Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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Alegria que me dá,
tristeza que se vem.
Não me importava mais,
a cada dia vejo e revejo.
a cumplicidade desse amor.

Te procuro mais não encontro,
volto ao reecontro.
Procuro meu alento,
forte é esse vento.

Palavras são jogadas,
talvez lembradas.
Por um passado esquecido,
bem aquecido.
pelo amor.

Inserida por kahrockss

RE-VIRA-VOLTA

Vontade de sair, sumir, nem existir.
Nem deixar endereço, e não dar o direito à quem não te dê respeito!
Ir embora sem demora...
Deixar apenas as lembranças das brigas sem concordâncias...
Vontade de chorar sem pedir licença... pra ninguém vir me amolar.
A mente evoluindo, agora sim os pensamentos estão fluindo...
À um passo de uma depressão, é assim... sempre fico na tensão.
''Será que existe alguém ou algum motivo importante, que justifique a vida ou pelo menos esse instante?''
Deus é meu maior motivo pra continuar a viver... Deus e mais alguém.
Só acordo, abro a janela e mesmo naquele lugar consigo enxergar as belezas que Deus faz.
Só quero pedir sabedoria, calma, paciência e muito AMOR.
Sei que não estou só, mas ainda não sei dizer quem está ao meu lado.

''Famílias... Famílias.''

Inserida por jeegomes

Roteiro do Filme A VILA

Certa vez me pediram para tentar descrever algo, não lembro bem, um trabalho de escola, era sobre uns conceitos de um filme antigo, tinha que falar sobre objetos, como se comunicavam o que seguiam, sobre liderança, influência, questões míticas e místicas da história, enfim, eram algumas perguntas que me faziam pensar e imaginar aquela sociedade seu trabalho suas vontades, seu povo, suas histórias, medos, teria que entrar na cabeça de cada personagem de cada ponto e sentir cada detalhe a importância de cada setor pessoa e função, lembro que fiz esse trabalho a algum tempo mas...para falar sobre ele, prefiro contar uma história.

- Era uma vez..., poderia começar assim, mas para começar assim a história teria que ser mais infantil, mas simples com alegria e essa que irei contar as vezes não me deixa dormir.

O Lugarejo

Capitulo 01:

O lugar:

Era em meio a uma gigantesca floresta, arvores com copas altas, folhas que cobriam toda a sua extensão, por onde olhássemos, estava lá, floresta e mais floresta, mata fechada robusta, ao longe ela estava lá e de lá ela nos observava, a floresta, parecia fria, parecia esperar que algo acontecesse, parecia que estava nos observando, vigilante, atenta.

Tudo começou com um funeral, o jovem Daniel Nicholson, filho de um dos anciãos do lugarejo, morreu de doença, o que pude sentir nesse momento realmente foi o sentimento: a dor de um, a dor de todos, escolha de um, escolha de todos, e assim começa a primeira parte de nossa história. Nesse lugar que fui descobrir o nome muito depois, vi que todos comiam juntos, na mesma hora e respeitando as tradições e os rituais pré-estabelecidos, era estranho, uma mesa para as crianças, dezenas delas, outra mesa para os jovens e adultos, e outra mesa para os mais velhos, a comunidade inteira comendo ao ar livre em mesas enormes, nada atrapalhava aquele ritual simbólico de respeito e admiração mutua, nada atrapalha ao não ser o rugido da floresta, que deixava todos assustados, a principio não entendi bem.

Todos tinham suas funções dentro do vilarejo se é que posso chamar assim, plantar, colher, limpar, cozinhar, lavar, esquecer, e continuar. Duas senhoras encontraram uma pequena rosa vermelha na entrada de sua casa certa vez, pensei que fossem ficar felizes com o achado, mas arrancaram a pequena flor e cavaram enterrando-a no buraco e o cobrindo rapidamente, fiquei sem entender absolutamente nada uma rosa tão bonita pequena , vermelha.

O perímetro de toda a área, que margeava a floresta era vigiado, tochas se erguiam por toda sua extensão e torres gigantescas como se fossem grandes ícones que representassem a segurança ou a observação ou qualquer identificação que para os que estivessem no vilarejo. Ao toque de um sino, todos saberiam que algo não estava certo. Sentinelas se dispunham a vigiar o que pudesse acontecer de diferente em torno de sua região. Muitas vezes e quase sempre as sentinelas estavam mais amedrontadas que qualquer cidadão da vila.

