Textos sobre Mulher e Homem
Ela viveu uma situação em que um homem falou, com uma tranquilidade inquietante, que havia agredido a própria irmã por ela ser umbandista. Disse aquilo a uma colega como quem narra algo banal, revelando, sem constrangimento, a dimensão de sua intolerância.
Na mesma hora veio a mente da outra pessoa que escutou, as tantas histórias e violências atravessadas pelo racismo, entre elas, o religioso. Imaginou imediatamente o quanto aquela mulher deveria ter sofrido, não apenas pela dor física, mas pela violência simbólica, pelo medo, pela humilhação de ser atacada justamente por sua fé.
Uma revolta a tomou de assalto.
Quando percebeu, já havia jogado a cerveja que bebia na direção daquele homem.
Reagiu por impulso. Fez algo evidentemente errado.
Pediria desculpas pelo ato.
Mas jamais pela indignação.
Um Homem e Uma História
Na cabine de uma máquina eu vejo edifícios no horizonte de São Carlos. Um bate-estaca azul com mais de 30 metros se ergue aos céus, fazendo seu trabalho, cravando com imponência as fundações da futura passarela que vai cruzar o Km 207 + 507 da linha férrea, trazendo mais segurança aos pedestres que por aqui passam.
Enquanto do lado oposto a bomba se ergue majestosa com a betoneira a descarregar o concreto que simboliza a segurança dos moradores que hão de passar.
Nota do autor: Texto escrito originalmente em um relatório diário de máquinas manchado de óleo, direto da cabine de operação, no dia 13 de abril de 2026, em São Carlos - SP. O registro do dia em que decidi que minha história estava apenas começando e que eu mudaria minha vida através dos estudos.
TINOS E DESATINOS
O oitavo dia, o oitavo homem e o oitavo passageiro,
O sétimo selo, o sétimo guardião e a sétima arte,
A sexta onda, a sexta trombeta e o sexto sentido,
O quinto dos infernos, a quinta-feira e o quinto guerreiro,
A quarta onda, o quarto poder e a quarta parte,
A terceira onda, o terceiro reich e o terceiro ferido,
A segunda onda, a segunda vista e a segunda chance,
Tudo feito de relance,
Fora de freqüência, de estação e de sintonia,
Começou com a perda da alegria.
Foi a primeira decepção, o primeiro erro, o primeiro pecado.
Autor: Agnaldo Borges
22/12/2016 – 13:21
A CONQUISTA E A DERROTA
Coisas impessoais,
o homem que nesta vida,
entre lobos, terríveis feras,
em melindrosos disfarces cordiais,
não se julga também uma delas,
inevitavelmente vira alimento,
servido sangrando vivo,
morto sem nenhuma ferida.
Presto atenção nos hipócritas,
são gente felizes,
pois vivem o que tem de mais na vida,
essa vida foi feita,
lapidada, a quem tem o dom,
de saber não ser bom.
Em meu rascunho de vida,
vejo o melhor de tudo,
pois quando ainda,
havia alguma esperança,
e nenhuma certeza,
ho0je tenho terríveis e abomináveis certezas,
e a esperança evapora
a cada amanhecer, e entardecer.
O meio do caminho que é bom,
a busca, a luta,
a conquista e a derrota,
depois de algum tempo tem o mesmo efeito,
o efeito vazio,
um vazio gerado pela falta de um tudo,
um fruto,
verde a madurar,
pois depois de maduro,
o que se espera se opera é a podridão.
"O Que Te Faz Amarelo"
Talvez o homem pense no fim
porque o fim é a única coisa
que ele acredita conhecer.
O erro parece concreto.
A queda parece próxima.
A dor sempre encontra um jeito
de bater primeiro na porta.
Mas a fé…
a fé é estranha.
Ela nasce justamente
onde os olhos não alcançam.
É a coragem de enxergar jardim
em uma terra ainda seca.
E talvez por isso
devamos pensar no bom.
Não por ilusão.
Mas porque a alma também se alimenta.
Quem passa a vida
conversando com a escuridão
acaba aprendendo sua língua.
Mas quem procura beleza,
mesmo em dias partidos,
começa lentamente
a produzir luz.
Van Gogh encontrou o amarelo
e transformou solidão em sol.
Mozart encontrou melodias
e fez o silêncio respirar.
Há pessoas que encontram o mar.
Outras encontram livros.
Algumas encontram alguém.
E existem aquelas
que encontram pequenos instantes
capazes de impedir
o coração de desistir.
Talvez viver seja isso:
descobrir o que te ilumina
e proteger isso do mundo.
