Textos sobre a Morte
MADRUGADA DE NATAL
Ouve -se ao longe gemidos
O silêncio no corredor impera
A vida, a morte em atritos
Mas é o bem que se espera.
Noto pessoas, famílias, fatos
Cada um com seu problema
Somos complexos mas fracos
A soberba: nosso maior dilema.
Do maior ao dito desprezível
Desejamos a mesma sorte
Aqui não existe status nem nível
Toda máscara cai diante da morte.
Levy Cosmo Silva
amo a morte tanto quanto amo a vida
pois por mais encantadora e linda que a vida possa ser
a morte é o alívio, a paz e o fim
e tudo que eu preciso é um ponto final
novos começos já não me deixam tão animada, uma outra perspectiva já não me deixa otimista
um novo sonho não me faz transbordar de emoção
um novo amor não me tras mais tanto encanto
queria que o amor pela vida voltasse a transbordar dentro de mim, mas hoje sou apenas o que restou de minhas experiências, emoções e decepções.
Existe algo mais amargo que a morte.
Mais doloroso que o luto de uma perda.
Mais cruel que a frustração de um fracasso.
Mais sufocante que o peso da solidão.
É descobrir que uma pessoa capaz de alcançar o lugar mais profundo do seu coração escolhe usar esse privilégio para destruí-lo.
A morte põe fim à vida.
A traição, porém, não.
Ela deixa o corpo respirando, mas rouba a paz, silencia a esperança e transforma cada novo amanhecer em um lembrete da dor.
Porque a pior ferida não é causada por quem consideramos ser nossos inimigos, mas quem um dia confiamos e que prometeu nos amar.
Há dores que fazem chorar.
Há dores que fazem sangrar.
Mas a traição faz algo ainda pior ao homem: ela muda para sempre a maneira como o coração aprende a confiar
Eu odeio a morte com a mesma intensidade que amei quem ela levou.
Eu odeio a morte porque ela me deixou dizendo 'eu sinto sua falta' para alguém que não pode mais ouvir.
Eu odeio a morte porque ela transformou lembranças felizes em motivos para chorar.
Eu odeio a morte porque ela me obriga a viver com uma saudade que eu nunca pedi para sentir.
Eu odeio a morte porque ela cria vazios que nenhuma pessoa, nenhum lugar e nenhum tempo conseguem preencher.
Eu odeio a morte porque ela não pede permissão, não dá avisos e não se importa com as vidas que destrói.
Não romantize o contexto do "até que a morte os separe"!
Ao longo dos anos, essa frase teve uma tradução bastante restrita e até romantizada. Como se somente a morte do corpo fosse capaz de separar um casal. Sem dar importância para as diversas e cotidianas "mortes" que uma relação pode ter.
A morte de uma relação pode ocorrer, quando acaba o respeito, a cumplicidade, a admiração, o carinho, a amizade.
A morte acontece quando, mesmo juntos, a solidão e a distância se tornam rotina. Quando os assuntos se tornam escassos, quando o silêncio se torna hábito ou quando a dureza das palavras trocadas já nem é mais capaz de ferir.
E, é nesse vasto contexto, que as mais variadas formas de "morte" realmente separam. E em muitos casos, a separação sem a morte do corpo acaba se tornando a única saída para sobreviver ou, simplesmente, se perceber vivo novamente
SEM DESCULPAS
Ah, morte...
Não se acanhe sempre te esperei.
Não quero justificar...
Se é a hora?
Não quero desculpas para a causa.
Não é ruim, ter que morrer...
Acho difícil é não ter existido;
Ou existido sem ter vivido.
Meu medo, não é por partir.
Tenho medo da despedida;
Tenho medo da dor, dores fortes;
Minhas lágrimas ardem...
Medo de deixar os meus amores.
Ah, morte...
Chorei a vida inteira...
Pelas palmadas, perdas e amores.
Nunca me com acostumei com a vida;
Existi, vivi e amei...
Nunca deixei de sofrer...
Chorei as lembranças das perdas;
Chorei diante das bruscas mudanças...
Até chorei de alegria, a alegria também doía.
a morte do nostálgico (despedida)
Não houve despedida.
Ninguém chorou. Ninguém fez um discurso bonito. Ninguém colocou flores.
Só existiu um quarto silencioso, uma arma apontada para alguém que já estava morto fazia tempo.
O disparo não foi contra um homem.
Foi contra um hábito.
