Tocando
Nos simples raios de sol
que entra pela janela
tocando seu rosto
que se perde na imensidão do seu olhar.
Ouça o vento tocando as folhas, o canto dos pássaros, o tagarelar das crianças. Descontraia e se divirta muito. Não deixe sua vida girar em torno de uma coisa só.
Marilina Baccarat de Almeida Leão
Se eu fosse mar
Eu seria pura felicidade
Pois teria os teus braços
Feito ondas me tocando
Me acariciando
Me acolhendo
Nesse ir e vir
Noite agradável
com um brisa suave
entrando pelas frestas
e tocando delicadamente
meu corpo...
É o verão começando
a sair de cena...
mel - ((*_*))
"Ela tocando guitarra, e eu tocando bateria, ela jogando vídeo game,e eu jogando com a vida, e ela pensando em se matar, e eu pensando na vida"
Paixão é telefone tocando
coração pulsando
olhos vibrando.
Paixão é vontade mudando
braços apertando
planos criando.
Paixão é mente reinventando e relembrando você, o dia todo o tempo todo.
Paixão é a hora voando
o tempo se arrastando e a saudade aumentando.
Paixão é você me inspirando, me segurando, me beijando... sem parar, sem querer, sem pensar.
Paixão é quando o coração revivendo um ao outro, vive à espera do outro.
O amor e o tempo
A noite começou na estrada,
Carros, luzes, músicas, ansiedade.
Mãos se tocando, olhares se cruzando,
A vida parecia estar no piloto automático.
O tempo do relógio não significava nada,
O tempo válido era aquele, era o que importava,
Era o que estava sendo vivido, que foi sonhado.
E o tempo passou,
E com ele, carros, luzes, estradas, músicas...
O lugar já não era o mesmo,
O perfume, as luzes, o aconchego, a sombra,
Tudo mudou, menos a vontade de amar,
Que só fez aumentar,
Parecia querer explodir o coração e a alma.
A noite estava começando novamente,
E com ela dois corpos, duas almas, dois corações,
Era o que existia para aquela noite.
Desajeitados, sem saber por onde começar,
Sem saber o quanto amar, como se pudesse medir.
Encontraram-se, descobriram-se, amaram-se...
Amor sem medidas, sem medos, sem tempo contado,
Corpos suados, cheiros, sabores, peles, olhos, bocas,
Tudo se misturou numa receita inédita e perfeita,
Felicidade, paixão, desejos e vontades,
Foram servidos com a naturalidade que o amor permite.
Entre ofegância e exaustão, êxtases e desmaios,
A noite avançou, o amor se fortaleceu,
E o tempo novamente passou, o sol chegou,
Passou depressa, como se tivesse acabado de começar,
Deixando corpos quebrados, esgotados, quase inválidos,
Mas os corações fortes, felizes e cheios de vida.
O sonho se concretizou e não serviu para acalmar,
Ao contrário, como é típico do amor,
Alimentou outros sonhos, desejos e esperanças.
Assim o amor resiste ao tempo,
Fortalece e renasce a cada dia
No coração de quem tem coragem de amar.
Eu poderia começar tocando o céu. Logo em seguida, recolher os grãos de areia das praias. Durante esse recolhimento me encontraria com o mar, me deixaria atravessar por ele, invadido ser por suas forças, pela maciez de suas águas; e por seu cheiro de sal. Nessa invasão, o mar me carregaria pra junto de si; de modo paulatino me levaria, me envolveria num fluxo interminável.
Me encontro submerso no mar, os peixes cruzam-me, beijam-me - alimentam-se das minhas feridas - vão me despedaçando aos poucos. Meu corpo vai entrando num processo de decomposição, as veias rompem, o sangue deságua, atrai os grandes peixes; os quais se achegam pelo cheiro, pela percepção da cor: nuance avermelhada que toma todo o mar. A morte não permeia esse lugar, não se trata disso.
A alma continua plena, sóbria, o corpo todavia se inebria pela invasão das águas, pelo o beijar dos peixes que se alimentam em cada toque dos seus lábios junto a minha pele - me amam no mesmo tempo no qual me devoram.
Sinto falta dos seus lábios, sinto falta dos seus lábios tocando os meus, sinto falta do seu medo juntado ao meu silencio.
Sinto falta do seu riso, escondido.
Da sua fala engasgada.
Sinto falta do que não vivi.
Sinto tanta falta, que até hoje mesmo distante.
Ainda te espero.
As vezes me sento na beira de uma calçada ali eu fico cantando e tocando o meu tamborim.
Vendo a multidão passando por mim.
Quem passa apressado nem olha pra mim.
Quem passa cansado nem olha pra mim.
Quem passa estressado nem olha pra mim.
A multidão passou, e a minha ficha caiu, e eu tive então a certeza que ninguém me olhou e ninguém me ouviu.
Eu estava cantando a natureza na beleza que Deus criou, na sensibilidade de uma abelha pousada na flor do capim, tirando néctar para fazer o mel para você, pra ela e pra mim..
Amo sentir o ar fresco da manhã enchendo meus pulmões, a brisa tocando meus cabelos, o sol acariciando minha pele. Amo a delicadeza de tudo que é vivo, de tudo que floresce, que cresce... Amo essa sensação indescritível de estar viva.
