Coleção pessoal de walter_soares

Encontrados 10 pensamentos na coleção de walter_soares

*São Demasiado Pobres os Nossos Ricos*

A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. 

A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem. 

O maior sonho dos nossos novos-rícos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito concavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade. 

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos! 

São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído. 


Mia Couto, in 'Pensatempos' 

Mia Couto
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"Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar."


Pessoas certas não existem, somos todos errados, procurando alguém que aceite nossas imperfeições. Alguém que às complete, ou que nos cure dos males que em nós habitam.

Normalmente escrevo muito sobre amor, hoje parei e perguntei-me, porque?
Vivemos em um mundo tão imperfeito, somos rodeados que devassidão e tendemos a nos acostumar com isso, já o amor, este é o único que consegue estar no meio de tudo e permanecer diferente. Anda com o ímpio e continua coerente. Vê e faz maravilhas, mas não se enaltece.
O amor é o único que nos aproxima da razão, complicado, pois ele não tem razão alguma.

O nosso maior erro é sempre achar que ele deve estar acompanhado de explicação, o amor é simples, é uma pergunta em que só temos espaço para o "sim ou não",
Porém, complica-nos a razão, de tal forma que mal sabemos se ela ainda existe.

Provavelmente seja essa a razão pela qual eu gosto de escrever e falar do amor, é nesse sentimento que mal conheço e entendo, que busco as respostas para todas as minhas incertezas, é o lado humano não-humano que mantém-me diferente. É razão para um sorriso calmo em todas as manhãs.
O amor consegue ser a fé, a humildade, a perseverança, consolo que por vezes procuramos e a resposta para todas as perguntas que mal temos coragem de as fazer.
Proferir palavras pode até ser fácil, proferir palavras de amor mais fácil ainda. Agora, transmir amor em palavras, será isso sinônimo de amor? Não o saberia responder.
Pois nem nos poemas de Saramago e em todos ditos de Camões, encontraremos a paz e calma para sentir o amor, se o nosso coração não estiver em harmonia com com a nossa mente.

O amor não é desejo, mas disperta-nos o desejo.
O amor não é a paz, mas traz-nos paz.
O amor não é sacrifício, mas liberta-nos e salva-nos.
O que será o amor na verdade? Qual será a sua face?
Existe uma quantidade exacta para ele? Uma forma? Um rosto? Uma designação?
Contudo, vejo que ele é só igual a ele, nada mais se pode dizer se não que, o amor é amor.

Quando eu era criança, sorria como criança, corria como tal e tudo quanto fazia era digno do que fora.
Hoje sou adulto e sinto saudades da empatia que tivera antes, sinto saudades da inocência. Saudades do amor genuíno, sem alterações nem influências.

Pudera eu crescer por fora, e continuar sentindo como criança, pudera eu continuar a amar como antes, ou simplesmente, continuar a amar.

Hoje, vejo muitos sofrendo pelo sentimento que em norma devia fazer-nos felizes, mas saibam vós que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele, e nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar.

Walter Soares
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"Felicidade baseada na estabilidade financeira."

Por muito tempo, achei que a solução para os meus problemas com o dinheiro pudessem ser resolvidos ao gastar menos e guardar mais.

Por um lado estava certo pois estas duas formas de agir são as mais correctas mas por outro lado quando estas são feitas só pelo simples facto de acumular dinheiro, existe sempre o risco desse dinheiro ser utilizado de forma incorrecta ou de não levarmos uma vida saudável por causa de uma aparente estabilidade financeira.

Isto para dizer que assim como qualquer outra área da vida, é preciso traçar planos e ter objetivos concretos com o que se quer fazer com o dinheiro. Assim como o perigo de gastar muito tempo do dia quando este não é devidamente estruturado, a maior parte dos problemas do dinheiro começa por esta falta de estrutura.

A falta de estrutura faz com que gastemos muito dinheiro quando aparenta que temos muito e cria muita dor de cabeça quando achamos que não é suficiente.

1% x 100 dias é igual a 100% em 100 dias
“Compound interest is the eighth wonder of the world. He who understands it, earns it … he who doesn’t … pays it.” — Albert Einstein

Segundo a frase de Einstein acima, a agregação de juros é a 8a maravilha do mundo e quem entende este princípio ganha mais e quem não, perde!

Apesar desta frase focar-se exactamente no aspecto financeiro que é o contexto deste post, o mais importante a fixar desta frase é a palavra agregação.

Digo isto porque o princípio de agregação de algo reflecte-se em quase tudo o que faço na minha vida e sei que se colocar pelo menos 1% de esforço em qualquer coisa que me interessa todos os dias dentro de 100 dias estarei 100% melhor que o primeiro dia.

A forma que melhor me ajuda a colocar este princípio em prática é por meio da criação de um orçamento mensal. Assim como o meu calendário, no que diz respeito a tempo, este orçamento é o meu mapa e ajuda-me a ter menos preocupações e evitar surpresas(más) relacionadas com dinheiro.

