Textos sobre a Morte
MORTE POR AMOR
Quando Otávio me bateu à porta, às dez horas da noite, eu tinha um livro aberto diante de mim. Não lia. À cólera, que me agitara durante toda à tarde, sucedera uma grande prostração. Parecia-me sem remédio a minha desgraça, depois daquela certeza, daquela terrível certeza, eu finalmente aceitei a realidade.
Minha vida jamais havia sido invejável, mas apesar de toda dificuldade que enfrentei e de todo o sofrimento que passei, minha vida não podia ser considerada uma vida triste.
A indigência que nos cercava não permitia que gozássemos das mais singelas mordomias que existem. Meus pais, apesar de analfabetos, nunca nos deixava faltar a uma aula sequer. Meu pai sempre dizia que o futuro que podemos escolher, nós o encontramos na escola.
Algum tempo depois minha mãe adoeceu. Não suportando as complicações de uma desconhecida doença, faleceu. Eu estava com a idade de dezoito anos e acabara de me formar no ensino médio. Minha mãe sempre havia sonhado em ser professora; daquelas que estudam a língua e escrevem contos e poesias, desejava possuir um diploma de mestre ou doutora. Entretanto, a terra que perdurava sob suas unhas representavam anos e anos de estudo de quem nunca estudou, os calos de suas mãos representavam as marcas do esforço de uma escritora que não sabia ler e escrever, as rachaduras de seus pés representavam a longa caminhada de uma professora que não sabia ensinar, mas que não deixava faltar comida para seus dependentes, tampouco educação. Esse era seu maior certificado!
Daquele dia em diante a vida não era a mesma. Todos nós, apesar de ter superado a dor da perda, não conseguíamos cobrir o buraco que se abriu em nosso coração. Meus irmãos não estudavam mais como antes e meu pai já não trabalhava com tanto vigor.
Havíamos prestado concurso, no qual somente eu fui aprovado e ingressei na faculdade. Independente de sua ausência, para alegrá-la, estudei Letras. Tornei-me doutor em língua. Embora tenha um amplo conhecimento sobre a escrita, prossigo com a mesma simplicidade com a qual sempre falei e escrevi. Não escrevo contos ou poesias, mas aplico-os em minha vida com a mesma devoção de um fiel em um culto; culto este que frequento diariamente.
Antes de as reminiscências interromperem a minha leitura, eu lia o poema que havia recitado para meus pais em um aniversário de bodas. Essas recordações que citei acima foram as mesmas que emergiram em mim correntezas bravias de uma cólera irremediável, mas efêmera. Otávio, meu irmão, trazia sempre boas notícias e, ao abrir a porta e cumprimenta-lo, minha cólera deu lugar a uma imensa alegria. A ansiedade de saber a notícia que estava por vir desapareceu quanto tive de aceitar aquela tão terrível certeza, aquela tão terrível realidade.
Lembrei-me do poema que havia lido para meus pais naquele dia e recitei-o para meu irmão:
Velejando sem barco ou vela
Viajando na Vida
Por uma simples tela
As ilusões me espreitam,
Horizontes desordenados
Com placas de várias setas
Mas que não inibem minhas frestas
De sonhos que se deleitam
De imagens ilimitadas
Multicores
Refletem por sobre os mares
Por sobre os ares
Por sobre as flores
E nas variações do destino
Enraigados por desafios
Não me induzem a desistir
Pois nesta fascinante tela
Que faço da vida
A imagem mais bela
Do porto onde
Quero seguir.
Tínhamos pranto e lamentações no coração. De nossos olhos, cascatas de dores. E essa era a tão terrível certeza, a tão terrível realidade: enquanto lembrava-se de minha mãe, meu pai havia morrido.
[SOBRE A MORTE]
Machuca, arrasa, massacra, fere, arde, doi. É leviano,
assustador, depressivo, inconsequente. É desamor, insolente,triste. Principalmente triste. Além das manhãs,
tardes e noites que passei sem paz, sem direção.
Deixa uma contradição enorme, pois é o único vazio
que invade a alma.
Maltrata e destrói, causa dano, é sujo, podre, desumano
e cruel. Um conflito, uma guerra, destruição. Impiedosamente,anseia a derrota.
O contraste disso tudo se resume na necessidade, pois
é necessário, tão mesmo quanto o ar, quanto a água, quanto
tudo.
A morte é tão necessária quanto à vida!
Se é normal a morte acontecer, porque então que ficamos tristes, insatisfeitos, inconformados, como se algo de errado estivesse acontecendo?
Você nasce é normal, você evolui é normal, você envelhece é normal mais porque na hora de partir não aceitamos ?