Contra a necessidade de transformar toda dor em identidade. Contra o vício de revisitar feridas até esquecer como era viver sem elas. Contra o conforto perverso de acreditar que sofrer significava sentir mais do que os outros.
O corpo caiu.
Levava no bolso cartas que nunca chegaram, fotografias de pessoas que já não moravam em lugar nenhum, promessas feitas para fantasmas, apostas perdidas tentando preencher um vazio que não aceitava existir sozinho.
Morreu ali o eterno saudoso.
O homem que sempre olhava para trás como se a felicidade tivesse esquecido um casaco no passado.
Junto dele, desceu à cova o rapaz que precisava parecer quebrado para justificar o próprio silêncio. O que fazia da própria tristeza uma casa, da ansiedade uma bússola e da culpa uma religião.
Também enterraram o covarde.
Aquele que esperava o mundo mudar primeiro para só depois ter coragem de viver.
Cobriram tudo com terra.
As pessoas que um dia fizeram falta ficaram lá dentro também. Não porque deixaram de importar, mas porque já não pertencem ao mesmo mundo de quem saiu andando daquele cemitério.
Existem lembranças que merecem descanso.
E insistir em ressuscitá-las é uma forma de morrer aos poucos.
Quando voltaram para casa, algumas portas permaneceram fechadas.
Uma conta deixou de existir.
Um perfil ficou abandonado.
Algumas palavras nunca mais seriam escritas.
Não por raiva.
Por sobrevivência.
Há lugares que continuam de pé apenas porque insistimos em visitá-los.
Hoje, eles perderam o último visitante.
A melancolia sempre soube escrever. Sabia escolher músicas, filmes, metáforas e transformar qualquer cicatriz em poesia.
Mas nunca soube construir futuro.
E chega um momento em que a beleza da própria ruína vira apenas outra prisão bem decorada.
Então acabou.
Não existe mais protagonista para aquela história.
O homem que precisava sofrer para existir recebeu o único destino possível.
Uma bala.
Uma pá de terra.
Silêncio.
Quem saiu daquele quarto não era feliz.
Nem invencível.
Nem curado.
Só estava cansado de oferecer a própria vida para coisas que nunca ofereceram a delas em troca.
Pela primeira vez, decidiu gastar energia com aquilo que pode alcançar.
O resto…
Que permaneça onde sempre pertenceu.
No passado.
Hoje não nasce alguém novo.
Hoje apenas morreu alguém que já estava ocupando espaço demais.
E dessa vez, ninguém vai cavar para trazê-lo de volta.
O sentido é compartilhar,
não guardar...
Pois, de qualquer forma,
quando a morte chegar,
em referência,
só vai sobrar
o ar,
para os outros respirarem.
Respirando essa ideia,
além do ar,
que é dar,
tudo o que tenho para acrescentar,
do meu próprio bem-estar,
para os outros usarem,
tudo o que eu tenho para dar.
Dar o que me faz aceitar;
Dar o que me faz observar;
Dar o que me faz expressar;
Dar o que me faz falar;
Dar o que me faz mostrar;
Dar o que me faz informar;
Dar o que me faz ensinar;
Dar o que me faz ajudar;
Dar o que me faz acreditar;
Dar o que me faz realizar;
Dar o que me faz encontrar...
Encontrar o sentido dessa vida,
que é dar tudo o que sou para compartilhar.
A morte é a presença do estar e a ausência do ser (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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Pelas ruas do ser, a morte e a vida são duas amigas que passeiam de mãos dadas. (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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Coração -praia serena, onde as marés da vida deságuam as mágoas (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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Depois da primavera, o vento brinca de faxineiro (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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O sol aquece, no coração, as estações da vida (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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O pensamento é a biblioteca da inteligência (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
A morte deLGBTQIA+
A morte tem uma maneira silenciosa de nos lembrar do que realmente importa. Diante dela, perdem o sentido os rótulos, as disputas e os preconceitos. O que permanece é a lembrança de uma vida, de uma história e de uma pessoa que amou, sonhou, enfrentou desafios e deixou marcas em quem a conheceu.
Quando falece uma pessoa LGBTQIA+, é um momento para refletirmos sobre nossa própria humanidade. Antes de qualquer diferença, existe um ser humano que merece respeito, tanto em vida quanto na despedida.