Capitulo 02:

As pessoas:

Muito bem, agora como descrever aquele povo, aquela gente, como fazer para falar de cada pessoa que vivia naquele lugar? Posso começar com uma figura bem exótica, um jovem que tinha manias de limpar os pratos na hora da refeição, de sentar reto para mão amarrotar a camisa, desse, somente esses detalhes lembro, devemos nos focar em pessoas mais importantes, tem alguns anciãos com papeis fundamentais na organização, o jovem Lucius, determinado, corajoso, leal, talvez em tirando a nossa protagonista um dos principais pontos fortes da história, Noah, um jovem com alguns distúrbios mentais, mas sociável, brincalhão que não entendia direito o medo das pessoas e brincava com o medo de cada um, era mais um a ser protegido por Ivy, que por sinal parecia ser a pessoa que mais via o que se passava com todos, apesar de ser cega, ela inspirava respeito e autoridade, sensatez, sabia exatamente quando poderia agir, respeitava as determinações designadas pelos anciãos, creio que havia uma regra que a mais nova só poderia se casar quando a mais velha estivesse casada, e Ivy também respeitou esse preceito, tinha tudo para ser a sucessora e peça central na organização do povoado no futuro, devido a sua influência inter-pessoal, mas isso é para uma outra história. Vamos seguir.
Era uma grande família, com todos os fatores essenciais para sua continuidade, o medo, a unidade, a parceria, e o ambiente onde viviam com rusticidade, cor, os símbolos, o antigo, o tempo.

Capitulo 03:

Acontecimentos parte 01:

As fugas, rosas, vermelho, a luz ao longe a noite, as roupas veladas, velastes, vigias, reuniões.
A tranqüilidade do rio que esconde o mistério, cuidado animais mortos sem pele, sem pelo, aqueles de quem não falamos comem carne, garras, violam nossas fronteiras, a floresta é deles. Não começamos essa guerra.
A brincadeira é ficar de costas para a floresta e ganha quem ficar mais tempo, em cima de um tronco esperando e tremendo de medo, ele tem o maior recorde, Lucius, mas é apenas um jogo, e ele tem coragem de brincar com o medo. ‘’Não me preocupo com o que acontecerá apenas com o que deve ser feito’’, assim dizia Lucius.

Capitulo 04:

A comunicação:

Nesse vilarejo, a informação tinha uma rígida forma de circulação, a principio para solicitar ou demonstrar o desejo de algo a pessoa deveria escrever um bilhete, apresentar ao grupo de anciãos para depois receber a resposta ao questionado, ao grupo de anciãos restringia-se informações importantes sobre a criação e todo o contexto cultural que envolvia aquela sociedade, suas formas de distribuição, hierarquia e desenvolvimento, aos demais restavam os boatos e informações desencontradas e controladas em sua maior parte, fazendo com que a desinformação causasse medo e tornassem todos os pensamentos, desejos e formas de ver os fatos e o seu mundo resumidos a fronteira de tochas e de torres de vigia dos que não falamos, mas por que não falar dos que não falamos? Eu posso falar? Nem tudo. Posso escrever? Só se for para eles (anciãos). Posso dizer o que sinto? Na hora certa, para a pessoa certa. Posso estar nas suas reuniões? NÂO! Assim viviam as pessoas do vilarejo. Uma frase me passou agora: Que eu tenha o controle da informação, para que eu tenha o controle da população. Acho que isso foi usado muito pela SS de Hitler, na 2º Guerra, enfim... Seriam fatos para uma outra história.

Certa vez estavam: Ivy, Noah, e Lucius na pedra do descanso. Bem como definir a pedra do descanso? Lugar onde ficavam os amigos conversando, limite entre a VILA e a floresta. Vou tentar descrever o diálogo dos três amigos na pedra do descanso.

- Ivy: Algumas pessoas emitem cor, é a única coisa que vejo na escuridão, meu pai também tem isso. Você sabe qual é a sua cor Lucius? Mas, não vou lhe contar.
- Lucius: Você corre feito menino.
- Ivy: Você parou de me ajudar de repente, nem mesmo quando cai de propósito, sabia que você estava lá, não me ajudou. As vezes não fazemos o que queremos, para que os outros não saibam o que queremos.
O que esta me dando Noah?
- Lucius: Ivy, Noah acaba de colocar em suas mãos uma cor ruim.

Bom, Noah tinha colocado nas mãos de Ivy, frutinhas vermelhas, ainda não tinha entendido o conceito de cores daquele lugar.

- Ivy: Essa cor atrai aqueles de quem não falamos, precisa enterrar.

O mito da cor ruim, que não poderia ser vista, tocada, e deveria ser enterrada, pois atraiam o mito dos seres de quem não falavam.

Capitulo 05:

Segredos:

Velas, luz, postes e tinta amarela, vestimentas, candeeiros, vontade de fazer de ser e mudar o paradigma, eu sou, eu vou, é o meu tempo, agora por que eu faço? Esse era Lucius.
- Lucius?
- Sim mãe.
- Vou falar da cidade apenas uma vez e nunca mais. Seu pai foi encontrado em um rio, espancado, sujo e morto, e isso é o que espera por você na cidade, se continuar pensando em sair do vilarejo.
- Lucius, quero apenas ir a cidade e tentar mudar alguma coisa aqui. Que ninguém mais morra como o pequeno Daniel, que se foi por falta de remédios. As criaturas sentem emoção verão que minha intenção é pura. Há segredos em todos os cantos da vila não sente isso? Caixas, potes. Sempre alguém esconde algo.

