Trovão
Dia de Iansã…
Raio de luz clarão no céu é ventania que vem lá. Som do trovão vem de longe, rodopia o vento, chuva forte a bailar. Iansã com a espada erguida ao luar, flor em vento vem me cuidar!
Sou filha de Iansã, sou força da natureza, subo nos ventos, toco os tambores, agradeço as chuvas e a proteção!
Eparrey bela Oyá!
VERDE.
Quando se ouve um trovão
dos vocais da natureza
é sinal que a irrigação
vai suprir nossa represa
e quando chove no sertão
a riqueza vem do chão
e é servida em nossa mesa.
Ontem de noite se ouviu
O estrondo do trovão
Anunciando ao sertão
Que o céu todo se abriu
Bastante chuva caiu
Adentrando a madrugada
E ao sinal da trovoada
O sertanejo agradece
O CARIRI AMANHECE
PISANDO EM TERRA MOLHADA
Por séculos, a humanidade temeu o trovão, venerou o eclipse e viu demônios nas tempestades. A ciência não apenas desfez os mitos, mas nos deu o poder de controlar o fogo, atravessar oceanos e tocar as estrelas. O conhecimento não mata a magia; ele revela o quão magnífico é o universo quando visto sem medo.
Thomson deixou as palavras ecoarem pela sala, como um trovão contido que reverberava em cada alma presente. — É nessa dualidade — prosseguiu, sua voz baixa e repleta de um peso quase tangível — que reside o verdadeiro enigma de Salomão: um homem que tocou os segredos divinos com as pontas dos dedos, mas que jamais conseguiu escapar dos labirintos de sua própria humanidade.
Em grande parte das vezes Jesus não está no fogo, no raio, no trovão, no barulho... Mas está em uma calma voz que acalma a tempestade
Quem é ela II
Quem é ela? pedra e tempestade
Com a fúria do trovão me invade
Na leveza da brisa me conforta
E na mesma dança minha alma corta
Seu olhar, um abismo sem fim
Me perco nela como num confim
Dura como rocha desafiadora
Mas na voz,
Um tom que me devora
Me rasga com a faca da paixão,
Desenha meu destino com precisão
Quem é ela? meu tormento e cura
Seu rastro queima como a lua mais pura
É o silêncio antes da explosão
Me pega, me solta em pura aflição
Tão feroz quanto um animal selvagem
Mas serena
Conduz minha miragem
Na ponta das sombras ela flutua
Entre o breu e a luz sua dança atua
Me tatuou com fogo e solidão
Seu nome ecoa, dilacerando meu chão
Me rasga com a faca da paixão
Desenha meu destino com precisão
Quem é ela? meu tormento e cura
Seu rastro queima como a lua mais pura
Na profundidade das palavras, encontramos a força de uma tempestade, onde cada emoção é um trovão ecoando na alma, sacudindo o universo com sua intensidade. Cada sílaba é uma pérola lapidada, revelando a grandiosidade do que somos juntos, a magnitude do que nos une.
DIVINO TEMPORAL
Eis que irrompe em trovão sem aviso.
Ecoando e quebrando o imane silêncio.
Ressonante acústico compasso preciso.
No coração és da tormenta prenúncio.
Rutilam raios que cegam os olhos,
Ensandecer brilhar incandescente.
Visão confusa piscando em fachos.
Relâmpagos que ofuscam a mente.
Torrencial cascata despenca do céu.
De sensações o verdadeiro dilúvio.
Tempestade que vem como alívio.
Pelo amor que escorre em seu véu.
Das sinapses a paixão é relâmpago.
Nas veias tempestade em ebulição.
Sacro temporal que atinge o âmago.
Pois no peito o que pulsa é trovão.
Claudio Broliani
Trovão Bom que se Vai
No céu, um trovão ressoa,
Seu canto forte e profundo,
Faz tremer a terra e a proa,
Um eco do velho mundo.
Mas, como o sol ao amanhecer,
Ele parte, deixa saudade,
A chuva que vem a correr,
É lágrima de felicidade.
Um sopro de vida, um aviso,
Que a tempestade não é em vão,
E mesmo que se vá, preciso,
Fica o amor em cada coração.
Trovão bom, que se despede,
Leva consigo a emoção,
E na memória, a luz que cede,
Faz brilhar a nossa união.
Não é um fantasma em meio a tempestade, é Jesus. Esse som não é de um trovão, é a voz de Deus. Não é um vento forte que veio te derrubar, é a presença de Deus para te levantar.
Silêncio dentro
há um não
que ninguém ouviu
mas que ecoa em mim
como um trovão de dentro para fora
ninguém viu
o dia em que morri um pouco
de olhos abertos
sem despedida
sem barulho
a vida me negou com o olhar vazio
com mãos que não se estendem
com promessas que nunca se disseram
e agora eu ando com essa ausência nos braços
como quem embala o que não nasceu
como quem carrega um nome sem rosto
como quem grita sem som
eu não quero explicações
nem conselhos
eu só quero que essa dor
não precise se esconder em mim
Tô aqui na varanda, vendo relâmpago e trovão
Leva essa dor, que não me larga
Bagunça minha vida, furacão
Cê chegou de leve, nem pediu permissão
Fez bagunça aqui no meu coração
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
Chuva, bendita chuva, inusitado encontro agendado, muito regozijo celebração; trovão, prenúncio de íntima, prazerosa, comunhão
Sempre é edificante, principalmente, num dia chuvoso, mesmo com, ou sem, trovão, meditar em duas "tankas" (poesias japonesas), que abordam sobre esse tema. E se perguntar será que temos uma pessoa para nos encontrar na chuva, mesmo com trovão, ou até mesmo nas grandes tempestades da vida; alguém que persevera até o fim conosco, sendo amparo, abrigo, abraço, aconchego, nos momentos mais intempestivos da nossa jornada. Fica a reflexão, a indagação????!!!
Eu não tenho medo de tempo ruim. Nunca tive medo de trovão, raio e relâmpago. Chuva e vento forte, onda grande, a força da água quebrando na pedra, maré alta, bandeira vermelha, nada disso me intimida. Eu não tenho medo de tempestades.
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