Textos sobre a Juventude
Na maior parte da minha vida, nunca imaginei que chegaria a essa idade. Ansiava por uma morte gloriosa em batalha e, quanto mais perto da morte eu chegava, mais vivo me sentia! Coisas da juventude... Mas, ao que parece, Deus tem outros planos para a minha vida... espero que não seja velho, fraco e doente em cima de uma cama!
A Corte divertia-se, como sempre se divertiu, mais ou menos, e para os que transpuseram a linha dos cinquenta divertia-se mais do que hoje, eterno reparo dos que já não dão à vida toda a flor dos seus primeiros anos. Para os varões maduros, nunca a mocidade folga como no tempo deles, o que é natural dizer, porque cada homem vê as coisas com os olhos da sua idade. Os recreios da juventude não são decerto igualmente nobres, nem igualmente frívolos, em todos os tempos; mas a culpa ou o merecimento não é dela, – a pobre juventude, – é sim do tempo que lhe cai em sorte.
Elas merecem ser castigadas por tudo o que grande parte das pessoas ali deixou para trás na juventude, ou nunca conseguiu alcançar. Vinguemo-nos então da beleza. Vinguemo-nos da alegria, dos risos e da esperança. Em mundo como esse, não há lugar para sentimentos que comprovam que todos nós somos miseráveis, frustrados, impotentes.
Nós mulheres passamos tempo demais nos preocupando com a idade, mas não deveríamos. Incorporamos uma rotina de skincare e outros procedimentos estéticos caros, cansativos e às vezes até doloridos numa tentativa desesperada de tentar parar o tempo, como se isso fosse possível. Isso não quer dizer que devemos relaxar e descuidar da aparência e da saúde, muito pelo contrário. Nessa busca inalcançavel pela juventude eterna deixamos de aproveitar momentos preciosos e únicos típicos de cada idade. Não perca seu tempo tentando voltar a ser jovem. Cada fase é única e tão peculiar que é até injusto comparar uma com a outra. Preocupe-se em ser feliz, em fazer escolhas que te permita viver cada período da vida com lucidez, equilíbrio, liberdade, sabedoria e leveza aproveitando tudo que essa fase proporciona. Seja real e inteira em cada uma delas e orgulhe-se da transformação inerente a passagem indômita do tempo.
À medida que a gente começa a usar a bandeira do Brasil, que a gente bota a bandeira em casa, que a gente fala de valores brasileiros, que a gente acredita nisso tudo a gente vai construir uma geração mais autoconfiante. O que falta nessa geração? Confiança! Confiança em si mesmo, confiança no destino do país. Você não vai zelar por aquilo que você não ama e para uma coisa ser amada, para um país ser amado, ele tem que ser cativado. E esse amor tem que ser regado todos os dias, tem que ser cultivado, para que a gente construa uma árvore muito grande, muito sólida, que vai deixar frutos para a geração que está vindo aí.
Uma geração quebrada com fotos felizes em redes sociais. Que anseia a todo custo possuir corpos esbeltos, mas ignoram a alma. Que é vencida pela sede de adquirir coisas, mas estão constantemente na pobreza. Que quer ser notada, mas que não olha pra ninguém que está ao seu lado, e que teme o amor por medo da dor, mas vive em constante dor por falta de amor.
A gente não precisa ter uma pele lisinha, a agilidade que tinha aos 20 anos e um corpo como se o tempo tivesse parado aos 18, para se sentir jovem. O que a gente precisa é de um olhar novo, um olhar jovem, um olhar que não envelheça. É só disso que a gente precisa para se sentir jovem a vida inteira.
Porque estou certo de que, o saber que sei pouco é o maior sinal de que sei muito(e não confunda “muito” com “tudo”). Oque não sei comparado ao que sei, é tanto, que se fosse parar para pensar e comparar, eu certamente entraria em pranto. Sei pouco; mas, não nada que não possa compartilhar. Eu sei pouco que me permite ouvir, aprender, me corrigir e ensinar. Sei o suficiente pra saber que quem acha saber tudo, deixou de aprender e precisa se realinhar. O que seria para mim um motivo de raiva, hoje, me conduz a compaixão e me leva a amar. Em um mundo em constante evolução, quem acha saber tudo, deixou de aprender e não está mais adequado para ensinar. É preciso reconhecer que não sabe tudo, mas muito o suficiente para aprender com quem está iniciando. Sim, eu estou falando que por mais que saibamos muito, o que não sabemos é um oceano.
