Textos sobre a Morte

Cerca de 4749 textos sobre a Morte

⁠Davi precisava de um amigo verdadeiro para ajudá-lo nas crises da vida e quando soube da morte do seu amigo Jonatas, chorou profundamente a dor da perda de um grande mentor do seu coração.
Que Deus nos dê amigos leais assim na caminhada e que aproveitemos cada momento com esse amigos da alma e do coração!

Inserida por alcindoalmeida

⁠A cruz é o poder de Deus para nós porque ela carrega tanto a morte como a ressurreição de Jesus Cristo. Esta é a fraqueza que é transformada em força.

Este é o poder que emana vida, e vida em abundância. Esta é a loucura do evangelho de poder que vem do céu por meio de uma manifestação do amor sincero de Deus por gente que não vale nada.

A loucura do evangelho de poder por pecadores está no amor, cujo significado é uma cruz onde o Jesus Nazareno se dá e se entrega livremente.

Inserida por alcindoalmeida

'TEMPO, AMOR E MORTE'

Era tão apaixonado. Inclinado por que o tempo não passava. Agora abestalhado, tudo relampeja. Contagem regressiva para os pulmões. Coração pragmático e tão irreal. A vida vai ficando no tempo, abstrato como o ontem...

O Senhor 'Tempo' trouxe tantos amores. As dores só após as partidas [que são muitas] e quando os olhos inclinarem. Dizíamos: 'temos todo o tempo do mundo e um amor para balançar a sorte.' Hoje, reduções vitais, recortes ...

Domingo. Oito da manhã! O amor está dormindo, ainda não acordou para alegrar o lar. Viverás até quando nessa cama? A madrugada ventura calafrios. Sem brio, presos num trânsito ininterrupto e fugaz...

Aprenderemos a lidar com a morte? Nessa recusa do próprio tempo, tínhamos sentimentos e amor, mas com o tempo, quase tudo esvaiu-se pela terra. Mudou. São as leis da natureza sentidas na pele...

No tempo de escola, aprendemos que tudo 'nasce, cresce e morre'. Faltou ensinarmos a amar, coragem para a aceitação do tempo e nas seguidas mortes que nos vêem. Pensava-se: é apenas uma questão de tempo...

Aprende-se: o amor é imortal! Sem nunca termos nascido para tal. O amor vai andando de mãos dadas no tempo. Até que a morte nos separe tênue. Nascemos com o choro e morremos agonizando. Precisamos aprender a viver e aprender a morrer pacificamente. Aceitar o amor no seu tempo, como se fossemos imortais...

Inserida por risomarsilva

A ética religiosa parece cuidar bem da moral da morte na perspectiva de outra vida melhor, após a vida terrena. A morte é um plano natural. O sentido da vida é um plano humano. A fé é o fruto da sustentação do homem, como recompensa o milagre ou a vida eterna, quando nela crê.
A morte para o homem é uma celebração para toda a vida, mais que o seu nascimento. Vivemos na certeza de que tudo vai acabar bem. Esperamos que não seja a morte o fim de todo o sofrimento, e de todos os ciclos. O fim de tudo é imaginário, são as crenças, os costumes que fazem parte de uma ideia de recompensa no final, herança mitológica, mas nada além do próprio pó após a morte.
Acredita-se que se houvesse uma passagem desta vida para outra vida sem a necessidade da morte, haveria dois mundos, não sendo essa passagem possível logo não há outro mundo. A morte é o evento mais trágico e tenebroso da vida e, portanto é o evento mais celebrado.

Inserida por amaurivalim

Feliz dia de todos os santos Mortos (02/11)
A morte é o evento mais celebrado no mundo cristianista. Vive-se a morte enquanto há vida. Do meu próprio veneno eu bebi de modo lento destilando cada gota, não foi tão mal assim, morri acreditando na imortalidade. Desfazendo a ideia de vida eterna sou In memoriam entre aqueles entes queridos que aqui Jaz.

Inserida por amaurivalim

Acho que essa é uma das dores mais monstruosas da vida — até pior que a própria morte.
Afinal, da morte já sabemos que virá, é certa.
Mas a traição… essa não avisa.
Você confia tanto, acredita tanto, que chega a pensar ser impossível.
Até que, um dia, você é premiado — com a punhalada que nunca esperava.

