Um Estranho Impar Poesia

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Parábola do Homem Sábio

Um dia um homem sábio morreu. No reino dos céus encontrou-se face a face com o Senhor Deus. Este perguntou-lhe:
“Tu, que és sábio e viveste inúmeros anos, diz-me o que aprendeste de realmente importante.”
Respondeu o homem sábio:
“Uma só coisa aprendi de realmente importante: a ignorar os mestres.”
O Senhor Deus olhou-o num demorado silêncio.
Depois voltou-lhe as costas e foi-se embora.
Aquele que tem ouvidos que ouça!

Bom dia ...
Feliz quinta-feira... com um café quentinho e perfumado ...
E um dia muito abençoado.☕☕☕

A cada manhã temos algo novo para realizar...
Um recomeço a nos esperar...
E Deus sempre ... sempre
a nos guiar...
Que seu dia seja muito iluminado e abençoado.

Felicidade

Me impressiona as histórias sobre Deus
Lindo, como Venus e Adonis
Amável, como um casal de plebeus
Porém triste como todos os Antonis

Deus, morto pelos seus filhos
Que não conseguem desistir da própria felicidade
para deixar outros felizes
Corram! Mas saiam dos trilhos
Você consegue manter sua sanidade
Sem perder suas raizes

Você não é o único
Carregue o peso de toda a dor
Não divida o peso!
Um sorriso feliz vale mais que seu sorriso triste e cínico
Espalhe o amor!
Não para você! Você é só uma Éfeso

Mas... Acredite no destino e o possua
Caminhe sobre o tempo em sua cifra
Quem sabe alguém não desista da felicidade pela sua
Até lá... Sofra!

FELIZ POETISA






Vens cá, poetisa da emoção
vamos fazer um trocadilho?
Explodir a porta deste exílio
libertando nossas vidas; coração?

Expandes tua luz sem empecilhos
percebes do esplendor a sensação?
São teus valores em fagulhas de paixão
celebrando quem és tu, sem estorvilhos

Enlevas firme e docilmente teu talento
ignoras sabiamente o infausto infeliz
Ah, incauto! Não te condiz merecimento!

Funesto na desonra, profano em mil perfis
Enquanto tu, sacerdotisa das letras, pitonisa
Glorifica a vida, finita, convicta de que és, feliz!

Ouve com atenção o que estou a dizer,
e esforça-te um bocado para tentares aprender.
Caga nesse sistema virtual,
e anda viver o nosso mundo Real.

Jaz aqui um coração partido.
Não aguentara a dor, o sofrimento.
Jaz ao lado o corpo
Sujo, velho, com pequenos cortes
Um corpo acabado.
Assim como os olhos tristes e sofridos
de tanto chorar
não mais o fará.
Aqui jazerá todo o resto.
Aqui… Aqui dentro de mim.

Carícia

No rastro de saliva em meu corpo deixado.
Banhaste um dilúvio de felicidade temperado.
Agora beba o amor que me deste e dirija sem controle.
Escreve-me com tua língua e apague os vestígios
das palavras que te afastam de mim. Folheia-me...

Asas

Podes até estar com os pés no chão, mas o meu amor em voo faz alçar um coração sem asas.

Numa batalha jamais nos entregá-mos por derrotados,
por sermos um coletivo k estamos sempre controlados.

Vejo flores cálidas ao chão...
Lembranças de um tempo de luz ou escuridão?
Remetem-me a fogueiras,
Acendem luz ou lançam canhão
Mulheres, biólogas, bruxas...
Quanta intenção!
Vejo flores cálidas ao chão...
Flores apáticas, defraudadas ou também é questão de opnião
Estupidamente entoou um canto de liberdade
E as algemas que não me cabem exalam minha fragilidade
Portanto, não pretendo me calar
Lembranças...
Retalhos da escuridão...
Enfeitiço minh'alma tecida de madrágoras
Alumia-me em doce amor cortês
Sofisticado...
Entalhado nas dobras desta vestidura
Antes do entardecer deste dia
Ouço uma charamela em unissona canção
E em cada nota mergulho...
Ébrio alucino e vejo flores fincadas no meu túmulo.
_________________________________________
Texto: Flores cálidas... Ébria canção
insta: @william.calixto.barbosa

Permanência


Não peçam aos poetas um caminho.
O poeta não sabe nada de geografia celestial.
Anda aos encontrões da realidade
sem acertar o tempo com o espaço.
Os relógios e as fronteiras não tem
tradução na sua língua.
Falta-lhe o amor da convenção em que nas outras
as palavras fingem de certezas.
O poeta lê apenas os sinais da terra.
Seus passos cobrem
apenas distâncias de amor e de presença.
Sabe apenas inúteis palavras de consolo
e mágoa pelo inútil.
Conhece apenas do tempo o já perdido;
do amor
a câmara escura sem revelações;
do espaço
o silêncio de um vôo pairando
em toda a parte.
Cego entre as veredas obscuras é ninguém
e nada sabe— morto redivivo.
Tudo é simples para quem
adia sempre o momento
de olhar de frente a ameaça
de quanto não tem resposta.

