Tormenta
“Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram” (Mt 8:23).
Jesus entrou no barco e os discípulos iam após ele. Jesus estava na frente. Jesus era o comandante, aquele que sabia exatamente o que viria a ser necessário fazer, pois ele sabia exatamente o que ia acontecer e sabia exatamente como reverter qualquer situação adversa.
Quando a tormenta se agigantou diante deles, decidiram pedir o socorro de Jesus porque conheciam o seu poder. Eles sabiam que só Jesus poderia aplacar a fúria daquela tempestade contra a qual eles já não sabiam mais o que fazer.
Há momentos em que envidamos todos os nossos recursos e esforços para vencermos uma crise, e, depois que já estão todos esgotados, quando já não temos mais o que fazer, então lembramos da palavra de Jesus: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15:5).
Nessa hora, entendemos que é ele quem vai conduzir o timão e içar as velas no momento oportuno. A parte que nos cabe é apenas confiar e esperar pela bonança que certamente chegará. Emunah.
Não era chuva
era
pranto
Dor
parto
bastardo
indesejado
Todos os meus fantasmas
todas as mesmas esquinas
todos os meus amores
rodando na devastadora enxurrada
Fotografias na
estante,
todas
vivas
Meu coração
coração em pânico
minha alma
serena
Tinha eu
que ouvir sua voz,
outra
vez
Dizer finalmente
que lhe amava,
dizer finalmente
que lhe amei,
finalmente
Precisava de uma
tempestade
tempestade descomunal,
para limpar
de uma vez
as tormentas
do meu
espírito.
Ja perceberam que tudo na vida necessita de equilíbrio? Seja no trabalho, na amizade, ou no amor, o equilíbrio nunca será demais.
"Quando a tormenta vem só o equilíbrio é capaz de manter a direção correta!"
Cassia Andrade
Infidelidade
Mistérios e enigmas rodeiam teu corpo.
Silencioso, vejo-te balbuciar.
Em meio ocioso fiz-me pairar,
Sob palavras melodiosas,
Tudo o que me restar.
Se vens como um anjo caído,
A noite escura convida a viajar.
Toque minha mão,
E faça este tal brilho durar.
Cada sensação nunca antes vista,
Cauteloso e perigoso te faço bastar.
Palavras divinas em meio a tormenta,
Vida tirana vem a desinteressar.
Pessoas comuns na falta do que conduz.
Tua vitalidade escassa,
Um tanto anti social,
Bipolaridade disfarçada.
É meu último suspiro frente ao que resta de tua amada.
Até então cheia de luz,
Retiro de tua mão a espada.
Encha-me com seus conselhos,
Serei eu tua aprendiz.
Como movimentos de teus cabelos.
Vertentes opostas de uma mesma diretriz,
Te guio por espelhos.
Passos descompassados,
Pela dor que esmaga.
Se como um golpe me conduz,
Serei eu desnecessária.
Em tua mão um fulgor reluz,
Tornando-me por total errada.
Idealizarei tua utopia,
Com um vigor que me afaga a alma.
Viva feliz e sorria,
Fiz do mundo tua morada.
Eu sou fiel meu bem.
Considero o que me é ensinado.
Te elevo e consagro,
Ainda que dentre todos,
Sejas tu, o meu maior pecado!
Vulnerável
Escuto um estertor crepitante
É minha respiração, e não obstante
Estou com o coração em pedaços
Tudo que quero é estar nos teus braços
Estou me sentindo tão vulnerável
Mas que ato mais censurável
Estou com medo, me sinto em perigo
E em minha cama procuro abrigo
Estou com os olhos em lagrimas
Sozinho e perdido em minhas rimas
Angustiado e com desejo voraz por amor
Quero um abraço, preciso sentir teu calor
Mulher, você é a minha tormenta
E esse teu jeito é a ferramenta
Que me desarma e me envolve
Teu beijo me aquece e absolve
Sem você eu não me sinto mais inteiro
Mas, juntos eu não preciso de roteiro
Só preciso de teu carinho no olhar
E da tua mão para me acompanhar.
Eu sou tão vulneravél sem teu amparo
Sem confiança mas isso é raro
Mas hoje só peço que não tenha fim
Que fique e não feche seus olhos para mim
Espaço, tempo, vida, alma
Fui convocado a esquecer
As linhas que perpassam
O tempo
A vida
O caminho
A alma
Tento limpar o caminho
A alma
Recolher os cacos
Jogar no lixo
Bater os tapetes
Sacodir a poeira
Mas a vida sopra tudo de volta
E o tempo continua a me torturar
A espera é ativa
Reflexiva
Pois assim é a vida
Mas a alma se contorce
Remoendo-se pelo caminho,
Caminho que não quer chegar
Alma viva, caminhava com alegria
Perdida comandada pelo momento temporal
Não percebeu o eterno
Nos olhos singelos
Da dama de agua e sal
Hoje a alma é tormenta
E a vida passa lenta
Torturada pelo estreito no qual quer passar
Mas no mundo tortuoso
Devo ser teimoso
E a calma reconquistar?
