Textos sobre a Morte
Milagre, a vida!
Nós não podemos vencer o sistema.
Nós não podemos vencer a morte.
Não temos escolhas a não ser duas.
Somos todos iguais.
Até quando vai mentir e repassar a mentira?
Mentiras, todo dia.
Todo dia a mentira.
O folêgo aparente é a única verdade.
O único milagre.
- Ramile Godon
A pior ausência não é provocada pela morte, mas pela permanência sem presença. Há olhares que continuam diante de nós enquanto já habitam outro universo. Descobrimos tarde demais que o abandono começa muito antes da despedida. Primeiro desaparece o interesse, depois a escuta, depois a delicadeza. O corpo permanece por educação; a alma parte sem fazer ruído. Poucas tragédias são tão silenciosas.
- Tiago Scheimann
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.
O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.
E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.
Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.
Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.
E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.
No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.
Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.
Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.
Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.
E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.
Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.
Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.
E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.
Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.
Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.
De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.
O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.
Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.
E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.
Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.
Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.
E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.
O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.
Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.
O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.
Embora a Morte que deixa quase todos impactados seja só a Morte Física — muitos Depressivos vivem à exaustão,
de tanto Morrer à Prestação.
Há mortes que não têm velório, não recebem flores, não provocam abraços demorados nem interrompem a rotina de ninguém.
São mortes silenciosas, íntimas, que acontecem enquanto a pessoa continua levantando da cama, respondendo mensagens, trabalhando, sorrindo para fotografias e dizendo, quase por reflexo: “está tudo bem”.
A depressão, muitas vezes, não chega fazendo barulho.
Ela vai retirando, aos poucos, aquilo que dava sentido aos dias: a vontade, a esperança, o entusiasmo, a capacidade de imaginar um amanhã diferente.
E talvez uma das suas maiores crueldades seja essa: fazer alguém continuar existindo quando, por dentro, a existência já parece ter perdido o significado.
Morrer à prestação é acordar sem ter descansado, cumprir obrigações sem sentir presença, conversar sem conseguir dizer o que realmente dói.
É assistir à própria vida de algum lugar distante, como quem permanece no teatro depois de perder o interesse pela peça, mas não encontra forças para ir embora.
E o mundo, quase sempre, percebe apenas a morte definitiva.
Chora-se por quem partiu, mas raramente se pergunta quantas pessoas estão desaparecendo lentamente diante dos nossos olhos.
Talvez precisemos reaprender a prestar atenção às ausências dos que ainda caminham.
Ao amigo que deixou de procurar.
À pessoa que antes vibrava e agora apenas cumpre horários.
Ao sorriso que ficou automático.
Ao “não é nada” repetido tantas vezes que já virou um pedido silencioso de socorro.
Nem toda dor pede soluções imediatas.
Algumas pedem apenas presença.
Um ouvido que não julgue.
Uma pergunta sincera.
Um “eu estou aqui” que não seja apenas uma frase, mas uma permanência.
Porque há pessoas que não precisam que alguém as salve da morte; precisam, antes, que alguém as ajude a reencontrar motivos para continuar escolhendo a vida.
E talvez seja essa uma das formas mais profundas de humanidade: perceber que, enquanto lamentamos os mortos, também precisamos cuidar dos vivos — sobretudo daqueles que estão desaparecendo pouco a pouco, sem que ninguém perceba.
Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração. (...)
Prepare uma canção fúnebre para o dia de quando você atravessar a grande passagem. (...)
Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega, eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. Cante sua canção de morte e morra como um herói indo para casa.
Entre a Vida e a Morte, O Tempo
O mundo gira em seu fluxo constante,
Vidas se apagam, histórias se vão,
A existência termina num instante,
Outras continuama pulsar como coração.
É uma verdade de peso profundo,
Desconfortável de se carregar,
Deixaremos, um dia, este mundo,
Sem aviso, sem tempo para adiar.
Que a urgência não traga o lamento,
Mas abra os olhos para o agora,
Viver cada dia, cada mês, cada momento,
Antes que a luz se despeça e vá embora.
Na pressa dos anos que o tempo consome,
O segredo mais puro e real consiste:
Ver a grandeza no que não tem nome,
Pois no mais simples, a vida reside.