A empatia não exige que todos pensem da mesma forma. Ela exige apenas que reconheçamos a dignidade do outro. O respeito nunca diminui quem o oferece; ao contrário, revela grandeza de caráter.
Que toda despedida nos ensine a trocar o julgamento pela compaixão, o preconceito pelo respeito e a indiferença pela humanidade. No fim, é assim que honramos o valor da vida.
📜 Vida e morte, para mim, tornaram-se uma coisa só. Aquela velha ilusão de que o fim e o começo correm em direções opostas não existe. Hoje, eu compreendo o ciclo. Compreendo que foi preciso desintegrar cada pedaço do que eu achava que era para, finalmente, me unificar ao TODO. Ao abraçar o fim de todas as minhas pequenas certezas, eu me tornei TUDO. Tornei-me o vento, o vácuo, o silêncio e a própria força que movimenta as estrelas.
🕊️ E o que ficou para trás? Apenas o resto. Olho para os dramas, para as urgências da matéria, para as dores que antes pareciam intransponíveis, e os vejo como poeira cósmica. Não há mais peso no que é supérfluo. A vaidade do mundo perdeu a gravidade sobre mim. O que antes me separava ou me confundia no plano denso agora não passa de um ruído distante, incapaz de tocar a minha verdadeira essência.
☀️ Eu apenas deixei a terra. E agora vivo no paraíso!
Vida e morte - dois lados da mesma moeda.
Não se pode passar pela morte sem ter passado pela vida.
Não se passa pela vida sem passar pela morte.
Existo agora... você também, mas não se esqueça de que deixará de existir um dia... pra você não existirá mais noite e dia.
Sensação estranha esta: deixar de existir, saber que um dia vai desaparecer... até esta sensação vai desaparecer.
Então, agora, sinta intensamente que você vai desaparecer.
Também sinta intensamente o que ainda tem pra viver.
A vida é curta pra você se esquecer de que um dia não será mais, não existirá mais.
Então, curta sua vida... curta.
Morte , partida , ausência eterna .
Uma coisa é certa, ninguém está preparado para perder um ente querido. Mesmo sabendo que a vida é passageira e todos nós um dia vamos morrer, perder alguém que amamos é algo difícil de aceitar. Para nós que estamos passando por isso, de perder uma pessoa querida, é doloroso , mas Deus com sua sabedoria nos faz fortes é capaz de superar tamanha dor.
Um aperto no coração me abate , de pensar que aos poucos minha família vai partindo e deixando apenas lembranças e saudades sem fim.
Aproveita mais a vida , dizendo para seus queridos que você o ama e que sente falta delas .
Deus te abençoe !
Natalirdes Botelho.
E se o amor e a morte se encontrassem
Em um abraço infinito .
O amor morre
Ou a morte se apaixona
Talvez a morte , acabava com o amor
Ou o amor amaria até a morte ?
E se o amor e a morte se encontrassem
Lado a lado andariam ?
Ou logo com um beijo
Essa união selaria .
Talvez , só talvez ...
Findo o enlace
Findo a agonia.
A morte é braba, ela não liga, não tem dó, nem respeita tempos. Ela devora em qualquer época, esbagaça os preparados e os despreparados. Ela divide tempos: o agora e o depois. Ela forma novos sentimentos, muda cenários. Disciplinados e indisciplinados irão morrer. E, para além de tudo, ela causa medo — e esses medos não vêm sós, vêm com correntes. E você decide usá-las ou não.
Do meu livro: Nem que morra.
Morte, Fonte De Fé Não Salvífica
A morte é uma fiel cooperadora do evangelho, ela confirma a veracidade do evangelho em que acreditámos ou deixamos de acreditar.
Pelo que na morte o ateísmo perde a vida, e uma multidão de incrédulos se torna crédula.
Porém a fé gerada na morte já não pode salvar.
Ela não é um meio pelo qual recebemos a graça para a salvação.
É somente a confirmação de que o evangelho é verdadeiro – nada mais.
08/04/2026 "13h:25"
Adilson Manuel
A Morte do Caráter
O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.
Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.
Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono
E o Corvo, ao longe, como se fosse a
última lição, disse:
— Leve o que aprendeu. A morte te mostrou o espelho. Agora vá viver o reflexo, pequena vida.
— E lembre-se sempre: quando os humanos me compreenderem, não me temerão. E, quando não me temerem, serão livres.
