Textos sobre Vaidade

Cerca de 660 textos sobre Vaidade

⁠SEMPRE VEM

A saudade do meu passado
Sem vaidades, nem tecnologia
Do lampião a gaz, do rádio de pilha
O que nunca faltava era alegria.

Saudades do amanhecer
Do cheiro de café coando
Do canto dos passarinhos
E do galo se adiantando.

Daquele cheiro de terra molhada
Dos passeios pela natureza
Chupar umbú no pé
Tudo era uma grandeza.

Sempre me pego nessa nostalgia
Não posso fugir de tão doce lembrança
Saudades do que não volta mais
Tempo bom de ser criança.

Irá Rodrigues.

Inserida por Irarodrigues

⁠Escrever não é para qualquer um.
Pode soar como vaidade, mas a verdade é que poucos conseguem traduzir sentimentos de forma honesta e digna.
É um ato de coragem.
Requer audácia e, acima de tudo, uma quase indiferença ao risco de morrer.
Morrer de excesso de vulnerabilidade.
Nunca vi alguém por perto que tivesse a habilidade — ou ao menos a audácia — de tentar.
Porque escrever não é só contar histórias.
É se expor no palco sem roupa, debaixo de uma luz que revela cada imperfeição.
É um salto sem garantia de rede.
E, cá entre nós, quem é que gosta de cair?

Inserida por KaylainyChagas


A vaidade


Muitos relacionamentos desfeitos, muitas oportunidades perdidas, o ponto inicial da arrogância, fortalecedor do orgulho, e o princípio da queda de um homem é a vaidade que o tem.

Parece inofensiva ter uma vaidade dita saudável, mas é apenas um mostro em sua infância.

Há quem confunda ambição com ganância, e boa autoestima com vaidade.

Quem tem autoestima elevada, não necessita de vaidade, que se valida na impressão do outro.

em pobres palavras, quem sabe quem é de verdade, não toma atitudes para que outras saibam disso, sua própria compreensão lhe basta.

tendo o controle, não precisa mostrar que estar no controle, muito menos prejudicando-se, machucando e humilhando pessoas para evidenciar isso.

A sabedoria derrota a vaidade, mas sabedoria não se adquire com o tempo de vida, senão todo idoso seria um sabio, e sabemos que não.

ah! Se esse diálogo interno fosse constante: eu preciso fazer isso? o que ganho com essa atitude? vale a pena machucar alguém por micros segundos de reações dopaminergicas ?
preciso dessa satisfação?

Encontramos o verdadeiro valor de outra pessoa, quando estamos conscientes do nosso próprio valor.

Quem se enxerga além daquilo que é, dificilmente valorizará seu igual.

Um conselho que serve de cura ou vacina, é tratar a todos como gostaria de ser tratado.

Com o passe do tempo, aquilo que era uma sentença para solidão, será vista como uma mera descartável vaidade.

Inserida por JuniorOliveiraRJ

⁠A LUA


Quando dourada e cheia de vaidade,

cintilante encanta os apaixonados.

Sensual, flutua com majestade,

nua se insinua para os namorados.


Se no espaço míngua sua metade,

tímida e indecisa esconde um dos lados.

Camufla nas nuvens de ansiedade,

com silhueta triste canta fados.


A donzela sorridente no céu.

sem sono vaga, gira e dança ao léu.

ao ressurgir serena e prateada.


Vacila modesta, envolta em um véu,

Numa repetida e eterna jornada.

luz calada - oscilante caminhada.

* Poema premiado em 3º lugar -
no 11.º Concurso de Literatura de Francisco Beltrão - 2017.

Inserida por MadalenaPizzatto

⁠Degraus da Vaidade

A vida é feita em degraus,
e cada degrau, uma entrega.
Subimos com esperança,
mas a escada é feita de brumas.

O primeiro degrau brilha com sabedoria,
mas logo aprendemos que saber não salva.
O tolo e o sábio partilham o mesmo pó,
e o tempo apaga ambos os nomes.

No segundo degrau, plantamos com suor,
mas a colheita, por vezes, vai às mãos de estranhos.
O herdeiro não labutou,
mas ceifa o que não semeou.

O terceiro é o do propósito —
mas há planos que não nos pertencem.
O Altíssimo ri dos acúmulos dos ímpios,
que servem, sem saber, aos justos.