Inserida por 1Susatel

A morte é uma passagem e o amor uma eternidade
Minhas palavras não dizem nada
Pois meu coração não fala
Minhas palavras não dizem nada
Pois meus pensamentos não dizem nada
Não olhe pra mim
Pois meus olhos dizem tudo
Não olhe pra mim
Pois meu rosto diz tudo
Não queria demonstrar tanta saudade
Sei que tudo tem de seguir
Mais é tão difícil
Deixar tudo prá lá
Só quero deitar e sonhar
Lembrar, lembrar, lembrar
Talvez chorar, chorar e chorar
Mais minha promessa foi ser forte e não parar
Seguir, seguir e te honrar
Certo mamãe, certo mamãe
Mais é tão difícil
E quando bater a saudade
Será que vou conseguir segurar?
Certo, minha promessa
Obrigado por tudo,
Obrigado por ter sido minha mãe
Obrigado pelo seu carinho
Obrigado mamãe
Obrigado por dizer que me ama e pelo beijo de despedida em meu sonho
A morte é uma passagem e o amor uma eternidade
Minhas palavras não dizem nada
Pois meu coração não fala
Minhas palavras não dizem nada
Pois meus pensamentos não dizem nada
Não olhe pra mim
Pois meus olhos dizem tudo
Não olhe pra mim
Pois meu rosto diz tudo
Não queria demonstrar tanta saudade
Sei que tudo tem de seguir
Mais é tão difícil
Deixar tudo prá lá
Só quero deitar e sonhar
Lembrar, lembrar, lembrar
Talvez chorar, chorar e chorar
Mais minha promessa foi ser forte e não parar
Seguir, seguir e te honrar
Certo mamãe, certo mamãe
Mais é tão difícil
E quando bater a saudade
Será que vou conseguir segurar?
Certo, minha promessa
Obrigado por tudo,
Obrigado por ter sido minha mãe
Obrigado pelo seu carinho
Obrigado mamãe
Obrigado por dizer que me ama
E pelo beijo de despedida em meu sonho

Inserida por poema

Indiferença
Já vi pessoas partirem por opção, sem vontade, por necessidade, pela morte e até por obrigação. A dor da perda é diferente, por dói da mesma maneira, é aqla q machuca, que fere, que tranca seu peito num manicômio e te trás p vida que vc nunca enfrentou. Independente de ser amigo, família ou apenas conhecido, dói a perda. Porém perda pior é aqla na qual a pessoa ainda está ali, e não está ao mesmo tempo, indiferença, nossa como isso dói, isso maltrata, fere e te faz pensar se alguma das suas ações foi inconveniente, porém enqnto não tem clareza não se muda muito, não se tem bem oq fazer. A dor ela passa, ela some, mas oq fica nunca é bom. Então sempre meça a sua dor antes de qualquer decisão, essa é a diferença entre ir pro caminho certo ou não

Inserida por GrazielleMendes

Se existe uma vida após a morte, pode ser muito grande o sofrimento da alma...
..imagine você deixar de vez tudo para trás?
Talvez a alma deixe de lembrar de tudo o que se passou em vida. ..sei lá.
Mais de qualquer forma, morrer é simplesmente deixar de existir.
O legal da vida é vivê-la independentemente de quem ou o que você é.
Viva o seu presente fazendo um ótimo passado para seu futuro.

Inserida por Ederly100

Leito

Tô aqui, no meu leito de morte, e é nessas horas que dizem que toda à nossa vida passa diante dos nossos olhos. Meus filhos estão aqui, filhos da minha amada esposa que chora no canto do quarto porque sofre com a minha perda, coitados, amo-os mais que eu mesmo. Mas e mesmo assim, mesmo depois de ter amado novamente e ter tido meus filhos, agora na minha mente me vem você, aquele que foi meu primeiro amor, o que me fez despertar todo esse sentimento aqui dentro de mim, aquela vontade de amar que era até então desconhecida por mim e que me fez enxergar a vida com outros olhos. Confesso que depois de tantos anos você ainda me faz pensar em como tudo ocorreu entre nós e como isso me mudou e que mesmo depois dessa distância e esse tempo você ainda me faz os meus olhos se encherem de lágrimas ao relembrar dos momentos, aqueles momentos que tocam minha alma na sua última camada, e assim se vai meu último momento de vida...

