Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Vatapá do Cerrado
Um dia ele chegou e disse:
— Acabou! Não volto mais.
Saí da caixa das comodidades e perguntei:
— Por quê?
Ele disse:
— Não sei, falta... Tempero.
Saí depenada na partilha, minha única herança:
Um velho livro de receitas.
Mas havia um sentido ao acontecido:
Casa dividida
Filhos partindo
Amigos indecisos
Família desconfiada
E eu sozinha...
...e o pior, ser acusada de ser sem tempero!
Realmente, naquele lugar, não havia espaço para que eu pudesse descarnar minha alma e retemperar minha vida.
Passei pelo quarto de minha AVÓ, que disse:
— Tenha fé! Se tivesse pernas lhe acompanharia.
Parti.
De lembranças: mudas de alecrim, coentro, manjericão, ora-pro-nobis.
Talvez a outra fosse assim:
Com a boca besuntada de manteiga de cacau, escorrendo ignorância, pele cor de açafrão de tanto vadiar ao sol, cabelos negros como tinta de lula.
Mas...
Eu tinha as faces cor de pimenta rosa e um modo de fazer diferente.
Precisava remexer e fazer um VATAPÁ e mostrar a todos que o amanhã é outro dia.
Desossei uma galinha, desfiei sua carne e modifiquei meu "penteado".
Coloquei um quilo de camarão, imaginando que o mar é grande...
Deitei azeite de dendê em abundância para lustrar meu ego.
Despejei leite de coco, pensando que o vento no coqueiral, vira a qualquer hora.
Apertei os tomates maduros para que não sangrassem antes da hora.
Piquei e chorei junto às cebolas e acreditei que elas exorcizam o ambiente.
Com parcimônia no sal (à gosto) e acreditei em Deus e na criação.
Usei alho em lâminas para espantar a inveja
Salsas e cebolinhas trituradas para dizer que tenho tempero.
Abracei a azeitona para dar um toque aveludado à vida
Troquei... era hora... o amendoim dominado pela suavidade do baru do cerrado e acreditei no equilíbrio do sabor.
Retemperei e acreditei na receita, estava tudo pronto... mesa posta e farinha de mandioca para engrossar minha intuição.
Cansada, eu agora, precisava de um banho, de um mergulho. No quintal uma banheira jazia também abandonada.
Lustrei vida nova a ela. Forrei com alecrim para perfumar meu corpo.
Cerrei as vistas de curiosos, com lençóis, para que não criticassem minha nudez e filtrassem somente bons ventos;
Mergulhei!
E foi assim: era fim de outono, as folhas caíram na virada da tarde.
Pétalas coloridas inundaram a banheira e eu me senti importante com tantos confetes!
Na verdade, ele me perdeu, o tempo avisou que as folhas velhas cairiam, dando lugar às folhas verdejantes e elas inundaram a banheira. E eu cheirando a alecrim, engatei uma nova estação e pensei:
“Amor requentado
amigo reconciliado
nunca dão um bom-bocado”
Aceite e acredite na sua receita.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Desejei por dias aprisionar-te
sonhei, delirei, desvaneci.
Acreditei no que aspirei não acreditar.
Projetei na ignorância de que podia controlar.
E por certo a natureza quis me avisar
que uma borboleta não se pode aprisionar,
pois até em seus ciclos metamorfoses há.
Como hei de controlar ? Sufoquei-me por não aceitar.
Mas, resgatei no verbo esperançar
quando livre entendi o seu voar,
e agora sei que o céu é teu lar.
Talvez um dia na minha vida possa pousar.
MIL E UMA PALAVRAS
E quando as palavras não são suficientes, quando a cosia é tão grande no coração da gente que é preciso encontrar uma forma diferente para explicar o que se sente.
As vezes um abraço vale mais que mil palavras, um abraço expressa um grito da alma que diz da forma mais sincera e calma o que não se pode dizer em mil e uma palavras.
As vezes um beijo descreve muito bem o que no coração a gente tem e mesmo sem som provoca em nós um bem que em mil e uma palavras não se obtém.
Nem vou falar de quantos sentimentos um olhar conduz ou de quanta informação um sorriso reproduz, esses momentos realmente faz jus, pois nem mil e uma palavras pode refletir tanta luz.
