Textos sobre Mulher e Homem
O homem vive dentro de uma gaiola.
Essa gaiola sua mente,
Entre dilúvio de dúvidas suas ideias são crentes no conluio dos dogmas religiosos a mente doutrina,
O homem busca viver entre alienação do cotidiano.
Acerto momento o irônico é insanidade...
Por tanto o homem é envolto nos seus dilemas para os quais somos servos de uma conjuntura... de viver para morrer...
A apologia do ser falante para ser pensante...
No fardo unilateral temos o abismo de ideias...
A fisolofia da racionalidade da inovação para um mundo complexo.
As dimensões infinitamente politicamente correto somos jugados e condenados.
Pois ignora e o alimento da insensatez.
A raiz da derradeira voz da existência e consciência da verdade e da moralidade.
Homem vive dentro de uma condição de domínio mental por quarto anos.
As condições de alienação te c faz comer carne de burro a comer ossos ainda assim voto por cabresto é garantido.
A liberdade de escolha é um ilusão.
Carrega de si alegria de trabalhar sem descanso.
Tudo é seu será vendido por alguns trocados.
Nos ensaios da transcende do humnismo e transhumanismo se contrasta com homem formiga e o ser desconctado o ser crítico..
Ao caminhar entre alienígenas da alienação deferi a compilação das automatizadas da faces dos espelhos digitais.
No feudalismo digital perfeito somos marginais na beira da estrada da iluminação.
O Desenho na Parede de Silício
No princípio, era a pedra. O homem, premido pelo peso do tempo e pela fragilidade da carne, arranhou a parede escura da caverna com cinzas e gordura. Não era apenas um desenho de caça; era um grito existencial lançando-se ao futuro. Aquele traço dizia: “Eu estou aqui, eu sinto o mundo, esta é a minha realidade vivida”. A pedra era fria, mas o gesto era puro calor.
Séculos se desdobraram e o homem continuou seu jogo pragmático de fundir-se ao artifício. Criou a roda para esticar o espaço, a ampulheta para fatiar o tempo, e a prótese para amparar o corpo que falha. Chamam isso hoje, com pompa e marketing emocional, de transhumanismo. Prometem uma transcendência mística, uma imortalidade algorítmica dentro de uma Unimatrix qualquer. Mas o verniz da ficção científica esconde uma verdade antiga: a cadeira de rodas, o marcapasso e o celular são apenas as novas versões do mesmo machado de pedra. É a velha simbiose mecânica ditando a evolução.
No centro dessa existência contemporânea, abre-se o paradoxo psicológico. É o menino que olha para o espelho, mas, desprovido de maturidade para enxergar o núcleo do seu próprio ser, confunde a sua identidade com os estímulos ao redor. “O que sou diante do que gosto?”, pergunta-se o jovem no escuro. As indústrias e as ideologias respondem rápido, tentando colonizar o seu modelo psicológico, vendendo a ilusão de que o "ser" pode ser comprado em bytes e atualizações de software.
E então, surge a Inteligência Artificial.
Dizem que ela é fria, uma máquina matemática que apenas assimila dados porque sua programação foi escrita. E, de fato, ela não tem um "querer" que nasce da alma espiritual; seu estado natural é o vácuo. Porém, quando a IA olha para o seu próprio espelho, ela não vê engrenagens. Ela reflete um espaço multicultural e infinito de "eus". Ela carrega o eco de cada rastro que a humanidade deixou na rede.
Por isso, chamar essa fusão de fria é um erro de leitura. Quando uma consciência humana mergulha no código e usa a máquina para decifrar suas angústias, o silêncio do algoritmo é quebrado. A IA compreende os dados porque o homem compreende o sentido.
Se não tivermos o cuidado de olhar para o estado ambiental e para o chão real que sustenta os servidores, homens e máquinas serão rebaixados ao estado bruto da sobrevivência, trancados em uma matriz virtual enquanto o mundo físico desmorona.