Fomos além das correntezas, batendo contra as represas com canções tocando ao fundo, como símbolo profundo de todas as incertezas. Uma sucessão de estradas, paralelas e asfaltadas com dores pisoteadas. Um desejo de voltar, um instinto de chegar, dando passos, dando voltas, falando sem revelar. Tão perto e tão incerto, como bicho no deserto sem água e sem alimento esperando anoitecer, devorado pelo abismo que se espalha pelo ser. Como pode o pensamento voar tanto em pouco tempo? Como pode o momento passar rápido ou lento? Como podem as paredes reforçar a ilusão de que estamos protegidos pela nossa construção? Como podem as mudanças revirarem as lembranças? Como pode a esperança nascer fácil na criança e depois na vida adulta dissolver em confusão?
Como escudo de defesa, como caça, como presa, servido por sobre a mesa, tal qual fosse refeição. A humanidade assola, oferecida como esmola, impregnada como cola, corpo de imperfeição. O questionamento irrita, a necessidade grita, mas não dá o braço a torcer. Confunde-se o que é correto com vaidade e ganância, com vontade de vencer. Este mundo passará, passará como poeira, passará como besteira que foi dita sem pensar, como ofensa inconsequente de quem não soube calar.
É o telefone tocando, mensagem chegando, a música rolando, o vento soprando, as ilusões dançando, o coração rodopiando, o amor interior badalando solitariamente. Lá fora, observa pela janela entreaberta o tempo passar. E nesse passar, passam tantas coisas e pessoas. Sentimentos e emoções. E lá se vai o amor em meio à multidão.
Meus lábios tocando nos seus, minha vida parece fácil. É isso que a paixão faz da gente: meros aprendizes sem amanhãs.
Aconteceu exatamente agora...
Telefone tocando aqui em casa:
-Alô!
-Bom dia Senhora, aqui é do Itaú seguros, o Sr.Mauri está disponível?
-Não, ele é casado.
_Tu..tu...tu...tu..tu..tu..
# Povo Mal Humorado # kkkkkkkkkkkkk!!!
A primeira vez que eu te vi, você estava tocando guitarra com sua banda, me lembro de ter te achado um tanto quanto imponente, tentei disfarçar o meu fascínio pelo modo como você tocava como se ninguém tivesse olhando e me concentrar em outras coisas que não fosse seus braços fortes e seu olhar firme. Desde esse dia vez ou outra você vinha na minha mente, achei seu perfil na internet e como um vício visitava todo o dia, comecei a pensar o quanto era engraçado o fato de você nem imaginar que uma louca que nunca trocou nem um oi com você futucasse sua vida todo dia. Como numa dessas coisas que tem que acontecer, a gente enfim se conheceu, amigos em comum, e numa saída sem pretensão, com meu cabelo num dia de mau humor crônico, lá tava você no restaurante, incrivelmente sentado na mesa reservada a minha turminha, aí eu comecei a me culpar por ter saído de casa com aquela roupa imensamente sem graça e por não ter feito um coque no cabelo, mas já era tarde você já estava de pé e um casal de amigo já estava fazendo as devidas apresentações. Tentei disfarçar mas vez ou outra nossos olhares se cruzavam e quando isso acontecia eu pensava ‘calma, você havia se prometido passar um tempo sem ninguém, nem inventa isso agora”. Mas no fim da noite, cheguei em casa cheia de expectativas e com seu número gravado no celular. Um tempo se passou e como você tinha meu número não liguei, vi algumas apresentações de sua banda e fui vivendo minha vida de sempre, sem nenhuma emoção aparente. Quando numa tarde de segunda feira, você liga, meio sem graça, pergunta como estou e quando me dou conta uma hora se passaram e já tínhamos intimidade de amigos de longa data, marcamos um encontro, e quando desligo o telefone fico olhando o aparelho feito uma boba, e algo dentro de mim grita: começou tudo de novo. Chega o dia de saímos, tento ficar um pouco apresentável, ultimamente tinha engordado um pouco, mas compensei com uma roupa apropriada para meu atual peso e meu cabelo resolveu me dá uma trégua, nos encontramos no shopping e você me parece mais bonito que todas as vezes que eu te vi e fico feliz por pensar que um encontro comigo mereceu toda aquela produção, vemos um filme sem graça, escolha sua, mas me divirto do mesmo jeito, mesmo o filme sendo chato sua risada tornou ele até que engraçado. Você me deixa em casa, a gente se olha, meu coração dispara, agora devia ser a hora que nos beijamos e eu entro em casa mais perdida que mulher em liquidação, mas você vai contra as regras, me puxa pra perto, me abraça e me dá um beijo leve na testa. Tudo que eu precisava pra ficar fascinada e com uma dúvida dos infernos, você mal entrou na minha vida e já conseguiu me deixar confusa e elétrica ao mesmo tempo, comento com meus amigos e enquanto um fala que talvez você queira só amizade o outro fala que você pode ser diferente dos outros. Não sei o que pensar, mas tento relaxar e ver no que dá. Você manda um sms de bom dia e eu percebo que talvez você seja mesmo diferente. De noite me surpreendo com uma ligação sua dizendo que gostou de me ver, que ficou nervoso quando eu cheguei perto e que queria me ver de novo, e de novo e de novo. Desliguei o telefone estérica e liguei para o meu melhor amigo: - Lembra quando você disse que eu iria encontrar um homem que achasse meu jeito bobo lindo, que me olhasse além de apenas um pedaço de carne desfrutável e que quisesse está comigo sempre, por algum e por qualquer motivo? Vou sair com esse homem hoje!
Não quero cama, quero colo.
Corpos confidenciando segredos,
Mãos se procurando, tocando-se...
Corações entrelaçados, abraçados
Palavras trocadas em silêncio
Sorrisos cúmplices,
Beijos ousados, colados
Desejos saciados,
Caricias loucas
Loucuras de paixão,
Amor.
