Textos sobre Mulher e Homem
Para Elisa
Não entendo por que o homem passou séculos tentando alcançar a Lua...
Talvez, porque ainda não tivesse descoberto que ela fica infinitamente mais bela quando se derrama no brilho dos teus olhos...
Se os teus cachos fossem ondas do mar,
eu escolheria viver sozinho numa praia deserta, apenas para ter o privilégio de me perder, onda por onda, em cada curva dos teus cabelos.
Agora entendo Shakespeare, Vinícius, e todos os poetas que insistiam em escrever sobre o amor. Eles não o tinha na essência, apenas tentavam descrever uma mulher que ainda nem conheciam, mas que, de alguma forma,
já os visitavam em seus sonhos...
Dizem que a perfeição não existe. Talvez seja verdade.
Porque quando você nasceu, a palavra "perfeição" percebeu que era pequena demais para te definir.
E, sinceramente...
Te chamar de bonita parece até injusto.
Bonita é a flor que enfeita o jardim.
Bonita é a Lua iluminando a noite.
Você é uma daquelas raridades que fazem a gente esquecer que existem palavras,
porque nenhuma delas consegue alcançar a dimensão do que você é...
Se existe alguma coisa mais bonita que você,
eu nunca vi.
E, se existir, não quero conhecer.
Prefiro continuar acreditando que Deus resolveu deixar um pedacinho do céu andando pela Terra...
E deu ele a teu sorriso...
P.s.: Apenas algumas palavras que me vieram a mente enquanto pensava em você.
Eu sou um homem de cordas. Sei amarrar, sei segurar, sei salvar, sei puxar alguém do abismo.
Mas ela não queria ser salva do abismo. Ela queria que eu saltasse com ela.
E eu não sei saltar para o vazio.
Eu faço café, faço amor, faço planos. Porque o plano é a corda. O amor é a corda. O café é a corda. Eu me seguro em tudo o que faço para não sentir o que não sei nomear.
Ela me olha com uns olhos que pedem a coisa que não tem corda. A coisa que não tem segurança. A coisa que me desamarra. E eu tenho medo de me desamarrar, porque se eu me desamarrar, quem vai segurar o mundo?
Mas o que eu não conto a ela, e que me dói, é que o mundo, para ela, já está caindo. E eu só finjo que seguro.
Porque o que ela quer, o que ela quer é que eu seja a queda. Que eu despenque com ela. Que eu grite no vazio com ela.
Mas eu não sei gritar. Eu aprendi a engolir o grito. A transformar o grito em músculo, em ação, em estrada.
Ela quer o meu nome inteiro. E eu só sei dar o meu sobrenome. Ela quer o meu coração aberto. E eu só sei dar a minha mão fechada.
Ela diz que estou longe quando estou perto. E ela tem razão. A minha distância não é física. É a distância de um homem que aprendeu que olhar para dentro é olhar para a morte.
E eu estou com medo de morrer enquanto ainda estou vivo.
... coisas sobre Ele e Ela
O homem fraco diz:
Primeiro isso… depois aquilo…
Ele vive adiando a própria evolução.
Mas o homem forte mentalmente entende algo poderoso…
O tempo não se organiza sozinho.
Você é quem organiza.
Ele estuda.
Ele trabalha.
Ele constrói relações.
Não porque a vida é fácil…
Mas porque a mente dele é disciplinada.
A diferença não está nas oportunidades.
Está na gestão.
Mentalidade forte não espera o momento ideal.
Ela cria o momento.”
Ser homem
Vivemos numa geração que reclama por tudo.
Reclama da dor, reclama das dificuldades, reclama da vida.
Mas deixa eu te dizer algo…
Se você é homem de verdade, você vai sentir dor.
E muita.
Vai doer quando as coisas não acontecerem como planejou.
Vai doer quando as pessoas te decepcionarem.
Vai doer quando o dinheiro faltar.