15/06/20
Solidão Acompanhada
Razão:
- Solidão Minha tu és louca?
Será que não percebes que não és só?
Solidão não é nada se está acompanhada.
Solidão:
- Quando estavas oculta.
Minha voz absoluta
Minh'alma ficava alerta
Razão:
- se tu não amas, porque finges?
se tu cativas paixão, não regues mais..!
se tem freio esta tua loucura, pare agora!
Solidão:
- O medo me acompanha, por onde ando
a compaixão me segue no consciente
sei que meu medo é demente..
mas o que cala consente
Razão:
Se és consciente, Sê diferente
não alimentes teu tormento,
e pensa por um momento,
no duro sofrimento,
que quem te ama sente,
Solidão:
Estou Amargurada,
por tantas estradas passei,
tantos corações magoei,
e só me resta o remorço
Razão:
Teu passado devias refletir sabedoria
após tanto sofrimento,
como pode um ser divino
sofrer tanto sem destino?
Solidão:
Seguirei só,
Machucarei-me sozinho,
Serei como diz meu nome.
Só, Só e Só....
Minuit
Onze e meia. Melhor, vinte três horas e trinta minutos. Ela ainda não estava pronta. Sempre fora assim. Não se dava bem com o tique-taque do relógio. Se fosse necessário estar pronta às vinte horas, marcava as dezenove. Ainda assim, os cinco minutos a mais eram sagrados. Vivia em descompasso, mas era assim que vivia. Bem, estava quase pronta. Apenas faltava-lhe alguma coisa. Só não sabia o que era.
Cabelos soltos, macios. Corpo desenhado por um vestido que lhe deixava os seios livres, ligeiramente excitados com o toque e a leveza do tecido. Salto alto. Olhos marcantes. Boca desenhada. Um anel apenas. Era assim que gostava. Um anel, uma pulseira. Brincos, sim. Os brincos eram maiores. Perfume. Claro, perfume.
Volta e meia ao espelho, e ela se depara com a imagem dele logo atrás. Toda a cena tinha sido minuciosamente acompanhada por ele. Desde o início, há muito tempo ele a observava.
Carinhosa, ela o abraça. Sente um misto de saudade, tristeza, não entende bem o que é. Não diz nada. Só o abraça. Impossível não recordar.
As cartas ainda estavam sobre a cama, as fotos também. Por pouco não se desfizera de tudo que viveram. Por pouco não queimara todas as lembranças, os bilhetinhos, as juras, as promessas! Não fosse aquele olhar, não fosse aquele abraço...
Muitas vezes pensara nisso. Em devolver tudo. Em queimar tudo. Em doar tudo. Nunca tivera coragem para tanto. Não eram as fotos que incomodavam, não eram as cartas que machucavam. Era o que não saía da memória que feria, apertava, sufocava. Não adiantava se desfazer do que o coração ainda sentia.
E o relógio continuava a trabalhar.
Então, devagarzinho ela o deixa. Afasta-se um pouco, se recompõe, e ele fica ali, com o mesmo olhar de sempre.
Anda mais alguns passos, e à saída de casa ainda sente que lhe falta alguma coisa.
Volta ao quarto, olha-se ao espelho pela última vez, dirige-se até onde ele continua, dá-lhe um beijo de boa noite, e abaixa o porta-retrato.
Pronto. Agora não faltava mais nada.
Meia-noite. Já era um novo dia. Era hora de sair...
Genialidade Perversa
Ao que se passa em mim
Não se intitula
Uma Aura, Um espectro
Revelando da genialidade à Loucura
Fizeram-me Único
Alma voraz de conhecimento
Uma genialidade perversa
Mentalidade confusa, brilhante.
Minha capacidade de modificar o mundo
Minha incapacidade de mudar meu ego
Genialidade cega!
Seca por dentro!
Moldado no silêncio das sombras
Buscando a realidade fantástica
Meu mundo utópico
Minha imagem não reflete ao espelho
Um ser vampírico! sedento por sangue
Estrategiando minhas vítimas
Falsificando sentimentos
O Ser do próprio enganador
Envolve-se em seus planos
Transforma sua mente
realizar seus devaneios
Sou um ser notável
Dotado de invejáveis asas
Minhas asas são tão raras como minhas garras
Sujas de sangue....