Remo em mar sereno
Que de tempos em tempos
Tempestade vem me dar
Não me mata
Nem quer minha calma
Pois só deseja a mim
A alma
Torturada, dilacerada como está.
" A psicologia clássica ensina que o material da experiência compõe-se do real e do irreal, é que os homens são atormentados pelo irreal no real. Se assim fosse, seria inteiramente inútil termos esperanças de nos livrar disso, em razão de que a conquista freudiana nos ensina, por sua vez, que o inquietante é que, no irreal é o real que nos atormenta".
MIÇANGAS DIVINAS
"Em comprimidos pares de ternuras descascadas
Soei do vento a vista obnubilada por miúdas combustões
Jorradas para vencer a castidade do meu estômago
Sugado por ímpares consternações.
Destemi canduras em ombros embevecidos,
Titubeei por encarnar na vizinha tormenta
Empoçada no sopro acalmado
O escuro descontente que ocultou a empunhadeira dourada,
Que me custou imergentes sevícias.
E ao misto pingo do fígado imolado,
Controlei-me com miçangas divinas
E engavetamentos aportados,
Enquanto meu arco bailado se aliviava
Com imperatrizes bizantinas pelejadas
Em crentes encontros
Com minha estatura afunilada."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
Guardo palavras inseridas no meu silêncio. E sei que esse silêncio lhe fere.
Hábitos guardados nas gavetas que, outrora, haviam sido esquecidos.
Tenho costumes que por muitas vezes desviam brevemente o meu foco, mas você é a minha fortaleza contra toda a tormenta. Você é um sopro de vida no meio desta confusão. Você é quem me faz seguir sonhando. Mesmo que a vida tenha me dado lágrimas, quando tenho você do meu lado não tenho medo das peças pregadas pelo destino.
A tempestade passou, mas o sol que veio depois não trouxe o animo pra recomeçar, juntar os pedaços do que foi destruído. Vivo entre escombros, tenho memórias bonitas de lugares que agora são pilhas de entulho. Está calor, como posso sentir frio? O meu lar, o meu ser, em ruínas no chão, as pessoas curiosas param e perguntam se alguém morreu, eu digo sim, eu morri em vida, já que a tormenta destruiu tudo que eu tinha e se foi me deixando aqui.
Na vida, as derrotas assim como as vitórias, são passageiras;
Mas a força do amanhecer é que nos renova e a poesia do anoitecer nos fortalece!
Vê se não esquece de você pelo caminho por onde passar, nem mesmo daqueles que ao seu lado queiram caminhar.
Pois ambos podem se ajudar quando as tormentas do destino tentar te derrotar!
É certo que as dores da vida são inevitáveis.Cedo ou tarde a conhecemos de perto.Cabe a nós, sucumbir ou reagir à tenebrosa tormenta.
Só quem já passou pela dor
Ajuda quem se perde no Bojador
Entre tormentas e tempestades
Abraça por amor e traz claridades.
No frio deste inverno
Aqueci o meu coração
Com as palavras do teu amor.
Toda dor que habitava em meu peito
Deixei a tempestade levar.
A tormenta já passou
Você trouxe a primavera!
Flores!
Com você tudo são flores!
Em minha família
somos todos uns estranhos seres
que desligam o rádio e a tv para
ouvir a chuva e iluminar-se
diante das tormentas,
que apagam as lâmpadas
para ver o brilho da lua
e das estrelas no céu.
Na madrugada,
quando a cidade dorme,
por trás de seus cadeados,
nossa casa é um templo
varado de silêncio e luz
por todas as janelas abertas.
Cremos que os perigos
adormecem sob a lua.
Aster Mori
“Use luvas”, dizia ela ...
Mal sabia ela o quanto de mim
Ainda aprenderia com o espírito dela.
Não esperava ela, na doçura dela,
Ensinar que o ar não precisa sufocar,
Que a efêmera chama pode ser estrela,
Tal qual a tormenta que virou mar.
Beleza é uma sensação percebida pelo olhar
intensa, suave, calmante, pacificadora... o
olhar cruza o objeto da visão e pronto:
no exato instante o cérebro liga a conexão...
depois, o mar vira rio e o rio vira mar;
o calor refrigera e a tormenta dissipa... perfeição!!!
Na imensidão de palavras
Sempre existe um "agente" de partida
Que reune, da coerência e Paz
Em meio a essa tormenta de emoções
Vai explicar
Difícil entender
Pode ser a parte em mim com mais sinapses possíveis
As que ligam o cérebro, coração e essa vontade visceral de escrever.