E assim pude descobrir por que Lucius Hant um de nossos nosso heróis, não encarava Ivy de frente, certa noite eles se encontraram.

- Ivy: Ouvi meus pais falando de você Lucius, sei do seu pedido de sair da vila e ir as cidades, acho isso nobre, mas não acho que seja certo.
- Lucius: Ivy, não tem raiva por não poder enxergar?
- Ivy: Eu vejo o mundo Lucius Hant, mas não como você vê. Eu sou abençoada, e agora estou mais ainda, estou livre para receber proposta de quem se interessar por mim minha irmã vai se casar.

Capitulo 06:

Aqueles de quem não falamos parte 01:

A sentinela ouve um barulho, é tarde, ele se encontra na torre com seu candeeiro, e sua capa de capuz amarelo, vai observar o que pode ser de repente ele vê.
Ofegante, arfando, tremendo, o medo, ele toca o sino. Todos correm, o mito é real, o toque, o medo, eu vi, eu vi vermelho, a cor, o medo o desconhecido, eu toco o sino para avisar que eles estão aqui, chegaram, é onde eu espalho o medo, eles estão e são reais, rápido, feche e se esconda, vai corre se esconde, entra e não sai, vai para dentro logo, medo, corre, são eles , o medo, vermelho, feche a porta eles vem, quero estar seguro, quero saber o toque, como são, pavor, de querer saber, por favor, não. Não os deixe entrar, pegue minha não, entre aqui, Lucius, se esconda, me esconda, corra eu cuido de você. Aqui embaixo, embaixo de nossos medos, o coração, o pulso, o medo, a sombra vermelha, sempre, espera, respira, ofega, acredita, imagina, tenha fé, respira, olha, são eles, os barulhos, não quero ouvir. Se esconda, vamos ficar aqui, eles estão lá. Vamos esperar. Os barulhos. A noite foi, e eles também.
As marcas são um aviso, não cruzem. Estamos ameaçando as criaturas, dizem os anciãos em assembléia. O respeito as normas e leis e preceitos e dogmas e paradigmas, oferecimento de oferendas de carne, as marcações na Floresta Convigton, tudo deve ser respeitado ao máximo.
O tempo passa, os dias passam, em meio as turbulências a irmã de Ivy casa-se no vilarejo, com uma festa bonita, todos dançam... Um grito. Correria, quem eram eles, não pode ser o que eles querem? De novo? Deixem-nos em paz até na hora de nossa alegria. Conchavos de controle, medo de sentimentos, integração de pensamentos a dança e a alegria, o piano e a musica, de repente o medo, onde escuto o medo primeiro, o medo o grito o pavor, a correria, me leve com você, as crianças viram, na hora da festa, vamos voltar devagar, para nossas casas acabou a festa iremos todos juntos, animais pendurados e mortos por toda parte sem pele sem pelo, sem vida, animais, sem vida, são coiotes, as marcas, são eles, de quem não falamos, mataram os animais e penduraram em nossas casas, escuro, onde acordo a neblina cobre o tempo a relva não da para ver, a fronteira tem frio, não é seguro, vamos dormir.

Capitulo 07:

Segredos velados parte 01:

- Ivy: Ola, Lucius, por que esta aqui na minha varanda? O que acha de tudo isso e por que é tão corajoso enquanto o resto de nós é tão medroso?
- Lucius: Não me preocupo com o que vai acontecer só com o que precisa ser feito.

(‘’Invadindo o diálogo de Ivy e Lucius essa ultima frase de Lucius me lembrou um discurso famoso que até hoje repercute e suas palavras’’:)

“Tenho defendido o ideal de uma sociedade democrática e livre na quais todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver e que espero alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, disse o líder, que em 1964 foi condenado à prisão perpétua. (Mandela.)

- Lucius: Como me viu aqui?
- Ivy: Vi você pela janela.
- Lucius: Todos dizem para que eu fale mais, do que adianta falar mais, se sinto tanto medo quanto os outros quando acho que você corre perigo, por isso estou nessa varanda, tentando proteger você, penso em você em todos os momentos, te toco e sinto o que mais devo sentir, e o que mais gostaria de dizer: era que gostaria de estar com você em todos os momentos de nossas vidas. Ivy dançarei com você na noite do nosso casamento.
Inconfesso Desejo

Queria ter coragem para falar deste segredo. Queria poder declarar ao mundo, este amor.
Não me falta vontade, não me falta desejo, você é minha vontade, meu maior desejo.
Queria poder gritar esta loucura saudável, que é estar em teus braços, perdido pelos teus beijos.
Sentindo-me louco de desejo, queria recitar versos, cantar aos quatros ventos, as palavras que brotam.
Você é a inspiração, minha motivação, queria falar dos sonhos, dizer os meus secretos desejos.
Que é largar tudo, para viver com você, este inconfesso desejo. (Carlos Drummond de Andrade)

Do que adiantou o cuidado e a precaução dos anciãos?

