Traços
TRAÇOS E RETALHOS- por leo poeta
Amei você o quanto pude,
o quanto alguém pode amar.
Me entreguei, me sacudi,
me joguei e ainda sim nada,
apenas nada.
Fui eu quem fez vc negar.
Te esqueci o quanto pude,
o quanto alguém pode esquecer.
Renego qualquer traço de esperança
qualquer fresta de desejo,
qualquer tudo, um nada alcança.
Aprender a amar é diferente.
viver é algo terrivelmente longe
de está.
Querer é algo próximo
de viver e solidão é algo longe
de viver só.
Amargura é está ciente, ciente
que você fez, faz ou vai fazer opções
é quando a garganta da nó.
Considero a solidão única
saída para quem com o mesmo
desejo que mostrar ser único (a)
o egoismo o torna incapaz,
indefeso e o impossibilita de tomar
uma única direção.
Caminhos se cruzam
vidas se gastam,
romances calam-se,
corações dividem-se,
outros partem.
Uma canção explica tudo
e as lágrimas limpam
os vestigos e o tempo
graceja o que restou.
Nasce uma nova VIDA.
Retraçando nossos traços.
Você disse
Sinto falta de sua forma de suspirar
Eu disse
Preciso fazê-lo sozinha
Você disse
Estou afastado da razão
Mas sabes que tenho sofrido
Por magoar alguém que não
posso simplesmente deixar para trás.
Você está sentindo isto?
Algo que vibra por dentro
Você está vendo algo?
Diferente dos demais
Queria afundá-lo num poço
Pra não mais o encontrar..
Aceite nossa essência de volta
Traga de volta o trace mágico que não existe mais.
Você diz
Meu coração estagnado me transformou nisso
Eu digo
Selarei novos pedaços pra você
Você diz
Eu deveria embrulhar todas minhas farsas em um buraco sem fim
Eu digo
Onde está você agora?
Encontre-se
Me diga que é capaz disso.
Hoje não quero me retocar.
Hoje não quero me retocar, vou nesses traços secos borrados, marcas, odor na minha pele e o frio pelando meu corpo. Deixo que as águas invadam meu rosto, cortantes e que tire de mim meu ar de desgosto. Meu rosto se desfez em contraluz, virou pó. Não sei se é pra ficar exultante, mas enfim cansei dos meus desencontros, do meu descaminho, caí do berço e entreguei os pontos. Arranquei um nó engasgado no pescoço. Irresponsavelmente escrevi e nada entendi. Desatinei.
Cem anos não bastariam
Para traduzir em traços tudo o que vi,
Provar todos os sabores do mundo
Ou me arrepender por tudo o que não fiz
Cem anos não bastariam
Para recuperar o tempo perdido
Reclamar direitos roubados
Nos tornarmos heróis a transformar o mundo por completo
Cem anos não bastariam
Para sentir todas as frutas, todos os pecados...
Reviver todas as minhas primeiras vezes
Para que todas elas me soubessem por inteiro
Cem anos não bastariam
Para eu transformar sete notas em obras
Dar sete voltas ao mundo
Repintar o sete
Cem anos não bastariam
Para reencontrar aqueles que passaram
Reerguer o que canhões derrubaram
Tampouco reaver o sangue derramado
Não, jamais bastariam cem anos,
E ainda que cem anos bastassem, não os desejaria.
A mim só me resta e me basta esta vida.
E estou certo: “É com você que quero gastá-la!”.
Posso Ver... Através de Você!
“Posso ver através dos seus olhos,
Nos traços da sua face,
No toque de suas mãos,
No abraço que aquece,
No sorriso que inspira!
Nos lábios, posso sentir o desejo,
Na pele, sinto a volúpia...
A sensualidade da sedução!
Posso ver... Através de você,
O meu Ser...
Pois você... É meu Bem Querer!”
