Trechos de Livros
Os melhores livros são aqueles que mostram uma estrutura inteligente: cada compartimento atrai a sua atenção para outros.
Economize tempo e dinheiro lendo livros empreendedores durante a sua viagem, descanso e férias: recursos esses que enriquecem a sua disciplina intelectual para uma vida de contínuo aprendizado.
Meu tesouro literário. Muitos ainda a ler, porém, após anos, tenho grande parte dos livros que sempre quis.
Edições físicas são fundamentais pra mim, não apenas pelo romance quanto ao livro físico, cheiro do papel, o famoso "cheiro de livro novo", etc, mas também porque não consigo ler em telas devido a fotofobia (além de me distrair muito mais assim, e, particularmente, odiar ler em telas).
Não consigo ler na velocidade que gostaria, por conta das questões de saúde, mas fico extremamente feliz de ter tantos livros e saber que não faltará leitura por muito, muito tempo...
Além disso, é como um tesouro que tenho guardado. Enquanto máquinas digitalizam e destroem livros físicos, deixando todo o conhecimento a mercer da tecnologia e dos que a controlam, podendo editar a realidade dessa forma, eu os guardo e acumulo em minha coleção pessoal, para que esse conhecimento nunca se perca, e nada nem ninguém ouse destruí-los.
- Marcela Lobato
“A Bíblia é fenomenal, diferente de todos os demais livros. Como dizia Karl Barth: ‘Tenho lido muitos livros, mas a Bíblia é o único livro que me lê’. A Bíblia é o livro por excelência.”
Tercetos de férias
Para as férias, o que planejar?
Ler muitos livros, escrever
Listar lugares ‘pra’ conhecer
Filmes e séries, assistir
Parques e museus, visitar
A beleza das praias, contemplar
Um novo instrumento, aprender
Com atenção, da saúde cuidar
Atividade física, praticar
Criar memórias, se divertir
Refletir, luzir, devanear
Juntar a família e conversar
Tudo é essencial para a existência
Com momentos de descontração
É a vida com mais emoção
17/12/25
Eu e os livros,
mares de encontros que me atravessam,
ventos que me levam a navegar saberes.
Cada página acende em mim
a chama esquecida,
essência adormecida que desperta
no entrelaçar de vidas,
na confluência dos caminhos
que me habitam.
“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”
Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.
“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”
Meu maior sonho como escritor não é apenas publicar livros, mas encontrar leitores que caminhem comigo por meio das palavras.
Interesseiro entendimento
(Mauro A Evaristo)
Sejam os Livros Sagrados
Ou (deveria ser também) a Constituição
Há quem passe pano com agrado
Só para proteger o seu ladrão.
No fim cabe-se perguntar
O que poucos se atrevem falar
Se o que se busca defender
Seria apenas seletivo entender.
Na realidade o que a história registrará
É que um grande número optou se calar
Em defesa do próprio conforto no tempo
Pois, muitos omitem a verdade revelar
Enganando em si o real sentimento
Pela opção de interesseiro entendimento.
feradapoesia.blogspot.com
Há que se pensar na literatura como um agente cultural da sociedade.
Os livros revelam os nossos modos de viver, valores, crenças e costumes.
A escrita é, portanto, uma parte substantiva da sociedade.
Com profunda atenção,
li diversos livros,
assisti vários filmes,
presenciei várias situações humanas,
ouvi variados relatos de vida...
mas, em nenhuma das histórias,
dramas e enredos
que tive conhecimento
pude detectar traços ou nuances
que se encaixassem totalmente
na minha história de vida...
à partir desse fato,
decidi eu mesma relatar,
com total veracidade,
sem olhares subjetivos externos
e interpretações ou traduções pessoais,
a minha auto biografia ...
um inédito relato de vida,
profundamente sentido e vivido,
com episódios difíceis e cruéis
que desde a tenra idade
marcaram o meu viver
e fizeram de mim o que sou
com essa força misteriosa
que me acompanha desde sempre...
para muitos ...
vai ser um choque,
uma surpresa,
um punho certeiro no estômago,
na face
ou no coração...
para tantos outros...
vai ser apenas
mais uma entre tantas...
mas...
um fato será certo:
o leitor atento e sensível...
e sobretudo,
sem pré visões, conceitos e juízos...
vai se emocionar.
