Textos sobre a Morte
Pela morte da amiga Elfriede Galera
E* difícil não sentir tristeza
L*embrando de suas alegrias
F*rida e os seus belos sorrisos
R*evigorando todas nossas vidas
I*ncrivelmente focada em sua luta
E*strela inspiradora de luz eterna
D*eixa-nos nesta saudade em vida
E*mbeleza o céu com sua presença
Que Deus a receba em seus braços!!!
A morte é simplesmente o fim.
Ela não transforma, não conduz, não prepara.
É o encerramento total do ciclo,
o ponto em que nada mais se prolonga.
Não há caminhos ocultos,
nem sentidos posteriores a serem buscados.
A morte existe para fechar,
para afirmar que tudo o que tinha tempo
chegou ao seu término.
Reconhecer isso não é negar a vida,
é aceitar que todo ciclo
se encerra exatamente onde termina.
Leveza é encontrar-se com a morte e viver
Porque adeus,
se até logo já bastaria,
quando nada acaba,
estando triste.
Uma jornada é uma jornada.
Um dia de tristeza é um dia a menos.
É a solidão de um mar,
um dia ensolarado parcialmente encoberto.
Felicidade acabada,
o sustento da dor,
tendo a alma atravessada,
bem devagarinho.
Morrer aos poucos,
lenta e dolorosamente,
é a vida quem nos impõe
diante do medo.
Levanto-me da minha lama existencial,
chorando qual uma criança recém-nascida,
cego por tanta luminosidade,
tentando simplesmente me ambientar.
Uns dias depois do meu novo nascimento,
busco encontrar forças para me sustentar,
para seguir onde quer que seja,
com um sorriso em meu rosto.
Carlos de Campos
A Morte do Caráter
O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.
Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.
Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono
Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.
A morte não procura ninguém, ela apenas cumpre seu papel...
E todos passaremos pelas suas mãos frias enquanto houver vida sobre a face da terra.
Quando morremos, partimos ao encontro definitivo com Deus, pois é através da morte que partimos para outra existência; existência divina.
E porque muitos têm medo da morte?(Há quem diga não temer)
Isso eu não posso negar: temo muito, mesmo sabendo que não há fuga...
A morte causa medo e insegurança...
Quase sempre surpreende. Não tem dia, não tem hora, não tem lugar, ela simplesmente chega...
Para alguns, lentamente; para outros, derrepente!
Nos causa dor, lamentações, tristeza e um vazio imenso no coração...
Por ser assim, viva, ame, perdoe, pratique o bem, doe-se; Plante espalhe e colha amor... Aproveite e viva bem cada momento...
Olhe sempre à frente, encontre motivos que os façam felizes. A vida uma viagem com ponto de chegada e de partida.
A morte!!!
Quando morremos, entramos em um sono profundo: perdemos a consciência de tudo e de todas as memórias. Permanecermos em sono pós-morte até que sejamos concebidos novamente. Ao nascermos, recebemos novamente o sopro da vida e teremos um novo ciclo de vida — como uma folha em branco. Não trazemos nada, lembranças ou ideias da vida passada. E assim a vida se repete. Não existe céu ou inferno, apenas um sono pós-morte.
Prof. Mendes
O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.
Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata
Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?
O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?
Locução da reflexão a vida e a morte.
A vida resiste num mundo de capricho e desequilíbrio.
Aonde caminhamos pelo direito de estar vivo e viver melhor.
Temos desigualdade social a fome
e o real temor o consumidor e o mais grave terror dos conflitos armados...
A ambição a degradação do meio ambiente transformam o mundo.
A vida resiste é floresce a no concreto...
Mas, como resistir ao próprio ser humano... A vida é a virtude deste mundo...
Como julgar a vida tão bela?
*Neste arco complexo de realidade*
*Temos que respeitar a vida *
* pois a inércia é a morte pois ao pó voltará*
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.
A MORTE E O SEU MISTÉRIO.
VOLUME 2
DURANTE A MORTE.
CAPÍTULOS
Publicado em 1917, o segundo volume da grande investigação psíquica conduzida por Camille Flammarion examina fenômenos que ocorrem no instante da morte ou nas horas que a cercam. Diferentemente do primeiro volume, que buscava provar a existência da alma, este volume concentra-se nas manifestações que acontecem no momento da passagem entre a vida corporal e a vida espiritual. O autor reúne numerosos testemunhos históricos, cartas, documentos médicos e relatos familiares que descrevem visões, aparições e pressentimentos associados ao instante do desencarne. A obra procura demonstrar que tais fenômenos não são meras ilusões, mas indícios de uma atividade psíquica que transcende o corpo material.
