Um Estranho Impar Poesia

Cerca de 276015 frases e pensamentos: Um Estranho Impar Poesia

⁠Na convivência, no amor e na guerra tudo deve ser proporcional. Poesia sempre para clarear a reflexão, porque soluções reais só ocorrem sem batalhas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu não tenho vergonha de escrever poesia, tenho vergonha do que o corretor do telefone faz comigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha poesia não está a venda, ela é o meu colete salva-vidas que no máximo posso emprestar. Vender nunca.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se eu quiser escrevo qualquer estilo de poesia. Como eu só tenho compromisso comigo, eu escrevo aquilo que quero e me faz sentir confortável. Não detenho a palavra e tampouco a poesia. Querer ser poetisa absoluta eu considero obsessão. Quem me define como poetisa na verdade é o leitor. A poesia é uma maneira de resistir...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O melhor filtro para saber se é ou não poesia é o seu próprio olhar. Se lixe para a opinião do outros. O quê é poesia para mim pode não ser para você, e está tudo bem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dizem que a poesia brota sempre de uma espontânea inspiração, mas desconfio, que algumas vem de mais além.

Inserida por mileneabreu

⁠A arte e a poesia, são refúgios, são ferramentas de expressão que não só traduzem trechos de minhas emoções, mas também as redesenham em novas formas o que sinto.

Inserida por mileneabreu

⁠A poesia nunca será uma língua morta, enquanto houver vida nos que a proferem e alma nos que a acolhem.

Inserida por IsaacRamoan

⁠Quando a matemática e a poesia dividem o podium, inevitavelmente o resultado é elevado ao quadrado.

Inserida por ATeodoro72

A poesia sempre encontrará repouso no coração do poeta, aquele que sonha acordado e acorda sonhando com ela.

Inserida por cassioi9lifeflexeira

Quando manifesta o amor
Pouco sabe manifestar.
Sabe bem dizer em um olhar,
Mas não lhe sabe em palavras falar.

Falando de sentimentos
Não sente as palavras.
Fala palavras ausentes
Ausenta palavras presentes .

Ah, mas se ele soubesse,
Se pudesse tanto assim falar;
Só se o olhar lhe calasse
Poderia assim as palavras falar.

O silêncio diz o necessário
Mas quando muito fala, pouco sente
Fala-se muito um amor estagiário
E os olhos falam no consciente.

Contar-te-ei eternamente as carícias do amor
Contar-te-ei os sonhos de um amor excessivo
Contar-te-ei a sanidade para minha dor
Contar-te eternamente por um olhar cativo
Embarcando em pensamentos incomparáveis;
Não te contarei meus sentimentos,
Pois são inexplicáveis.

Logo de lágrimas fez-se a alegria.
E do ramalhar veio o silêncio.
Meu mundo todo em um só canto
No canto dos pássaros de meu sertão.
Se asas eu tivesse, junto a eles;
Em todos os cantos eu cantaria.
Em doce encanto eu lhe teria.
Ansiando os desejos de minha paixão.

Ela é assim
Um tanto lua
Um tanto mar
É feita de fases
Regida por suas próprias marés

Ela é mulher.

O poeta é sim um bom fingidor,
Porém reconhece seu amor.
Diferencia o luxo com simplicidade,
Para viver em tranquilidade.
Esquece o tempo do tempo,
E vive sem perceber o passar do tempo.

Era um beijo gostoso
Demorado, de tirar o fôlego
Porém era fogo morno
Que com um só sopro
Virou fumaça
Apagou-se

laura tem um corpo
e um nome que lhe pertencem
laura de vermont presente!
foi assassinada pela nossa indiferença
e pela polícia brasileira
tinha 18 anos

BORBELA

A borboleta amarela
Saiu de uma aquarela
Para um dia de Cinderela
Nunca vi coisa mais bela

Voou em glória só dela
Espalhando pó de pérola
Todos encantados por ela
De pé aplaudiram Borbela

Tudo acabou num segundo
Caiu por terra o seu mundo
Findou a hora encantada

A borboleta voou pela janela
Deixando um rastro de brilho
Do pó de suas asas caído

Um dia
ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim.
Vou andando, caminhando, caminhando;
me misturo rio ventre do mato, mordendo raízes.
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato.
— Quero contar-te uma história:
Vamos passear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar.
A noite chega mansinho.
Estrelas conversam em voz baixa.
O mato já se vestiu.
Brinco então de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a cobra.
Agora, sim,
me enfio nessa pele de seda elástica
e saio a correr mundo:

Vou visitar a rainha Luzia.
Quero me casar com sua filha.
— Então você tem que apagar os olhos primeiro.
O sono desceu devagar pelas pálpebras pesadas.
Um chão de lama rouba a força dos meus passos.

ontem eu fui feliz
sonhei demais
brinquei até mais tarde
hoje virei cicatriz
de um tempo
que não volta mais.