Porque no instante
em que você encontra
o que te faz feliz…
a vida inteira
fica mais brilhante.
FRASES QUASE SOLTAS
Uma vida alegre e bela é melhor que uma morte empoeirada.
O bom homem suporta a dor do amor, mas não a causa;
ateia fogo em seu próprio coração, contudo, não apaga suas lágrimas.
“Meu instrutor é caro para mim, todavia, a verdade é ainda mais cara” —
assim disse Platão à língua que o criticava.
A verdade pode ser o componente mais importante na música;
entretanto, a música é arte.
Então, depois que te tornares um artista,
precisas aprender que aceitar as críticas faz parte.
Oh, música! Tuas melodias encantadoras
tornam toda impotência suportável.
A cenestesia exposta à melodia romântica
emerge das decisões irracionais e, depois, do ranger dos dentes.
Nos voe — para onde quisermos!
Assim, a melodia sai pela janela à procura do vento.
Tu giras em uma valsa febril,
cais em uma enorme cachoeira
e lanças-te rio abaixo.
Em teus ritmos, as histórias de amor começam e terminam
na fuga e na esperança, na paixão e no significado.
Rosimara Saraiva Caparroz
Estou amando um homem muçulmano
E ele é tão doce
Seus olhos me contemplam
Ele ama a natureza
Ama rosas
Ele faz coisas para me agradar
Ele me fala para descansar
Ele traz comidas para mim de forma gentil e preocupada
Ele dança
Ele sorri com seus amigos
Ele faz as suas orações e sorri pra mim
Ele fala que somos doces
Seu nome faz reverência a Allah
Ao seu lado, eu contemplo o vento nas folhas
Ele não bebe álcool
Ele não come carne de porco
Ele me coloca em seus braços
Ele ama a chuva
Chove e ele roda comigo na chuva em seus braços
Com ele, eu aprendi a amar coisas que antes não amava
Com ele, eu sinto prazer, tenho vontades
Com ele, eu me ilumino
Ele é cientista
É perfeccionista
Ele não tenta me convencer sobre Allah
Porque as montanhas que eu via aos oito anos de idade me falam sobre esse agora.
A ENGRENAGEM DO CAOS
(Onde a matéria se corrompe e o espírito silencia.)
O homem destrói a matéria,
adultera a própria essência.
E a humanidade mergulha
nessa turbulência caótica.
Surge, então, a pergunta:
— Pai, por que me abandonaste?
Agimos como seres irracionais.
Desprovidos de fé,
fizemos do mundo uma paisagem morta.
Lu Lena / 2026
O Homem De Lata
Ah, homem de lata,
tão cobiçado pelos solitários,
rei silencioso dos que nunca foram escolhidos,
por que foste pedir um coração
se teus olhos de ferro já conheciam
o peso de ver amores partirem
como fumaça levada pelo vento?
Tu vias mãos se soltando,
promessas morrendo nas esquinas,
gente amando sozinha
e gente incapaz de amar de volta.
Então por que desejar sentir?
Por que querer um peito pulsando
se o amor é uma tempestade
que sempre encontra onde destruir?
Ensina-me, homem de lata,
como enferrujar sentimentos,
como não esperar passos voltando,
como não morrer aos poucos
toda vez que alguém decide ir embora.
Ensina-me a não sofrer,
a não amar,
a não implorar migalhas de atenção
como quem recolhe estrelas quebradas do chão.
E eu prometo…
prometo esquecer aqueles sapatos vermelhos.
Nunca mais seguirei o som deles pela estrada,
nunca mais levantarei os olhos
quando passarem diante de mim.
E pela última vez, homem de lata,
juro que deixarei meu coração
parar de pedir abrigo
em quem nunca quis ficar.
Henry Keys
FOLHAS DO TEMPO.
Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.
A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.
Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.
Cícero Marcos
INVOLUÇÃO HUMANA
Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.
no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.
regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...
Os homens são como os animais, cada homem ou grupo se identifica e é atraído pelo cheiro que lhe é peculiar.
A que animal te assemelhas, a que grupo pertences?
Aos abutres, às hienas, "políticos e religiosos," sindicalistas, associações, agremiação e grupos afins, que vivem a comer carne podre de animais mortos?
Ou pertences ao grupo de espíritos criadores: Arquitetos, professores, construtores, artistas de toda sorte, poetas, escritores, fazedores do amanhã, às abelhas laboriosas da esperança?
Evan do Carmo
VIDA DE PASSARINHO
Pobre do homem que leva uma vida de passarinho. Apenas preocupado com seu deitar e com seu levantar, com seu cansaço e com seu descanso, que vive preocupado em produzir ou caçar como um animal, seu alimento diário, mas que nesta rotina enfadonha e neste trabalho de Sísifo, encontra algum sentido para continuar vivendo.