Pobre garoto sem destino! Pequeno e perdido menino... Sem ter o que comer; sem ter o que fazer; sempre a mesma roupa para vestir; sem saber para onde ir... Vai caminhando à toa até amanhecer! Pobre garoto da periferia! Hoje é só mais um dia sem sonhos, sem esperança, sem alegria... Pobre garoto!... Em um mundo de confusão onde tudo é sempre tão errado ele anda desconfiado, olhando para todos os lados. Tédio, medo, revolta, mentiras e promessas vazias de um momento cheio de ilusão à sua volta ... Uma angústia infinita em seu coração! É invisível em meio a multidão. Pobre garoto, hoje é só mais um dia de medo,fome e frio. Em seu olhar sempre um imenso vazio. Nada... Nada para fazer! Nada para comer! Tem muito a dizer, mas ninguém para ouvir! Ninguém quer saber se ele não tem para onde ir! Ele está passando! Tranquem as janelas e as portas! Quem é que se importa?! Lá vai o pobre garoto sem destino... Ele é só mais um entre tantos pequenos e perdidos meninos que vagam pelas ruas em tardes frias! Hoje é só mais um dia sem amor, sonhos, esperança ou alegria ... Pobre garoto da periferia!...
Ser jovem é sentir saudades da pessoa que serei, e aversão à pessoa que outrora fui. É querer alçar voo sem asas; desconhecer a desesperança. É encantar-me desencantando-me com a poesia da vida; é fazer dos amores e das melodias meu fôlego. É ter a doçura da imaturidade e o frescor da ousadia. É saber que a juventude há de acabar, mas viver como se não soubesse.
Quem viu daquela pedra o luar... Quem escutou aquele acorde... Se não voltar para ficar, marca encontro com a saudade. Do dividendo alegia, do divisor mocidade, resultou melancolia, que reduzida, também é saudade. Pode o sol nascer ao poente e haver mulher sem vaidade? O que não há certamente, é passar por lá e não levar saudade. As parcelas de paixão sentidas naquelas calçadas ou resultam decepção, ou mais uma vez somam saudade. E quem nega sentir saudade, fingindo ser diferente, ou nunca curtiu a vida de verdade, ou não diz bem o que sente. Constante nesta existência, eu vejo só em verdade a inevitável sequência: o moço, o velho e a saudade. Suplício do meu fadário, que me mata e me dá vida.
Já estava me preparando desde algum tempo para este momento, esta apoteose da vida. Juntei alfarrábios. Coloquei em ordem minhas lembranças. Revelei e produzi, com reflexos em todo meu sistema neurológico, os sonhos que carrego nestes anos de peregrinação pelos meus caminhos e descaminhos. De súbito, fazendo uma reflexão profunda, sofri amputações em minha alma. Tropecei. Quase cai. Dei uma esbarrada na parede. Mas pensei como Voltaire: “algumas picadas de mosquitos não podem deter o cavalo em sua fogosa corrida”. E é lembrando de Schoppenhauer, que testemunho, divido e compartilho a miséria e as dores do mundo aqui. Em dado momento, sentimos não caber dentro de um post. Mas e daí? Rompemos então as peias de um clique e fazemos outra postagem. E se um manual do que “devemos ou não postar” fosse feito, subtraindo da gente o prazer de escrever sobre o que estamos com vontade, diríamos ser aqui, aí sim, um repositório de merdas laborais. Para mim, um espaço sem graça. Então é preciso explicar, antes de mais nada, que entro aqui para descobrir nas pessoas, de forma espontânea, o que cada um carrega na mala. Uns trazem o colorido, outros o crepe da dor. Outros o violáceo das recordações saudosas, outros o róseo das primaveras saboreadas vida afora, sem nos esquecermos das exposições espiritualistas de cada um. São posts e retratos da gente, uma encarnação digital das nossas vidas, a materialização do colóquio, a história viva do meu tempo e também do futuro, quando poderemos, aos 100 anos, rolar essa timeline e nos lembrarmos do que fomos e sentimos há dezenas de anos. Não vivo o mundo da conspiração. Prefiro a vida real. E erra quem diz que ela também não está nessa telinha que estamos vendo agora. E estará tudo aqui, incluindo os pregões das nossas decisões, dos lugares onde vivemos, das coisas vistas e dos fatos testemunhados como um grande álbum digno do século de Nava. Eu, particularmente, recuso permitir que me seja removido ou aplacado esses recortes por qualquer processo. Talvez, porque não seja o único a aflorar aqueles complexos filosóficos e princípios religiosos que antes não tínhamos consciência de possuir. Bastou uma perda física ou moral e entramos aqui e experimentamos em nosso espírito o efeito dessa mutilação. E há muitas possibilidades de nos expressarmos aqui. Por exemplo, acabaram de me perguntar se eu “acho” que vou envelhecer numa redação. Isso me fez esquecer tudo o que eu estava dizendo até agora e resolver mudar completamente de assunto para falar sobre a juventude. Cocteau dizia ser a juventude “uma qualidade que só a idade faz adquirir”, confessando Picasso, do alto de seus noventa anos: “Leva-se muito tempo para ser jovem."