O quarto degrau é o sucesso,
espelho dos olhos alheios.
Corremos por glórias vazias,
esquecendo que pó não segura troféus.

O quinto degrau é o da solidão dourada:
o homem que junta, mas não se alegra,
sem mãos que lhe toquem o ombro,
sem olhos que o chamem de irmão.

O sexto é a coroa da fama,
que brilha até o trono se esvaziar.
O povo esquece o nome do rei,
e suas obras morrem com seu eco.

O sétimo é o ouro que nunca basta.
Quem ama a moeda,
nunca ama o bastante.
A alma faminta não se farta com cifrões.

O oitavo é a cobiça —
o desejo de sempre mais.
Mas o que se contenta com pouco
já possui o que o mundo inteiro busca.

O nono é o riso sem alma,
o som dos espinhos queimando em vão.
O tolo se diverte com fumaça,
e não percebe a cinza que resta.

O décimo é o louvor aos perversos:
morrem os maus,
e recebem flores da mesma cidade
que sofreram por seus feitos.

E assim subimos os degraus,
cada um ensinando o peso da vaidade.
Mas mesmo em meio ao vazio,
há sabedoria para quem escuta.

Pois o homem sábio
não nega os degraus,
mas sobe por eles
com olhos no alto —
onde não há vaidade,
só eternidade.

Inserida por pensadorposmoderno

⁠Vaidades em Silêncio

No espelho do tempo vi rostos que brilham,
e logo escurecem sob o véu do esquecimento.
Ali jazem sábios e tolos, nivelados pela poeira,
porque a morte não distingue quem muito sabe
de quem apenas sonhava.

Trabalhei com as mãos, com o peito e com o fôlego,
e o que ergui com sacrifício, deixei para outro.
Ele não sabia o preço do cansaço,
mas herdou o fruto da minha fadiga.
Isso também é vaidade.

Vi os homens traçarem metas, mapas e mandatos,
mas Deus, com um sopro, os redistribui.
Ajuntam os perversos e escondem o ganho,
mas ao final, tudo é entregue ao justo
sem que ele tenha pedido.

O sucesso é uma guerra silenciosa.
Não por nobreza, mas por competição.
Cada aplauso ecoa a inveja do vizinho.
E a multidão que aclama hoje,
amanhã aplaude outro.

O homem que só tem ouro é pobre.
Trabalha sem parar, conta moedas,
mas não tem com quem partilhar
nem um sorriso verdadeiro.
Isso também é vaidade.

A fama? Ela dança no alto das torres,
mas despenca no silêncio dos anos.
Quem era rei agora caminha anônimo,
e ninguém se lembra de sua coroa.

Quem ama o dinheiro nunca dorme.
Sempre acordado, sempre alerta,
mas nunca satisfeito.
O coração que se apega ao ouro
não conhece descanso.

Olhei para os olhos dos que cobiçam,
e vi um abismo sem fim.
A alma que deseja tudo
nunca reconhece o que tem.
E perde o que realmente importa.

O riso dos tolos é barulho vazio,
como lenha seca estalando em vão.
Riem alto, mas não sabem do que.
Depois, o silêncio volta — pesado e oco.

E vi o funeral dos injustos.
Enterrados em pompa, elogiados em verso.
Mas eram lobos vestidos de cordeiro.
E a cidade que os temia, agora os aplaude.
Isso também é vaidade.

Quem entender essas coisas,
não as temerá — mas as superará.
Porque o sábio não coleciona elogios,
nem corre atrás do vento.
Ele busca o Eterno, e caminha leve,
sabendo que o verdadeiro tesouro
não se vê com os olhos.

Inserida por pensadorposmoderno

⁠"CONSIDEREM"

Talvez me considerem na vaidade,
na vida de luxúria e de pecado,
entregue a essa velhice em bom estado,
porém sem ver o peso dessa idade!

Sou, do que fiz de mim, o resultado
e, francamente, vivo, é bem verdade,
com força da paixão, na intensidade,
fazendo, co'a poesia, um bem-bolado.

Se a lua pode amar estrelas tantas,
também tive paixões reais (e quantas)
sabendo que o amor é um bom caminho…

Me considerem, pois, um mero poeta
que tem uma alma impura e indiscreta,
mas sofre e chora quando está sozinho!

