um labirinto misterioso e profundo
Encara os olhos atentos do homem
Indagando sobre si e o mundo

A poeira pisada do dia de ontem
E os passos incertos do ser
Abrem as portas para ele viver

Viver em si, em sua própria imagem
Olhando o espelho, e vendo seus olhos
A face da alma, uma grande miragem

A cortina se abriu, e veio a atuação
Sorriu e chorou, colheu os espólios
Mas quando se fechou, viu a enganação

O homem se via um grande rei
Mas o abismo do espelho o despiu
E revelou o ser oco e vil.

Tudo o que eu queria ver
É o que ainda não há
E se um dia houve
Foi pra nunca mais existir?
A vida tem seus mistérios
O nada pode tomar o espaço
Do que um dia tudo foi
Sem ao menos ser.

Se Um Dia Eu Fosse Poeta

Se um dia eu fosse poeta
Comporia a tua imagem
Recitaria teu sorriso
Declamaria teus suaves movimentos
Poria em versos teu cheiro
E inspirar-me-ia em ti;
Em teus toques em mim.

Se um dia eu fosse poeta
Morreria de amor por ti
E, mesmo assim,
Ainda viveria contigo
Além de tudo, da vida,
Do que mais possa existir.

Se um dia eu fosse poeta
Falaria com o vento
Domaria tempestades
Acalmaria multidões.
Pararia o frio
E aqueceria o teu,
Tão meu, coração.

Mas, se um dia eu fosse poeta
Vestir-te-ia de ternura
Cobrir-te-ia de doçura
Cantar-te-ia amor sem fim.
Ah, se poeta eu fosse um dia
Se um dia eu fosse poeta...
Tudo em mim, pra ti,
Seria só poesia.

⁠É TUDO DE BOM
.
Um caldinho de legumes
Na hora do jantar;
O lençol com cheirinho
De ferro de engomar;
Aconchego da amada
Que vem nos abraçar;
É tudo de bom que acontece
Se a chuva custa a passar.

'CORREDORES'

Mórbido, ele pede para respirar. Pular da cama. Sair do lugar hostil que é um quarto de internação. Patológica, a cadeira de rodas flutua entre corredores. Amontoados de pessoas em busca de dias melhores. Olhares de condolências percebem aquele pequeno ser...

A sonda nasogástrica incomoda. As veias do corpo superam coroas de espinhos. O estômago dispersa um líquido verde desencorajador. Todos dizem que não há esperanças para o agora limitado caucasiano de olhos chamativo e sorriso atraente, apaixonado por super-heróis...

O próximo corredor cheira remissão. Sem mãos tão necessárias para apaziguar a dor. Ele é involucrado sem saber do regresso. O choro distante corta a alma. Gritos de socorro aumentam o frio que percorre a espinha de quem o espera com olhos lacrimejando...

Olhos sem reação. A apneia tenta tirar o que há de mais precioso para um pai admirado pelo filho. Aparelhos ajudam os pulmões a serem valentes. Crianças ao seu lado partem a todo instante. Mas ele continuara suplicando vida, tentando trilhar seus passos...

Hoje é um dia especial e importante para esse guerreirinho. Cinco meses passaram-se após sua passagem pelo vale da sombra da morte. Agora com dez anos e um lenço de desbravador no pescoço, a representação não é apenas pela vida, mas por todo um caminho a percorrer...

[Uma breve homenagem ao meu pequeno atrapalhado, sempre Desbravador...] Escrito em 27/04/2019.

POEME-SE

⁠Eu sou um poema que virou a página do livro, e se libertou.
Daí, descobri que; a arte de viver: é você sendo seu próprio leitor!!

Machado de Jesus

É no silêncio
da noite que
elevo uma prece
Ao Criador...
Agradecendo por mais um dia
que pude sentir o
seu sublime amor.

Tati 22.10.2012

Houve a terra seu nome enleado,
Em vila, já histórica, um dia,
Em virtude de um belo arroio
Que, entre os matos, de longe se via

E os animais ferozes, um dia,
Que se protegiam dos homens que ali viviam
Alçadas as armas, no cenário temido,
Quando a onça teve um dia, o último gemido.

Assim todos diziam, e um nome trocado um dia
Afincou o Arroio do Tigre no centro de nossas referências,
E, espalhando as grandes honrarias,
Sobre as terras, desbravadas um dia.