Capitulo 08:

A cor da dor:

A benção de todos para o casamento de Ivy e Lucius e a alegria dos seus pais e amigos, mas, nem todos os amigos.
- Noah: Vai me roubar meu maior valor Lucius.
- Lucius: O que, eu?
- Noah: Lucius, não posso perder minha..., ela para você, eu choro e não a deixarei com você, uma faca te fere e te mata. Não sei o que foi isso, eu fiz, já fiz, o matei? Lucius? Ivy, e agora? Sou Noah, a cor ruim em minhas mãos, o sangue é a cor ruim a perda dele, o derramamento, o choro e a dor de perder a cor de sangue, perder a vida. Noah matou Lucius?

A comida no fogo no meio da rua e todos procurando de onde vem a cor da vida, a cor vermelha de sangue e de perda, de medo, de dor, que cor é essa que Noah carrega em suas mãos, Alguém diga de quem é essa cor?
-Ivy: Eu conto, eu corro, procuro e sinto, espero que não seja ele, perdendo a cor ruim, Lucius. Desespero, porque não vejo sua cor Lucius, a dor, que consome e corroi, ingressam na alma com o medo. Não vejo a cor dele. Achei você Lucius deitado, caído, sem cor, onde esta sua cor? Que dor, que dor, que consome minha alma, como queria que a cor ruim invadisse meu pensamento agora, Noah, apaga Noah, a cor, apaga, nada fará voltar Noah, por que fez isso?
- Ivy: Morrerei com ele se ele morrer, vou atravessar o outro mundo da floresta Convigton, irei as cidades e trarei Lucius de volta, sou forte, vejo além, eu amo, vou trazer a cor ruim para que ele tenha vida.

Edward, pai de Ivy conversa com alguns líderes da Vila e falam sobre Lucius, Ivy, acontecimentos recentes e o que poderia ser mudado:

- Edward: Há algo a ser feito que o salvasse se não houvesse limitações?
- John: Se tivéssemos os remédios certos ele poderia viver.
- Ema: Edward a promessa o juramento de não voltar as cidades, todos os anciões fizeram a promessa, não esqueça todos fizeram.

Capítulo 09:

Segredos velados parte 02:

Edward fala com Ivy sobre alguns assuntos:

- Edward: Confio em você Ivy, não grite sobre o que vou lhe mostrar agora. Ivy, você vê luz onde só a trevas, o que preciso lhe dizer e mostrar agora é algo que você deve tentar compreender. Sabe onde esta Ivy? No galpão. O que irei lhe mostrar o segredo...
- Ivy: São aqueles que não podemos falar? São eles?
- Edward: Não tenho palavras, nos fizemos os medos, nos fizemos os dogmas, os mitos, o tempo. Dominamos pela palavra, pela indução, pela cor, adotamos os rumores e apenas os ampliamos nos fizemos os sons, os tons, corridas, sinos, desejos, limites, domínio e controle. Mas controle, sempre escapa de controle, a tristeza, a dor nos causou um desejo de novo mundo. Irmã, filho, marido, mulher, amigo, pai. Todos mortos pela violência da cidade, reuniões e reuniões, subjugar pelo temor. Os segredos escondidos em caixas, baús, velhos jornais, velhas lembranças, dores continuadas, que tentamos esconder, amigos, parentes que nos deixaram quando estávamos morando nas cidades. Lembranças de tempos de perda, de sangue, de cor ruim.
- Edward: Assuma o fardo que a mim ficou pesado Ivy. A dor foram os motivos de nossas ações. Trarás o remédio de Lucius, vá e volte rapidamente.

A Verdade

A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar, meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava,
só trazia o perfil de meia verdade, e a sua segunda metade, voltava igualmente com meios perfis,
e os meios perfis não coincidia verdade... Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta,
chegaram ao lugar luminoso, onde a verdade esplendida seus fogos. Era dividida em metades,
diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
nenhuma das duas era totalmente bela, E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia. (Carlos Drummond de Andrade)

Seguindo a história e tentando repassar a vocês como me contaram, depois dessa revelação a Ivy, os anciãos se reuniram. Colocarei uma parte do que me lembro do que foi dito.

Ancião 01:
- O que posso oferecer a você é mandar minha filha salvar seu filho...
Ancião 02:
- O propósito de nossa partida, foi a busca da esperança...
Ancião 03:
- Fizemos uma promessa, um juramento de manter nosso estilo de vida...
Ancião 04:
- Nosso estilo de vida pode não estar sendo mantido de uma forma correta...
Ancião 01:
- O futuro da Vila depende deles, a continuidade do nosso modo de vida, somos culpados de nossa inocência, somos inocentes de nossa culpa, somos vitimas de nossos próprios sofrimentos.
- Ancião 02:
- Somos os anciãos dessa vila, e sua filha, ela é cega...
- Ancião 01:
Deixe a ir, ela é cega, mas sua capacidade de enxergar é maior que de muitos na vila, o que a move é o amor. Não somos mais nós, quem decide, o coração decidiu.