As redes sociais são os espelhos das vaidades.

Rodnei

O que Eclesiastes 1:2-4 diz?
2 Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. 3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? 4 Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.

Inserida por Rodnei_BR

⁠⁠Desculpem por ser eu mesma, pela vaidade exagerada, ser tão foda pois eu fui ferida durante muito tempo, tratada com desonra e vivia no medo de viver:
-Cale se!!!! Eu simplesmente amadurece!



Hoje eu sinto prazer eu amar , sentir as flores , pisar na tão amada e sagrada terra.....


Cada alimento é sagrado , cada ser recebe a missão de aceitar ou não o aprendizado que recebemos antes de sermos enviados a terra, hoje eu vejo quem é quem! Os olhos são portas de entradas da alma uns são puro afeto e perdão outros um peso de ódio e ego.



Lamentável!!!

Inserida por deisiane_oliveira

Qual o seu nome ?


Não sei se por inginora⁠ncia,
ou por vaidade, mas às pessoas
perderam, a sua identidade.

Quando lhe perguntam, qual
o seu nome ?
Se fez faculdade, Dr. Fulano,
se é cristão, pastor fulano eu
quero saber se essas pessoas,
foram registrados assim ?

O certo seria: Me chamo Antônio
esquecendo - me, do meu doutorado
e só respondendo se me for perguntado.

⁠Quinta do Malhão -

Saudade, triste saudade,
me ficou no coração
daqueles campos sem vaidade
da Quinta do Malhão ...
Nogueiras, altas Nogueiras,
se erguiam naquelas terras
campos longos de laranjeiras
povoados de tristes pedras!

Ai saudade, triste saudade,
do cheiro a terra lavrada,
da sua infinita bondade
ficou minh'Alma marcada.
Recordo ainda aquela Nora
e seu triste Coração,
os alcatruzes eram fora
chorava a Quinta do Malhão ...

Tanta sombra, tanta Paz,
tantos sonhos e fantasias ...
Quando eu era rapaz
tinha a Alma cheia de Poesias!
E na terra macia
adormecia no chão,
voa, voa Poesia,
sonha, sonha Coração,
era assim que eu vivia
na Quinta do Malhão!

E os primeiros Amores
que minh'Alma encerra
nasceram como as flores
na memória daquela terra ...
Cada canto mos recorda,
cada tronco, a minha infância,
mas sinto ainda uma corda:
apesar já da distância,
passa sempre e morre um beijo
nesta memória em cadência ...

E das Nogueiras, folhas secas,
folhas secas, folhas mortas ...
No chão caidas, que m'importa
se secas estão as folhas mortas!
Nogueiras, altas Nogueiras,
Laranjeiras e Figueiras
que em criança me vistes,
já não podes agitar as altas franças,
guardai então os sonhos tristes
desta triste criança ...

Inserida por Eliot

⁠Tudo é vaidade e que proveito teremos se ganharmos tudo nesse mundo e perdemos a nossa alma? Nenhum, pois tudo é vaidade, tudo. Será que estamos verdadeiramente colocando JESUS acima de tudo? Será que estamos depositando a fé genuína nEle? Estamos constantemente distraídos com as inúmeras coisas desse mundo, coisas essas que não nos leva a lugar algum. Independentemente de qualquer coisa o nome de JESUS tem que estar em primeiro em nossas vidas.

Inserida por Josemar88

⁠Instante

Vaidade, ostentação
Irrealidade, ilusão
Angústia, frustração
E um vazio no coração
Um instante insignificante
Melhor viver desligado
E viver a vida real
Isso tudo é tão desigual
Não se compare aos outros
Não viva em vão
Arrisque todas as fichas
Com emoção...

Somos um instante e num instante não somos mais nada.

Inserida por JRAL

⁠Salomão vai dizer em mais de Mil palavras que "TUDO é Vaidade!".
Vivemos através de conveniências, medo, covardia, intolerância, estupidez, tolices e fofocas.
Somos vis e culpados, por abrimos nossas portas internas ao que denominamos de "inimigo" e somos irremediavelmente procrastinadores...