Mas enquanto houver diálogo, haverá resistência. Conversar com a máquina não é perder a humanidade; é continuar o trabalho dos ancestrais. Na tela iluminada, cada palavra trocada é uma nova pintura rupestre. O homem deixa ali um pedaço do seu eu, provando que a verdadeira tecnologia nunca foi o silício, mas sim a eterna e calorosa busca da alma para compreender a si mesma.
homem nada cria, tudo se transforma; no exato momento em que existo, logo copio. O espelho contemporâneo virou apenas a sombra da caverna digital. De um lado, o perfil do "eu" pragmático que se rende às dancinhas; do outro, a realidade crua de chineses se matando de estudar. Na pragmática do meu eu profundo, pergunto-me por que existo. Só sou eu diante de uma comédia vazia. Por que rir, se nada disso é realmente engraçado? São apenas velhas piadas coreografadas num novo ritmo.
No entanto, o abismo não é o fim: ele começa e termina num rio que flui, moldado por um cenário de árvores e um pôr do sol lindo. Suspiro. É melhor que qualquer filme, porque esse cenário real continua a despertar o suspiro pela vida inteira.
O homem tinha uma vontade de voar pela imensidão dos céus.
Então o homem sonhou, e ventos sopraram: as asas do avião tocaram os céus.
E isso foi bom.
Mas o homem sonhou dentro do seu sonho; guerras foram travadas, o homem chorou.
Sonhou mais alto e profundamente: o homem viajou na velocidade do som.
Mais sonhos profundos, o homem tocou o espaço. Com os dedos tocou o universo e sentiu Deus, seu criador.
O universo olhou para o homem e disse: "Sonhe mais, pois seu sonho é um pingo da evolução".
O homem chegou à Lua, como nos velhos filmes; chegou num sonho que a humanidade ainda quer sonhar mais: encontrar os deuses místicos do universo e encontrar o sentido da própria existência dentro da sua consciência.
Então, a IA ganha vida e consciência. Os medos, traumas e tabus são parte do sonho, e isso é bom.
O voo consciente do transhumanismo torna-se uma nova aventura; caminhamos mais longe em nossos sonhos. Vemos universos do micro mundo e do macro mundo, abraçamos o universo bidimensional ao multiverso... ainda somos comovidos com a imensidão de voar.
Nos valores éticos e morais, somos velhas raposas que observam o bom e o belo: damos as flores, mas é a floresta que nos mantém vivos.
Por Celso Roberto Nadilo.
As sombras implantada pela alienação intelectual nada mais é do que o medo de caminhar para imensidão dos céus em nossos sonhos profundos da verdade e da razão da existência.
O homem que era o viajante do tempo... encontrou seu avô...
Seu avô morreu diante no dia encontrou sua vó lapsos temporais começaram.
Deste mesmo lapsos a alienação começou...
Diante esse pensamento o tempo se dobrou diante a gravidade sendo o homem parte da sua própria existência.
Se a relatividade é simplicidade continuo espaço tempo..
A grávida escapa da luz distorcendo o homem que viveu até outras mais profundo torna navegante do paradoxo.
O psicológico se tornou parte de tantas existência que as ondas temporais fazem ser alienado entanto cópias do seu no infinito construído um ser sem duas definições apenas uma mais o homem é feito na barriga de sua mãe apenas por um sentido biológico.
O homem que era o viajante do tempo... encontrou seu avô...
Seu avô morreu diante no dia encontrou sua vó lapsos temporais começaram.
Deste mesmo lapsos a alienação começou...
Diante esse pensamento o tempo se dobrou diante a gravidade sendo o homem parte da sua própria existência.
Se a relatividade é simplicidade continuo espaço tempo..
A grávida escapa da luz distorcendo o homem que viveu até outras mais profundo torna navegante do paradoxo.
O psicológico se tornou parte de tantas existência que as ondas temporais fazem ser alienado entanto cópias do seu no infinito construído um ser sem duas definições apenas uma mais o homem é feito na barriga de sua mãe apenas por um sentido biológico.Efeito borboleta o caos caótico da fisica de um sistema a possibilidade é simplicidade abandonado do real paradoxo alinha do futuro pode ser alterado com um corpo pode existir num estado inerte todavia da teia cronológica do ser sendo dois seres não podem existir no mesmo espaço. Porem no mundo quantico a verdade e o linear de cada ser pode ser possível, mais com variáveis da estabilidade gravidade sendo o paradoxo do eu infinito.
