Textos reflexivos para professores que motivam a paixão pelo ensino
Discrepância maior é a escola obrigar o professor devolver a prova corrigida para o aluno, sendo esta um documento a favor do professor, que terá de justificar a nota ao aluno, visto que este sempre joga a culpa de sua nota baixo no professor, não um instrumento para o aluno justificar suas respostas como se fosse o dono da verdade.
(...) E QUE FIQUE BEM CLARO: Antes de assumir a titulação acadêmica de professor de língua portuguesa, sou Ser humano, sujeito a falhas, assim como todo e qualquer indivíduo que habita este planeta. Portanto, não espere que eu seja uma "gramática" ou um "dicionário" de nossa língua. Abandone a tradição,culturalmente enraizada em nossa sociedade ocidental, de que professor de língua portuguesa tem de saber de tudo. E que fique mais claro ainda: Não defendo a tese de não se importar com a gramática, defendo a ideia de respeito ao Ser humano que possui sentimentos e falhas. Até porque, perfeito mesmo, só Deus.
Não há professor, não há aprendiz, não há condutor, não há guru, não há mestre, não há salvador. Você mesmo é o professor, o aluno, o mestre, o guru, você é o líder. Você é o salvador de si mesmo. Você é tudo isso e mais um pouco, basta não esperar dos outros para descobrir o que há dentro de si.
O espelho é um grande professor. Ele aponta nossos erros e acertos sem pudor. A cada manhã ao olhar-se no espelho você encontra um novo reflexo e reconhece as mudanças que as experiências do dia anterior causaram na sua alma! Nada como a honestidade de um espelho pra mostrar que estamos evoluindo diariamente…
Se não existisse o professor, a sabedoria seria fatalmente apenas intuitiva; fadada a uma inexistente base, representada por uma improvável capacidade argumentativa de um ‘se’ ou até mesmo de um ‘eu acho, quem sabe’, sem qualquer possibilidade de exatidão, desprovida do melhor bem que temos: o intelecto.
Vi ao meu redor a maioria da sala usando os seus métodos para enganar o professor, e tirar o que precisavam para passar da matéria. Penso, realmente estamos no mundo liquido de Bauman, só quero ver na hora de um concurso... Aí lá os aguardarei, estou construindo o conhecimento seguimentado no meu cérebro.
No último final de semana, em uma festa, um aluno brincalhão me perguntou: professor você dança “kuduro”? Claro que foi uma gargalhada só, da moçada que estava por perto, calmamente respondi: atualmente não, mas quando era mais jovem era muito comum eu dançar com a outra extremidade nas mesmas condições! (Pedro Marcos)
Minha sorte foi não ser professor universitário. Se fosse, teria sido tentado a iniciar um combate cultural pela expressão oral pura e simples, em vez de escrever livros primeiro. E teria só levado porrada sem conseguir persuadir ninguém. O livro ainda é e será sempre o instrumento maior nesse tipo de confronto. Principalmente se não é livro de mera polêmica jornalística, mas tem um valor cultural por si próprio.
O professor "ruim", sem imposição, deixa o aluno fora da sala na hora de sua aula. O coordenador "bom" é aquele que inspeciona, o tempo todo, nos corredores da escola, tangendo alunos para dentro das salas. E o aluno "esperto" é aquele driblador do sistema, usando o comportamento mais bizarro possível, ainda se justificando com desculpas bem elaboradas.
O professor já foi autoridade em sala de aula, um profissional de respeito, mas agora fazemos o que dá, o que é possível ou nos deixam fazer. Somos regulados por denúncias de populares comuns a algozes de plantão, só porque têm filho na escola e não confiam na escola. Então descontam em alguém. E os noticiários cobrem tudo.
Antes dos governos petistas, o professor era a figura principal da escola e a cozinheira, secundária. Depois deles, a cozinheira passou a ser a figura principal e os professores ficaram em segundo plano. Antes os alunos iam à escola para se educarem, hoje, eles vão à escola para tomarem refeição e de quebra alguma coisa da parte dos professores.
Um professor tem de concentrar-se de tal modo no OBJETO da sua exposição, que não precise nem possa pensar na impressão que está dando à platéia. Um professor não é um pregador em busca de conversões, nem um ator empenhado em produzir emoções, nem um advogado ansioso para obter uma sentença favorável.
Ser professor é colher frutos em terra estéril, sem escolher a terra a ser plantada a semente. É motivar o discente mesmo sem motivação, é acreditar quando ninguém mais acredita. Ser professor é ver a luz quando só há escuridão. Ser professor é acreditar revendo o passado, trabalhar o presente para construir o futuro.
O salário do professor está longe de ser uma bênção para alguém, vale as secreções: suor, sangue e lágrima. Sumo da perseguição, sobras da cobiça das vaquinhas. Parece-me que estou tomando do colega o que realmente me pertence. E carrego ainda a sensação de indignidade por ter pouco. Pagam mais os amaldiçoadores.
Alunos hoje são conectados desde muito cedo. A luta do professor com os gadgets tecnológicos é inglória. Há os que acreditam que a solução é, em vez de proibi-los, inseri-los nas aulas. Mas, acreditem, não é uma inserção fácil: as redes sociais e os jogos continuam ali pra dispersar seres humanos que são os mesmos dispersivos desde sempre.
O problema da falta de perspectiva de futuro não está na "fraca metodologia do professor, sua voz rouca ou aparência desalinhada, pois eles conversam inconvenientemente e não se interessam nem mesmo quando o professor passa um filme literário feito por um cineasta profissional e atores lindos e quase perfeitos, superprodução cinematográfica desprezada por alunos, vistos pelo olhar caolho do sistema educacional, como promissores!
Nas salas de aula ao professor é dado esse desafio, nossa educação é através do exemplo, da vivência. Assim educamos e somos educados em nossos dia a dia. É impossível para os alunos compreender o valor de uma cultura sem vivência-lá. O aluno deve primeiramente compreender que ela não está afastada geograficamente, que ela não vive apenas em um lugar e que ela se transforma, não é imutável e sim viva. Ela não é uma cultura, mais muitas culturas e que não somos um povo, mais muitos povos.
''Eu entendo-me como meu professor e o próprio estudante, e este professor ou aluno, não pode ser comprado ou instruído por mentes manipuladoras ou já manipuladas a eficiência robótica de uma nação que se diz unida democraticamente rumo ao desenvolvimento igualitário formalmente digno perante os cidadãos e suas estruturas nacionais.''
Quando o professor está ali para vigiar o aluno, não o deixando colar, e ele sobretudo cola, então o educador se mostrará deficiente no seu papel de avaliador, nesse caso, os resultados de uma prova nunca são reais. A arte de colar é maior e mais apurada do que arte de ensinar! Mestre é o aluno!
Imagine você no colégio assistindo uma aula de português. Entra um professor de matemática e começa a dar aula. Ele sai e volta o de português. Ele para e entra um de geografia. Ele mal começa e entra um de química. Estanho isso? Pois é o que fazemos durante nosso dia enquanto tentamos realizar múltiplas atividades ao mesmo tempo. Como algo assim poderia dar certo? Pois é dessa forma que desperdiçamos os nossos dias na modernidade. Pode mudar o que for, mas o nosso cérebro ainda pede uma coisa de cada vez e se desgasta enormemente cada vez que temos que mudar de foco e recomeçar. Ao contrário da eficiência que quem faz isso julga ter, a única coisa possível é acumular erros, lapsos de memória e chegar a exaustão no final do dia.
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