Lembrei especialmente hoje do meu avô. Quando contava sobre as ilusões da sua vida, fama, “pra cada esbanjamento uma carência”, dizia. Sabe, assim como ele também escolho ser como os simples cata-ventos que indicam apenas a direção do vento. Se existe algo bom na experiência da maturidade deve ser isso; ser como meu avô: um cata-vento orientando a direção do vento para os mais novos nos campos de pouso dos aviões.
Os artista e o jovens idealistas em tese sempre seriam incorruptíveis mas quando vemos bons artistas corrompidos por cifras milionárias adquiridas por programas de incentivo à cultura e uma juventude antes idealista passar para o lado do vandalismo, da baderna e da violência, parece que na prática tudo mudou. Sendo assim são justificáveis ações ditatoriais de censura e arbitrariedade contra a arte, a educação e a cultura pois afinal seria daí que poderiam vir as verdadeiras críticas e esperanças para as mudanças.As novas ideias e com sorte uma juventude diferente não tão alienada com disposição para despolarização do falso poder que arrasta se por acordos e conchavos politiqueiros empurrando as crises agonizantes e as verdadeiras soluções para o próximo pleito.Afinal o bom legado político também é coisa do passado já que somos um país sem memória, e com quase nenhum registro. histórias e patrimônios imateriais e materiais bem preservados.
O egoismo e a unilateralidade é o vampirismo e dependência selvagem de toda sombria e esquisita juventude digital contemporânea. Buscam revoluções ao gritos, aos deboches e a pauladas pois não possuem ideias, ideais, sonhos e muito menos intelectualidade para com discernimento conquistarem qualquer tipo de liberdade.
Antes da oposição a venda de armas de fogo em futuro projeto a ser votado a sociedade civil esclarecida deve se movimentar contra a farta proliferação e fácil comercialização de pre-armas letais de fabricação oriental adquiridas por qualquer um, encontradas nos comércios informais e em banquinhas de ambulantes nas principais cidades do Brasil.
Mesmo durante a maturidade seguindo os bons conselhos, necessitamos prudentemente faltar a certos compromissos e tirar um tempo para falar "abobrinhas" para não se envelhecer prematuramente, ficar chato e não perder a sanidade e ainda alguma austeridade de vida, perante toda esta desordenada e desinformada nova geração.
A verdadeira liberdade sempre remonta responsabilidades mas não ter, é ignorância, desrespeito e falta de formação moral. Principalmente a atual juventude midiática age assim perante os compromissos. Em contra ponto só se deve dar prioridade a quem nos tem como prioridade em liberdade distante disto é libertinagem selvagem.
A insatisfação e a incompreensão das trajetórias passadas dos modelos inalcançáveis, dentro da alta competividade e das poucas oportunidades no contemporâneo, criam se oblíquos de personalidade, de ética e de gênero. Faz surgir assim uma geração desgovernada, sujeita a experimentações a deriva de seus ralos e rasos princípios.
A grande doença da era moderna que acomete a grande maioria dos jovens, vem sobretudo pela propaganda desenfreada e ante ética dos glamorosos bens de consumo, sobretudo tecnológicos e de grifes famosas. Os jovens cada vez mais sem oportunidades, revelam uma existência toxica pela sobras da vida no que sou e o que gostaria de ser, sem qualquer esforço para tanto.