Marcelo HB
"Se a morte não existe - como insistem alguns - por que fabricam caixões? Por que cemiterios? Por que cremam corpos? Por que velorio? Por que missa de sétimo dia? Por que choradeira? Por que saudade? E por que ninguém quer morrer, Hein?"
0773 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se você acredita em vida após à morte, não coma bicho, planta, fruta nem qualquer outro ser vivo ou morto. Já imaginou uma melancia "voltando" e, por vingança, esborrachando-se na sua cabeça? Pois Zé! Ah, o Cerumano!"
Texto Meu 0974, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
Uma ressalva.
A morte deve ser vazia, silenciosa, ócua.
Sei lá, mas estranha deve ser.
Fico imaginando se seria possível explicar o exato momento que uma pessoa fica sabendo da morte de alguém,...
O susto que leva, ou melhor,...
Seria susto ? Seria um sentimento inexplicável.
Tem gente que acha que inexplicável se trata apenas do que é bom e colori nossas retinas, .. Será ?
Enganam-se.
Minha irmã pela manhã perdeu seus dois animais de estimação, o casal, juntos.
Um deslize fatal.
Um acidente.
Quem nunca se permitiu a sentir amor por um animal, seja cachorro, gato, tartaruga, passarinho.. o que for criar , não sabe de fato o verdadeiro significado de companheirismo,
Oras , o animal que for não espera que você seja rico, um Eike Batista, um George Clooney na beleza ou um mago da ciência... Ele estará lá por você como se sua vida fosse baseada nisso, .
Não há sensação mais sincera, e relação mais saudável.
Ela perdeu.
Chorou por uns longos minutos, um choro abafado, de me fazer, embora toda orgulhosa estivesse por fora, quase morrer por dentro, ... Doeu-me mais ainda a ver pedindo a minha mãe que trouxesse vida de volta aos bichinhos.
Não seria possível. Se foram, deixando um espaço vazio na casa e um silencio no coração da pequenina.
Ah, mas como é bom ver ainda que um amor tão puro a animais de estimação podem ainda serem vistos.
Confesso que nunca tive muito jeito para a coisa, nunca se quer me disseram que eu poderia ser uma ótima veterinária em um futuro próximo,... nada do tipo.
No entanto, me enche de calma e paz quando vejo que existem pessoas capazes de disponibilizar tanto amor para com eles e chorar na perda de um.
Lendo mais tarde algumas notícias, no mesmo dia, vi ainda que a televisão brasileira perdera um de seus maiores ícones, sua rainha nata e eterna:
Hebe Camargo.
Seus bordões incomparáveis, mais de 100, salvo o engano.
Sua presença de palco como nenhuma outra e um domínio do que faz como poucos.
É... O dia começa perdendo quem tinha muito a ensinar.
Um animal de estimação que nos ensina que amor de verdade não se compra ali na esquina ou é baseado nos trocados que temos no bolso, e uma experiência de vida e superação de um câncer que não vemos todos os dias.
Perdas.
Ninguém dita normas para saber como lidar com elas.
Embora saibamos que tudo que nasce um dia morre nunca estamos de fato preparados para perder alguém.
Nem sempre esperamos por isso, nem sempre conseguimos aguentar tantas perdas.
É perda demais para, muitas vezes, recompensa de menos.
Mas imaginemos que se trata de um ciclo, não é verdade?
Não somos eternos, e talvez que bom mesmo que não sejamos.
Mas enfim, deixo uma ressalva neste tema, talvez escrevendo a dor se dissipe nessas palavras.
Tem gente até que diz em solidariedade que se pudesse para não ver uma mãe, amigo, irmão,.. o que for, sentir dor, se apoderava de um pedaço da lástima para si próprio,... Mal sabem eles que a dor pode ser tanta que o mero corpo só serve de armadura fraca.
A dor física não mata, porém, a do coração, dilacera.
Tempo. Que medida existe dentro dele?
porque não sabemos ate que dia nós o teremos,
pois a morte de forma furtuita, o tira de nós.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Por nao sabermos para onde iremos e estando
la, descobriremos que nao existe mais escolhas
a serem feitas.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Fiz minha escolha desde o inicio e a muito tempo.