Capítulo 10:

Acontecimentos parte 02:

Ivy segue em direção a floresta, e seus pensamentos se intercalam em mistérios e segredos, vontades e medo, determinada em conseguir seu propósito, mesmo que tenham que enfrentar seus maiores medos, dois amigos acompanham, ela que segura um punhado de pedras coberto por um pequeno trapo, pedras que fariam os amigos acreditarem que podiam seguir. E o pensamento corria.
- Ivy: O segredo, a cerca que encaro, a noticia que recebi, o segredo, o medo, do desconhecido, eu vou buscar a salvação de Lucius na cidade, bandeiras anunciam que estamos ultrapassando um local místico, vento tremula, posso escutar um pequeno zumbido e batidas de suas flâmulas, o imaginário e perigoso, o medo que os outros sentem não os deixam livres, mas temos as pedras mágicas nada nos atingira, o medo, não é seguro, dos três que iam, agora apenas dois, o medo vence, o primeiro dos amigos, seguimos, salvar Lucius , cidade, medicamentos, não sei, o medo, tensão, dos três que seguiam apenas eu, mais um ficou no caminho, sozinha cega e enxergando tudo, meu fardo. O medo venceu todos, meu medo é menor que meu amor, minhas memórias.
A noticia que não quero ouvir, ele morrerá a qualquer momento. Eu passo, cruzo o caminho, caminho sem tropeçar, vejo as cores e ouso tocá-las sentir o tom e o poder, a mudança. A vida é longa e o amor é profundo. E penso em Lucius, ele me pediu que dissesse: ‘’Qual a sua cor, me diga qual minha cor.’’
Amor não segue regras, crimes, as sombras se movem, aprendam com elas, as flores, devo dormir, sou Ivy, os cantos, o rio, que vai lento, os perigos, a vala, um buraco, caio, o medo de novo, a força, o desejo de conseguir, consigo sair da vala, difícil, criaturas da floresta, lembro do meu pai falar: ‘’Eu era professor, ensinava sobre as criaturas, elas estavam nos livros nas mentes, eram historias apenas as tornamos reais’’.
Quem é? O graveto quebrou tem alguém atrás de mim são eles, mas eles não existem, eu corro, o medo, eu corro, o tempo, pavor, o medo, galhos quebram, que cortam, muitos, choro medo, cansaço, fujo, ele esta aqui, vermelho, a cor, de sangue, de medo e de dor, o medo, de mim, dele, eu vi sem enxergar, esta atrás de mim. Fujo, mãos a frente sou cega, posso cair, ele me viu, eu senti, arfando pra mim, corre me pega, me passa, para, medo, correr sem saber onde ir, e ir, sabendo do que fugir, corro, sem luz, sem toque de nada, apalpando o tronco perto da vala, o medo causa a coragem de estar viva e salvar Lucius, lembrei de Lucius a brincadeira de quem fica mais tempo esperando o monstro, ele tem o recorde, é apenas uma brincadeira de criança. Eu ganhei, ele caiu na vala, o monstro que estava atrás de mim, nunca saberei o que era, sou forte venci a criatura, eu tenho o recorde agora, eu tenho coragem eu amo.
Onde estaria noah nesse momento? Porque fez isso, Noah se eu pudesse bateria em você tanto ate aprender. Tive coragem de enfrentar o que não conhecia, por amor, coragem e desejo de ser feliz.

Enquanto Ivy lutava com seus monstros, Lucius resiste, deseja viver, e sonha em seu coma inflamatório.

Porque.

Amor meu, minhas penas, meu delírio. Aonde quer que vás, irá contigo, meu corpo, mais que um corpo, irá um'alma. Sabendo embora ser perdido intento, o de cingir-te forte de tal modo. Que, desde então se misturando as partes, resultaria o mais perfeito andrógino. Nunca citado em lendas e cimélios, amor meu, punhal meu, fera miragem. Consubstanciada em vulto feminino, por que não me libertas do teu jugo. Por que não me convertes em rochedo, por que não me eliminas do sistema. Dos humanos prostrados, miseráveis, por que preferes doer-me como chaga.
E fazer dessa chaga meu prazer? (Carlos Drummond de Andrade)

- Ivy: Seguir a estrada e deixar a floresta Convigton, ir rápido e voltar rapidamente, desvendar nossos segredos, pular a cerca buscar o medicamento voltar e salvar Lucius.

Um, guarda, observa uma garota em uma estrada abandonada onde não há absolutamente nada, a não ser a reserva florestal, um grande muro e uma estrada deserta. Aproxima-se, e fala:

- Guarda: Você mora na floresta garota?
- Ivy: Sim senhor.
- Guarda: Alguém ferido?
- Ivy: Você tem bondade na voz, não esperava por isso das pessoas da cidade.

Aqui se quebrou um paradigma. O guarda relutou, mas tentou ajudar, a ajuda veio com bondade e com receio, ela pediu ajuda e disse que veio da floresta pedindo um remédio, recebeu de bom grado o medicamento, e sem pestanejar, voltou de onde veio, nunca mais veria o guarda Kevin.