Gênio Devasso
Revoltado pela imparcialidade
Fantasiei-me de Comum
Guardei minhas asas
Envoltas em uma casca..
Não me notas mais a genialidade
As asas enrijeceram-se...
Mas estão sempre prontas para se libertar do casulo
A Normalidade não me basta
Vou preparar meu voo..
Alçar-me no universo
Com face de gênio perverso
Enxergando o mundo
Lançando-me em desatino
Um gênio caído.
Lanço-me do alto
Minha face irradia o sangue
Provando o sabor do suicídio
Finalizando minha vida desigual
Atormentada!
#GERALDO
Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...
Não tinha jeito...
Era pra ser feito...
Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...
Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...
Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...
"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...
As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...
Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...
"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."
Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...
No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...
Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...
Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...
Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...
Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...
Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...
As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...
Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...
Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...
Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...
Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...
Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...
Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...
Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..
Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...
E para a história terminar...
Só teve uma alegria...
Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...
Sandro Paschoal Nogueira
The end
Juro que não queria te ver assim.
Juro que me feriu o coração ver-te de alma cortada, olhar perdido, magoado, em preto e branco.
Agora que eu deveria ser uma navalha. Não a te apunhalar o peito, mas para arrumar-te os cabelos, fazer-te a barba, deixar-te limpo.
Limpo de mágoas, dor, sofrimento, rancor...
Infelizmente, não posso.
Não posso porque não há emplastro que cure o que você também me fez à carne.
Não posso porque não há conforto que reconduza a minha alma ao lugar onde ela deveria estar.
Não posso porque o filme ainda roda, gira, roda e gira, gira e roda, sem parar, sem trégua, sem piedade.
Não posso porque a minha imagem muito se assemelha à sua.
Desculpe, mas não quero que me veja assim.
Também TU mudaste a minha vida, meu AMOR/AMADA Linda!...
Quando este mudar, por AMOR se dá;
Não há cá, pra nós maior consolação;
Por nada que AMAR, haver de tão bom;
Por em nada, haver O BOM, que em tal há!
Amemos pois então, mas de verdade;
Ou seja: só com a DELE, intenção;
Havida nesse AMOR, por ser tão bom;
A alguém nos darmos, TÃO; com tal vontade!
Que lindo, é vermos APAIXONADOS;
A beleza havida: na nossa ESSÊNCIA;
A UNIR-NOS, cheiinha, SÓ de verdades!...
Por em tais, os desejos, encontrados;
Terem dos DOIS, única; a EXPERIÊNCIA;
Havida: em de AMBOS, mais PURAS vontades.
Com o carinho do AMOR;♥️♥️
(Ver vídeo no Facebook)
Meus erros
Não são admiráveis, muito menos fáceis de esquecer
Por pouca coisa,na verdade esdrúxula
Por um instante perdi você
E me vejo remoendo essas memórias,
Dia após dia, mês após mês
Por um perdão que depois me daria ,
Por discussões não me deixaria esquecer
Porque cada vez mais que me lembra meus erros ,
Sinto um açoite, uma chicotada no meu coração
Afinal já que dizes que sim ,que me ama
Porque do açoite se me deste o perdão?
Pés e mãos atadas ,
não mais por medo de errar
Não por apenas entregar meu coração
E continuar com o receio de me abandonar
#UM #DIA #DE #GAROA
Lá fora...
O céu chora...
Se é de alegria ou de tristeza...
Não posso dizer...
Vejo o balanço das horas...
E o que me acontece...
O que agora...
Há de ser...
A bocejar...
Um sol em dia nublado...
Garoa...
Frio...
Aqui está...
Não estou tão sozinho...
Sim, eu vejo...
Em meu jardim...
Ali molhado...
Um anjo solitário...
Com um sorriso me convida para brincar...
Diz com seus olhos...
A vida é bela...
Vem comigo festejar...
Um retrato na parede...
Olha para mim...
Sorrindo diz:
- Vai sim...
Olho para o jardim de cá...
Breve brisa chega...
Minhas flores bailando...
Me convidam,também, para esse encanto...
Me chamam para com elas...
Também dançar...
Trinca-ferro, canarinhos, sábias...