Terra de tabaco, feijão, soja, milho e muito grão,
Tem povo hospitaleiro, de muito vigor e união.
Calcados na fé e no trabalho
De longe construíram um grande celeiro.

Arroio do Tigre, no alto localizado
De povo festeiro, e muito ordeiro,
Um lugar muito hospitaleiro,
Grande Arroio do Tigre, o nosso pago celeiro!

Você tem um jeito sério de dizer que me quer...
De me chamar de sua mulher, que me fascina, me faz saber da menina, que sempre mora em mim ainda apesar dos anos.

Setembrisse

Há em mim uma agonia abrandada
Um ar indecente, instigante, polêmico
Um cheiro de álamo com ar excêntrico
Quando chega setembro voo aflorada
Pelas alvoradas me repagino matutina
Feito um pássaro da manhã mais libertina
Eu me reapaixono por minha pessoa
Me sinto gaivota sobre o mar que avoa
Então eu me setembro em setembrisse
Feito as águas arroladas em crispadura
Igual Hilda Hilst libertada em amavisse
Me beijo aspirante primaveral
Velejo flutuante além do meu portal
Me oceano e me faço vergéis frutíferos
Me amo tanto em jardins paradisíacos...
Nos desejos é onde libero mea-culpa
Dissicuto minha alma sem culpa d’utopia
Em setembro me primavero liberta
Relembro os ciclos me reitero poeta
Me reciclo em finura me rabisco poesia
Amor e loucura a setembrisse me planta
Ah!... Setembro floreiro que de flor me amanta...

SOU UM NOVO HOMEM

Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por voce, de tudo sou capaz.

Ela chegou
Bagunçou minha solidão
Eu não acreditava em amor
Ela me mostrou um mundo novo
Que eu não conhecia
A semente ela plantou
E hoje estar colhendo
Eu sou um novo homem
Aprendi amar com você
Todas as noites divido contigo meu prazer.

Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por você de tudo sou capaz
Sou um novo homem
Você me resgatou
Hoje tenho consciência
Que existe amor
E o meu é você,

Poeta Antonio Luis

Poema sem nexo

Ontem eu tive uma miragem
Eu avistei um anjo
Que olhou para mim e disse:
- Escreva, escreva mais poesias!

As pessoas na fila
Para entrar em um museu
E eu ali pensando
Quem afinal eu era?

Pessoas aglomeradas
E o sol forte no céu
Um vendedor de águas
E umas meninas da Iugoslávia.
Não me dirigiram a palavra
Não sei o porquê entraram no poema
Deva ser porque o orgulho é pouco
E isso não era relevante.
Importante deva ser o instante e a rima.

Ei, Anjo, o poeta era eu?
Ou escrever poesias
Foi mais uma das utopias?

Frida Kahlo, oh Frida!
Que vida tão sofrida.
Quisera eu ser Diego Riveras
E morar na Casa Azul.

A memória lê o dia
de trás para frente

acendo um poema em outro poema
como quem acende um cigarro no outro

que vestígio deixamos
do que não fizemos?
como os buracos funcionam?

somos cada vez mais jovens
nas fotografias

de trás para frente
a memória lê o dia

⁠Mais um dia vem surgindo.
Que seja o amor a nos despertar.
Que a alegria em nós possa se contagiar, que a esperança dê ânimo a perseverança, que o dia seja de paz e harmonia ,e minutos e segundos de poesia.

A cidade se torna um cisco
Quando você olha pra dentro de você
Quantos céus você tem para correr
Poesia que nasceu para sonhar
Sobrevoar rima mais que sobreviver
Um novo despertar, um novo amanhecer
Todos os céus sempre existiram em você.

Manhã de sonhos...

Parei para pensar por um momento...
São tantos os caminhos que me trouxeram até aqui...
Fecho os olhos para lembrar com perfeição a paixão...

E um Anjo sorriu-me e eras tu...
Um passarinho falou-me dos sentimentos que ainda
Habitam em mim...e eu sorri...!

Ah! Eu quero ouvir tuas palavras
O suntuoso de teus rubores
Quero beber a magia deste sol
Que te queima a pele...
Voar nas asas de uma ilusão presente...
...o sol brilha não importa o tempo...

Abraça-me anjo nesta manhã de sonhos!