Sei que a levarei comigo ate depois do fim,
quando nao vou mais poder escolher.
O que não importa, pois sei que fiz minha melhor
escolha: você!
Viver como se não existisse a morte
Sentir para descobrir a dor
Chorar para se livrar do falso riso
Sonhar para tolerar o pesadelo
Procurar para ter direito de si perder
Gritar para não ser ouvido
Silenciar para simplesmente escutar
Conscientizar para perder a inconsciência
Dividir para somar
Sou totalmente ligada em Política. A morte da Lei de Gerson, aquela que você deve tirar vantagem em tudo e pensar apenas em benefício próprio. Por muito tempo achei o comunismo à solução dos problemas da humanidade, hoje penso diferente. O que me chateia na gestão pública de educação, saúde, infraestrutura é que não é falta de recurso, por mais que existam roubos e desvios impactuáveis o problema é má gestão, falta vontade de fazer, de melhorar, outra coisa que me revolta é que as pessoas associam política a algo tão ruim que muitos potenciais candidatos fogem de projetos que visam à política. Eu conheço um montão de amigos que dariam ótimos candidatos, eu conheço gente ética, trabalhadora, especialistas e técnicos da melhor qualidade e que visam o bem coletivo, mas porque essas pessoas não se envolvem em política?
Não venda seu voto, não troque seu voto por nada, ele é precioso, não pense em si atropelando o coletivo, não ajude a retardar a ética na política, o nosso dever não é apenas votar, o nosso dever é participar, colaborar, fiscalizar. Os buracos que quebrem o carro, os doentes que fiquem em corredores, o aluno que passe de ano sem estudar, o professor que falte sempre, a escola que continua com goteira, a comida que venceu a validade, a maca que quebrou e não foi reposta, o remédio que faltou, a luva que acabou os bueiros que entupiram com lixo jogado nas ruas, o vereador que só defende um grupo pequeno que o elegeu, os deputados sem projetos de lei. Esse ciclo vicioso que causa o disparate de recorde em arrecadação e a falta de estrutura mínima digna de sobrevivência ao cidadão.
"A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.
Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.
São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos.
Fui seu colega no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e tive o privilégio de com ela conviver. Sua morte desfalca os que travam o bom combate, de que falava São Paulo, e enluta não apenas o Brasil, em que era peça-chave no desenvolvimento de políticas sociais, mas toda a América Latina, a que também estendia o manto de sua generosa ação humanitária".
CEZAR BRITTO
Presidente do Conselho Federal da OAB".
O amor não mata.
- Não mata? tem dois tipos de morte: Aquela que você para de respirar e seu coração para de bater. E tem aquela morte que você continua respirando, seu coração continua batendo, mas por uma pessoa que não sabe nem que você vive. Então ai sim você para de viver, você apenas continua existindo.
Médicos
Nos destinos de paz, no acontecimento da morte ou vida de guerra. No hoje do talvez seja o uniforme de honra de um soldado de cura. Contrario de um sonho profissional passado, é o recomendo de honra do poeta. A solidão branca, o sangue necessário da competência, os mortos desistidos, o recomeço após um tempo grande de paz vazia de um cidadão do soldado, a salvamento de crianças, as frases de bem estar e de despedida com parcialidade jornalística, pois nada na sala é pessoal, no quarto sentimento profissional e humano. Os corredores correndo para melhorar, curar, dar vida e salvar. Desejam com todos os plurais que a palavra não deseja; paz. Vinda por eles, pela a ciência, por milagres, por coadjuvantes, que seja aplicada. Que não retire dos médicos o destino insondável, a assistência que proporcionam a paz.
(Tiago Nogueira).
Não tenho medo da morte da decepção e da saudade, o que me assusta é a vida a confiança e a presença.
Entenderei sempre a morte como um complemento da vida, uma consequência daqueles que viveram, é este viver que me assusta, é durante a vida que definimos quem somos, deixamos nossas marcas e são essas marcas que me assombram, os erros em vida ficaram marcados “e depois da morte, nunca mais cometerei erros”.