Fazem festa no canteiro...
Doces trinados...
A orquestra...
O pardal é o maestro...
Minha rosa tão linda...
Me oferece seu perfume...
Até o meu cravo...
Esqueceu seu queixume...
A flor-de-liz me diz...
Que hoje é um único dia...
Já não mais repetirá...
Essa fantasia...
Dálias e hibiscus...
Entrelaçam seus galhos...
No balanço do vento...
Amam-se em compassos...
Lírios e jasmins...
Todos orvalhados...
Festejam a dança...
Do bem-te-vi...
Nem sempre os dias mais belos...
São aqueles de azul intenso...
Eu já amo...
Qualquer variedade no tempo...
E o anjo que continua a me sorrir...
Já me estende a mão...
Aceito seu convite...
Suas asas vão me cobrir...
A fonte, num sussurro...
Desvenda um segredo...
Diz que o amor é eterno...
Para quem tem o coração sincero...
Então, tal qual menino...
Pisando nos astros ...
Em firmamento...
Vou bailando...
Me entrego...
Ao sabor do vento...
Eternos momentos...
E o dia fica mais lindo...
Tudo mais belo....
Em minha casa...
Meu jardim...
Meu castelo...
Sandro Paschoal Nogueira
O "NOS" NÃO EXISTE MAIS
Teu cheiro colou aqui
O cheiro que nunca me deixa em paz
Sempre está aqui
É sempre me faz lembrar de ti
-
o "nos" não existe mais
Cheguei a olhar pra trás
Mas agora vou seguir um novo rumo e encontrar a paz
-
Te dei amor
Mas recebi decepção
Vc não me valorizou
Quando estendi a mão
Mas sempre te amarei internamente no fundo do meu coração
Recado aos Psicanalistas:
Seja como Lacan. Não falo da teoria, falo da atitude.
*Seja original*
Uma pitada de Freud,
Uma xícara de Melanie Klein,
Uma xícara e meia de Carl Jung,
Duas xícaras de Jacques Lacan
e todo o resto de você.
Observação: as proporções variam tanto mediante os conceitos de cada Psicanalista quanto às situações de cada psicanalizado.
Seja você. Crie suas próprias técnicas e porque não sua teoria?
Se tens olhos, enxergues tua direção,
Se tens mente, penses teu caminho,
Se tens pés, caminhes em teu rumo,
Está difícil? Continue,
Está fácil? Desvie,
pois a busca pela auto construção é penosa mas, valiosa.
Extraia você de você mesmo. Descubra-se e propague-se.
Como tenho dito, não acredito infelizmente que esse ano estaremos completamente livres do Covid-19, e especialistas já apontam uma "previsão" para dia 29 de dezembro deste ano.
Tenho pedido a Deus que erradique essa doença, pois o mundo se encontra em Luto diante de tantas mortes e essas perdas são irreparáveis, são entes queridos e amados que deixa a Saudade como lembrança.
Mesmo diante dos especialistas apontando uma prévia data, não vamos desistir de lutarmos contra o Coronavirus, e basta cada um cuidar um pouco como usar a Máscara, lavar as mãos com água e sabão e usar álcool 70%.
E, eu sei que vem os céticos e dirão isso é pouco, estou de acordo mas é o que temos para hoje, e não vamos deixar nos abater, e sim nós mantermos em total vigilância cuidando de nossos idosos, nossas pessoas amadas que carregam alguma doença crônica e o principal se você pode ficar em casa por favor FIQUE, pois além de estar salvando sua vida estará salvando o próximo.
Sei que não está fácil, que a dificuldade está batendo em sua porta, que a ansiedade está atacada, que o medo está empreguinado, mas Creia que tempos melhores virão.
Dudu Cunha
Saber de ti, é como procurar uma tarracha em meio à multidão; não sei onde está, mas sei que está por perto.
.
Não devia, nem podia, mas ainda tento saber de você, sem perder a promessa que fiz a mim mesmo, de nunca mais te achar.
.
Me recompor talvez tenha sido a parte mais difícil de tudo isso, a corrente amarrada em meu pescoço como presente de nosso primeiro encontro, não se desfez, e eu ainda não tenho coragem de desfaze-la.
.