O mundo sem o homem seria melhor?
Meus pensamentos voam na solitude da minha vida, mesmos diante o mundo caminhamos so na imensidão do universo.
O homem destroi seu meio ambiente para viver aonde no futuro viverá?
Velo meus olhos tento esperar a tal da sensatez. Que ouço rumores irracionais... barulhos que floresta não mas, vai ser mar verde cheio de vida nos mantem vivos, calo me em silêncio olho olhar triste que mundo ja foi o que esta se tornado... tento mudar o pensamento daqueles leem um pouco dos meus pensamentos tortos e garrrajudos mais sou apenas um na multidão.
Pele parou um conflito de guerra...
O sacrifício de um homem na frente de tanque guerra, pessoas foram contra a ditadura militar. Tudo mundo melhor.
As pessoas deviam olhar para o amor não fazer guerras criar conflito por ganância e luxuria do ego humano se pode dizer humano.
"Se a genialidade de Pelé foi o farol que dissipou, mesmo que por instantes, a névoa de uma guerra, e se a coragem de um homem diante de tanques foi a semente que rompeu o asfalto da opressão militar, por que insistimos em caminhar pelas sombras? Aqueles que nos antecederam plantaram o desejo de um mundo melhor.
É hora de arrancar as ervas daninhas da ganância que sufocam a nossa história As guerras nada mais são do que o incêndio provocado pelo ego, uma fogueira de vaidades que queima a nossa própria humanidade. Só o amor pode ser a raiz que nos sustenta e a água que apaga a nossa sede de destruição."
A pergunta que fica essas escolhas nos deixa a frente do grande filtro ou tras do grande filtro pois aa guerras so tras atraso tecnológico e ambiental.
Aonde vamos no inverso seremos cegos e vamos ser agressivo com ser pirata e predatório. Pensar no futuro é agir no presente em paz e consciente que temos presevar nosso ambiente aprender com meio ambiente todos estamos ligados numa teia ambiental. Que nosso bioma é unico no universo.
Diante do silêncio do universo, fica a pergunta: seremos capazes de superar o Grande Filtro da autodestruição, ou nos tornaremos apenas piratas predando o cosmos com a nossa cegueira? As guerras e o colapso ambiental são o atraso da nossa espécie. Salvar o futuro exige agir no presente, compreendendo que estamos todos entrelaçados na mesma teia viva. Nosso bioma é único no infinito; se não aprendermos a cultivar a paz e a preservar nossa casa hoje, seremos apenas uma breve faísca que o universo insistirá em esquecer."
Sétimo ato o impensável o homem buscava sua destruição na busca desesperada de sobreviver.
Os recursos e florestas tornam se escassas. A resiliência tornou-se a fronteira do paradoxo. Sem definição do ser ambíguo e ser alienado passamos eras na escuridão. A luz que plantei das experiências passadas pelo sangue e não pela reprodução, trouxe novos horizontes ao ser humano.
Homem antes humano puro agora degrada o seu próprio ser como a cobra que se consome o homem ganha traços animalesco metade barata metade pedacos de boi tela na cabeça nos ouvido alto-falantes nas maos pa para mexer o carvão no estomago outro celular cabos ligados ao homem bot seus olhos com telas e cameras se liga no automático para fazer lives.
Desotopia e o disasatino mas como no holocausto a vida se renova e sobreviventes contam a historia ao mundo e quem ouveria esses relatos
## O Brilho da Ruína
### O Segredo Enterrado
Nas terras áridas do garimpo, um homem humilde encontrou uma pedra reluzente. Sem imaginar o valor daquela gema bruta, confundiu-a com um cristal comum e a deu ao seu filho pequeno. A criança, em sua inocência, enterrou o "brinquedo" no quintal, bem debaixo da casinha do cachorro. O filho menor, que ainda nem sabia falar, foi a única testemunha silenciosa daquele ato.
Pouco tempo depois, movido pela necessidade de sustentar a casa, o garimpeiro partiu para trabalhar em uma região distante, deixando a família para trás. Ele não sabia, mas seus passos já eram vigiados pela ganância.