Vai doer quando ninguém acreditar em você.
E sabe o que isso significa?
Que você está vivo.
A dor não é sinal de fraqueza.
A dor é sinal de crescimento.
O homem fraco usa a dor como desculpa.
O homem forte usa a dor como combustível.
Enquanto um reclama,
o outro trabalha.
Enquanto um se vitimiza,
o outro evolui.
A vida não foi feita para ser confortável.
Foi feita para forjar caráter.
Então pare de reclamar.
Aguente firme.
Respire fundo.
Levante-se mais uma vez.
Porque homem de verdade não é aquele que não sente dor…
É aquele que sente — e continua mesmo assim.
Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito
Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.
Nome pequeno,
grandeza imensa.
Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.
Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.
Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.
Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.
Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.
E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.
Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.
Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.
E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.
Certa vez disse o teólogo Jalison Santos:
"Quando o homem serve a um deus falso e erra, ele não o repreende. Mas quando o servo do Senhor comete um engano, o Deus Verdadeiro o disciplina.
Essa é a grande diferença: o deus falso se cala, deixando o homem pensar que está tudo bem, que está no caminho certo. Já o Deus Verdadeiro, Ele corrige, adverte e disciplina — não por maldade ou raiva, mas porque ama e quer ver o Seu filho firme e restaurado no caminho da verdade."
Como tão bem citou:
Provérbios 3:12
"Porque o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai ao filho em quem se agrada."
O homem das cavernas
O homem das cavernas
Está no seu carro , tem celular,
E usa ia , e não sabe onde se encontrar
O Homens das cavernas
Só que dominar e mandar
Mas não sabe de ética
Sua vidinha patética
Em pleno século 21
Ele só pensa em um
O homens das cavernas
Só sabe a técnica
Ele é uma comédia
É uma profissão
Sem noção
Se acha mais que seus
Irmãos
O homem das cavernas
Só quer ser o animal
Mais forte, se confunde
O que foi sorte
É um sem Norte
Deseja até a morte
Do seu irmão
É só um bundão
O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu
O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu
O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu
O que mais separa o ser humano dos outros animais é o saber. Só o saber liberta o homem. Sendo livre, ele pode buscar uma vida melhor para todos.
Só acredito em uma sociedade onde o principal papel do governo seja garantir que cada pessoa tenha acesso ao conhecimento para se formar como cidadão.
Minha mensagem é de esperança: o homem precisa aprender, precisa conhecer. Porque, ao conhecer, ele se torna livre.
Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...
acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.
Vicent…
Em um vilarejo distante, vivia um homem chamado Vicent, cuja presença era notada por todos ao seu redor. Vicent, dotado de uma aura magnética, era frequentemente admirado por sua beleza e eloquência. No entanto, por trás de seu sorriso encantador, residia uma inquietação profunda e persistente. Desde jovem, Vicent fora moldado por circunstâncias que o levaram a construir uma muralha invisível entre ele e os outros, uma fortaleza que o protegia de um mundo que ele percebia como hostil.
Vicent carregava consigo o peso de uma infância marcada por expectativas desmedidas. Seus pais, sempre em busca de perfeição, jamais reconheciam suas conquistas. Assim, ele cresceu acreditando que o amor era um prêmio a ser conquistado, nunca uma dádiva a ser recebida. Com o tempo, essa crença se transformou em uma necessidade insaciável de validação externa, levando-o a buscar incessantemente o olhar admirado dos outros.
Em sua jornada, Vicent desenvolveu o hábito de adornar a realidade com mentiras sutis, moldando a verdade para se ajustar ao que ele desejava que os outros vissem. Essa distorção era, para ele, uma forma de sobrevivência, uma maneira de construir uma imagem que o protegesse da vergonha que sentia ao encarar suas próprias falhas. Quando confrontado, reagia com uma defesa feroz, erguendo barreiras de agressividade para afastar qualquer ameaça à sua frágil autoestima.