A seguir encontra-se a descrição aprofundada de cada parte temática do volume.
CAPÍTULO 1
A agonia e os primeiros sinais psíquicos
Flammarion inicia o volume analisando o período que precede imediatamente a morte física, conhecido como agonia. Ele apresenta relatos de médicos e familiares que observaram mudanças psicológicas profundas em moribundos.
Muitos indivíduos, pouco antes da morte, relatam percepções incomuns. Entre elas aparecem visões de pessoas já falecidas, sensação de paz repentina ou a convicção clara de que o fim se aproxima.
O autor considera que essas percepções podem representar um início de desprendimento do espírito em relação ao corpo. A consciência começaria a libertar-se gradualmente das limitações físicas, adquirindo uma percepção mais ampla da realidade espiritual.
CAPÍTULO 2
Aparições no instante da morte
Neste capítulo o autor apresenta casos conhecidos como aparições de crise. Trata-se de fenômenos nos quais uma pessoa aparece subitamente a um parente ou amigo no exato momento de sua morte.
Flammarion reúne numerosos relatos em que alguém vê claramente a figura de um conhecido, mesmo sabendo que ele está distante. Horas depois chega a notícia de que aquela pessoa morreu naquele mesmo instante.
Essas aparições geralmente têm caráter breve e silencioso. Muitas vezes parecem despedidas. Em certos relatos o moribundo apenas olha para o observador e desaparece.
O autor considera esse fenômeno um dos indícios mais fortes da independência da alma em relação ao corpo.
CAPÍTULO 3
Avisos de morte e pressentimentos
O terceiro capítulo examina os chamados avisos de morte. São impressões súbitas e intensas que anunciam o falecimento de alguém.
Algumas pessoas despertam durante a noite com a certeza de que um parente morreu. Outras sentem profunda angústia ou veem simbolicamente a pessoa falecida em sonho ou visão.
Flammarion observa que tais experiências muitas vezes ocorrem exatamente no momento da morte, mesmo quando as pessoas estão separadas por grandes distâncias.
Para o autor, esse fenômeno pode ser explicado por uma comunicação psíquica produzida pelo espírito no momento em que se desprende do corpo.
CAPÍTULO 4
Percepções sensoriais extraordinárias
Aqui são analisados relatos de percepções incomuns no instante da morte de alguém.
Entre os fenômenos observados encontram-se:
sensação de presença invisível
sons inexplicáveis
mudanças súbitas no ambiente
pressentimentos coletivos.
Em alguns casos várias pessoas percebem simultaneamente algo estranho no momento da morte de um familiar distante.
Flammarion examina esses casos com cautela, procurando distinguir coincidências naturais de eventos que realmente sugerem uma causa psíquica.
CAPÍTULO 5
Sonhos ligados à morte
Neste capítulo o autor apresenta numerosos sonhos que coincidem com a morte de alguém.
Há relatos de pessoas que sonham com um parente pedindo ajuda ou despedindo-se. Ao despertar descobrem que o falecimento ocorreu no mesmo horário.
Outras vezes o sonho apresenta símbolos claros de morte, como funerais, despedidas ou viagens.
Flammarion considera que esses sonhos podem representar uma forma de comunicação mental entre espíritos encarnados ou entre encarnados e desencarnados.
CAPÍTULO 6
A despedida espiritual
Este capítulo descreve episódios em que o moribundo parece fazer uma despedida consciente de seus familiares.
Alguns casos relatam pessoas que, pouco antes de morrer, afirmam ver parentes já falecidos que vieram buscá-las. Outros dizem claramente que partirão em breve, demonstrando serenidade e lucidez.
Flammarion observa que muitos desses relatos são registrados por médicos ou testemunhas confiáveis, o que lhes confere valor documental.
Segundo o autor, essas experiências podem indicar que o espírito começa a perceber o mundo espiritual antes da separação definitiva do corpo.
CAPÍTULO 7
Fenômenos coletivos ligados à morte
Neste capítulo são analisadas ocorrências em que várias pessoas testemunham simultaneamente um fenômeno associado à morte de alguém.
Podem ocorrer visões coletivas, ruídos inexplicáveis ou impressões psicológicas partilhadas por todos os presentes.
Flammarion argumenta que fenômenos coletivos possuem maior valor científico, pois reduzem a possibilidade de alucinação individual.
Esses casos reforçam a hipótese de que certas manifestações são reais e independentes da imaginação humana.
CAPÍTULO 8
A percepção da morte à distância
O autor examina episódios em que alguém percebe a morte de uma pessoa que se encontra muito distante.
Isso pode ocorrer por meio de visão súbita, sonho ou impressão mental intensa.
