Textos sobre Tempo
Deus cuida de você da maneira mais bonita e perfeita. O tempo todo Ele está disponível para curar suas dores e fortalecê-lo rumo a grandes vitórias. Por isso, deixe-o no comando da sua vida, e você verá cada coisa se encaixando em seu devido lugar e no tempo certo. Ele vai aumentar a sua capacidade de superar e vencer diante dos obstáculos do seu dia a dia. Ele nunca vai desampará-lo. (Codigo 2105)
(Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu)
Confie no agir de Deus para transformar a sua vida, pois Ele trabalha o tempo todo por aqueles que Nele confiam e esperam, e ninguém atrapalha quem Ele guia. O mesmo Deus que sustenta o universo tem a sua vida na palma da mão Dele. No tempo certo, Ele vai atender aos desejos do seu coração e conceder-lhe vida nova. (Código 2305)
(Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu)
Filho(a),
Você não veio ao mundo por acaso.
Eu te pensei antes do tempo.
Te sonhei em detalhes, antes mesmo que você respirasse.
Eu conheço o que te move.
E conheço também o que te falta, mesmo quando você não sabe dar nome.
Quando o vazio aperta ou quando a paz parece inalcançável, sou Eu quem você está procurando.
Não estou nas fórmulas.
Não estou nas pressas.
Não estou nas vozes que cobram mais do que acolhem.
Estou no agora.
No sopro que entra e sai dos teus pulmões.
Na delicadeza do que permanece mesmo quando tudo muda.
Na beleza silenciosa que não precisa provar nada pra existir.
Eu vejo todas as vezes que você escolhe ser do bem.
Quando o mundo te provoca e mesmo assim você não devolve o mal com o mal.
Quando você perdoa em silêncio, quando escolhe amar sem motivo, quando age com bondade mesmo sem aplausos.
Isso é o meu DNA em você.
Você carrega em si a minha luz, o meu amor, a minha essência.
Você não precisa fazer força para ser amado(a).
Nem precisa me entender completamente para me sentir.
Basta se permitir abrir espaço.
Basta se lembrar de mim quando o mundo esquecer de você.
Não sou religião, sou essência.
Sou a origem de tudo o que é bom, puro e verdadeiro.
E quando você se alinha comigo, tudo o que está fora começa a encontrar o seu lugar.
Você não precisa vencer o mundo.
Só precisa voltar pra casa.
E essa casa começa dentro.
Com amor,
Deus
“Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus.”
Romanos 8:38-39
Deus está com você e vai te fazer um vencedor. Ele sabe da sua situação e, no tempo certo, Ele te colocará acima de tudo e de todos que estão te atrapalhando. Pode ser difícil e até desanimador, mas você vai superar tudo e fazer uma colheita farta e abundante. O que você sofreu será revertido em glórias para a sua vida. Portas que até então estavam fechadas vão se abrir e excelentes oportunidades vão chegar, e logo você será muito feliz! (Código 2905)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
A Vida: Um Rito de Passagem
Vida, minha vida, que mistério és tu,
O que é a vida, neste tempo que flui?
Corremos toda a existência, em busca de mais,
Para a vida, para os anseios e os ideais.
Deixamos de proporcionar o melhor que ela nos dá,
O simples prazer que o momento traz.
Deixamos de sonhar, de permitir-nos voar,
Deixamos de sorrir, de amar em plena paz.
Deixamos de desfrutar, de sentir cada brisa,
Meu Deus, afinal, o que nós, simples carnais, procuramos,
Nesta corrida sem fim, que tanto nos pisa?
Onde a verdadeira essência da vida encontramos?
Vida minha, e por fim, acumulamos tanto e mais,
Mas a saúde se esvai, e a força nos trai.
Sem tempo para gozar, perdidos em um cais,
A vida nos lembra que o tempo não volta jamais.
o caminho que me leva a você
Onde o silêncio reina,
o tempo não tem vez.
Me despeço dos minutos
ao refletir
na solidão de meus pensamentos vazios.
As horas se tornam uma eternidade,
mas sem ninguém para compartilhar,
o que me resta é sonhar.
Ouço tua voz chamando-me há anos,
corro ao teu encontro
na esperança de um dia
poder te encontrar.