Nos relacionamentos, Vicent se via preso em um ciclo de encontros superficiais, onde o toque físico substituía a conexão emocional. Estranhos se tornavam espelhos para refletir sua grandeza imaginada, mas, no silêncio que seguia tais encontros, ele se sentia mais vazio do que nunca. A admiração dos outros era um bálsamo temporário, logo substituído por uma sensação esmagadora de solidão.
Vicent raramente percebia o impacto de suas ações nos outros. Sua necessidade de ser o centro das atenções o tornava insensível ao sofrimento alheio, e a empatia era um conceito distante. Ele se envolvia em demonstrações de falsa modéstia, proclamando humildade enquanto secretamente ansiava por aplausos. Para aqueles ao seu redor, a convivência com Vicent era um desafio constante, uma batalha para preservar suas próprias identidades diante de sua presença avassaladora.
Aqueles que tentavam se aproximar de Vicent frequentemente se viam esgotados, suas mentes ofuscadas pela manipulação sutil e pelo constante jogo de poder. O risco de se perder nesse turbilhão emocional era real, e muitos precisavam de apoio para recuperar suas forças e reconquistar seu espaço. Para escapar dessa teia, era necessário reconhecer os próprios limites e buscar ajuda, encontrando segurança em mãos amigas e guiando-se por conselhos sábios.
Vicent, em sua solidão autoimposta, também ansiava por mudança, ainda que não o percebesse plenamente. Seu caminho era tortuoso, mas não sem esperança. A jornada para a consciência e transformação era longa e árdua, exigindo coragem para olhar além do espelho e enfrentar a verdade de quem realmente era. No fundo, Vicent desejava romper as correntes que ele mesmo construíra, buscando, talvez ainda sem saber, o alívio de um abraço genuíno e sincero.
QUANDO A RIQUEZA ENCONTRA A HUMANIDADE
O homem pode possuir muitas coisas e, ainda assim, ser pobre de espírito.
Pode encher sua casa de riquezas e deixar vazia a morada do coração.
Por isso, quando Jesus disse ao homem rico que vendesse seus bens e os repartisse com os pobres, talvez não estivesse apenas falando sobre aquilo que ele possuía.
Estava revelando aquilo que o possuía.
Pois não é a riqueza que prende o homem, mas o apego àquilo que ele chama de seu.
Aquele que possui e não reparte torna-se servo daquilo que acumulou.
Aquele que possui e sabe repartir transforma a posse em serviço.
Que valor tem o ouro diante da fome de uma criança?
Que valor tem uma grande casa quando alguém dorme sem abrigo?
Que valor tem a abundância daquele que passa diante da necessidade e fecha os olhos?
O verdadeiro tesouro não é aquilo que permanece em nossas mãos.
É aquilo que, passando por nossas mãos, devolve dignidade à vida de outro.
O homem busca a grandeza acumulando.
O sábio encontra a grandeza servindo.
Não basta conhecer a verdade.
É preciso tornar-se verdadeiro diante dela.
Não basta falar de compaixão.
É preciso agir quando a compaixão exige alguma coisa de nós.
Porque toda riqueza traz consigo uma responsabilidade.
Toda força traz um dever.
Toda vida que recebe muito é chamada a perguntar:
“Para quem será aquilo que me foi confiado?”
Talvez o ensinamento de Jesus não fosse simplesmente:
“Abandone suas riquezas.”
Talvez fosse:
Liberte-se daquilo que impede você de enxergar o outro.”
Pois quando o coração aprende a repartir, a riqueza deixa de ser senhor e torna-se instrumento.
E quando o homem deixa de viver somente para si, começa a compreender algo que os sábios de todas as eras conheceram:
A vida que não serve à vida perde o sentido de ter sido vivida.
O homem rico possuía muito.
Mas naquele encontro, Jesus mostrou que ainda lhe faltava aquilo que nenhuma riqueza poderia comprar:
um coração livre para amar.
