Trechos de Livros

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"Sei que meus livros alcançarão muitas pessoas para Cristo. Esta é a minha verdadeira motivação para escrever."


Mickelve Santana

Pessoas são como livros, só que algumas tem as páginas fora da ordem, talvez pelo "cross over" dos cromossomas, talvez isso explica a desordem inata no comportamento de alguns.

Eu nunca deixo de ler um livro — apenas já conheço os capítulos. (Isso não é sobre livros.)

⁠São 4 mil livros de 500 páginas escritos em um cromossomo. Me recuso a aceitar que isso é um acaso.

Enéas Carneiro
MORAIS, André G. B de. Enéas, o brasileiro por excelência. Viseu, 2022.

Quem é ele?

Diziam que Víctor tinha hábitos estranhos, que colecionava livros de ocultismo, artefatos antigos e totens indígenas. Uns falavam que ele era um bruxo; outros, um sádico terrorista. Havia até quem afirmasse ser ele um alienígena. Tinha noites em que se podia ouvi-lo murmurar palavras indecifráveis que mais pareciam grunhidos a evocar entidades. Um amigo meu me disse certa vez que um terceiro lhe havia dito que alguém teria visto Víctor conversar com estatuetas de cobre enquanto fazia gestos esquisitos com um punhal de prata. Segundo ele, esse alguém teria sido vizinho de Victor. Relatou-me que esse tal vizinho teria visto a cena por meio de um binóculo, espionando através da janela da casa onde Victor morava. Nunca acreditei integralmente em tudo isso. Mas a presença dele realmente incomodava. Talvez por conta das histórias, não sei. De fato, ele era muito obscuro. Victor parecia não ter sentimentos, falava só o necessário, apenas respondia pausadamente, com voz baixa e grave, a quem ousava dirigir-lhe a palavra. Não sei por que nem para que tinha vindo a nossa cidade. Ele pouco saia. Na verdade, Víctor só podia ser visto em público depois que o sol se punha; ou melhor, quando o sol não se fazia presente. Aliás, isso o tornava ainda mais misterioso. Seria ele um vampiro? Se eu acreditasse que vampiros existissem, ele seria a pessoa mais suspeita do mundo. Confesso que o vi pouquíssimas vezes. Talvez umas quatro ou cinco. Ainda assim, não o vi direito... quero dizer: não vi detalhes de sua aparência, por causa do capuz. Só dava para perceber que ele tinha uma pele muito branca, rosto alongado, nariz comprido e fino. Mesmo seus olhos sempre pareciam fechados, na penumbra do capuz, voltados para baixo. Figura sinistra, sem dúvidas. Era bem alto, um tanto quanto corcunda, não se misturava. Dentre outras coisas bizarras, criou-se uma espécie de lenda em que se dizia que Victor não olhava para as pessoas porque, ao olhar, poderia capturar os pensamentos e até mesmo a alma delas. E isso seria um fardo para ele. Por conta dessas histórias, todos desviavam os olhares de Víctor, embora se sentissem misteriosamente atraídos por aquela pobre criatura. Quando o vi pela primeira vez, senti como que se ele pudesse me observar mesmo sem olhar para mim. Sentia também que ele podia ver a tudo e a todos mesmo sem usar os seus olhos. Sempre que um fato inusitado ocorria na cidade, desconfiava-se dele, como que se ele pudesse interferir inclusive na natureza do mundo. Sinceramente, eu tinha muita pena daquele homem, tanto que por não poucas vezes expulsei meninos que atiravam pedras na casa dele para depois darem no pé sem olhar para trás, com medo de se transformar em estatuetas de cobre.

Os livros são jardins onde semeamos sementes de ideias, cultivando o fruto do conhecimento e colhendo a sabedoria que floresce em nossas mentes.

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Ter muito conhecimento e títulos e não colocá-los em prática é como os livros nas estantes que só juntam poeira se não forem consultados.

Ler livros é enxergar o mundo do autor através de suas lentes.

O cannon

Por alguma razão Deus permitiu que os livros Apócrifos, existam! No entanto a bíblia tem uma verdade única ! A verdade de Deus! A Bíblia é o cannon. Mas há verdades na bíblia que poderão ter algum apoio em alguns Apócrifos. Nessa medida é que devemos consultar os livros Apócrifos! Mas nunca os colocar acima das escrituras! Torah e Novo testamento são as escrituras! Salmos e provérbios, profetas, livros históricos e outros fazem, parte das escrituras ainda. Ler para aprender e saber. Mas saber com moderação. Isto diz o Apóstolo Paulo!

"⁠Desejo que todas as crianças do mundo possam ler seus livros para suas crianças."

A tirania moderna não queima livros; edita a verdade e veta sua publicação.

"A regra é simples, como nos livros de matemática da infância:
você pertence ou não pertence.
É ciência."

O motivo pelo qual as pessoas preferem cartilhas que levam o nome de 'pode ou não pode', livros nomeados como: 'sete passos para isso ou aquilo' ou ainda 'o segredo disso ou daquilo' ao invés da Bíblia; é por considerarem mais fácil ouvir a homens do que a Deus. Porém é bom saber que 'eficaz' não será o nome do resultado.

⁠Livros são caminhos abertos pelo tempo, deixados como rastros pela historia da humanidade.

Escritor não escreve livros.
Escritor escreve a humanidade.


Sem ele, voltamos às cavernas. Sem luz, sem registro, sem alma.


Entende agora o tamanho dessa grandeza?

Não me julgue pela quantidade de livros que leio, mas pela qualidade deles.

O destino inscreve sigilos indecifráveis nos livros como cristais líquidos refletindo círculos. A íris exibia caminhos inacessíveis e eu desbravava as florestas com minhas mãos a encontrar o lugar da imensidão. O outono compôs sombras sobre os morros longínquos onde construí minha casa, que era uma morada íngreme e solitária. E não havia tempo, já que o cosmos envolve os olhos e os relógios dormem no colo dos séculos. Eu buscava meu propósito humano longe dos centros urbanos e o sol nascia sempre na mesma hora em que os olhos insones acordam. O fogo oculto dos montes movia os minutos em horizontes sonoros a cobrir o rosto do mundo. No cair da tarde esmaecida de tons tons laranjados, o crepúsculo flutuava sobre campos mudos e o vulto obscuro submergia no azul escuro profundo. Eu buscava mensageiros de mim em minhas retinas sem fim e o mais era um silêncio sossego de açucenas. As nuvens turvas conduziam o curso dos rios e as margens murmuravam o tempo que passa. O aroma violeta dos milênios repousava na dourada voz do universo. Eu tocava em uma flauta doce cantigas infantis que eu trazia na memória e a sonoridade se demorava nos campos de girassóis que deliravam de amarelo suas flores solares. A claridade das eras percorria corredores invisíveis na temperatura vermelha da saudade que já não existia, pois eu vivia o tempo atemporal e a vida se dividia em manhã, tarde e noite. Tudo com uma simplicidade absurda e eu não esperava mais nada do mundo a não ser a própria vida e o corpo que a sustenta. O aroma circular das constelações atravessava o silêncio do destino e eu seguia o desatino de sorver os dias no espaço tempo esquecido.

Eu li todos os seus livros de autoajuda para que você pensasse que eu era inteligente.

Você precisa ler textos e livros que são proibidos.

"O escritor não cresce quando vende mais livros; cresce quando aprende a escutar melhor pra escrever."


(Osman Matos, séc. XXI)