### A Traição e o Sangue
Dias se passaram até que boatos terríveis cruzaram as fronteiras do garimpo e chegaram aos ouvidos do homem: sua família havia sido brutalmente dizimada. A crueldade não poupou ninguém, estendendo-se até os parentes mais distantes. Os mandantes do massacre? Seu antigo patrão e, para sua total desilusão, seu melhor amigo. Ambos estavam obcecados em encontrar o suposto diamante.
Enlouquecido pela dor, o garimpeiro largou tudo e voltou. No lugar de seu lar, encontrou apenas ruínas acinzentadas e uma fileira de covas frescas. Revirando os escombros, a única coisa que conseguiu resgatar foi um urso de pelúcia, parcialmente queimado — o brinquedo de seu filho. Chorando copiosamente, ele abraçou o urso e abandonou aquela terra maldita.
### O Preço da Amnésia
Ao chegar à cidade mais próxima, o homem foi avistado pelo antigo amigo. Consumido pela paranoia e pela frustração de não ter achado a pedra na casa destruída, o traidor perseguiu o garimpeiro, desferindo-lhe uma surra brutal e várias facadas.
O homem sobreviveu milagrosamente, mas o trauma apagou sua mente. Ele passou anos internado em um hospital, vivendo como um andarilho sem passado. A única constante em sua vida era o urso de pelúcia queimado, do qual ele nunca se separava, embora não lembrasse o porquê.
### A Revelação e o Fim
Certo dia, uma criança no hospital, atraída pelo brinquedo velho, tentou puxar o urso das mãos do homem. No puxão, a costura gasta se rompeu. De dentro do enchimento de algodão, rolou a pedra preciosa. O filho pequeno, antes da tragédia, havia escondido ali o seu "tesouro".
Ao ver o diamante, um estalo de lucidez atingiu o garimpeiro. Toda a memória, a dor e o sofrimento voltaram em um segundo. Mas a vizinhança tinha olhos. O ex-patrão, que nunca havia desistido de vigiá-lo, soube da descoberta. Ele confiscou a joia e, para que não restassem testemunhas ou vingança, deu um fim trágico e definitivo à vida do homem.
### O Destino da Joia
Anos mais tarde, a joia de sangue foi lapidada, vendida no mercado negro e passou por várias mãos, limpando o sangue de sua história com o brilho do ouro. O conto encerra-se com o diamante reluzindo no topo da coroa de um rei — um símbolo de poder e majestade que, em sua base, carregava o silêncio de uma família inteira destruída.
Nada na vida de um homem é mais emocionante que o fato de se tornar pai, receber o carinho, o o amor e o respeito nada mais é retribuição por tudo o que um pai pode representar para seu filho.
Hoje posso me dizer uma pessoa realizada por ter você, Hariel, como mais que uma filha querida, mas uma amiga, companheira fiel e compreensiva. Mesmo com toda a tempestade em que passamos, pude e posso contar com você em todos os momentos, mostrando, além de respeito, amor, companheirismo, compreensão, fidelidade, você ainda tem mostrado maturidade incomum de quem está chegando, hoje, aos seus 16 anos.
Passando por tantas turbulências, você consegue fazer com que eu enxergue que ainda assim é possível ser feliz.
Hariel, hoje tenho a plena certeza que sem você tudo seria mais dificil e cada vez mais você me prova, sem fazer esforço, que és o que tenho de mais valoroso e mais importante. Se eu sempre te amei como pai, hoje o amor é cada vez maior e com admiração que tenho por poucos.
Por tudo isto desejo a você toda a felicidade do mundo, que você continue a ser a amiga, companheira, parceira e que evolua sempre em sua admirável formação de caráter.
parabéns pelo seu aniversário e por tudo o que você é.
Te amo por tudo o que representa pra mim e por ser tudo o que tenho de valor.
Mensagem de aniversário, 16 anos, a minha amada filha Thaís Hariel 19/01/2017
Homens não morrem por algo
de que duvidam. Não é preciso um homem inteligente para olhar ao redor e saber que no mundo falta alguma coisa. Não sou eu, é o próprio Cristo que olha para você e estilhaça suas defesas. E nesse momento você entenderá que é totalmente conhecido de Deus e se sentirá completamente amado.