Inserida por Anonimo26

MORTE? LUTO!!!
Entendo que a morte, por mais incrível que pareça, é uma questão de opção.
Claro que aqui não se está a reportar aquela que nos ceifa os sentidos físicos do tato, da audição, da visão, do paladar e do olfato.
Contraditoriamente, dar verdadeiro “sentido” à vida, reside na busca da sublimação do espírito sobre a matéria, tocando mais os outros pelos bons exemplos, ouvindo mais e falando menos, observando as lições que são belas e nos permitem enxergar um mundo em cores, experimentando o gosto do amor que exala uma fragrância especial: que enche os alvéolos da alma.
A morte, realmente, nos transforma!
Normalmente, a morte nos oferece uma sensação de perda, de uma saudade doída, de um “vazio de plenitude”, que se elastece na imensidão cósmica.
Como entender a morte, então, como uma questão de opção?
A cada dia que despertamos, devemos morrer para o que fomos ontem e acreditar - dar crédito - para que nossas atitudes façam renascer um novo sujeito, com a vigilância da consciência, preferencialmente, melhor no futuro e pior no passado!
Aprendi - e não esqueci - que a consciência é a personalidade da alma, razão pela qual somos aquilo que pensamos e fazemos, tornando sábio apenas aquele que não só fala, mas pratica o bem.
De retórica vazia o mundo está repleto! É hora de dar mais vida aos discursos e para isso precisamos, de certa forma, morrer.
Precisa-se bem pensar, bem dizer e, acima de tudo, bem fazer!
Que nossas ações sejam leais, honestas, sinceras e úteis à evolução, aquela que nos mata e se transforma em vida a cada renascer.
Não se pode acertar sempre, mas refletir sobre o “sentido” da vida, nesse contexto, pode nos levar a uma morte salutar.
Assim, aos que fisicamente nos deixaram, cabe referir que as lembranças de carinho e amor, gravam o espaço que jamais ficará vazio, transcendendo e sobejando vida nos mais diversos planos, certamente, colocando o ser mais próximo da Divindade.
Por tudo isso: LUTO!!!

Alfredo Bochi Brum

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠"SEVERINIDADE"
E o que havia de ser?
Severina é Severino!
Morte e vida há de crer
Tão comum em seu destino
Era o filho de Maria
Igualdade em homonímia
Que de nada adiantaria
Carecia outra insígnia
Solução em Zacarias?
Mas em outra vez são tantos!
Não se quer mais zombaria
Só respeito entretanto!

Inserida por alfredo_bochi_brum

A Luta Nao Pode Esperar

Crônica baseada na morte do estudante de Matemática da UFG, Guilherme Silva Neto de 20 anos.

Por Josielly Rarunny




Imagine um jovem alternativo e revolucionário, desses que defende suas crenças, capaz de lutar até a morte. Literalmente.
Guilherme saiu numa manhã de quarta feira após uma briga com o pai, motivada pelo estilo do rapaz, causas sociais e políticas que Guilherme defendia.
O pai, engenheiro de 60 anos, conservador e depressivo não aceitava as atitudes do filho. Proibiu Guilherme de participar da tal reintegração de posse que ocupava universidades e lutava contra as propostas da PEC 241.
Discutiram. Discutiram feio por sinal. Dessas discussões onde se ouve gritos, xingamentos e ameaças. Saíram cada um para um lado.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
A mãe na sala ao lado ouvia a discussão.
Em oração repreendia e preferiu não interferir.
Vai saber o que se passa no coração de uma mãe.
Aquela dor recolhida, aquele choro engolido, uma aflição que parece não ter fim. Um anseio de ver a paz reinando no almoço em família do dia seguinte.
Um almoço que não acontecerá mais.
O pai tinha o tempo de esfriar a cabeça ou sacar uma arma.
Advinha o que ele fez.
Voltou para casa.
Encontrou apenas aflição e oração em forma de mãe.
O filho não estava mais. Encontrou Guilherme numa praça perto de casa e disparou contra o filho quatro vezes. Houve tumulto e gritaria.
Guilherme conseguiu correr, mas o pai alcançou o filho e com mais disparos o matou.
E com o mesmo tempo que ele levou para sacar a arma, debruçou sobre o corpo do filho, talvez arrependido da besteira feita. Não quis ficar e lutar contra a justiça social e brasileira.
Que por sua vez nem é tão severa assim.
Preferiu antecipar o julgamento e a justiça divina.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
Ninguém sabe, ninguém ouviu falar.
O que todos sabem é que ele foi.
Infelizmente, pra nunca mais voltar.