Enquanto isso, encontraram Noah morto na floresta, dentro de uma vala, com uma roupa de monstro rasgada, os anciãos dirão que foram as criaturas, a historia se materializara. A realidade de uma ilusão. A continuidade de um controle, de um acordo de mentiras de cores de gestos e de medo.

Ivy voltou com a cura, de Lucius, das historias, de mim, de todos, da vida.

- Sou Lucius Hant II, filho de Lucius Hant e Ivy Moyer, um dos anciãos e orientadores espirituais do nosso vilarejo, esta é a nossa história e apenas nós anciãos continuamos com a manutenção do segredo, isso é que o que torna nossa vida mais feliz e simples, e se depender de nós aqui sempre será: A VILA.


Aqueles de quem não falamos parte 02:

Continuação...

Texto reflexivo, elaborado baseado no filme: A Vila, exclusivamente para fins didáticos. Alguns pontos como nomes, dados de lugares e algumas intervenções foram mudados propositalmente para efeito de dramaticidade e comparação.
Agradecimentos a Carlos Drummond de Andrade.

Que cada momento seja um sopro, onde a respiração possa fluir que o ar se expanda, que eu veja o que eu possa ser, que eu escute o som de cada coisa, que sinta cada vibração, que eu procure vencer sendo feliz, que minha força seja minha certeza, que minha consciência me guie e minha percepção me mostre o caminho certo.

Davidson Luis Menezes Rodrigues.

Bibliografia: Baseado no Filme A Vila, Manoj Nelliattu Shyamalan (M. Night Shyamalan).

Inserida por DavidsonMenezes

Outra vez vem me dizer que chegou ao fim
Que não quer mais saber, não quer mais me ver
E não pensa tanto em mim ..
Não aguento mais cair nesse jogo de me entregar e fazer planos e depois te ouvir dizendo que não sabe o que pensar e talvez não valha a pena que eu me envolva tanto assim ..
Você so pode tá brincando o que eu faço com os sonhos e o amor que existe em mim ..
Olha nos meus olhos e me diz se é essa sua decisão..
Se quer jogar pro alto quem te ama de verdade vai em frente e segue sua vida só não volta depois dizendo que o seu amor sou eu ..
Vou chorar, vou sofrer mas vou me recuperar e te esquecer
Tudo nessa vida tem uma história e essa é a nossa com começo meio e fim..
Vou te querer para sempre mas longe de mim ..

Inserida por nataliemaia

Flores...
Perfumadas, delicadas, suaves
Se entregam sem pedir nada em troca
Admiradas, não se deixam envaidecer
Murcham a cada outono
E renascem explendorosas na primavera
São temas de poetas, boêmios e apaixonados
Se alegram com doces palavras
Se entristecem se você está triste
São amiguinhas delicadas e encantadas
Flores...
Sem pedir permissão nos brindam
Com seus vários tons, texturas e formatos
E não se importam se você se quer as perceber
Elas sempre estarão ali
Queira você ou não
Flores...

Inserida por JacquelineBatista

Meu amor não depende da flor,
agüenta a dor,
inventa calor.

Meu amor, às vezes quer se perder,
volta a doer,
quase deixa de crer.

Meu amor também se engana,
mas ama,
mais ama.

Meu amor enfrenta a morte,
não foge,
é forte.

Meu amor busca o que é bom,
se afina no tom,
revive teu dom.

Meu amor não descansa,
vira dança,
aviva a lembrança.

Meu amor sempre volta a querer,
jamais deixa de ser,
por amar você.

Inserida por pablomassolar

Prometo me achar,
Não me cansar,
Não propositalmente me ferir,
Não me empurrar,
Prometo me ver de verdade,
Sem medo,
Sem vertigens depreciativas,
Sem auto preconceito,
Prometo respirar toda a verdade que encontrar pelo caminho,
Respirar Amor,
Respirar o colorido da paz,
Respirar a felicidade que as pessoas querem me dar,
Prometo não recusar a mão estendida...
Prometo tentar reagir as investidas do destino.
e ser receptiva aos cuidados do tempo.
Prometo cuidar bem de mim,
Para que eu possa cuidar bem de você.

Inserida por Polianafonteles

Lágrima
quem es tu
que todos os dia
me visita?

Raiva não és
pois se fosse
estaria afogada
num sentimento maior

Medo não és
pois estaria perdido
na minha esperança

Falta não és
pois quem me falta
está todo o tempo
comigo

Solidão não és
porque tenho meu amor
por companhia

Quem és
lágrima diária?
Que o sol tenta secar
que se esvai na fumaça?

Será que é apenas
uma grande
saudade...

Inserida por Dniri

Ainda que não chova
pense em mim
Ainda que não tenha estrelas no céu
como naquela noite
lembre do meu amor

Ainda que
tenha sido fraco
Ainda que não mereça
me perdoe...