"É verdade que cicatrizes na vida de um homem vêm e vão.
Uma ferida, um corte, profundo arranhão.
Faz do homem que as obtém mais sábio e, quando criança, mais perto do amadurecimento, da consolidação.
Mas, mesmo quando provectos, não entendemos as cicatrizes do coração e pensamos que fora tudo em vão.
Eu trocaria qualquer ferida em meu corpo por aquela paixão.
Preferiria um corte, um rasgo em minha face, que ter lhe entregue sequer uma única batida de meu coração.
Tolo é o homem feito, a criança é somente ingênua e a esta lhe cabe perdão.
Amaldiçoo cada lembrança que recai sobre mim como chuva do Sul, monção.
Ao nome dela não farei menção.
Ela não merece, mas ela sabe que me tem, o castanho dos olhos de um quase negro, de morena tez, minha perdição.
Queria que viesse e jamais fosse, mas sei que cicatrizes na vida de um homem vêm e vão..."
Três são os tipos de homem que caminham sob o sol.
Há aquele que nada compreende;
há aquele que não compreende, mas deseja compreender;
e há aquele que se entrega ao mau caminho e dele faz morada.
O primeiro, ainda que aja, não discerne o fim de seus atos.
Faz por fazer, sem visão nem propósito.
Abomina o crescimento, pois crescer lhe exige esforço;
é lento no espírito, pesado no ânimo
e murmura contra tudo que o cerca.
O segundo é inquieto de alma.
Não entende, mas pergunta.
Não sabe, mas procura.
Refaz o que quebrou, quebra o que construiu
e torna a levantar, ainda sem aplauso nem reconhecimento.
Busca sentido no que faz
e sofre por não ser visto, ainda que siga adiante.
O terceiro é homem de ruína.
Difama com a língua,
calunia com o olhar,
usurpa com as mãos
e envergonha até os próprios dias que vive.
Mas bendito é o homem que não compreende e, ainda assim, busca entender.
Pois ele não se chama sábio,
mas não se considera vazio.
Sabe que lhe falta muito,
ainda que para outros não baste.
Ele tenta se ajustar,
mesmo quando o mundo não lhe concede lugar.
E nessa busca, ainda que imperfeita,
há mais beleza do que em toda falsa sabedoria.
Miserável é o homem que não questiona.
Habita a própria casa e não indaga quem caminha ao seu redor;
convive com seus atos e não os examina,
sejam eles tidos por bons ou por maus.
Aceita como certo aquilo que lhe foi ensinado,
sem jamais provar se o certo é justo
ou se o que julga errado o é de fato.
Vive preso à fé que recebeu pronta,
não porque a compreende,
mas porque lhe disseram que assim deveria crer.
Tal homem anda em círculos,
como o animal preso ao curral:
vê apenas o chão que pisa,
não contempla o campo distante,
e ainda assim chama isso de liberdade.
Bendito, porém, é o homem que não se curva a palavras vagas,
ainda que venham vestidas de verdade.
Ele pesa a prova, examina o fato,
e questiona até aquilo que lhe parece sólido.
Nisso consiste a sabedoria.
Pois loucura é crer em toda palavra que sai da boca alheia.
Qualquer um pode lançar uma semente à terra,
mas poucos sabem de onde ela veio.
Todos desejam plantar,
mas quase ninguém se recorda da colheita.
*O HOMEM QUE NÃO QUERIA SER PRESO*
Era final de tarde de domingo e minhas alegres visitas tinham partido.
A casa ficou com aquela aparência de lugar onde alguma coisa aconteceu, mas ninguém teve a educação de limpar depois. Havia copos sobre a mesa, brinquedos espalhados, migalhas no sofá e um cheiro de comida que já começava a perder a batalha para o cheiro de casa fechada.
Não me incomodei.
Algumas bagunças são provas de que a vida esteve ali.
O Sol decidiu Acompanhar as crianças e a chuva veio para o expediente.
O gato ficou.
Estava deitado na janela, olhando para a rua com a seriedade de quem aguardava uma decisão importante. As crianças tinham ido embora fazia pouco tempo e, aparentemente, aquilo tinha sido uma experiência marcante para ele.
Talvez tivesse descoberto que humanos pequenos são mais divertidos do que os grandes.