Inserida por JosiellyRarunny

⁠Nossa Morte

Hoje o tempo está fúnebre
O sepultamento se iníciou
Nosso grande amor morreu
Mas morto não está aquilo que ainda pode ser lembrado
E com dolorosos éons até a morte pode morrer

O "para sempre" se trata apenas de uma ilusão
Ilusão qual nos perpetuou até o fim
E continua eterna em nossas memórias

As sombras eternas de uma mente com lembranças
Essa seria a nossa versão do seu filme favorito
Odeio ainda ver você em todos os lugares

Hoje a noite está nublada
Tão escura que parece refletir a terra negra do cemitério
Onde foi enterrada a nossa história

Se nem a morte foi capaz de levar ao esquecimento
O que será?
Então esse será o fardo que carregarei para minha cova
Te perder

Talvez com minha morte esse luto chegue ao fim
E com estranhos éons até a morte pode morrer
Preciso reler meu livro favorito uma última vez

Bruna Furtado

Inserida por brunafurtado

A HONESTIDADE DA MORTE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Chega o ponto em que o homem smplesmente amontoa bens; coleciona fortunas; guarda poderes em sótãos; abarrota os arquivos de fama e prestígio... soca seduções em armários e não sabe mais em que buraco enfiar tantos títulos, vendo que o infinito prossegue, ao passo que o ser humano fica; chega em seu limite, restando apenas o abismo... a certeza de sua fragilidade... a consciência de que a morte continua insubornável. A vida não tem preço nem tanque para repor combustível. O desejo de realizar o sobre-humano, exceder a linha de um horizonte que nunca será presente, há de se tornar o resumo da falência de tantas conquistas.
Viver é um conjunto de realizações contínuas... mas no campo dessas realizações, temos que ter equilíbrio, moderação, lucidez e longanimidade. As raias da loucura e da avidez por tirarmos de todos o mundo inteiro, tendo-o só para nós e a qualquer preço, tem perigos indizíveis. Se Deus existe, como pode ser que sim, nenhum de nós ascenderia em tempo algum, ao cargo de seu braço-direito. Quem um dia chegou lá, segundo a literatura sacra, está no inferno há muito tempo.

Inserida por demetriosena

UMA GRANDE BESTEIRA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A morte acaba de convocar o Ermenevaldo Bastos da Figa... ou de uma Figa. Ermenevaldo, pessoa de grande vulto e prestígio, era imortal. Pelo menos estava imortal. Era membro de academia de letras.
É assim mesmo, a vida: somos imortais até que a morte nos desminta. Ou mortais, até que a morte nos imortalize por algum tempo, talvez por algumas gerações, em saudades ou homenagens pontuais. Uma eternidade miúda, passageira, se considerarmos a própria eternidade.
O que aprendi neste mundo, até o momento, é que a vida é besta. Somos todos, bestas... tudo isto não passa de uma grande besteira.

Inserida por demetriosena

SONETO SOCRÁTICO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se morri toda morte que se morre,
já vivi cada vida que se tem,
ou de cada bebida o justo porre;
todo mal, se por mal ou se por bem...

Fui além do infinito, após além,
por amor fui mocinho em Love Story,
odiei, fiz a guerra, paz também,
mas ninguém me condene ou condecore...

Sou quem sou desde o dia em que cheguei,
sei de tudo, no entanto nada sei,
quanto mais me procuro e me aprofundo...

Ser poeta me abona pra voar
ou pra ir pelos ares lá no ar,
onde o céu justifica estar no mundo...

Inserida por demetriosena

ATÉ A MORTE CHEGAR

Demétrio Sena, Magé.

Conheci muita gente com cara de nada;
sem nenhuma expressão de qualquer sentimento;
não havia momento, repente, mudança,
um registro da alma na flor da expressão...
Vi pessoas talhadas pra serem assim
ante a dor, o contento, a vontade, a repulsa,
no começo, no fim ou no meio do caos,
nas expectativas e nas descobertas...
Muita gente parece de bronze ou de gesso,
reza um terço imutável que nunca termina,
deixa o mundo girar e não cai do suporte...
Vejo rostos em branco, sem nenhuma pauta,
só a falta da falta que que a vida não faz
nessa paz de quem morre até que a morte chegue...

Inserida por demetriosena

URGENTE!