Ainda que
faltem recursos
continuarei mandando tuas flores
Ainda que pra isso
precise roubar rosas dum jardim

Ainda que tenha passado o tempo
meu coração continua batendo
como o teu continua batendo
apressado e descompassado
como na água do mar...

Ainda que me falte inspiração
basta que eu te inspire
pra que o mundo ganhe vida
novamente

Ainda que eu morra
voltarei como chuva
molharei teus cabelos
me misturarei às tuas lágrimas
só pra te consolar

Inserida por Dniri

Quando nós falamos em amizade , não é aquelas que conhecemos e deixamos ....
São aquelas que não dura pela vida ou por alguns minutos ou meses ... Não que você abandona em uma jornada sem fim , sim aquela que você chega no lugar certo com todas as forças pra enfrentar o que vir pela frente . mais tem algumas pessoas que nós traem .
Temos que está fortes e firmes pra enfrentar obstáculos .

Inserida por hapla

É necessário!

A responsabilidade de tomar uma atitude é voltada de incertezas, às vezes não sabemos se é a melhor opção arriscar com toda força.
Mas se for por um bem maior e sua consciência estiver satisfeita pelo encaminhamento de sua ação.
Podes então sentir alivio ou decepção, depende de como tudo termina.
Pode ser suspeito ou incerto, o importante é ver se sua lucidez é maior que o desespero, principalmente se teu risco é de vida.
Mesmo com medo é preciso saber escolher o bem de fazer uma tentativa.
Mas com pesar de aceitar os resultados contrários.
Mas é assim mesmo quando algo chega no abismo, intervir é necessário.

Inserida por bongarten

. Pra quem gosta de conquistas:
Não importava como, quando, onde - sabia que a encontraria. Era assim, era essa a única certeza de todas as incertezas, a única conclusão em meio a tantas dúvidas. Não sabia onde estava, nem sabia o que deveria fazer para chegar lá, mas sabia que, cedo ou tarde, cruzaria a linha de chegada com um sorriso nos lábios - porque era isso, no fim das contas, que ela ganharia: muitos sorrisos.
Procurou por todas as gavetas, todos os armários, até olhou em outras casas. Procurou em si mesmo. Procurou próximo ao sol. Até pensou em desistir algumas vezes, mas sabia que, se não tentasse, não chegaria lá. Então, continuou... era uma longa estrada. Mil portas, mil janelas, mil caminhos. Encontrou uma solução: voar. Aprendeu a voar e foi longe - conheceu destinos, cruzou fantasias, sonhos. Mas não chegou. Onde estaria? Será que mesmo sabendo que devia tentar, jamais conseguiria? Era uma jornada longa, mas possível. Tentou e tentou. Resolveu desistir e olhou para as portas já abertas. Finalmente encontrou: felicidade era a busca, eram as tentativas. Felicidade era aquela sombra que a acompanhava - nunca a abandonava até nas buscas mais difíceis. Felicidade era algo que só existia dentro dela.



. Pra quem gosta de romance:
Encontrou nos olhos dele um pouco daquilo que procurava. Era a metade dela ali, algo que só ela entendia - só quem encontra aquilo que procura sabe.
Era aquilo que chamam de felicidade, não era? Felicidade. Felicidade é uma palavra grande, cheia de significados, dos quais são bem difíceis de entender - quando, claro, os entendem. Ela procurou muito, sempre deixou isso claro. Procurou em muitos rostos e olhares, em muitos sorrisos, procurou nela, mas só a encontrou naquele par de olhos castanhos. Olhos assustados, que pediam ajuda, pediam aquela metade que todo mundo insiste em dizer que existe... olhos apaixonados - mesmo que não fossem apaixonados por ela. Aqueles olhos eram livros - livros onde ela lia a mais linda das histórias: a história dela.
Felicidade era o outro, era aquela metade, aquele riso.

. Pra quem gosta de finais tristes:
Encontrou e não teve. Aquele riso não pertencia à ela. Aqueles olhos não repousavam sobre os dela.
Era triste: o melhor lugar do mundo seria longe dele mesmo.

Inserida por sarinhadiana

Quando nascemos não sabemos quem é nosso pai, o primeiro que diz "Filho, sou seu pai!", nós represamos pro resto da vida.
Um pai não pede pra um amigo dizer ao filho dele que é o pai dele. Se Deus existisse nasceríamos sabendo que ele o existe viria de dentro pra fora e não de fora pra dentro.

Inserida por ericcamara

As vezes vou precisar ir na contra-mão
E não importa quantos estão contra mim
Isso jamais abalará minha convicção.

Acredito no bem, no amor e no perdão
E são meus atos que devem demonstrar
Que nem tudo está perdido, ainda tem solução!

Sobretudo não vou me abalar por
quantas barreiras tenham contra mim
Eu tenho fé e elas vou transpor.

E ainda, aquieto meu coração
Porque de tudo que acontece na vida,
Sei que nada é em vão.

