Textos Tristes
A causa da tristeza é o desejo do Um para os Muitos, ou dos Muitos para o Um.
Esta também pode ser a causa do prazer.
Mas o desejo de um para outro é todo tristeza; seu nascimento é fome, e sua morte, saciedade.
O desejo da mariposa pela estrela ao menos salva sua saciedade.
Esfomeado sê tu, Oh homem, pelo infinito: sê insaciável mesmo pelo finito; assim, n’O Fim tu devorarás o finito e te tornarás o infinito.
Sê tu mais voraz que o tubarão, mais cheio de ânsia que o vento entre os pinheiros.
O peregrino cansado combate; o peregrino saciado para.
A estrada termina acima: toda lei, toda natureza tem de ser conquistada.
Faze-o pela virtude d’AQUELE em ti mesmo, diante do qual lei e natureza são apenas sombras.
Hoje acordei triste
A mente gritando: DESISTE.
O gás está para acabar
O aluguel que tenho que pagar
A comida na mesa que não pode faltar
Os boletos não param de chegar
Não sei onde isso vai parar,
Quando penso em economizar
Surge um problema para atrapalhar...
O salário mínimo não sobra
Mesmo assim a gente se desdobra
Para manter tudo em dia
E transformar nossa frustração em poesia.
As maiores dores não são físicas e sim aquelas que,nos deixam tristes e com a sensação de insuficiência. Pois, não adianta você esforçar-se, dar seu melhor, até mesmo,em muitas vezes abdicar de si mesmo, para que alguém se sinta confortável. Mas...
existe a outra pessoa que não tem a mesma consideração e sequer não se move um pouquinho para tirar um pequeno sorriso do seu rosto, mas tira lágrimas sem muito pensar.
Isso é doloroso, humilhante.
Triste porque?
Se não quero ficar …
Triste porque?
O que esta a causar?
Mas porque ficar triste?
Se não quero ficar
Triste porque?
Quero dormir … não quero acordar
Triste porque … não quero ficar
Quero ver o sol brilhar …
Triste não quero ficar
Vou correr vou saltar
Triste não quero ficar
Dia a dia vou ilustrar
Mas triste não quero ficar
Vou ser forte vou lutar
Mas triste não quero ficar
O amanha vou conquistar …
Triste não quero ficar
Vou muito amar …
Mas triste não quero ficar
Funesto acontecimento, tristeza profunda assolado a minha alma, nunca sonhará que um dia partisse e me deixará uma profunda solidão e sofrimento.
Foi no sabado 13, que se transformou numa Sexta feira 13; para de muito azar; onde soube da prematura e triste partida, deixando os nossos corações entenebrecido, a ser transpassado por uma espada de dor, angustia...
Inundaste o meu rosto de dor, o meu coração de sofrimento.
Inundaste a minha alma de assaz lembrança.
Como seria bom deste mundo partir e bem ao vosso lado estar!
Não acredito que se foste; o que será das nossas promessas? O que será dos nossos sonhos? O que será dos projectos que ousamos realizar? O que será do meu vivenciar agora sem ti?
Sem a sua companhia, sem os seus conselhos, sem as suas advertência, sem a sua alegria jovial. Não se cale responda-ma Chocondona. Uma vida traumatizada pela dor, uma vida repleta de saudade, uma vida cheia de amargura, uma vida condenada a se abrir um rosto repleta de lágrima é isto que me proporciona e não só
Do passado se olha
as tristeza se lembram
a alegria se sente
vivendo na ansiedade nos perdemos.
Vivo olhando um passado, repleta de amargura e agónia lembrando das tristeza que vertigem a minha alegria.
Vivo sentido a alegria, do nascer dos sol, no amanhecer desesperado de dor e sofrimento.
Vivo perdendo
tudo que ansio...
Porque não compreendo o passado, não consigo viver o presente e me perco em ansiar o futuro melhor.
EM MEMÓRIA DE MARIA CHOCONDONA CHIPILICA
14.06.1993 à 13.02.2016
Quem és tu? Serás sempre a alegria de quem verdadeiramente te ama, sem dúvida serás, a tristeza para quem te odeia e provocas a ocupação para quem te inveja!
Mas acredita que quem pensa que te ama, poderá por vezes só pensar que sim...
Quem te odeia maior parte das vezes não te conhece..
E quem não te inveja?
Difícil...
Sérgio Soeiro
Textos fictícios
Existe momentos que nos sentimos tão triste que queremos ficar sozinho,
Mas quando escuto sua voz, quero apenas você ao meu lado e quando olho pra você e vejo seu lindo sorriso, quero o mundo todo a minha volta, para que eles vejam a minha felicidade ao seu lado e aprenda com o nosso amor, o amor que supera qualquer dificuldade que a vida nos colocar.