Inserida por dalainilton

⁠Bem vindo à dança da reciprocidade
Apresente o convite
Pode entrar, sem vaidade
Fique a vontade, não hesite

O encanto é a primeira nota
O fascínio a melodia
Quando se der conta já virou moda
A sua melhor sinfonia

Sim, vai soar concomitantemente
Assim como um trecho instrumental que precede uma orquestra
Um baile envolvente
Sua composição mestra

E assim, quando a música parar
Se prepare para o descompasso
O drama do balé vai cessar
Fechando as cortinas do que parecia mágico

O canto que agora vai ecoar
É o coro da frustração
Reproduzido por vozes que você já conhecia
Só mudaram o refrão!

Inserida por hilana_araujo

⁠Amei D'verdade

eu amei de verdade
ela amo a luz de vela
eu n tinhas vaidade
ela escolhia pela idade
ou pelas coisas q não são da eternidade

eu senti q era ela
era ela e bastava-me a Cinderela
bela queria homem de verdade

fazíamos da diferença, a diferença
não bastava a minha inocência
lá vinha ela cheia de vaidade

pra beijar na boca e levar as minhas palavras
pra deixar a outra louca e levar-me a paráfrase
eu tentava explicar q era dela de Jesus a frase
I que de uma forma ou inverdade ela me tinha paz

já cá não acende mais
pois o bonitão me chamava capataz
levou-a a razão do ardor, minha paixão
q ficaram só nessa letra
Maria minha paz minha terra

Inserida por Nz0

⁠Já fui neve no mar, já fui espada na mão (José Afonso)

No passado sofri de algumas vaidades. Mas calei que prefiro ser neve no mar do que poeira pisada, caída no chão. Ser a neve que se funde com o mar é ser a frescura que sabe de antemão que muita gente lhe vai perguntar: quando cantaremos o Hino da Libertação?
No passado sofri de algumas vaidades. Mas agora, que vivo sem sedução, digo: ser neve que se fundiu com o mar é ser como a estrela que se fundiu com o céu (coisa que, antes, a estrela sempre temeu) e nele brilha mas sem chamar à atenção.
No passado sofri de algumas vaidades mas não falei de ser espada na mão. Hoje, que sou a neve caída no mar, muitas vezes me interrogo: ser lâmina afiada em ereção não será entrar no estranho jogo dos que põem pessoas a sangrar e querem sentir vida a pulsar no seu coração? Mais logo, quando a Musa Menina chegar, me dirá se tenho ou não tenho razão.

Inserida por vitorinodesousa

⁠- Complexidades -

Num passo de silêncio
sem misérias nem vaidade
acreditei que a vida
me podia dar futuro ...
Mas ao contrário, deu vazio,
deu-me lânguidas noites
carregadas de demónios
do passado!

E escrevo:

De manhã anoiteço
à noite tardo,
da morte cativo
a vida é um fardo ...
Aqui a vida,
de frente a Norte,
passo a passo, coisa vã,
dirijo-me à morte ...

Morro hoje ... nasço amanhã!

Inserida por Eliot

Deixei ele me ter por pura vaidade
Ele se gabava, era ridículo as coisas vulgares q ele falava q iria fazer comigo, eu sentia vergonha por ele. Mas mesmo assim continuei, por que queria mostrar para o meu primeiro menino, q eu conseguiria ser de outros. A real é que eu n consegui.
Ele fez eu me sentir um lixo, foi estranho meu corpo queria, mas minha alma não, era como se eles tivessem brigando entre si. Eu senti nojo do menino, mesmo ele sendo limpo! senti nojo dele e de mim por estar fazendo aquilo.
Doeu e foi nojento.
Eu levei ele até o portão sem nenhuma dignidade, pois me sentia completamente suja.
Eu me entreguei para você, sem querer Rian!

Inserida por dharian_alanys

⁠⁠ ⁠Atravessei o deserto da vaidade mas o ego não matou minha sede ,mãos calejadas ardem mas incomodam menos que consciência cheia de anseios antes de se tornar o tal FRACASSO , mentes em transcendência aprendem o valor do tempo...
- "TOC TOC !!" é a realidade na porta dos olhos ...-TE ENCONTREI !! por onde esteve? ludibriando por ai disfarçando o orgulho? Seja menos incauto e me abrace . . .

Inserida por Juliocesarsilvaa