Que deidade perversa, como Hades, que libertou o homem para voltar a viver em busca da felicidade, representada pela mulher amada, ou como Zeus, que o puniu por enganar a morte mais uma vez, teria submetido o homem comum a tal sofrimento e vida inútil?
Os poetas, contudo, para fugir desta vida vã e deste trabalho de Sísifo, forjaram do nada a possibilidade da vida útil e criativa, inventaram a ilusão e a beleza do abstrato, o prazer eterno nos braços da musa, e a ideia de imortalidade, para no final da vida breve invejar os passarinhos, que não sonham com recompensas metafisicas nem têm delírios de eternidades.
Evan do Carmo
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Ser um homem comum,
que não raro se passa por outro
neste teatro do absurdo,
como personagem de um drama fictício.
Às vezes é bom calar a voz,
segurar a pressa, suspender o vício.
Ficar sozinho, sem ser solitário,
num pacto mudo como um sacrifício.
Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Andar nas nuvens, dançar na chuva
e aprender o caminho do vento.
Saber que tudo passa
e que a vida cobra o tempo esquecido
no porão da memória.
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
O Natal é a celebração do nascimento do Filho eterno de Deus, que se fez homem. CRISTO JESUS, sendo 100% Deus, assumiu plenamente a natureza humana, vivendo entre nós como verdadeiro homem, sem jamais deixar de ser Deus. Viveu sem pecado, puro, imaculado, isento de qualquer nódoa moral.
ELE é o nosso Redentor e Salvador.
O Cordeiro venceu.
Vamos segui-LO!
Um homem faz o que tem que ser feito.
E às vezes isso significa
atravessar o próprio abismo
sem garantia de ponte.
Significa calar o orgulho
quando ele grita,
erguer-se quando a alma pesa toneladas,
e sorrir para os seus
mesmo quando por dentro
há tempestade.
Um homem faz o que tem que ser feito
quando o mundo desaba
e ele decide ser teto.
Quando todos correm,
ele permanece.
Quando todos acusam,
ele assume.
Quando todos desistem,
ele constrói —
nem que seja com as próprias mãos feridas.
Porque ele entende algo raro:
não é sobre força física,
é sobre suportar o invisível.
É sobre carregar responsabilidades
que ninguém vê,
engolir lágrimas que ninguém percebe,
e ainda assim continuar.
Um homem faz o que tem que ser feito
porque sabe que o caos precisa de ordem,
e alguém precisa ser rocha
quando o chão desaparece.
Ele não age por aplauso.
Age por princípio.
E no silêncio da noite,
quando o mundo dorme,
é ali —
na consciência intacta —
que ele encontra sua coroa invisível.
Porque o verdadeiro homem
não é aquele que impõe poder.
É aquele que suporta o peso
sem perder a alma.
A queda do homem de honra.
Tenho observado algo que me inquieta profundamente: os homens estão baixando a guarda.
Não falo apenas de força física, política ou influência. Falo da guarda da consciência, da honra, dos princípios que durante muito tempo serviram como bússola para distinguir o certo do conveniente.
Não era para aqueles que vivem pelo poder governarem as noções da vida. Porque o poder, quando deixa de ser ferramenta e se torna propósito, passa a obedecer a algo que poucos conseguem enxergar. Não é algo que vem de fora; nasce dentro deles. É uma fome que nunca se satisfaz, uma necessidade constante de dominar, controlar e possuir.
O que mais me preocupa, porém, não são aqueles que buscam o poder. São aqueles que deveriam se opor a ele.
Os homens de honra, os homens verdadeiros, aqueles que deveriam levantar a voz diante da injustiça, parecem ter se acomodado. Talvez essa seja a palavra. Acomodaram-se.
Em algum momento, passaram a amar mais o conforto do que a própria honra. Mais a estabilidade do que a verdade. Mais a aceitação do mundo do que a responsabilidade de confrontá-lo.
E eles estão por toda parte.
Essa ausência de coragem se espalha como uma sombra silenciosa. Ela afeta a natureza, o clima entre as pessoas, a relação entre pais e filhos, a identidade das nações. Faz irmãos se voltarem uns contra os outros. Faz com que vender pareça mais importante do que abençoar. Faz com que cobrar seja mais natural do que perdoar.
E quando essa lógica alcança os povos e os governos, acontece algo ainda mais trágico: as guerras deixam de ser disputas entre exércitos e passam a atingir aqueles que nunca escolheram lutar.