Hoje acabei a tela de que te falei: linhas redondas que se interpenetram em traços finos e negros, e tu, que tens o hábito de querer saber por quê – e porque não me interessa, a causa é matéria de passado – perguntarás por que os traços negros e finos? é por causa do mesmo segredo que me faz escrever agora como se fosse a ti, escrevo redondo, enovelado e tépido, mas às vezes frígido como os instantes frescos, água do riacho que treme sempre por si mesma.
Aos homens que se entitulam de visão futura muito cuidado; os traços belos ao longe podem se transformar em horrorosos monstros quando perto.
Menino
Por trás dos olhos de homem
Te vejo menino
Rosto forte com traços delicados
Força que esconde a doçura que traz contigo
Cavalo selvagem,sem rédeas,força bruta
Escudo que te protege
Lágrimas presas num choro contido
Vejo teu corpo dormindo
Desarmado
Te toco e sinto
Seus medos
Mas meus olhos coloridos se encantam
Como sempre...
Te vejo
Menino.
Traços
Com o lápis no papel
E o pé no chinelo
Eu desenho o céu de azul
E também de amarelo
Com a caneta
Eu desenho o sossego
Desenho o passado
E também o morcego
Desenho o presente
E pressinto o futuro
Um recinto fechado
Fechando teu ego
Com a caneta
Eu derrubo a marreta
Construo a cadeira
E tranco a cadeia
Desenho um índio na sua aldeia
Dançando tango e fazendo careta
Com a caneta
Eu escrevo o seu nome
E com lápis seu sobrenome
Com a borracha
Eu apago o passado
E escrevo outra história
Com você do meu lado.
Traços De Mim!
Os traços...
Vão dando a forma.
O jeito.
O sombreado.
A imagem surge...
E aos poucos
fez-se poesia.
Num rosto de mulher,
que esboçava um
tímido sorriso.
O poeta-desenhista,
traçou um rosto familiar.
Um rosto que
sem dúvida,
sou eu!
Um dos traços marcantes do atual período histórico é, pois, o papel verdadeiramente despótico da informação.
Saudade
Fecho os olhos
E sou capaz de sentir seu cheiro,
Os traços de seu rosto
Estão gravados em cada uma
De minhas lembranças
De forma tão intensa e nítida
Que todos os meus pensamentos
De uma aneira ou de outra,
E mesmo quando eu não quero
Me levam até você.
Deito-me para descansar
E ouço o som da tua voz,
Algumas vezes sou capaz
Até mesmo de sentir-te me abraçando,
E tornou-se impossivel dormir
Sem antes procurar dentro de mim
O som do teu riso.
Procuro caminhar
Por cada um dos trajetos
Que um dia fizemos juntos,
Somente para ter o momentâneo prazer
De me lembrar de cada momento ao teu lado.
Passo o dia ansiosa
Pelo momento de me deitar e dormir,
Porque passei toda minha vida
Sem ser capaz de sonhar
E agora cada minuto do meu sono
Eu passo com você,
Sem me esquecer de um detalhe sequer pela manhã
A vontade que eu sinto é de dormir
E permanecer dormindo
Até o momento de poder te ter de verdade
E não apenas em sonho.
A verdade
É que tudo que me lembra você
Me inspira,
E faz com que eu me sinta bem
Porque te tenho completo dentro de mim,
Mas fora tudo o que posso ter por agora
São lembranças.
"Assim como trazemos os traços naturais de nossos pais; devemos trazer os traços espirituais do nosso Pai Celestial".
Ela é incrível!
Tem traços de centelha divina,
é doce e feminina.
O corpo é esboço de arte,
sintetiza a unicidade,
extravasa a autenticidade,
tem brilho e magnetismo.
Vive de instantes e improvisos,
é um universo inexato,
imperante e criptografado.
É implícita com tendência ambígua.
É desconexa com aptidões poéticas.
Mergulha em profundidade,
tem excesso de vaidade.
É extremamente analítica
e inteiramente peculiar.
Sr. Menino
O reflexo na vitrine me mostra que os traços de menino foram embora, mas a mente, teimosa, os mantêm lá dentro… na alma. Independentemente dos traços de velhice... do lado de fora.