Tudo é nada para quem
descreu de si e do mundo
e de olhos cegos vai dizendo:
Não há o que não entendo.

"Amar'cura'"

Como um pobre sonhador
Vivia a sonhar eternamente
Que um dia de repente
Eu deixasse de sentir dor.

Foi quando esse amor
Fez-se em mim presente
Com a sua chama ardente
Que me trouxe o esplendor.

Senti-me então realizado,
E o meu coração apaziguado
Já não sentia tal amargura,

Pois para um peito desolado,
Que amou sem ser amado,
O amor é a própria cura.

(Zé Lucas)

Um vaso quebrado



Um vaso quebrado,

a luz na calçada,

um riso chorado,

a flor amassada.

Um peixe no aquário,

Luz e água escorrendo,

Amor perdulário,

E uma alma morrendo.

Nem sei se a paleta,

De cores variadas,

Tingindo a esperança,

Traz coisas guardadas.

Só sei que os quebrados,

E as folhas rasgadas,

Nem são mais lembrados,

Sequer nas pegadas.

Porque a tristeza,

Em sua lerdeza,

Largou a semente,

De uma alma demente,

Nos vasos quebrados.

O QUE PROCURA?

Você procura um esconderijo?
Você procura um abrigo?
Você procura comida?
Água?
O que procura?
A cura?
A culpa?
A capa de aço?
Um dia já foi…
outro vem
No caminho pedras,
ruas, carros…
No caminho a noite
No caminho um novo dia
Você procura um caminho
e um carinho.

E pinga a tinta que inicia a obra, de um poeta,
com a caneta onde a ponta, aponta um conselho.
Inquieto me aquieto enquanto a mão arquiteta
escrituras, que registram tudo que aconselho.

o amor, às vezes, é um pássaro ensaguentado, à beira da morte, que encontramos no meio da neve, e perdemos todas as dimensões de tempo e distancia pra cuidá-lo e curá-lo, impensavelmente mesmo que todo sacrifício venha a ser em vão no final…

o amor, às vezes, é uma nuvem negra que surge quando tudo o que precisamos é de chuva forte, e nem sempre nos damos conta do quanto estivemos secos e sem vida em nossas clausuras infecundas, frias e empoeiradas…

o amor, às vezes, é como despertar num domingo de manhã com a preocupação de atraso, e então nos damos conta que está tudo bem, pois podemos ficar quanto tempo quisermos, porque não precisamos sair, pois não há lugar melhor do que onde estamos…

o amor, às vezes, é tão pequeno a ponto de levarmos pra todo canto, e grande o suficiente pra que nossas vidas o orbite sem que venhamos a cair, porque o amor é como um orvalho que salva a flor, e nele se refletem o céu e todas as constelações de andrômeda.

amor é sei lá o quê e nem sei pra onde, nem como, nem bebo, nem cuspo. apenas me assusto quando chega tombando os trincos, e agarro às cegas, olho, beijo, unho, pra não deixar assim por vir e partir, porque amar também é um rasgo, um bocejo, e entender que nem sempre devemos ter por onde ir.

"Não vou me cansar antecipadamente,
pois depois de amanhã será um novo recomeço
e quero estar bem para recomeçar sorrindo.
Tenho planos traçados, sonhos, desejos
e direções a serem percorridas,
mas só depois de amanhã".

Carícias da vida

De uns tempos para cá, ela anda assim...
Mais leve, mais brisa
Um tanto mar
Maresia no ar

Penso que nada mudou
Fora dela o mundo ainda é o mesmo
Por dentro, lá onde nascem as fontes,
é que está mais azul...
Mais nuvem
e cheiros de baunilha
em fim de tarde.

Nenhum motivo para alarde
Nem mesmo uma nova amizade
Ou um novo amor...
...Ela só está assim
Riso de gentilezas
Olhares perdidos em qualquer ternura
oculta no horizonte
Carícias da vida
Inesperadas
e
inexplicáveis.

Soneto de um solitário

Permanece como réu, imoto
a respiração sem equação
em silêncio o ego e emoção
como em oração fiel devoto

O lamento que acolhido na mão
chora suor do quesito remoto
a lágrima se imerge num arroto
dos soluços surdos do coração

Como centro de tudo, a solidão
que desorienta e se faz ignoto
o olhar, largado na escuridão

Seja breve e renovado broto
que renasça após a oblação
o abraço que se fez semoto
(traga convívio pro ermitão)

Luciano Spagnol