Acredito que nenhum ser humano foi projetado para morrer, mais para viver uma rica eternidade que foi borrado por uma escolha infeliz de um homem, uma escolha que nos fez mortais.
Doi em mim
Morte, deusa de todos medos, a religião
Reza por nós
Encantadora ilusão mortal
Do fim irreal.
-E eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Ganhei uma certeza de validade
Como uma data preestabelecida
Daqui para frente nada é realidade
Nada nem minha própria vida.
Vida, argumento contra a morte e a seu favor
Atraí porque conhece o avesso.
O que faz da existência seu édipo eficácia
Da cultura prisão, onírico
E da morte filigrana
A arte do infortúnio.
E eu que aprendi de uma outra quina, uma nova estima.
A morte não há acesso
Não atravesso.
Que a vida é eterna e terna, lugar onde desenho, enfeito o meu ninho a
Arquiteto meu ninho.
Mas não me basto
A mim e a mim
A morte ainda respira leucócito
E dói em mim!
A pior morte é aquela que sentimos quando não temos perspectivas.
Morte triste é quando estamos vivos e não nos sentimos amados. Por nada nem ninguém. Morte miserável é não desejar nada e nem ninguém.
Viver nesse mundo cheio de méritos e máscaras não é coisa fácil, mas desistir do outro é automaticamente desistir de si mesmo.
E nesse dia tão cheio de simbolismo quero desejar do fundo do meu coração que você deixe as mudanças chegarem, que você tenha coragem para administrar a dor da perda. Desejo que você olhando com misericórdia para o outro você esteja olhando com amor para si mesmo.
A nossa vida pode mudar hoje e para muito melhor. Ame mais!
A valsa
Que imagem assombrosa
Que pousa em minha mente.
De eu ver a valsa da morte
E sorrir aceitando-a contente.
Tenho a honra
De acompanhá-la em dois passos.
E criar laços...
Um pacto anormal.
- Leva minha alma,
Para matar tua insaciável
Fome de destruir a felicidade da gente.
Deixa que eu viva mais uns anos
Que tal mil?
Dois mil.
Ou ao lado de minha amada,
Não mais que um ano.
Troco minha alma
Boa.
Para matar a saudade
Que soa.
Em meu coração descontente.
- Terminamos a dança aqui...
Onde assino minha sina?
Quando o sentimento é verdadeiro,permanece acima de qualquer dificuldade boba ou séria. E a morte está incluída nisso.
Amar alguém que vive alegre,de bem com a vida e trasbordando felicidade é mais fácil.Amar alguém com problemas e alguém diferente é muito difícil.
Mas quem prefere o caminho mais curto,igual ou cômodo,não sabe como é BOA a sensação de NÃO ter o que é previsível todos os dias... Surpresas e diversidade também são essenciais para dois corações baterem na mesma sintonia.
Incondicionalmente, "até que a morte nos separe"... ou
a tua intolerância;
o teu mal humor;
o teu egoísmo;
a tua inconstância;
o teu ato infiel;
a tua mãe;
tuas atitudes infantis;
tua falta de estilo;
tua ânsia de consumo;
teu ciúme;
tua desorganização,
tua ignorância intelectual;
teu toque sem graça;
E todos os teus que são também meus.
Já não se fazem mais casamentos como antigamente.
Dó.
É errado
A frente do tempo somente a morte,
Que seu tempo pôde conquistar.
Atrás do tempo
Apenas nós, pobres mortais.
Que nascemos,
Reproduzimos
E vencemos.
De um lado a dúvida
De outro mais dúvida,
Atrás...? O tempo não dá ré.
A frente somente a certeza.
O Rico, o pobre
Correndo atrás da morte,
Não há maior certeza.
Eu...
Sou um cadáver de mim
ao dizer meu sim
a morte me corta
me entorta
me ama e me abandona
Recolho-me ao meu luto
dreno meu suco
prostrada sobre minha lápide
tragicômico expectro
nesse Universo tétrico...
As chagas que me corroeram
fermentam em lavras de larvas
Levam minha carne,
soterram minhas escaras
Lavam minha cara..
Sou meu espelho
a namorar um corpo
que jaz ainda in ossos
entre as entranhas indóceis
que permeiam meu desassossego...
Sinta...
A minha morte na sua pele
Perdida em um mundo paralelo envolto em trevas
Lágrimas de sangue aquecem meu falecido corpo
Você assiste minha derrota com um sorriso no olhar
Se cala como um verme
Frio como a morte, surdo
Não me ouviu gritar
Tomado pelo orgulho
Um dia o mundo se voltará contra você
Ilusão de um doce mundo
Ilusão... breve solidão real
Um anjo da morte frio e silencioso
Voa em minha direção
Eles nao podem mais me ouvir
Não quero que escutem-me nesta noite
Um banho de dor e sangue
Neste quarto frio e escuro
Você se foi...