O que dói em ti?
Talvez essa não seja a pergunta,
mas,
doeu em você?
Não sei, como, o que, e porque fui pra você. Talvez melhor nem saber.
.
Juro aos quatro cantos, que tu passou, e eu mesmo não sei se você foi uma passagem. Você chegou dia 3 e se foi no dia 19 do outro mês, entre idas e vindas, nunca soube se você realmente ficou.
.
Não sei me responder, porquê ainda você insiste em não desaparecer de mim? Minha amiga diz que tu fez parte da minha vida, e talvez por isso você nunca desapareça; que ninguém supera, a gente ressignifica.
.
R E S S I G N I F I C A R
É atribuir uma nova visão.
Assim espero, que você se enxerge e eu pare de te ver.
Murilo Augusto
Amamos quando ainda não sabíamos amar. Mergulhamos nos olhos um do outro, mesmo quando não conhecíamos a alma ali dentro.
O primeiro beijo foi desajeitado, atrapalhando, inesquecível como todo o primeiro.
Hoje sabemos o que é amar. Olhamos nos olhos porque conhecemos as almas tão desnudadas e tão ligadas que chegam a parecer uma em duas.
Sabemos amar porque sabemos. Já viemos prontos um para o outro. Almas tão diferentes que se completam. Aquilo que em ti sobra, falta em mim. Aquilo que faltou em ti, abundou em mim. Assim, aprendemos a completar um ao outro, um no outro e os dois em Deus.
A matriarca
Certamente estou muito cansada agora
Meus passos já não são tão firmes quanto antes
E minha aparência já não agrada aos olhos
Sou a imagem do tempo em movimento
Represento para muitos o maior temor
A velhice ...
Minha voz parece enfadonha para alguns
Minhas histórias incomodam alguns ouvidos
Muitos acham que meus relatos são bobagem
Minhas experiências não são tão importantes
Meus ensinamentos não fazem tanta diferença
Alguns até fingem se importar comigo
Outros são ríspidos, e nem tentam fingir
Mas não importa, sei lidar com tudo isso
Experiência ...
É todo o tesouro da minha existência
São rosas que guardo em meu coração
Preciosas pérolas no baú
das memórias
É possível que com o tempo tudo se perca
Mas já não importa, não estarei mais aqui
E das certezas que tenho, é que fiz o melhor
Semeei o que de melhor tinha no coração
E quem soube cultivar, colheu o melhor
E terá para sempre o melhor de mim ...
A terra não é suja como a nossa vida
E vocês tratam a morte como se ela fosse algo ruim.
Mas ela não é.
A Nossa vida aqui que é ruim.
A morte é só a despedida desta vida insone
Balda e degregada
E o que dói
Não foi em quem morre ou parte
Dói em quem fica.
A morte não é ruim porque a saudades
e o egoísmo existem.
Quando todos partirem,
Não espero que nenhum de vocês volte,
Muito menos espero voltar também.
Deixem a vida para trás, para baixo e para a Terra.
Deixe a vida para os animais que realmente a merecem.
A morte é a sustentabilidade da vida pelo seu inverso
tentando restabelecer a ordem
deste mundo quase perdido.
O Homem é humos
E não precisa ser mais.
Já plantou uma semente no corpo para ver como nasce?
O homem é melhor que esterco só isso.
Não conheço outro jeito de salvar o mundo
Se não, não estando aqui.
Volte também
Ao título deste poema
Não insista
A Vida não é sobre nós.
www.jessicaiancoski.com
Estamos a viver um momento dramático na nossa sociedade, onde qualquer oferta que induz ao não trabalho para ganhar dinheiro é facilmente credível e aderida por todos, críamos uma sociedade preguiçosa e gananciosa, nunca plantam, mas sempre estão aptos para colher. Pode ser um vírus que vem do nosso governo e tem contaminado a população, porque, convenhamos que qualquer um quer ser deputado para não fazer nada, dormir e rocar em plena assembleia e no final do mês receber uma fortuna acompanhada de subsídios injustificáveis, acontece em pequena escala em toda sociedade e de forma não tão bem legislada como é na assembleia.