Te amo com amor mais puro e verdadeiro.
Nem sempre irei sorri, haverá dias em que a tristeza me visitará.
Nem sempre terei paciência de ouvir brincadeiras sem graça, sou limitada.
Nem sempre estarei disposta a dar força, pois em certos momentos quem precisa de uma força sou eu...
Mas uma coisa sempre farei, me afastar nesses momentos porque não tenho o direito de magoar ninguém com meus problemas.
São compartilhamentos
de alegria e de tristeza
rebeldias e atritos
Os que negam suas raizes
Os que batem orgulhosamente no peito
e que defendem as origens
Os que pouco dizem
É assim: familia é de um jeito
Os que parecem muito bons
Os que parecem ter apenas defeitos
Família é começo
Família é fim.
SER FALHO
Desperto,
Lembranças me atingem sem qualquer piedade
Imediatamente me sinto triste
Já não consigo mais seguir em frente
Apenas vivo o que vem em mente.
Assim tento me refazer, mas falho.
O vermelho escuro dando contraste a sua pele pálida
Seu sorriso já não vejo mais
Meu ser então se desfaz
Sem cuidado vou em direção ao piso
Ali permaneço banhado em lágrimas.
Assim eu me desmancho, sou falho.
Já não suporto mais tanta dor
Meu coração já falha
Te peço, volte meu amor
Tantas vezes eu tentei fazer tudo acabar
Mas vejo que no fim acabo de chegar.
Assim eu permaneço a chorar, sou fraco.
Tento miseravelmente me erguer
Minha instabilidade é exposta
Já não aguento mais me lamentar
Até onde irei chegar se nem ao menos consigo caminhar
E logo findo a jornada
Ao lado de minha finada amada.
Assim sendo falho, eu me calo.
Ensaio
Na Tristeza destes versos,
Me encontro na Solidão de teus braços,
E fico ensurdecida pelo silêncio de tua Alma...
Pois você aqui já não mais está.
E perante tua ausência,
N'uma dor ou angústia de uma saudade insaciável,
Me vejo no impasse de apenas me agarrar à tua lembrança,
Ou de simplesmente, ir morar contigo...
Meu peito clama tua presença,
Mas nem o tempo ou Amor que regem a Vida,
Ou tampouco a lágrima que salgou a despedida,
São capazes de lhe trazer de volta.
Mas hão, de certo, me levar contigo...
Alba
Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue
Que tristeza esta vida, minha amiga…
Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros
E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?
Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida
Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado
Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim
E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.
Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via
Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma
Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente
E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.
Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido
E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?
Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue
Que destino nas coisas, minha amiga!
Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?
Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos
Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos
Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança
Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.
Rio de Janeiro, 1935
Suprema Aspiração” Mensagem
Nos braços teu eterno pai...
Em horas de tristeza e dor...
A descansar, minha alma vai.
Confiando em ti meu redentor.
Doce e calma minha alma vai...
No terno abraço do teu constante amor.
Nas tentações e no amargor...
Que o mundo a mim vem dar.
Tu és meu Deus, meu protetor...
Em ti me vou refugiar.
Das minhas dores e meus terrores...
Sua presença me vem livrar
A sua sombra correrei, e aos seus pés repousarei.
Por Ti serão guardados.
Medo angustia dor e tristeza, não mais terão vigor.
Quando o mundo o mundo em fim passar...
Aos pés do trono irei cantar.
Agradecendo a TI o amor que deu...
A mim.
“Triste Saudade”
Longe de ti, o meu coração se esvazia e, aos poucos, se perde dentro de uma grande saudade...
Eu fico pensando quando chegarás o fim dessas saudades.
Preciso que, meu olhar se encha de luz...
Que meu coração faça para ti uma canção suave.
Que meus lábios sorriam em vez de chora...
Cada momento lembro-me de um ato seu...
Em cada momento vem um pensamento onde encontro com você...
Em cada pensamento, uma saudade sem fim.
Debruço-me na sua ausência como se o vazio fosse dotado de cor...
E pudesse me ouvir ao ponto mais sensível da imensa falta que você faz.
A saudade eterniza a presença de quem se foi...
Com o tempo esta dor se aquieta...
Transforma-se em silêncio que espera, pelos braços da vida...
Que um dia reencontrará.
A distância permite a saudade, mas nunca o esquecimento...
Por mais longe que você esteja sempre estará no meu pensamento.
O vento fresco das manhãs envolve a minha pele...
Com a mesma tristeza que a saudade envolve o meu coração.
Quando será que terei novas alegrias...
Os dias passam lentamente, as noites sucedem-se frias...
Silenciosas...
E a mente só consegue ocupar-se com lembranças do teu rosto sereno...