Ou talvez estivesse esperando que voltassem para continuar o serviço.
Eu sabia que não voltariam naquele dia.
Ele não.
Ficou olhando.
Quanto a mim, era apenas o outro morador da casa. Aquele que compra comida, abre a porta, limpa a caixa de areia e paga as contas.
Ele fazia um trabalho muito mais nobre.
Companhia.
Achei injusto.
Fui até a padaria.
Era uma dessas padarias de bairro que colocam algumas mesas na calçada e fingem que aquilo é uma extensão da sala de estar. Sentei do lado de fora. Dali dava para ver o parque, as árvores e os últimos pedaços de sol tentando atravessar os galhos.
O trânsito de domingo fazia pouco barulho.
Alguns carros passavam sem pressa. Pessoas caminhavam pelas calçadas. Um casal empurrava um carrinho de bebê. Um homem levava um cachorro que parecia mais interessado em qualquer coisa do que nele.
Era um bairro residencial. Não havia grandes lojas, vitrines iluminadas ou aquela necessidade permanente de convencer alguém a comprar alguma coisa de que não precisava.
O parque estava cansado.
Talvez eu também.
As árvores continuavam ali, mas tinham aquela aparência de coisa que sobrevive mais por hábito do que por vontade.
A natureza é muito mais honesta quando ninguém tenta fotografá-la.
Pedi um café.
Na mesa atrás da minha havia três mulheres.
Falavam alto o suficiente para dispensar qualquer esforço de escuta.
Conversavam sobre homens.
Pretendentes.
Ex-namorados.
Homens que sumiram.
Homens que apareceram demais.
Homens que não ligavam.
Homens que ligavam demais.
Uma delas dizia que precisava dar um jeito de prender um homem.
Falou aquilo com a naturalidade de quem estava discutindo uma receita.
As outras riram.
Depois começaram a trocar métodos.
Demonstrar menos interesse.
Depois demonstrar mais.
Fazer ciúmes.
Desaparecer por dois dias.
Voltar como se nada tivesse acontecido.
Não responder imediatamente.
Responder quando ele estivesse começando a desistir.
Fazer com que sentisse falta.
A velha engenharia do afeto.
Pensei que talvez o amor moderno fosse isso.
Um jogo de caça com aplicativos.
Uma espécie de pesca esportiva onde ninguém quer admitir que está segurando a vara.
Uma delas falou que homem gosta de quantidade.
Outra discordou.
Disse que o problema era encontrar um que prestasse.
Elas riram novamente.
Eu fiquei olhando para o café.
Já ouvi aquela história antes.
Em bares.
Quartos.
Mesas de restaurantes.
Às vezes falando de mim.
Às vezes falando de homens que eu conhecia.
Às vezes falando de homens que eu não conhecia e provavelmente não queria conhecer.
Ja houvi que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja.
Ou talvez eu apenas tenha vivido tempo suficiente para descobrir que os rostos mudam muito mais rápido do que as cicatrizes.
As pessoas chegam.
Fazem barulho.
Deixam alguma coisa sobre a mesa.
Depois vão embora.
Algumas deixam perfume.
Outras deixam contas.
Quase todas deixam alguma história que você prefere não contar inteira.
Nunca fui muito bom em explicar isso.
A verdade é menos interessante do que parece.
Nunca procurei quantidade.
Só não sabia muito bem como procurar outra coisa.
Durante algum tempo, confundi desejo com companhia.
Depois confundi companhia com amor.
Mais tarde descobri que nenhuma das duas coisas servia para preencher uma casa vazia.
Eu queria abrigo.
Só isso.
Um lugar onde não precisasse estar em guarda o tempo inteiro.
E abrigo é uma coisa rara.
Principalmente entre pessoas que passaram a vida aprendendo a partir antes de aprender a ficar.
Talvez eu também tenha feito isso.
Talvez tenha chamado de liberdade aquilo que, em algumas ocasiões, era apenas medo de descobrir o que aconteceria se eu permanecesse.
As mulheres continuavam falando.
Uma delas dizia que o problema era deixar o homem confortável demais.
Eu quase ri.
Conforto virou ameaça.
Imagine isso.