Flammarion sugere que esse fenômeno pode ser explicado pela telepatia ou pela emissão de uma espécie de energia psíquica produzida pelo espírito no instante da morte.
CAPÍTULO 9
A consciência no momento da separação
Neste capítulo o autor investiga a questão filosófica mais profunda do volume.
Ele procura determinar se a consciência continua ativa no momento em que o corpo deixa de funcionar.
Relatos de pessoas que voltaram de estados de morte aparente indicam que muitas mantiveram lucidez mental durante o processo.
Isso sugere que o pensamento pode continuar existindo independentemente do cérebro físico.
CAPÍTULO 10
O instante da libertação
Flammarion descreve o momento final da separação entre alma e corpo.
Alguns testemunhos relatam expressões de paz profunda no rosto do moribundo. Outros descrevem visões luminosas ou sensações de libertação.
Esses relatos sugerem que o instante da morte não é necessariamente doloroso ou aterrador, mas pode representar uma transição natural da consciência.
CAPÍTULO 11
Casos históricos e documentados
O autor reúne aqui diversos episódios registrados ao longo da história envolvendo aparições de moribundos e avisos de morte.
Ele analisa documentos, cartas e depoimentos que foram preservados ao longo do tempo.
Esses relatos ampliam a base de observação da obra e demonstram que tais fenômenos não pertencem apenas ao folclore ou à superstição.
CAPÍTULO 12
Síntese dos fenômenos da morte
No capítulo final Flammarion reúne todas as evidências apresentadas no livro.
Ele conclui que numerosos fatos indicam que a consciência humana pode agir fora do corpo no momento da morte.
Segundo sua análise, os fenômenos observados revelam três características fundamentais:
a alma possui atividade própria
a mente pode agir à distância
a consciência não depende totalmente do organismo físico.
Assim, o segundo volume prepara o leitor para a investigação do terceiro volume, no qual o autor examina as manifestações após a morte, incluindo comunicações espirituais e aparições de desencarnados.
amo a morte tanto quanto amo a vida
pois por mais encantadora e linda que a vida possa ser
a morte é o alívio, a paz e o fim
e tudo que eu preciso é um ponto final
novos começos já não me deixam tão animada, uma outra perspectiva já não me deixa otimista
um novo sonho não me faz transbordar de emoção
um novo amor não me tras mais tanto encanto
queria que o amor pela vida voltasse a transbordar dentro de mim, mas hoje sou apenas o que restou de minhas experiências, emoções e decepções.
Uma ressalva.
A morte deve ser vazia, silenciosa, ócua.
Sei lá, mas estranha deve ser.
Fico imaginando se seria possível explicar o exato momento que uma pessoa fica sabendo da morte de alguém,...
O susto que leva, ou melhor,...
Seria susto ? Seria um sentimento inexplicável.
Tem gente que acha que inexplicável se trata apenas do que é bom e colori nossas retinas, .. Será ?
Enganam-se.
Minha irmã pela manhã perdeu seus dois animais de estimação, o casal, juntos.
Um deslize fatal.
Um acidente.
Quem nunca se permitiu a sentir amor por um animal, seja cachorro, gato, tartaruga, passarinho.. o que for criar , não sabe de fato o verdadeiro significado de companheirismo,
Oras , o animal que for não espera que você seja rico, um Eike Batista, um George Clooney na beleza ou um mago da ciência... Ele estará lá por você como se sua vida fosse baseada nisso, .
Não há sensação mais sincera, e relação mais saudável.
Ela perdeu.
Chorou por uns longos minutos, um choro abafado, de me fazer, embora toda orgulhosa estivesse por fora, quase morrer por dentro, ... Doeu-me mais ainda a ver pedindo a minha mãe que trouxesse vida de volta aos bichinhos.
Não seria possível. Se foram, deixando um espaço vazio na casa e um silencio no coração da pequenina.
Ah, mas como é bom ver ainda que um amor tão puro a animais de estimação podem ainda serem vistos.
Confesso que nunca tive muito jeito para a coisa, nunca se quer me disseram que eu poderia ser uma ótima veterinária em um futuro próximo,... nada do tipo.
No entanto, me enche de calma e paz quando vejo que existem pessoas capazes de disponibilizar tanto amor para com eles e chorar na perda de um.
Lendo mais tarde algumas notícias, no mesmo dia, vi ainda que a televisão brasileira perdera um de seus maiores ícones, sua rainha nata e eterna:
Hebe Camargo.
Seus bordões incomparáveis, mais de 100, salvo o engano.
Sua presença de palco como nenhuma outra e um domínio do que faz como poucos.