Levou consigo
O que eu costumava chamar de vida
E agora, tento me reencontrar
Mas estou perdida em um mudo paralelo
Apenas mais um plácido ser Imortal
Tentando arrastar-me para o Inferno
Ilusão.. mundo doce.. breve solidão...
O homem diante da morte se questiona a própria morte.
És tu morte?
Se es tu morte agora, onde esteve a vida que não vi se apresentar?
Se es tu morte agora, porque viestes me buscar se não vi a vida?
Se es tu morte agora, que vem terminar com a vida, me diga onde vê em mim?
O que es morte?
És a igualdade de tudo e todos?
És o bem ou mal?
O q és?
A morte diante ao homem a responder.
Sou sim a morte.
A vida se apresentou a você mas talvez a tenha esquecido.
Você viu a vida mas se fez cego e vim busca-la porque não a quis viver.
Vejo a vida em você implorando a liberdade e os desejos.
Sou a resposta em todas as suas perguntas.
Sou sim a igualdade mas a todos.
Não sou bem nem mal.
Sou a morte.
“Para a vida e para a morte não existe linha tênue”
Nunca existiu alguém que viveu, mesmo estando morto seu coração,os tropeços que a vida nos dá,é um contexto sem explanação.
Sempre existiu aquele coração que batia em descompasso, catando as migalhas de alguns abraços, acanhada felicidade, nada de desassossego, somente noites geladas.
Nunca persistiu em busca da verdadeira explicação, talvez os sentimentos fossem de brinquedo, estúpida canção, tudo esconde o tempo, dias sem compaixão.
Sempre persistiu de maneira errônea, arrogância em traços fortes, o orgulho era algo sem nome, riacho vazio, extrema fome, vozes perdidas, caladas.
Nunca entendeu porque os erros eram sua tônica, respondia de forma irônica, palavras que levam seu par à forca, tudo sem solução.
Sempre entendeu que sua vida não vinha do coração e que a morte tão vislumbrada, era suma decepção, nada como vidas trocadas.
Como é linda, a morte!
Por controverso que seja, o pensamento procede.
A morte ressuscita virtudes;
A morte faz amigos;
Ela coloca fim aos desafetos;
Aos mortos fazemos os elogios que jamais fizemos aos vivos.
Linda é, apesar de extrair lágrimas, ela faz refletir como não se faz na vida, na saúde.
O amor não perece pois a morte não tem poder sobre a vida, passamos por transformações onde entregamos o corpo à terra e a alma para Deus e resta em nós que ficamos as doces lembranças da convivência ensaiadas em seu exemplo de vida pois as estrelas ainda brilham e cada um de nós somos feitos de céus, não podemos temer, nunca!
"Quando eu for para eternidade, onde só Deus me alcança, eu não quero ser saudade, já me basta ser lembrança"
Eternaras lembranças Seu Geraldo Rocha, triste amplexo.
Se a morte me visitar apressadamente, esperarei com a bagagem de todos os meu sonhos nas mãos e garrafas de vinho para entorpecer um pouco, mas, não hesitarei de ir, apesar de tantas obra pra concluir, enfim, não sou privilegiado e não posso pedir para esperar.
O meu legado não é exemplo para as pessoas que considerei indispensáveis em minha existência e os meus maiores problemas sempre pairou sobre dois vieses - amar demais e sonhar, sonhar demasiadamente, cansei um pouco, e a gente silencia, pensa, silencia, e continua em silêncio e assim vai.
Ainda bem que sou uma exceção, conscientemente, um caso atípico, e se um dia eu fosse aconselhar o meu afilhado, diria: Gabriel, ame e sonhe, entregue-se ao amor e acredite em seus sonhos.
É isso, é como uma frase escrita em um livro de anatomia que ganhei e dizia referindo-se a antiga proprietária do livro:
- "não tiveres sorte, triste amplexo"!
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mͫaͧsͥsͭaͦ! ⁰¹
𝑴𝒊𝒍𝒂𝒈𝒓𝒆 𝒏𝒂 C𝒆𝒍𝒂 7
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Acusado injustamente pela
Morte da filha de um militar
Ele acaba condenado à morte
Mas no final, longe de se pensar
Algo que está além da imaginação
Acontecerá naquela prisão
Duvido de quem ver o filme e não chorar!
Podemos associar o roubo do quadro da Mona Lisa à morte de alguém, ou com a perda de algo. Assim como o quadro só ficou famoso porque foi roubado, o mesmo acontece quando alguém morre e fica mais reconhecido, ou recebe mais valor.