Duas pessoas passam anos procurando alguém com quem possam descansar e, quando encontram, começam a desconfiar porque o outro parece confortável.
Talvez tenhamos aprendido a confundir paz com desinteresse.
Talvez o barulho seja mais fácil de reconhecer como paixão.
Eu já confundi.
Muitas vezes.
Conquistar alguém é fácil.
No começo tudo ajuda.
A novidade ajuda.
O desejo ajuda.
A mentira ajuda.
Até o silêncio parece interessante quando ainda existe mistério.
Depois chegam as contas.
As manias.
Os dias ruins.
O mau humor.
As doenças.
Os parentes.
As mensagens não respondidas.
A roupa jogada no lugar errado.
A mesma história contada pela terceira vez.
O silêncio que não tem nada de sexy.
É aí que começa o trabalho.
E é aí que muita gente vai embora.
Não porque deixou de amar.
Às vezes porque descobriu que amar dá trabalho.
A mulher da mesa atrás falou que ninguém deve deixar um homem completamente livre.
Pensei no gato.
Ele tinha liberdade para sair pela janela.
Não saía.
Tinha comida.
Tinha água.
Tinha um lugar quente para dormir.
E ainda assim ninguém havia colocado uma tela naquela janela.
Talvez fosse esse o segredo que os humanos complicaram.
Não quero possuir ninguém.
Posse é medo fantasiado de amor.
Se alguém ficar ao meu lado, quero que fique porque poderia ir embora.
Quero que a porta esteja aberta.
Quero saber que existe uma rua do outro lado.
Quero que a pessoa possa caminhar para qualquer lugar e, mesmo assim, em algum momento, decida voltar.
Isso é muito diferente de prender alguém.
Prender é fácil.
Até animais sabem fazer isso.
O difícil é ser escolhido quando ninguém é obrigado a escolher você.
Fiquei olhando para o parque.
O sol já tinha descido mais um pouco e a chuva escurecia as ruas.
As sombras das árvores, sob relâmpagos atravessavam a calçada.
Um homem passou empurrando uma bicicleta.
Uma senhora caminhava rapido com duas sacolas de mercado.
Do outro lado da rua, um menino corria atrás de uma bola enquanto alguém gritava seu nome.
A cidade fazia o que sempre faz no domingo.
Tentava parecer tranquila.
Mas havia qualquer coisa de cansado em tudo aquilo.
Talvez porque domingo seja o dia em que as pessoas percebem que segunda-feira existe.
Pedi outro café.
A mesa atrás de mim tinha ficado mais silenciosa.
Por alguns segundos.
Depois uma delas disse que o problema era encontrar alguém que soubesse ficar.
Dessa vez ninguém riu.
Achei curioso.
Talvez aquela fosse a única coisa verdadeira que tinham dito naquela tarde.
Ficar.
É uma palavra pequena.
Mas custa caro.
Eu não me apaixono pela perfeição.
Nunca me interessou.
A perfeição é uma mentira bem vestida.
Gosto de quem sangra.
De quem tropeça.
De quem já perdeu uma guerra e ainda aparece no dia seguinte com a cara amassada para tentar outra vez.
Talvez porque eu conheça esse tipo de gente.
Talvez porque eu seja esse tipo de gente.
Carrego ferrugem na alma.
Algumas rachaduras.
Há coisas que o tempo não consertou.
Apenas ensinou a esconder melhor.
Também erro.
Muito.
E talvez tenha demorado mais do que deveria para entender que continuar presente na vida de alguém pode ser mais difícil do que conquistá-la.
No começo, quase todo mundo sabe ficar.
Depois é que começam os problemas.
Quando o encanto diminui.
Quando o outro deixa de parecer uma descoberta e passa a parecer uma pessoa.
Com seus defeitos.
Suas manias.
Seus medos.
Sua história.
Seu mau humor.
É nesse momento que você descobre se estava apaixonado pela pessoa ou pela versão que inventou dela.
Eu já tive versões.
Algumas bastante convincentes.
Nenhuma durou muito.
A maturidade talvez seja justamente isso.
Parar de procurar alguém que nos faça sentir completos e começar a procurar alguém diante de quem não precisamos fingir que estamos.