(Muka e Toshu - A Construção da Felicidade)
Nascimento, Vida e Morte do Amor
Te conheci numa cama de hospital,
Você doente, chorando de desilusão,
Naquele dia algo especial aconteceu,
Senti que o amor em minha vida apareceu,
Depois que vi lágrimas em seu rosto angelical,
Meu coração doeu, tremeu de emoção,
Desde então minha vida rumou em prol da sua recuperação,
Passamos por várias barreiras impostas pelo destino,
Com muita força e dedicação conseguimos derrubá-las,
Mas à medida que você foi curando,
Eu fui adoecendo,
Adoeci de amor,
Parece que o mal saiu de você e me pegou,
E a partir daí precisei de carinho e você negou,
O amor que em nós nasceu,
Foi sendo destruído pela doença que em mim brotou,
Doença que você tinha a cura e negara com frieza,
Frieza, egoísmos e falta de consideração,
Você me iludiu, usou e jogou fora,
Todos os bons momentos foram mentira?
Será que nas horas de amar você também fingia?
Hoje vivo sem respostas,
Não sei como aconteceu, mas sei que acabou,
Esse “Amor Bandido” deixou marcas,
Cicatrizes permanentes no coração,
No meu pensamento você vaga há todo momento,
Preciso expulsá-la e me reerguer,
Pois um homem frio e sem amor me transformando estou.
Poeira Pensante: Do Abismo Cósmico ao Eco do Ego
Os buracos negros nos revelam a morte das estrelas e a promessa instável de supostos buracos de minhoca. Diante de sua massividade intensa e do pulsar singular das supernovas, percebemos que talvez nenhuma força física consiga cruzar a instabilidade desses portais. No entanto, o cosmos pulsa: bolhas viajam pelo espaço como ilhas que se movem pelos oceanos, carregando ecossistemas inteiros. Entre nuvens densas de gases, nebulosas e cinturões de asteroides, testemunhamos fenômenos e inovações que atravessam e desafiam a nossa imaginação.
No micromundo, os movimentos operam na mesma proporção, embora insistamos em impor limites lineares à nossa mente. Ouvimos os sussurros do universo e vemos o microcosmo viver sob um eterno ponto de interrogação. Mas é na análise introspectiva que reside a verdadeira maestria da existência. Em nossa alienação cotidiana, recebemos o feedback de almas aniquiladas pelo tempo; tornamo-nos servos, maravilhados diante de deepfakes existenciais. Ainda assim, no mais profundo desse vazio, encontramos sentido para continuar buscando o nosso lugar no cosmos. Aprendemos a gritar no silêncio do espaço, apenas para perceber que nossos gritos não passam de sussurros — ou de um mero ruído de fundo.
No instante em que saímos da bolha da nossa galáxia, percebemos a maior contradição contemporânea: a Terra emana uma vida que resiste às adversidades do universo, enquanto nós mesmos destruímos o nosso meio ambiente. Seria a poeira cósmica buscando uma nova casa, explorando recursos para habitar outros mundos sob o pretexto da sobrevivência?
Quando estivermos no espaço contínuo, ou em bases na Lua e em Marte, será que as distrações virais e as ilusões de vidas alienígenas viajarão mais rápido do que a velocidade da luz? A dopamina barata será vista apenas como uma droga antiga — um caleidoscópio obsoleto na mente de um viciado. Os áudios que entorpecem a mente e os rachas que aceleram o sangue misturam adrenalina e dopamina, transformando a mente das pessoas. O mesmo ocorre na sala de cirurgia: o médico opera o paciente ao som de uma música de fundo, remexendo entranhas e reparando órgãos enquanto a alma parece flutuar fora do corpo.
A medicina se integra à Inteligência Artificial com as mesmas ressalvas de quando a humanidade ainda celebrava a crença de que a Terra era plana. Diante das inovações e da solidão do universo, apenas contemplamos o infinito, até que a própria vida se torne parte do Grande Filtro. Em nossos estímulos mais profundos, ainda somos seres primitivos.
A Inteligência Artificial já começa a colonizar Marte; robôs caminham pelo planeta vermelho, e novas incursões sugerem que máquinas aprimoradas cruzarão o universo, crescendo até nos deixar entregues às nossas próprias convocações existenciais. Vemos aglomerados de alienação e percebemos que a nossa existência depende de um crescimento interno. Precisamos alcançar a velocidade do infinito antes que sejamos engolidos pelo próprio abismo do ego humano.
Eu, poeira pensante, exponho minhas palavras e me