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Lá se vão os primeiros anos da morte de minha mãe, mas parece que foi ontem. A dor ainda é fresca. Não é patológica, sei que a vida segue, sabemos todos, mas trata-se uma realidade que ainda não foi totalmente absorvida pela saudade persistente.
Saudade com toque de remorso, por eu ter sido um filho ausente por muitos anos, e na mesma leva, um irmão frio e distante, o que magoava também meus irmãos, mas entristecia especialmente a minha mãe. Ainda bem que tive tempo de nos últimos poucos anos de sua vida, reatar os laços de cumplicidade com ela e lhe dar a grande alegria de me ver bem próximo de meus irmãos, dos quais não sei como consegui viver tão desligado desde cedo. Hoje sei exatamente a dimensão do meu amor por eles, e não consigo mais ficar longe ou ausente por muito tempo. Tenho irmãos especiais, a tal ponto que discordo veementemente da máxima bíblica de que há amigos mais chegados que um irmão, mesmo considerando que tenho alguns amigos também especiais; que amo sinceramente.
Voltando à minha mãe, o que me consola é saber que ela pôde assistir ao processo lento e gradativo pelo qual me tornei uma pessoa menos pior, tanto para ela quanto para os que ficaram. Minha mãe me achava o máximo, em seu amor extremado e sua simplicidade bem própria de mãe atemporal. Ou do tempo das mães ensandecidas pelos filhos. Nos últimos tempos, tínhamos conversas muito longas e secretas, sobre tudo, e até hoje não sei como ela podia gostar tanto de conversar comigo.
Cada filho de nossa Maria tinha virtudes distintas e acima das de todos os filhos de outras mães, em sua opinião. Para ela, nenhum dos rebentos estava em um patamar abaixo do outro. Nenhum merecia menos a sua admiração; o seu desprendimento e atenção infalíveis. E eram nove filhos e um neto criado como tal. Dez filhos, todos merecedores do seu melhor, na mesma proporção.
Sem mais delongas, estas considerações que já se alongaram são a minha proposta de reflexão aos filhos de todas as mães e todos os pais. Se eles merecem o seu amor, ame-os urgentemente! Com gestos, atitudes e palavras! Sim, palavras também! Evidentemente, os atos falam mais alto, mas as palavras, quando correspondem a sentimentos sinceros, têm magia. Dão ânimo novo e vida extra para quem nos ama. E no caso de mães e pais que amam os filhos, os gestos ficam até em segundo plano, porque eles bebem nossas palavras de amor sincero como se fossem rios de água revigorante.
Não custa nada um "eu te amo", entre outras frases carinhosas extraídas do fundo do coração; de preferência, sempre seguidas de um leve beijo; de um afago sutil; de um abraço aconchegante. Pensemos nisto, eivados do simbolismo deste dia escolhido como de finados.

Inserida por demetriosena

STEPHEN HAWKING: CELEBRIDADE REAL


Demétrio Sena, Magé - RJ.


A morte do físico Stephen Hawking, considerado por quase todos da comunidade científica mundial, o maior cientista de nosso tempo... que do interior de um corpo inerte falava por meio de computador, e assim mesmo ajudou tanto a humanidade com suas teorias, máximas e descobertas, privou o mundo moderno de uma celebridade plena. Real. Totalmente justificada pelo sentido original do vocábulo.
Apesar do contexto fútil, que gerou a ressignificação popular já registrada nos dicionários, originalmente celebridade aponta para o que é celebre: distinto; ilustre; louvável; grandioso. A pergunta que me faço é se não soa injusto chamarmos de celebridades pessoas tão simplesmente famosas. Que além de serem famosas, não têm atributos nem histórias que possam torná-las compreensivelmente célebres; distintas; ilustres; louváveis; grandiosas. Não contribuem de nenhuma forma para tornar o mundo, pelo menos o seu país, quem sabe a sua comunidade um pouco melhor. Não influenciam de formas grandiosas e consistentes os hábitos de um povo. Muito menos ajudam a gerar transformações, mudanças relevantes de conceitos, e principalmente: não duram. Não ficam para a eternidade. Passam sem deixar marcas. Suas trajetórias logo mostrarão que tanto faz elas terem ou não vivido, porque o mundo, a nação, o estado, sequer a comunidade sentirão falta. Suas vidas não disseram a que vieram.
Enquanto tratamos como celebridades pessoas que participam de um reality show; que surgiram agora numa novela; estão no auge da moda repentina e visivelmente passageira por causa de uma musica vazia; uma polemica sem qualquer peso nem importância, os gênios da humanidade ou do nosso entorno vão ficando esquecidos: cientistas, inventores, filósofos, artistas plásticos, pensadores, grandes professores, ícones da solidariedade humana, escritores, ativistas, cantores, compositores... pessoas simples de qualquer meio, que deixaram ou que ora constroem trajetórias previamente memoráveis por seus contextos, profundidades e sentidos amplos. Autores de obras ou atos perfeitamente capazes de causar impactos positivos nos que tiveram ou têm a sorte de conhecê-los, pessoalmente ou não. Pessoas que foram ou não reconhecidas, e se não foram, azar do mundo.
Perdemos em Stephen Hawking, uma das últimas celebridades do planeta. Estão morrendo as celebridades. E o mundo, e os nossos países, e os nossos entornos não estão sendo beneficiados com reposições a contento. A sociedade atual está muito fútil; muito massificada; imediatista; consumista... muito ávida pelos resultados rápidos; o lucro para ontem.

Inserida por demetriosena