Um Estranho Impar Poesia

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⁠"A vida é um sopro,
cujos ventos cintilam em nossas velas içadas,
em que o tudo,
ou o nada,
não produz rama,
ou faz morada."

⁠Não deixe o vazio tomar conta do seu ser, busque uma razão para poder viver.
Um objetivo vai te preencher e lhe fará crescer.

⁠Enfim, nós

⁠O tempo é muito lento para os que esperam.
Era um sentimento incerto; por fim,
A paixão pintada em seus olhos me revelam.
De outubro a dezembro
Eu ainda relembro:
"Tô te namorando já tem tempo"
A frase que fez por ti me encantar.

Com um brilho no olhar,
Uma canção ao falar,
Um sorriso perfeito...
Uma moça a quem venho a me apaixonar.

Horas se passam, e ainda te desejo,
Um sentimento no peito que se torna tão intenso.

Saudades de momentos que,
Dentro do tempo,
Só posso me lembrar.

E, sim,
Em questão do tempo,
Como um vento
[Logo em dezembro]...
Passamos a namorar.

⁠e o que é a vida?
um milagre que busca a morte,
o Amor, sentimento que trás tristeza,
as palavras, gritos para almas surdas

isto a poesia quem me segredou..

[...]

⁠Um verso nunca é o mesmo

Nem para o poeta
Nem para quem tá lendo
Para um é o remédio
Para outro a doença

Um esvazia a alma
Outro a preenche
Um enfeita as profundezas
Outro enfrenta as incertezas

Um vive como louco
Outro louco para viver
Dois elos em versos
Fazem tudo para florescer

Não sei se é destino
Sina ou poesia, vai saber
Só sei que na mesma estrofe
Deus uniu eu e você
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 30/03/2021 às 15:00 hrs

Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues

⁠Sempre me orgulhei pela minha intensidade,
até que um dia escutei
“você é exagerada tanto que me incomoda”
Me atingiu em cheio
como alguém que disse que me amara pelo que era
queria censurar meus mais puros e fieis sentires?
Pedi perdão por me derramar
pelos sentimentos
pelo meu ser
que tanto era desagradável
perante aquele que sentia tão pouco que era visto
como se nada sentisse
- exagerada

⁠dois dois

É menino feito santo;
olha a luz dessa criança!
Escondido no seu pranto
um sorriso de esperança

Quando ouve o povo banto
entoar seu doce canto,
faz ciranda, grita e dança...

⁠Um Ode a rosa

Não conheço flor mais formosa,
e nem mesmo mais famosa,
do que a linda e delicada rosa.
Entre os amantes a mais honrosa.
Pétalas macias aveludadas,
vermelhas, rosas, alaranjadas,
brancas, azuis, arroxeadas,
e suavemente perfumadas.
A rosa não é nada indefesa,
se a esmagar ficará surpreso,
seus espinhos são sua defesa,
fazem parte de sua beleza.
Se cuidar bem dessa flor,
colherá somente amor.
E quando ela velha for,
deixe-a perder a cor,
dentro de um livro de amor.
E ainda assim terá beleza ,
mesmo morta é delicadeza.
Oh! Rosa cheia de pureza,
és a flor mais bela da natureza.

⁠As armas de um poeta:
são uma caneta e um papel
E com elas conquistamos
o nosso próprio céu

O poeta é aquele
que escreve a voz da alma
Como se fosse um dom...
Aquele dom que acalma

Ele fala da vida
de sonhos e de alegrias
Pois se não falar dos mesmos
dele o que seria?

Ele tem o seu mundo
repleto de fantasias
Mas é lindo, é belo...
E você entrando nele
Sair jamais deveria

Nesse mundo ele toca
Sua alma e coração
Sua vida interior
É tudo luz, é canção

Como também ele grita
chora como criança
Mas depois é tão incrível...
renasce sua esperança



(MARQUES, Iraci. Mundo-poeta. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 56).

⁠O tempo cicatriza
mas não faz esquecer.

O tempo passa
mas não faz voltar.

O tempo é um maldito
e um anjo salvador.

Quando ele te mata;
ele te salva.