Os inocentes pagam o preço das ambições de quem está no comando.
E o mais assustador é a indiferença.
Como se a vida humana tivesse perdido valor.
Como se tudo pudesse ser resumido a um simples "não importa".
No fim das contas, a história parece repetir o mesmo padrão: os fortes testando sua força sobre os mais fracos. Sempre foi assim.
Mas existe uma ironia nesse caminho.
Se os fortes continuarem eliminando os fracos, chegará um dia em que restarão apenas os fortes.
E então, quando olharem ao redor, perceberão que não existe mais ninguém para dominar, ninguém para vencer, ninguém para provar superioridade.
Nesse dia compreenderão tarde demais que, na busca por conquistar tudo, destruíram aquilo que dava sentido à própria conquista.
Porque a força sem compaixão produz ruínas.
O poder sem honra produz vazio.
E um mundo sem misericórdia pode até sobreviver por algum tempo, mas jamais encontrará paz.
"Quando um homem cansa de ser julgado."
Por: Vanderson Xispiu.
E eu sei o que ele sentiu.
Eu sei o que passa na cabeça de um homem quando ele busca nos prazeres uma forma de se sentir mais homem, sem perceber que aquilo que procura não está ali.
Muita gente olha para esses momentos e vê apenas os erros. Eu vejo alguém investigando a própria vida. Tentando entender quem é, o que sente e onde realmente pertence.
Porque existe uma grande diferença entre quem vive por viver e quem está tentando encontrar sentido.
E quando ele encontrou alguém que acreditava valer a pena, ele foi verdadeiro.
Pela primeira vez, talvez tenha baixado a guarda.
Pela primeira vez, talvez tenha dito a si mesmo: "Agora vou ser eu, sem máscaras."
Mas então veio a acusação.
Mentiroso.
E aquela palavra bateu mais forte do que qualquer discussão.
Porque não existe nada mais doloroso do que ser acusado de falsidade justamente no momento em que você está sendo mais verdadeiro do que nunca.
Eu consigo imaginar ele parando por alguns segundos e pensando:
"Como assim? Eu estou inteiro nessa história. Estou me entregando de verdade. Estou escolhendo essa mulher todos os dias. E mesmo assim ela acha que estou mentindo."
Existem acusações que não machucam pelo que dizem.
Machucam porque atingem exatamente aquilo que estamos tentando reconstruir.
E ele estava reconstruindo muita coisa.
Enquanto muitos enxergavam apenas suas falhas, ninguém via as renúncias.
Ninguém via que ele comprava o melhor para quem amava, mesmo quando ele próprio vivia com menos.
Ninguém via os conflitos silenciosos entre aquilo que desejava para si e aquilo que precisava fazer pelos outros.
Ninguém vê a luta interna de quem tenta ser melhor enquanto ainda carrega as marcas de quem já foi.
E sobre a mãe dos filhos dele...
Talvez ela também seja fruto das próprias ausências.
Talvez ninguém tenha ensinado a ela algumas coisas essenciais sobre responsabilidade, maturidade ou amor.
Porque a verdade é que existem pessoas que erram por maldade.
Mas existem muitas outras que erram por não terem aprendido.
Eu conheço mulheres fortes.
Mulheres que sustentam a casa, resolvem problemas, organizam a vida e seguem em frente quando tudo parece desabar.
E eu as admiro profundamente.
Mas também percebo algo.
Algumas delas se tornaram tão fortes para sobreviver que, em algum ponto do caminho, perderam contato com a própria capacidade de amar.
Como soldados que voltam da guerra sabendo lutar, mas esquecendo como descansar.
E isso também é uma dor.
Talvez uma das maiores.
Porque a vida me ensinou uma coisa:
Conheço a dor de quem trai.
Conheço a dor de quem é traído.
Conheço a dor de quem parte.
Conheço a dor de quem fica.
Conheço a luta de quem tenta melhorar todos os dias.
E também conheço a tristeza de quem desistiu de crescer e passou a culpar o mundo inteiro pelos próprios fracassos.
Por isso aprendi a julgar menos.
A vida é mais complexa do que as histórias que contamos sobre os outros.
Todo mundo está travando batalhas invisíveis.
Todo mundo está tentando sobreviver a algo.
E, no final das contas, existe uma verdade que o tempo sempre confirma:
Tudo passa.
Passam as mágoas.
Passam os julgamentos.
Passam os erros.
Passam os amores que não ficaram.
Passam até as dores que jurávamos que nunca iriam embora.
O que permanece é aquilo que aprendemos enquanto tudo estava passando.
E talvez seja justamente isso que transforma um homem comum em um homem de verdade.
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