Ora vejamos os estragos que este novo estilo de vida tem causado:
- Miúdas a partir dos seus 14 anos já se envolvem com senhores casados para ter a vida desejada e os bens mais cobiçados pela faixa etária dela ou acima;
- Se sujeitam a receber doenças dos tais patrocinadores da vida moderna e “não matreca:, e depois contaminam aos seus parceiros e o ciclo nunca se fecha;
- Os rapazes frustrados pela exigência das mesmas miúdas que andam com os senhores endinheirados, tentam de forma errada e no tempo errado ter as condições exigidas pelas parceiras, submetendo-se desta forma a qualquer coisa e muitas vezes até caem no crime para satisfazer as ambiciosas que vendem o corpo a torta e a direita;
- A competição é clara, se o amigo(a) chega com um iPhone 11, ele(a) sente-se atrasada e em baixo, então tudo fará para estar no mesmo nível ou acima, mais uma razão para a prostituição e o crime.
Seria uma lista sem fim para demostrar ou exemplificar as consequências de toda esta atrapalhada, mas para ser mais prático e vamos falar de um ponto bem recente e pertinente devido ao assunto, a famosa CROWD-1, esta que apareceu sendo apresentada como uma organização de investimentos pequenos para ajudar a camada jovem, nada mais é do que mais um atentado à uma sociedade doente de valores e sem esperança, sociedade que consome sempre o aparentemente fácil, sociedade que pode ser iludida por palavras vazias deste que no meio tenha uma promessa também vazia de que “VAIS GANHAR DINHEIRO FÁCIL”.
Hoje choram dizendo que foram enganados, até podem ter sido mesmo, e voltaram a ser enganados todas as vezes que possível for, pois são alvos fáceis, são alvos desesperados, são alvos preguiçosos.
Hoje o sonho de um rapariga não deveria ser mais encontrar um marido rico, deveria ser se formar, arranjar um bom emprego e investir num negócio, e idem para os rapazes, com maior enfoque para as raparigas porque elas sofrem mais tentações, recebem muitas ofertas que nenhuma delas justifica tamanho desvio comportamental e perda de valores, pois desde o momento que consegues vender o teu corpo a troco de qualquer bem, estas a deitar fora todos e quaisquer valores que algum dia tiveste, deitas também a tua alma, desrespeitas os teus pais, responsáveis por ti, as pessoas que torcem e esperam algo de bom de ti. Aos rapazes também, se entregam ao crime por prazeres tao passageiros que nada justificam a vergonha e a sujidade que levam para as suas vidas.
Agradeço muito pela época em que nasci e cresci, longe de todos esses desvios, o meu(nosso) desvio era voltar para casa as 18h e levar uma chinelada, ir a festa e voltar de manhã e ser obrigado a fazer limpeza e ir a missa mesmo com sono, não era um castigo dum todo, era uma disciplina, no sentido que podemos ate nos divertir, mas as responsabilidades que temos estarão sempre a nossa espera, por isso que estamos nós, os que tivemos essa disciplina sendo, hoje, o orgulho dos nossos pais, a inspiração dos nossos amigos e esperança da nossa nação.
O apelo é de consciencialização, individual e colectiva.
Pais, como as vossas filhas menores de idade saem de casa de madrugada, sem nenhum barramento, como chegam a casa com telefones e roupas de última geração sem que questionem donde vem? Então vocês, os pais acabam sendo incubadores de todo esse desvio, os pais da minha geração não eram assim, ser um pai actual não deve ser um pai liberal, estão a criar libertinagem e o resultado não vai vos agradar. Daqui a nada notarão que os vossos filhos com 25 anos ainda nem ensino médio terão, netos sem genros, situações que poderia ser acauteladas e até evitadas.
Um apelo a humanidade, um apelo a sociedade, um apelo a juventude moçambicana.
Por: Walter Soares
Não quero saber
não me importa mais.
Com coisas que não volto atras.
Temo em te dizer
é um novo amanhecer
palavras ficam pra trás.
e eu busco sempre mais.
Me permiti a ser eu mesmo de novo.
me via aos poucos, traços de você.
me libertei, da gaiola sempre aberta
a verdade já é certa
sou eu mesmo não sou você.
temo em te dizer
é um novo amanhacer
palavras ficam pra trás.
e eu busco sempre mais.
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