Inserida por pensador21454

As pessoas costumam dizer que a distancia não é suficiente pra interferir uma amizade e sim de perceber que o passado valeu a pena. É de fato percebemos mesmo que o passado valeu a pena, mas como pode a distancia não interferir em uma amizade, se todo dia conhecemos pessoas diferentes e fazemos novas amizades?
Não tem como. Há também quem diga que a distancia faz aumentar a saudade e que nos faz perceber o quanto queríamos estar ao lado daquela pessoa novamente, é isso também acontece, mas com o passar do tempo essa saudade passa a não aumentar mais e estaciona, por estarmos com outras pessoas ao nosso redor e dessa forma acabamos esquecendo dessa pessoa que nos faz falta, por algum tempo e só quando paramos pra pensar é que lembramos e sentimos o vazio que há dentro de nos. Dizer que há o esquecimento é demais, pois se a amizade e o carinho que sustenta essa amizade forem de fato verdadeiros, jamais haverá o esquecimento por inteiro, apenas não lembraremos, nem sentiremos mais a mesma falta que um dia sentimos daquela pessoa, pois o tempo passa, pessoas mudam e outras entram em nosso caminho e são essas novas amigas que nos fazem suprir a falta que sentíamos de uma amizade antiga.

Inserida por LARIISOUSA

Te procura Em todo lugar,em cada rosto,mas não te encontro.E mesmo não te encontrando dentro de mim você está presente.
Você não está comigo,e isso me faz sofrer,muiito mais do que você possa imaginar,muito mais do que possa parecer.
Eu sei que nunca tive você pra mim isso é inevitável,você nunca foi meu.
Mas minha esperança,ela sim está viva,e sim eu acredito que um dia você vai me querer como eu te quero.Então
Dou tempo ao Tempo...
Nada lhe peço,
Tudo lhe dou
Na espera
Do Momento!

Inserida por Francyaneoliveira

Vamos deixar nas mãos de Deus.

Não me cabe o poder de todas as coisas.Em algumas situações acho que tenho poder para resolver,mas logo tudo muda e percebo que nem tudo está nas minha mãos ,sim nas mãos de Deus.Não me adianta está numa terrível situação e chorar,gritar fazer nada se estiver apenas nas mãos de Dele.E então tenho que ter o controle sobre mim e saber esperar as coisas voltarem ao normal,pois isso sim está nas minhas mãos .Por isso não importa pelo o queeu e você estamos passando ,momentos ruis todos temos.Vamos ter apenas fé e deixar tudo nas mãos Deus pois nada acontece se o consentimento dele!

Inserida por Francyaneoliveira

Não quero mais encontrar-me, como sempre desejei desde o início do meu oceano de súbitas e incansáveis crises. Aquele ódio que queria escapar por todos os buracos, hoje não me incomoda mais, acostumei-me a isolá-lo apenas em pensamento.
A vontade de vomitar, esta eu não desejo mais a mim, nem a ninguém. Nem mesmo aquela palpitação, que de início parecia benigna, agora vejo que me dá vertigens.
Os olhos, bem, decidi sempre encarar, cara a cara você descobre quem tem mais coragem e quem tem medo, a velha sutil diferença.
Não consegui prender maturidade em mim, e todas as vezes que ela insiste em aparecer, eu ainda prefiro ignorá-la, esquecendo o fato de que não sou mais criança, ou ao menos não deveria ser. Talvez seja o rosto, que todas as vezes que olho no espelho: nega, esconde a verdadeira idade que deveria transparecer.
Falta tudo, inclusive a vontade de sossegar. Mas ao mesmo tempo há tudo. Todas as sensações, mas de uma vez só. E exageros, meu caro, me enojam.

Inserida por ninalencar

Menina
Vê por onde anda
Que a rapaziada já quer te engolir
Menina
Cadê tua turma
Se não tem, se enturma
Dá teu jeito, então
Cuidado com a sinceridade
Já mataram a verdade e eu não li no jornal
Que o mal dessa gente miúda
É fazer da palavra glorioso punhal
Menina
A soberba é surda
Vai que a moda muda
Guarda o teu refrão
Menina
Sei que a saia é justa
Pra cair não custa, basta um tropeção
Cuidado com a mão da maldade
Já mataram a verdade
E eu não li no jornal
Que o mal dessa gente miúda
É fazer da palavra glorioso punhal
Menina
Vem viver a vida
Firme e decidida, como Deus bem quer
Quem sabe essa é tua sina
Pra dormir menina e acordar mulher
Menina....

Inserida por AngelicaLessa

BLUES
Eduardo B. Penteado



Que pena! Não canto blues...
Não posso dar-te a dor que tanto buscas
Pois não era a dor que eu guardava para ti
Não era a dor nem a tristeza que escrevi

Não adianta pintar paisagens em nanquim

De certa forma aquilo bastou para mim
Estou sozinho nas areias de outra praia
Uma praia bizarra e distante
Sem dunas, sem o barulho das ondas
Sem gaivotas mirabolantes

Pena que eu não cante blues, pois
Aqui, sozinho, em silêncio
Contemplando toda essa ausência
Dá até vontade de não chorar.

Inserida por eduardobpenteado