Quando perdemos algo, queremos de volta acima de qualquer circunstância. A perda de alguma coisa, mesmo que antes desta não tenha muito valor, força nosso instinto a querer de volta, portanto, se quiser perturbar a tranquilidade de alguém, experimente tirar algo deste.
Sinto o gosto da morte na boca palavras como o chumbo na saliva
Cacos na garganta me rasga alma sedimentada minha pele afofa meu sangue corre em um barulho escoando em velocidade mortal
Meus olhos captura a cinzas dos sentidos perturbados pode se hoje
O silencio engana a muitos mas o frio é retalhador noite-solidão aturo o tempo e as asas que não desloca você
Amargo seno entre as veias nervos saltados para a escuridão
Meus dias espinhosos escala no coração ferido
sinto um descanso a me chamar a nirvana aureola branca entre o véu da madrugada atrás de lá o descanso que me tragar
O sino badala e me chama posso ir agora? você vai me perdoará ?
A lua se embriaga com o azul do céu como pequenas partículas de pontos laminados antes do escuro do ar se transformar
Pausa exagero na medicação coração doí...doses cavalares de DR 101
O tempo soluça a canção escuta o estalar da minha alma
O vento e sua carruagem passa com a foice do meu lado
Tempo sombrio estar sempre a espreita e você não ver
poemas vão embora em pequenos e estreitas linhas
chama rubra cor na turquesa do acento branco do barqueiro de velas e mortandades
Sinto o gosto da morte na boca palavras como o chumbo na saliva
Cacos na garganta me rasga alma sedimentada minha pele afofa meu sangue corre em um barulho escoando em velocidade mortal
Meus olhos captura a cinzas dos sentidos perturbados pode se hoje
O silencio engana a muitos mas o frio é retalhador noite-solidão aturo o tempo e as asas que não desloca você
Amargo seno entre as veias nervos saltados para a escuridão
Meus dias espinhosos escala no coração ferido
sinto um descanso a me chamar a nirvana aureola branca entre o véu da madrugada atrás de lá o descanso que me tragar
O sino badala e me chama posso ir agora? você vai me perdoará ?
A lua se embriaga com o azul do céu como pequenas partículas de pontos laminados antes do escuro do ar se transformar
Pausa exagero na medicação coração doí...doses cavalares de DR 101
O tempo soluça a canção escuta o estalar da minha alma
O vento e sua carruagem passa com a foice do meu lado
Tempo sombrio estar sempre a espreita e você não ver
poemas vão embora em pequenos e estreitas linhas
chama rubra cor na turquesa do acento branco do barqueiro de velas e mortandades
por Charlanes Oliveira Santos
Entoo poemas como quem chora de desalento, faço poesia como quem pede a morte, pode descer a noite pois estou insolúvel...
O dia está sem rosto de olhos tão vazios amargos, amargura que escorrega até o coração pela seiva das veias mórbidas, amar a ti é como desprezado é como desejo de veneno com mel;
Andei sobre as sombras e caminhei no eixo destorcido do reflexo frio do porta retardo que me deras, seu coração tortura o meu...
As páginas sedentas de sede bebem das minhas lagrimas misturada com a tinta do esboço deste lamento,
Componho poemas da dor enquanto tu vives sem mim e sem querer me ter, vivo na esperança de ti sobre morte lenta,
Sobre o tempo cativas o ouro enquanto de amor banho me em sangue gota a gota
As noites duelas com a madrugada para ver quem lambe meu sangue
Procura a riqueza enquanto eu amarelo sobre o sol fujo e lembrando das migalhas de um pouco de amor de vez em quando, sinto saudade...
Me escondo na face da noite das mortalhas e surdinas tenho vergonha de amar
Tão raro e tão vasto amor que não cabe no cantinho da sua alma
Tão hirto seu coração rígido como eu tenso tentaria de novo tecer minha vida na sua, ser para sempre me desce outra chance sei que calado e quieto quero ficar e por ti podemos estar onde quiser ir
A luz tenta me misturar o anil se contrasta com minha alma cada dia mais fria e um amor adente quente que me queima a vida...
Os poemas se acumulam nas linhas do destino devaneio eu encosto e você desfaz
Foco no recorte da janela em revoada pensamentos da sua volta hipotética
Pausa; desço no poço negro de silencio galgará gerúndio vara madrugadas se cravem meus olhos na flor que me sustenta no alto na boca das águas onde descera eu...
Suplico as almas femininas que me arrodeia que de encontro a amada envia uma mensagem como um flor e avisa a esta alma antes que a minha morra de amor
