Transparente
Quais segredos podem ser guardados mediante um olhar tão transparente, onde nem ao menos as palavras são capazes de tamanha clareza!?
Esperança
Vontade desmedida de vencer, sentimento que aquece a alma, véu transparente que envolve e abraça, quem por ele se deixa tocar. Como um impulso, faz emergir a vontade em “acreditar”; na incerteza do sucesso, de um sonho por realizar, ou uma luta para vencer. Igual a um raio de sol, vai iluminando os nossos dias, e acompanha, em cada passo e escolha que fazemos, é aquilo que não se vê, mas sente-se.
Brasil: emaranhado e tumultuado mundo transparente
Aqui meditando que porra louca é esse mundo, cheio de escândalos profundo, transparente e escondido, um mundo surreal, o semblante do meu Deus, o oposto satânico marginal, de tudo se experimenta, a mais doce criatura, a inocência de uma criança, da mais vasta lambança, a malícia mundana, a matança genocida, uma orquestra pejorativa, meu Brasil, que seus filhos habitam em morros, favelas e periferias, estrangeiros nos grandes bairros centrais, fingindo de inocentes estrangeiros nas bacias de riquezas, que dia a reserva raposa do sol no Acre, o que dizer de um simples cidadão nordestino, com documentos surrupiados e um montante de empresas abertas por imigrantes chineses, duas empreiteiras nacionais degoladas e as licitações reféns de empresas estrangeiras, esse corpo de importações que nos faz pagar pela moeda corrente externa de alto valor e o real que recebemos pulverizado pela miséria, meus irmãos, cidadãos, povo brasileiro se posicionando por figuras fugazes, falo do retrato que todos enxergam, a profunda desigualdade de uma população, se não tem comunhão, não tem vida, elite sem visão que atende um padrão de teor umbilical, dinheiro, poder e carnaval, nesse emaranhado, tudo tumultuado, que não ignore minha gente, tudo isso e muito mais que se encontra transparente.
Giovane Silva Santos
Hora
Agora
Vou falar
De mim
Olhe nos meus olhos
Sou transparente
Dramática
Observe meu corpo
Tem cicatrizes
Não sou pragmática
Tenho alma
Não acalma
Vive dúvidas
Não vire o rosto
Olhe em mim
Tenho matemática
De consciente inexato
Não me conhece
Sou elegante
Por favor
Desça
Dos meus pensamentos
Para que nada
Aconteça
Com sua presença
Desça
Também
Do meu corpo
Você não existiu
Movimenta palavras
Para cobrir
Sua falsa coragem
Para descobrir
Quem sou.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Meu sorriso é uma capa transparente de solidão.
Eu doaria minha alma se fosse possível para nunca mais existir, mas ela já está tão doente que seria uma tortura dà-lhe a outro alguém.
Sinto este apocalíptico amor
cerzido em carne viva
no tecido transparente do osso
submetido a formas anatómicas
irremediavelmente inviolável.
Se for pra botar todas as cartas na mesa e deixar tudo transparente para que tudo acabe de forma digna, eu tenho que dizer que eu amava os seus erros, assim como amava os seus acertos, porque no final de tudo eu amava o conjunto da obra que era você.
Será que minhas palavras estão no supérfluo,
será que sou transparente de mais
Hà
Queria ter inteligência para suprir os argumentos,
queria ser tão auto para chegar na mente de Buda.
Parecerei inútil se continuar neste domínio , vago
distante, no constante nebulizado.
Fiel serei mesmo que ainda nada sei;
preciso apenas de uma enxada para poder cavar
minha própria mente me contrair ao fundo e tornar
fruto que ramifica seu próprio inconsciente.
A verdade entusiasma
por ser bela e transparente,
mas também é um fantasma
que incomoda muita gente.
O amor às vezes pode ser comparado com uma garrafa de vidro transparente e limpo, mas frágil e sensível.
E no final, apenas uma garrafa vazia simbolizando algo que um dia foi
A beleza nos cativa e nos inspira
Mas, às vezes, esquecemos de olhar além dos panos dourados de seda que a cobrem
Escondendo todo seu vazio e perdurando todos seu falsos sentimentos
“A beleza do feio” é algo o qual não nos atentamos
Como a esperança onde há guerra!
E na caridade dos que pouco têm!
Ser autêntica, verdadeira e transparente vale a pena.
LEMBRANÇAS DE CRIANÇA
Autora: Lourdes Duarte
Olhando a água transparente riacho,
Lembro-me dos banhos quando criança
Sem medo da poluição aproveitava
O encanto que a natureza proporcionava.
Brincadeiras de criança, eu e minha manas
Brincávamos de princesas, num barco a vela
Mesmo em águas rasas de um riacho, sentíamos
O balançar das ondas e o soprar dos ventos.
No riacho de águas claras se via os peixinhos,
E as princesas gritavam, tubarões a vista!
Tudo fantasia, fruto dos livros que líamos
Ou das histórias que a mamãe contava.
Quem dera que aqueles tempos voltassem
Em que o riacho as vezes era o tobogã
Ao deslizarmos nas corredeiras, de águas claras
Enquanto a mamãe gritava, meninas!
Hora de voltar para casa!
Um sobrevivente
Talvez um imortal
Eu sou transparente
Acima do normal
Um emergente
Talvez um temporal
Eu sou um dissidente
Acima daquele trivial
Um permanente
Acima do memorial
Eu sou coerente
Talvez um sensorial.
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