Você disse que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja porque vivi o suficiente para aprender que rostos mudam mais rápido do que as cicatrizes.
Mas a verdade é menos interessante.
Nunca procurei quantidade. Procurei abrigo. E abrigo é uma coisa rara neste mundo onde todo mundo aprende a partir antes de aprender a ficar.
Eu não me apaixono pela perfeição. A perfeição é uma mentira bem vestida. Gosto de quem sangra, de quem tropeça, de quem perde a guerra num dia e aparece para lutar outra vez no seguinte.
Também erro. Muito. Carrego ferrugem na alma e algumas rachaduras que o tempo nunca consertou. Ainda assim, continuo aqui. Permanecer sempre foi mais difícil do que conquistar.
Não quero possuir ninguém. Posse é medo fantasiado de amor. Se alguém ficar ao meu lado, que fique porque o mundo inteiro está aberto diante dela e, mesmo assim, ela resolveu acender um cigarro, servir um café e dividir o silêncio comigo.
É isso que me interessa.
Não a prisão.
A liberdade de ir... e a coragem absurda de permanecer.
Porque, no fim, amar talvez seja só isso: dois sobreviventes olhando um para o outro depois de todas as tempestades e dizendo, sem dizer palavra alguma: "Ainda estou aqui."
A Revolução dos Cansados
Há um momento em que o homem percebe que passou metade da vida tentando convencer desconhecidos de alguma coisa.
Convencer o patrão de que trabalhava demais.
Convencer a família de que fazia o possível.
Convencer os amigos de que estava bem.
Convencer a sociedade de que era útil.
No fim, ninguém entrega medalha para quem morre de exaustão.
Então você começa a perder certos talentos. O talento de discutir. O talento de justificar. O talento de parecer indignado o tempo todo.
Descobre que o mundo continua girando com ou sem a sua opinião. Continua fabricando heróis descartáveis, mártires de fim de semana e revolucionários que voltam cedo para casa porque na segunda tem reunião.
A verdade?
A maior parte das guerras é travada por homens que nunca apertaram um gatilho. A maior parte das virtudes é defendida por gente que jamais abriu mão de um conforto. E a maior parte dos discursos serve apenas para esconder o medo absurdo de admitir que ninguém sabe por que está aqui.
Que tédio.
Cansei de carregar bandeiras que, no primeiro vento, alguém troca por outras. Cansei de lutar batalhas que terminam patrocinadas por quem vende as armas.
Prefiro uma mesa de bar.
Uma mulher inteligente rindo do meu cinismo.
Uma motocicleta velha engolindo quilômetros sem destino.
Uma cerveja gelada enquanto a cidade continua fingindo que está construindo o futuro.
Talvez eu esteja errado.
Mas desconfio que viver sempre foi isso: desperdiçar um pouco de tempo com aquilo que faz o coração bater mais devagar.
O sistema odeia quem descobre isso.
Ele suporta fanáticos.
Tolera miseráveis.
Até admira os ambiciosos.
Mas não sabe o que fazer com alguém que simplesmente encolhe os ombros, acende um cigarro, abre outra cerveja e diz:
— Hoje, não.
Porque quem para de perseguir a cenoura deixa de obedecer ao chicote.
E talvez essa seja a única revolução que ainda não conseguiram vender.
Não espere um final bonito.
A liberdade nunca chega montada num cavalo branco.
Ela aparece numa terça-feira qualquer, com olheiras, uma geladeira quase vazia, um aluguel vencendo e uma estranha paz por finalmente não precisar provar absolutamente nada a ninguém.
Tem gosto de derrota para quem olha de fora.
Mas, por dentro...
Tem gosto de vida.
No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.
O homem suplica ao céu e, quando o céu atende, vira as costas.
Isso revela um paradoxo antigo: desejamos com intensidade aquilo que ainda não temos, e tratamos com indiferença aquilo que passa a nos pertencer. A ausência nos move. A presença nos acomoda.