Com lembranças da tua presença que aos poucos foram se distanciando.
Lembranças de ouvir a proferir-me palavras sábias...
A dizer-me frases carinhosas que até agora repercutem na minha alma e no meu coração.
Há quanto tempo eu não ouço a tua voz...
Há quanto tempo não ouço seu caminhar...
Quem vinha em passos largo sempre um sorriso precioso nos lábios.
Sei que está saudades não terás fim...
Mas a onde estiver se lembras de mim...
Eternamente sentirei saudades de você.
“O delirar de uma paixão” Poema
Olho as borboletas que...
Vagam tristes por sobre as flores...
Seu nome eu trago escrito o qual quer caminho por onde eu for.
Amor, doces palavras...
Tão cheias de paixão...
Só se torna verdadeiro...
Quando tem no coração.
Amor, palavras tão belas que, toda mulher espera...
No suspirar de uma paixão.
Paixão que nasceu de um momento encantado...
De um amor recém chegado, que fez vibrar meu coração.
Meus pensamentos vagueiam...
Minha alma passeia...
Em busca de recordação.
Em busca de esperança que me traz qualquer lembrança...
Que acabe minha solidão.
Entre meus versos singelos...
Tu és para mim o homem mais belo que no mundo...
Deus criou.
Deus criou os passarinhos...
Que no alto fazem seus ninhos...
Com carinho e muito amor.
Deu-lhes asas para voar...
Mas para mim nem pensar...
Eu me tornaria um beija-flor...
Voaria, com muito amor em seus braços iria pousar.
“Soneto” da Noiva
A noite cai à nostálgica sombria vem...
Não existe nada mais triste que um adeus deixado por sobre a terra fria.
Que funda mágoa, que mistério encerra por causa do amor.
Seu pranto é feito como geada fria, que traz o dia da grande dor.
Noiva do sonho, a demandar um beijo, buscado alento por um amor defeito.
Andando, por entre as nuvens, sonolenta...
Segue-lhe os passos, nessa marcha lenta.
Das estrelas o pálido cortejo.
Aos dúbios raios do luar, parece ver um anjo de vestes claras...
Caminhando na mesma direção clamado pelo amor ausente...
Adorando, ergue uma prece.
E pensa que é sua alma disfarçada...
Em noite que, no espaço, anda vagando...
Num manto de agonias rebuçadas.
Buscando um caminho para sua estrada.
No silencio da noite acorda assustada...
Por ver sua alma desamparada.
Na busca pelos anseios da vossa alma.
Não encontrando nada volta dormir.
Chamo de amigo aquela pessoa que compactua comigo das alegrias e me consola nas tristezas, que lembra do meu nome quando ouve uma canção, lembra de mim preparando uma refeição,que me chama sem motivo, e se importa com minha dor,que sabe que eu também estou assim, na mesma frequência, e ás vezes estamos nos procurando no mesmo instante.
Esse amigo não mensura distância ou tempo
Nem ausência ou proximidade mudam a vibração
Eu sou a observação
Eu sou a sensibilidade
Sou a tristeza quando sofro
A alegria quando realizo
Sou a dor quando a ignorância grita
Sou a paz e a ausência
Sou a felicidade de alguém quando assim desejo
Sou o perdão quando não julgo
Sou a bondade quando a miséria se mostra
Sou a raiva se a humildade se afasta
Sou a Luz, quando o amor que quero
sou capaz de oferecer
Somos a alma em flor
Em dor
A alma em sangue
Somos a vida na alma
E nela também a morte
Na alma a calma
Angústia e euforia
Somos quem podemos ser
Na ânsia do Ser.
INFLUXO
A tristeza vil que não se esvai,
De certo que não se harmonizou,
O peito palpita e o fluxo atrai
Novamente a brasa que tocou:
Ao peito rígido a bomba-coração.
Que bombeia e segura a alma.
Se fosse chamá-lo seria de ação.
Porque o espirito ora se acalma.
Então em segundo chamá-lo-ia
De espirito, pois vibra toda alma.
Mas há dias que dói, dói e adia
A felicidade do pobre, e desalma;
O pobre que desanima e berra.
A felicidade do pobre e' atrasada;
Uma felicidade atrasada e aterra
O sonho no tempo da[ abrasada].
Os sonhos deveriam cumprir meta.
O sonho sempre chega atrasado
Para o pobre, mas não o "porreta",
O que tem espirito, mas o vasado.
O coração nada sabe das almas.
O coração e' um falseador tático.
Quando e' tristeza bate palmas.
O coração nunca será temático.
Pobre de espirito, espirito carece.
Precisa de animus de avivamento.
Ao coração pode fazer uma prece,
Mas a alma que flui renascimento.
poeta_sabedoro