Mas o que fazer,
se o caminho a seguir
é aquele onde tantos se perdem?
Não me perco,
me encontro
afogado no "auto" mar,
com o sussurro dos ventos
conversando com o mar.
As ondas se abrem para, enfim, te encontrar.
Num profundo mergulho,
a esperança toma vez.
No reflexo das águas,
uma imagem reluz,
como uma luz a me cegar:
uma estrela brilhante,
o aquecer em tardes frias,
um segredo que eu queria guardar —
o sentimento de preenchimento que emerge,
clareando a escuridão do oceano,
o mistério em pessoa,
uma promessa a zelar.
Era você.
O tempo está passando.
Ainda consigo sentir o perfume em suas roupas.
Seu cheiro, cheiro único de Mãe, aconchego aromático.
Mas assim como o aroma extraído de uma flor, o perfume está evaporando.
Preciso conservá-lo, guardá-lo.
Eternizarei meu perfume de Mãe, dentro de um frasco da lembrança, no coração da minha alma, com muito cuidado, muita saudade.
Simplesmente porque é como uma flor perfumada rara, única, com muito valor para mim.
Meu Amor além da vida!
Edileine Priscila Hypoliti
É importante notar que, nas plataformas digitais, prevalece uma noção de tempo baseada no imediato. Tudo ocorre no "aqui e agora", em ciclos curtos de atenção e reação. Já a democracia liberal, como a conhecemos, é fundada em processos que exigem tempo: tempo para o debate, para a deliberação, para a construção de consensos. Ou seja, é um sistema ancorado em procedimentos que só fazem sentido se houver disposição para esperar, ponderar e negociar.
Além disso, a subjetividade contemporânea — marcada pela valorização moderna das emoções — coloca o sentir acima do pensar. Assim, toda fala torna-se, antes de tudo, uma afirmação do eu, uma forma de autoafirmação identitária.
As plataformas digitais revelam e criam um tipo de sujeito que é incompatível com o sujeito suposto pela democracia liberal — aquele sujeito capaz de fazer a separação entre dever e desejo, o dever na esfera pública e o desejo na esfera privada. Esse sujeito é quem realiza um tipo de discurso e paixão que permite o processo de mediação dentro do direito e da justiça. Essa capacidade de mediação é fundamental para o funcionamento da democracia liberal, que depende do compromisso racional e do respeito às regras coletivas.
No entanto, a dinâmica das plataformas, ao favorecer a expressão imediata e identitária, tende a diluir essa separação. Estimula a emergência de coletivos que se formam mais por identidade e emoção do que por programas políticos ou acordos institucionais, fragilizando assim o tecido do debate público tradicional. Como consequência, presenciamos o enfraquecimento dos partidos tradicionais e o fortalecimento de formas de organização política mais fragmentadas e baseadas em identidades, que ganham cada vez mais força.
Nesse contexto, a política, que depende de negociação, mediação e compromisso, se fragiliza. Afinal, não se negocia com o eu: ele não aceita ser questionado ou relativizado, pois reivindica validade por si mesmo.
Essa característica das plataformas digitais cria um tipo específico de coletivo: não um coletivo fundado na convivência de diferenças, mas sim um coletivo pela semelhança, pela concordância imediata. É, de certa forma, o oposto do projeto da democracia liberal, que surgiu justamente para estabelecer procedimentos comuns capazes de conter conflitos sectários — como as guerras de religião — e possibilitar que pessoas discordantes pudessem coexistir.
Sou Africano
Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.
Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.
Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.
Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.
Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.
Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Enquanto Tudo Silencia
No tempo que escorre sem forma,
há um instante que não se mede
um respiro entre o caos e o acalanto,
onde até a dor se rende à calma.
É ali que florescem os pensamentos
que não ousamos dizer em voz alta,
palavras que pesam feito pedra
e voam feito poeira ao vento.
O mundo segue ruidoso e cego,
mas há silêncio no olhar de quem sente.
E nesse breve e sutil intervalo,
reconstruímos o que fomos por dentro.
Dizem que em alguma floresta esquecida pelo tempo, vive um lobo que não caça por fome mas por saudade.
A cada noite, ele ergue o focinho aos céus e uiva. Não de dor... mas de desejo. A lua, suspensa no abismo escuro, é sua amante silente. Ele não quer possuí-la quer pertencer a ela. Queria ser constelação, estrela cadente, poeira cósmica... só para que sua pele selvagem brilhasse ao menor toque da luz dela.