Pedimos com fé, mas recebemos sem consciência. E assim transformamos dádiva em descarte, oportunidade em arrependimento.
A verdadeira oração talvez comece depois do "amém": na responsabilidade de honrar, cuidar e dar sentido ao que nos foi confiado.
Jefferson Pianco
O grande mal do homem é acreditar que o homem nasce mau por coser em sua vida a narrativa de um pecado cujo cozer de falsas prerrogativas levou-o a abandonar ser um cavalheiro. Tornou-se um cavaleiro perdido em tachar o outro como o verdadeiro culpado de suas próprias escolhas. Ele acredita que Deus, ao taxar seus filhos num eterno conserto, pensa que o mundo é um triunfo da maledicência. Deus é, na realidade, o grande regente do concerto do mundo. Um grande equívoco é cometido, pois o único trunfo que se tem é acreditar não ser discriminado, mas para sermos descriminados basta não infringir as leis, pois infligir é uma questão do soar do sino, ao passo que suar e retificar todos os nós faz de todos nós o ratificar em tentarmos ser pessoas melhores.
***Exercício de engenharia linguística***
(3)
O homem vê fragmentos.
O sábio enxerga conexões.
Tudo parece disperso: poder, tecnologia, religião, dinheiro, ciência.
Mas por trás do visível há padrões.
Não é o mapa que liga tudo.
É a mente que aprende a discernir.
Quem não entende os sistemas chama de mistério.
Quem entende os princípios chama de ordem.
Impérios sobem e caem.
Tecnologias mudam.
Narrativas se transformam.
Mas as leis que regem o poder permanecem:
Conhecimento gera influência.
Influência gera controle.
Consciência gera liberdade.
O verdadeiro despertar não é coletivo.
É interior.
Quem domina a si mesmo não teme elites.
Quem compreende os ciclos não se desespera.
Quem busca sabedoria antes da força governa com equilíbrio.
Pois mais valiosa que qualquer mapa é a mente treinada.
E mais poderosa que qualquer sistema é a consciência disciplinada.
Assim age o sábio.
10:37 24/05/2023
Sonhei com um homem pulando de paraquedas, ao lado de um avião em chamas, o avião estava em queda livre, achei que fosse cair em cima da minha casa, mas o homem alcançou o telhado e duas crianças o salvaram, eu fiquei olhando e feliz por ele.
Depois passou pra outro sonho, que eu estava em um lugar, onde tinha duas meninas que estavam doando roupas, mas, quando chegou a minha vez de receber às doações delas, elas não queriam me dar, e era como se sentissem inveja de mim, por causa da forma como me olhavam, então, me chamaram pra um quartinho e me deram uma sacola de roupas, mas antes disso, elas haviam cortado todas as peças com tesoura, havia calças, shorts, mais nenhuma estava em bom estado, porque elas cortaram tudo, antes de me dar, elas não falavam uma única palavra e no sonho, eu me senti triste e rejeitada, porque eu queria muito aquelas roupas, depois acordei ...
O namorado não deu o valor que ela merecia.
Ela não queria o homem perfeito que idealizou, não, ela só queria um homem de verdade que soubesse dar o valor, respeito, carinho e atenção. Ela quer um homem para um relacionamento de verdade, que a ama de verdade, que tenta de verdade, que encare a vida ao lado dela de verdade, que saiba que ela é só dele de verdade, que fique com saudade quando estiverem longe um do outro. Um homem que não fique com ciúmes bobos porque ela é sua e só tem olhos para ele. Mas ele não soube ser esse homem de verdade.
Caráter e inteligência 19
São os dois pólos para exibir as qualidades de um homem. Um sem o outro é boa sorte pela metade. Não basta ser inteligente, é preciso também ter predisposição de caráter. A má sorte do tolo é desconsiderar a sua condição, ocupação, vizinhança e amizades.
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