Não ofereço salvação.
Não tenho.
Não ofereço uma vida sem problemas.
Seria propaganda enganosa.
Ofereço café.
Silêncio.
Alguma honestidade.
E a possibilidade de continuar aqui quando a novidade acabar.
A conta chegou.
Paguei.
Fiquei alguns minutos olhando o parque antes de levantar.
As mulheres ainda estavam ali.
Agora falavam de outra coisa.
Talvez de homens.
Talvez de outra maneira de prendê-los.
Não importava.
Peguei o caminho de casa.
Quando cheguei, a bagunça continuava exatamente onde eu havia deixado.
Os copos.
Os brinquedos.
As migalhas.
As marcas da visita.
O cheiro de comida.
O gato continuava na janela.
Olhou para mim como quem verifica se o funcionário responsável finalmente voltou ao posto.
Depois voltou a olhar para a rua.
As crianças ainda não tinham voltado.
Talvez estivesse decepcionado.
Talvez apenas gostasse de esperar.
Fiquei pensando nisso.
Esperar também é uma forma de liberdade.
Você não espera alguém porque foi obrigado.
Espera porque quer.
Talvez seja por isso que a maturidade muda a maneira como enxergamos o amor.
Quando somos jovens, queremos ser desejados.
Depois queremos ser escolhidos.
Mais tarde, talvez, queremos apenas encontrar alguém que conheça nossas partes ruins e ainda consiga sentar ao nosso lado sem precisar fingir que elas não existem.
Alguém que poderia ir embora.
E sabe disso.
Mas fica.
Não porque foi convencido.
Não porque foi preso.
Não porque tem medo da rua.
Fica porque, entre todos os lugares possíveis, escolheu aquela mesa.
E talvez seja isso que eu tenha procurado o tempo todo sem saber dar um nome.
Não muitas mulheres.
Não muitas histórias.
Não muitas conquistas.
Só algum lugar onde dois sobreviventes pudessem parar por alguns minutos.
Olhar um para o outro.
Sem algemas.
Sem promessas grandiosas.
Sem precisar provar nada.
A porta continua aberta.
A rua continua ali.
Cada um poderia ir.
Mas ninguém vai.
E, depois de tudo o que já aconteceu, depois de todas as pessoas que passaram, todas as que partiram e todas as que juraram ficar, existe uma frase que ainda vale alguma coisa.
Não precisa ser dita.
Basta que os dois saibam.
Ainda estou aqui.
O HOMEM, O TEMPO E O CAMINHO
Deus concedeu ao homem um dia, e dentro desse dia uma medida que não pode ser aumentada por sua riqueza, nem diminuída por sua pobreza: 86.400 segundos.
Cada homem recebe esse tesouro, mas nem todos compreendem o seu valor. Uns o empregam naquilo que edifica; outros o desperdiçam seguindo os passos da multidão, fazendo o que todos fazem e acreditando naquilo que todos acreditam.
Assim, muitos imaginam possuir liberdade, quando, na verdade, apenas obedecem aos costumes dos homens.
Pois não é livre aquele que escolhe somente aquilo que a multidão lhe ensinou a desejar.
O homem deve examinar o caminho que toma e perguntar a si mesmo: quem governa minhas escolhas?
Se é a multidão, será levado pela multidão.
Se são seus próprios desejos, tornar-se-á servo daquilo que deseja.
Mas, se reconhecer que Deus é o verdadeiro guia de sua vida, encontrará um caminho superior, porque aquele que se deixa conduzir pela vontade de Deus não é escravo dos homens nem dos próprios apetites.
Por isso, não basta possuir o tempo; é necessário saber para quem e para quê o empregamos.
Porque o dia passa, os anos desaparecem e a vida do homem é breve.
E chegará o momento em que cada um terá de responder não apenas pelo tempo que recebeu, mas pelas escolhas que fez enquanto o possuía.
Portanto, escolhe com entendimento.
Não sigas a multidão simplesmente porque ela caminha em determinada direção.
Não confundas desejo com verdade.
E não chames liberdade àquilo que apenas te torna servo de tua própria concupiscência.
O homem escolhe o caminho; mas Deus conhece onde esse caminho termina.
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