É... O dia começa perdendo quem tinha muito a ensinar.
Um animal de estimação que nos ensina que amor de verdade não se compra ali na esquina ou é baseado nos trocados que temos no bolso, e uma experiência de vida e superação de um câncer que não vemos todos os dias.
Perdas.
Ninguém dita normas para saber como lidar com elas.
Embora saibamos que tudo que nasce um dia morre nunca estamos de fato preparados para perder alguém.
Nem sempre esperamos por isso, nem sempre conseguimos aguentar tantas perdas.
É perda demais para, muitas vezes, recompensa de menos.
Mas imaginemos que se trata de um ciclo, não é verdade?
Não somos eternos, e talvez que bom mesmo que não sejamos.
Mas enfim, deixo uma ressalva neste tema, talvez escrevendo a dor se dissipe nessas palavras.
Tem gente até que diz em solidariedade que se pudesse para não ver uma mãe, amigo, irmão,.. o que for, sentir dor, se apoderava de um pedaço da lástima para si próprio,... Mal sabem eles que a dor pode ser tanta que o mero corpo só serve de armadura fraca.
A dor física não mata, porém, a do coração, dilacera.
Tempo. Que medida existe dentro dele?
porque não sabemos ate que dia nós o teremos,
pois a morte de forma furtuita, o tira de nós.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Por nao sabermos para onde iremos e estando
la, descobriremos que nao existe mais escolhas
a serem feitas.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Fiz minha escolha desde o inicio e a muito tempo.
Sei que a levarei comigo ate depois do fim,
quando nao vou mais poder escolher.
O que não importa, pois sei que fiz minha melhor
escolha: você!
Viver como se não existisse a morte
Sentir para descobrir a dor
Chorar para se livrar do falso riso
Sonhar para tolerar o pesadelo
Procurar para ter direito de si perder
Gritar para não ser ouvido
Silenciar para simplesmente escutar
Conscientizar para perder a inconsciência
Dividir para somar
Sou totalmente ligada em Política. A morte da Lei de Gerson, aquela que você deve tirar vantagem em tudo e pensar apenas em benefício próprio. Por muito tempo achei o comunismo à solução dos problemas da humanidade, hoje penso diferente. O que me chateia na gestão pública de educação, saúde, infraestrutura é que não é falta de recurso, por mais que existam roubos e desvios impactuáveis o problema é má gestão, falta vontade de fazer, de melhorar, outra coisa que me revolta é que as pessoas associam política a algo tão ruim que muitos potenciais candidatos fogem de projetos que visam à política. Eu conheço um montão de amigos que dariam ótimos candidatos, eu conheço gente ética, trabalhadora, especialistas e técnicos da melhor qualidade e que visam o bem coletivo, mas porque essas pessoas não se envolvem em política?
Não venda seu voto, não troque seu voto por nada, ele é precioso, não pense em si atropelando o coletivo, não ajude a retardar a ética na política, o nosso dever não é apenas votar, o nosso dever é participar, colaborar, fiscalizar. Os buracos que quebrem o carro, os doentes que fiquem em corredores, o aluno que passe de ano sem estudar, o professor que falte sempre, a escola que continua com goteira, a comida que venceu a validade, a maca que quebrou e não foi reposta, o remédio que faltou, a luva que acabou os bueiros que entupiram com lixo jogado nas ruas, o vereador que só defende um grupo pequeno que o elegeu, os deputados sem projetos de lei. Esse ciclo vicioso que causa o disparate de recorde em arrecadação e a falta de estrutura mínima digna de sobrevivência ao cidadão.
"A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.
Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.
São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos.
Fui seu colega no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e tive o privilégio de com ela conviver. Sua morte desfalca os que travam o bom combate, de que falava São Paulo, e enluta não apenas o Brasil, em que era peça-chave no desenvolvimento de políticas sociais, mas toda a América Latina, a que também estendia o manto de sua generosa ação humanitária".
CEZAR BRITTO
Presidente do Conselho Federal da OAB".
Amor: um dos temas mais importantes da vida...
junto com a morte.
Creio que do amor tudo já foi dito
como da morte...
Mas ainda há tanta coisa importante a ser dita,
tanto do amor quanto da morte.
Pois o amor tem tudo a ver com vida....
assim como a morte?
Não, morte não tem nada a ver com vida...
morte é morte....
Morrer é o oposto de viver.
Apenas ainda há tanto por dizer tanto do amor quanto da morte
porque, tanto do amor quanto da morte,
"as coisas mais importantes continuam por dizer"
... e há tanto por dizer....tanto do amor quanto da morte!
" " S. Baumann
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