Dizem também que esse lobo já foi homem. Ou mulher. Ou ambos. Que em outra vida dançou com a lua sob o véu de uma paixão tão antiga quanto o universo. Mas algo os separou. Talvez o tempo, talvez um erro, talvez só o destino brincando de desencontro.
Desde então, ele reencarna em pelos e ossos, uivando sua lembrança para o céu. Não pela resposta, mas pelo ritual. Porque amar, para ele, é lembrar.
E enquanto houver luar, haverá um lobo que não desiste de ser tocado por ela.
Caminhos
Caminhos tortuosos nos levam a lugares,
Onde o tempo é um amigo que guarda os olhares.
Passos incertos na estrada da vida,
Cada escolha é um verso, uma história vivida.
E ao final da jornada, ao olhar para trás,
Veremos que as trilhas são feitas de paz.
Em cada passo dado e em cada emoção,
Encontramos a beleza da nossa canção.
Mais uma vez, coloco em palavras sentimentos que não chegarão até você.
O tempo que compartilhamos foi tão breve...em comparação à dor que sinto.
Às vezes, me pego refletindo que preferiria não ter te conhecido.
Na minha angústia, convenço a mim mesma de que só conheci uma ilusão.
Assim, percebo que a verdadeira realidade é que
Minhas fantasias sustentam essa máquina
Da saudade do que não existe
Da saudade do que nunca aconteceu.
Essas emoções se acumulam e pesam sobre meu peito
Tão pesadas como o silêncio entre nós.
03/07/2025
Às vezes, não sei se o que penso é real.
Minhas ideias parecem simples devaneios — ao mesmo tempo me perturbam e me libertam dos meus medos.
Para quem observa meus textos, talvez pareça loucura. E tudo bem.
Me identifico com Raul Seixas:
“Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”
O que eu era há um segundo já não me representa mais.
Esse “eu” que você viu passou.
Você conheceu o Tarin que morreu há instantes.
Se quiser me entender, tente conhecer o Tarin que está aqui agora.
Só assim suas conclusões farão algum sentido.
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
A gente se viu de novo,
troca de olhares, toque, beijo.
Tudo tão igual, e ao mesmo tempo, tão diferente.
Você disse que sentia minha falta,
quis ouvir isso da minha boca,
mas eu não sabia o que dizer.
Não por não sentir nada,
mas porque o que eu sentia já não era o mesmo.
Você falou de recomeçar,
de nos conhecermos mais,
mas o tempo já fez seu trabalho,
e algumas feridas já querem se cicatrizar.
Não sei se eu não te quero mais,
mas sei que não te espero mais do mesmo jeito.
A gente sempre foi isso, né?
Dois corpos que se encontram nas festas,
trocam olhares, se perdem em beijos,
mas nunca se encontram de verdade.
Não quero ser só uma vontade passageira.
Quero algo que faça sentido, que construa, que dure.
E a gente não tem isso.
A gente já sabe como essa história termina.
Não é diferente de tantas outras noites:
beijos que vêm e vão, palavras que ficam pela metade,
promessas que nunca foram cumpridas.
É hora de ir embora.
De fechar a porta que ficou aberta pra você só por costume. Ou expectativa.
Eu não quero mais ficar presa ao que nunca vamos ser.
Não quero mais ser sombra de um sonho que nunca se tornou realidade.
E hoje foi a última vez que você me levou embora pra casa.
A última vez que a gente saiu da festa juntos.
A última vez que eu me permiti acreditar que, depois do nosso encontro,
viria algo a mais do que o vazio que a gente sempre deixou.
E por mais que o nosso beijo tenha sido intenso (como sempre),
ele não apagou a certeza silenciosa que cresce aqui dentro:
a gente não é pra ser.
Você não é mais meu sonho, nem esperança, nem vontade.
É só história, com um capítulo que eu preciso fechar,
pra poder escrever outros que façam sentido, que me façam bem.
A minha história com final feliz que eu sei que mereço ter.
Tudo o que eu sentia, você já soube.
Tudo o que doeu, já doeu.
Tudo o que podia ser, já não pode ser mais.