Pode ser ...
que seja nessa peculiaridade
de me emocionar
desde a raíz das minhas veias
até o florescer do meu âmago
que reside o segredo
da minha força e luz...
Talvez...
quem sabe...
Nem eu sei ao certo
de nada do mundo,
das pessoas,
e de mim...
eu só sei escrever
ou penso que sei ...
✍©️@MiriamDaCosta
* Segundo as estatísticas, em geral, os livros mais vendidos no Brasil em 2025 foram os da série de colorir Bobbie Goods e Café com Deus-Pai. 📚📖 🇧🇷
Diga-me que livro lês
e vos direi quem és…
ou em que ponto do cansaço,
da inércia mental
e do fanatismo chegastes.
Quando os livros mais vendidos
dizem mais sobre alívio
do que sobre enfrentamento,
mais sobre anestesia do que sobre consciência...
é preciso ouvir o sintoma,
não para zombar e rir dele,
mas para compreendê-lo.
Colorem para silenciar o mundo.
Colorem para não pensar demais.
Colorem porque a realidade
tem exigido mais do que conseguem
suportar sentir e pensar.
E tomam café com Deus
não para dialogar com o divino em profundidade,
mas para buscar consolo rápido,
uma fé instantânea,
em doses diárias,
como quem precisa sobreviver
ao dia seguinte
sem desabar.
Nada disso é pecado.
É diagnóstico.
O que assusta
não é o sucesso dos livros de colorir
nem da espiritualidade de bolso,
mas o vazio de pensamento crítico
que eles revelam quando ocupam, sozinhos,
o topo das estantes e das consciências.
Ler, hoje, parece menos um ato de expansão
e mais um pedido de socorro.
O brasileiro médio não parou de ler
por falta de tempo ou de vontade.
Parou porque está exausto.
Exausto de ansiedade.
Exausto de tudo
e do nada.
Exausto de si.
Por isso escolhe livros que não confrontam,
que não arranham, que não ferem,
que não exigem atravessamento interno.
Diga-me que livro lês
e eu direi
se buscas conhecimento,
fuga, sentido
ou apenas descanso da dor
e de ti mesmo.
Talvez o desafio do nosso tempo
não seja vender mais livros literários,
críticos ou filosóficos,
mas reaprender a ler
e interpretar o mundo
sem precisar colorir suas bordas
para esquecer suas veias e entranhas...
e nem tomar café, almoçar,
lanchar, jantar ou beber chá
com Deus, com Zeus, com Alá,
com Buda, com Zâmbi,
com Krishna , com Jesus,
com Adonai ou seja lá o nome que tiver...
apenas para que o mundo doa menos
e faça pensar e raciocinar
ainda menos.
✍©️@MiriamDaCosta
Ela aprendeu a ler
não somente
as letras,
as frases,
os textos
e os livros ...
qualquer pessoa
alfabetizada
é capaz disso.
Ela
já cursava a leitura
e a interpretação
dos sinais,
das entrelinhas
e dos mistérios da natureza,
do tempo e das pessoas,
antes mesmo de ser alfabetizada.
✍@MiriamDaCosta
A escrita revela
Os livros falam,
As poesias interagem,
Os versos cantam e encantam,
Os sonhos ganham o direito de viver,
As linhas dão suas direções e seus diversos sentidos,
O abraço com o imaginário pode ser a escrita reproduzindo a realidade do amanhã.
Enquanto o interesse de abrir os livros tenha que surgir pela beleza das capas, muitas histórias se perderão.
A teologia viva não se aprende apenas nas academias através de livros, mas no Getsêmani através do sofrimento e da oração.
Relato de conversação teológica, citado na Life of John Fletcher por Joseph Benson, p. 185.