⁠Não enxergo um palmo a minha frente. Com tudo, ouço tudo ao meu redor.
O silêncio da noite é barulhento!?
Estou só. Mas ouço pegas, que não parecem minhas.
O vento sussurra em meus ouvidos.
Os pelos se eriçam.
Tenho a cessação de esta sendo seguido.
Estou cercado.
Tudo é escuridão.
Não temo falta de luz. E sim da incerteza.
O que me espera na próxima esquina?
Um tragédia; ou uma dádiva.
Que seja.
Tudo é breu.
Não posso vê nada que esteja ha frente.
Só que não ha alternativa, se não seguir!
—Sim; é inevitável.
Mesmo com essas pedras no sapato.
—Se ao menos, chama-me Carlos.
Aquele tal de Andrade.
Teria eu bons versos. A serem escritos
Mas não
Sou eu, apenas eu.
Ha caminha por esse chão, que as vezes me falta
Ou acho eu faltar
Simplesmente, por não vê-lo.
Não tem sentido.
— E porque deveria?
Não importa.
Mesmo sem destino.
Ainda prefiro seguir( a vida)

⁠Tu és, um diário
Conte-me então teus, segredos
O tambor da vida ecoa
Em batidas ritmadas,
Um samba de roda
Minha passista
Cairá na gandaia
Seu, riso é uma fogueira
Bronze tu, tens em sua pele
Mel perante teus, olhos
Minha Ventania em tempos chuvosos
Meu, acalanto tua simpatia
Pernas femininas são minha colmeia.

⁠Antes fosse, um sofredor.
Só assim para não mais exaustão
Em seus olhos minha fragilidade
Por, tua pele, caramelo (dor) adocicada.
O Não mais te querer e uma mentira!
Pois, minha Ansiedade
Rega a solidão em meu, peito.
Miragem já sinto até Seu, cheiro.

⁠Diante ao exílio do frio
Nossos corpos se rastejaram
Para aquecer um ao outro.
Me observe como um felino!
Sedento pela sua carne
Salivando hipnotizado
Enquanto você, dança Seu, Odor Sequestra meus sentidos então seguimos o ritmo da música um som cortante de violinos solitários o Murmúrio.
Dos gatos livres perante
O regozijo De se acasalar.

⁠Outono



O outono,
É uma estação,
Comum,
Na vida de cada um,
Em sua ação,
E reação,
Da poesia,
No poema,
E na canção.
O autono,
Tem tudo,
No versar do meu mundo,
Nesse tempo Revelador,
Onde a vida expressa
O amor.
Nesse lugar aberto,
De um sentimento
Tão perto,
Nesse lugar de luz,
Onde a vida tudo traduz,
Nesse momento,
Que virou até poema,
Com a poesia em nosso dilema.
Nessa liberdade de ser,
A expressão do nosso viver,
A vida não é indolor,
Tem o seu momento,
De dissabor,
No outono de sua cor,
O outono
É marcado por um novo tempo chegado.
Aqui cruzamos,
Em uma estação do ano,
Com a vida nesse oceano.



Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷

⁠O mar secará um dia
toda a sua sede.
O mar perderá todo o sal
num longo dia azul.

Sem sabor e sem ímpeto
o mar de ondas molengas
ficará desativado
de qualquer romantismo.

Plebeu e plausível
descortinará outro infinito
que não este gelatinoso
mistério-matriz.

Á força da metamorfose
o mar se desmarinhará
desmaiando aos poucos
sobre si mesmo.

Não perca:
Grande Teatro de marionetes!
Amanhã. Na orla da praia.

⁠"Não tenho nada,
e com esse nada que vim,
um dia espero com nada partir,
deixando contudo a certeza de jamais ter feito nada,
senão com amor,
dedicação e o valor,
de dar-se de si,
sem nada pedir."

⁠- amor e dor;
Não rimam atoa
Um cura e o outro, o outro se torna
A dor só é curada com o amor
E o amor quase sempre que se acaba se torna dor.

"⁠Nós"

O sorriso dela encanta
Como as luzes do sol

Cada conversa é um livro
Nós dois não temos temas
Somos livres versos de poemas

Nosso romance é poesia
Sinceros demais com a vida

Relógio? Não somos mais escravos
O tempo tornou-se domesticado

Morremos a todos os momentos
Mas nunca deixamos de viver
O grão de areia da ampulheta corre

Nós dois juntos envelhecemos
Não deixamos de ser belos

Deixamos de viver escondidos
Sem máscaras, somente essências

Nós amadurecemos e florescemos
Abandonando as nossas casas
Sendo até o fim
Nós.

Bora...

⁠Um café na padaria
A ida ao parque
Um passeio na praça
O correr na garagem

O grito de gol
O aplauso no teatro
A roda de violão
A pintura do salão

Uma linha ao lago
A fantástica gargalhada
O churrasco nas mãos
O abraço de coração

Tudo pode ser perfeito
Cada minuto é valioso
Ame, demonstre, faça acontecer