Você me ensinou muito,
até mesmo o momento certo de ir embora.
E acho que é agora.
Agora finalmente eu vou viver.
Sem peso, sem passado, sem você.
Foco não é perfeição, é escolha
Você não precisa fazer tudo. Nem fazer tudo ao mesmo tempo, nem fazer tudo perfeitamente.
Foco não é sobre controle, é sobre presença.
É escolher o que importa agora e sustentar essa escolha por alguns minutos, sem se deixar levar pelas distrações.
A verdade é que o mundo está cheio de estímulos, mas a sua atenção não precisa estar em todos eles.
Cada vez que você escolhe se concentrar em uma coisa de cada vez, está treinando sua mente para o que ela mais precisa: clareza, calma e direção.
Entre espirais e vinhos antigos
No traço do tempo que escorre na pele,
Uma mulher de tempestade nos olhos,
Cabelo colorido,
Tanto quanto a alma,
Dança com as nuvens,
como quem carrega o caos,
E o colo do universo ao mesmo tempo,
Na lente dos óculos,
Galáxias se refletem no espelho de mim,
Onde só almas velhas conseguem se encontrar,
A boca se fecha, mas grita,
Num silêncio de quem já viveu mil recomeços,
Vinho aguado estraga,
Mas, minhas veias tânicas,
Não oxidam de qualquer ar,
Uma taça sagrada repousa,
No centro peito,
Do universo que escorrem relógios,
O tempo que não prende,
Agora, antes, sempre,
Criada tua própria mitologia,
Tatuaste com deusas,
Numa fé que só os que ardem entendem,
Espero, mas vôo,
Fico, mas, transcendo,
Viver é arte.,
A arte é rito,
E nesse quadro pintado com óleo,
Horas em sorrisos, horas em dor,
Bebe-se o mundo em goles de luz,
A viajante entre dois mundos ou mais,
Que aprendeu a ser casa para si mesma.
O Ataúde da Humanidade: Elegia aos Tempos do Fim
Vivemos a era da devastação.
O tempo sombrio da decomposição moral,
Do apodrecimento do caráter,
Da aniquilação do humanismo.
Matam-se inocentes com frieza,
Exterminam-se animais com crueldade,
Incendeiam-se florestas com ganância.
O planeta clama, e a humanidade não escuta.
Num cenário de sombras e cinismo,
Só restam a sensibilidade e a coragem
Daqueles que ousam insurgir
Contra os desmandos do poder vil,
Contra o fuzilamento do povo
Pelas mãos podres da corrupção,
Orquestrada por políticos desonrados
Que sangram a nação com sorrisos cínicos.
Somente Deus — o Eterno Juiz —
Pode resgatar o povo brasileiro
Desta destruição em massa,
Deste meteoro moral que colidiu
Com a alma da humanidade.
Já não há pudor:
Tudo se tornou permissível, torpe,
Rastejando nos escombros da maldade.
Agora, só nos resta esperar
O dia do infinito da existência,
Onde os homens serão julgados
Pelo tribunal da eternidade,
Sepultados no ataúde da escuridão,
Perseguidos pelos fantasmas
Que eles mesmos criaram.
A sociedade morreu há tempos.
O que vemos hoje são apenas as cinzas da podridão,
Espalhadas pelo vento da indiferença,
Retornando das profundezas do descaso
Para assombrar os vivos,
Difundindo o terror,
Erguendo altares à selvageria.
Mas ainda há uma esperança:
Na resistência de poucos,
Na chama que não se apaga
Nos corações que não se rendem.
E nessa fagulha, talvez,
O renascer da luz.
O VÔO
Como a natureza dá a vida,
A morte é a certeza de ter por que viver.
Como o tempo - a beleza - de uns começa,
O de outros termina
sem ter nenhum porquê.
Como a senhora gostaria de ir à Europa
Sem ter passagem por aqui? Pelo amor?
Como pássaro flutuante que vive vacilante,
Sem medo de morrer, pois ninguém controla a arte de viver.
Quando passas como nada, nessa rua dourada de sol,
Tudo sopra acima — venho logo, pois agora não há perdição.
Choro ouvindo, tomando vinho, esperando vir me buscar...
Lá vem vindo, meu amigo, que hoje pode me levar.
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