Para criar um orçamento do mês é preciso ter em conta as diferentes fontes de rendimento e a noção sobre os custos fixos e variáveis que tens ao longo do mês.

Com custos fixos, refiro-me a todos aqueles custos que serão recorrentes todos os meses. Estes podem ser:

Renda;
Transporte mensal;
Água e Luz,
Internet;
Celular;
Poupanças;
Seguro do carro;
Rancho de casa;
Subscrição do Netflix;
Etc;

Dependendo das tuas circunstâncias, estes custos podem ser diferentes mas com o mínimo de exercício, estes custos são identificados facilmente.

Com custos variáveis, refiro-me a itens que não tenho que necessariamente pagar o mesmo valor de forma periódica, mas é importante ter em conta todos os meses. Estes custos podem se enquadrar nas seguintes categorias

Comprar roupas;
Comer fora;
Viagens;
Entretenimiento (Cinema, eventos de lazer);
Tecnologia (qualquer dispositivo);
Fundos de emergencia etc;
Educação (Livros, Cursos);
Etc;

Após identificar cada um destes custos ou categorias, organize-os em uma tabela em que na coluna ao lado colocas para os custos fixos o valor que tens de pagar todos os meses e para os custos variáveis a alocação do que consideras suficiente para aquela categoria por mês de acordo com o valor remanescente após o pagamento de todos os custos fixos.

NOTA: Poupar é um custo fixo que tens de fazer todos os meses. Aconselho que poupes pelo menos 10%(se possível mais) do que recebes mensalmente. Ficarás feliz após alguns meses com o dinheiro que foste te pagando ao longo desse tempo.

ESPERO TER AJUDADO👍🏽💰

Walter Soares
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"Ainda que tenha tudo quanto a vida pode me proporcionar, se não tiver amor, nada serei. - I Coríntios 13."


Vim pra encontrar-te, dizer-te que sinto muito e que você não sabe o quão amável é.

O que hoje escrevo é conduzido pela incerteza, não sei se resistirei sem ti, não sei se sou capaz de suportar tamanha dor.
Não quero muito, quero apenas o teu olhar profundo no meu olhar, quero apenas o teu silêncio ao lado do meu, o teu toque macio na minha cabeça.

Eu escolhi você, como miss, como estrela, o brilho que trazes ilumina os meus dias, a felicidade era indescritível, era bom ter-te por perto, era bom partilhar momentos, refeições e até segredos. Não esperava mais do que isso, mas gostava de o manter.
Lembre-se, tu és a minha quimioterapia, e agora preciso dessa dose, me sinto a morrer aos poucos, uma morte vazia e lenta.

Conte-me seus segredos novamente e faça-me suas perguntas, vamos voltar
para o início.
Estou correndo em círculos, perseguindo caudas.
Ninguém disse que seria fácil, mas ninguém disse que seria tão difícil assim.

Eu só estava pensando em números e figuras, números que são incalculáveis, figuras impossíveis, rejeitando meus quebra-cabeças.

Questões da ciência, ciência sem progresso. Chamei pela razão inúmeras vezes, ela tentou falar, me chamar a atenção, mas não falou tão alto
quanto meu coração.

Diga que me ama como tens dito nos meus sonhos, volte e me assombre com o teu sorriso radiante, vamos passar minutos de conversa fora, me deixa tocar o seu cabelo, se não der, não faz mal, mas não me abandone, eu preciso de ti.

Matarei os demônios que em mim habitam, escutarei mais do que falo, serei mais quieto, mas sereno. Se nada do que eu disse serve, apenas volte, entenda que a tua amizade é muito importante pra mim.

Nesse momento não me importa a luxúria, riqueza, glória, triunfo, fascínio, soberba ou todas conquistas que pudera alcançar. Pois nada terá o mesmo sentido se não puder partilhar cada emoção contigo, agora só preciso de você. Sem versões, sem ilusões, é assim que você é.
E eu, me encontro estagnado, no escuro e esperando o teu sinal.

Walter Soares
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"Tenho os meus intervalos lúcidos"

Hoje sinto-me feliz, é como se essa felicidade interferisse nos meus sentidos, não sei mais distinguir entre o frio e o calor, nem sei ao certo ao que sabe cada um deles, me perco em cores quando só consigo ver o preto e o branco, me deslumbro com os sons suaves enquanto sou surdo.
E o cheiro da manhã, esse cheiro bom que sabe a pão quentinho e um cappuccino, como pudera eu sentir? Eu não tenho olfato.
É uma metáfora, mas sinto exactamente assim, como se a felicidade que sinto completasse todos os sentidos que há em mim, e não precisasse de mais algum, pois se os sentidos vem de sentimentos, qual sentimento seria maior que o que me faz feliz? Sim, a minha felicidade traz-me todos os 5 e compacta-os num só.

Se ignorante afirmar, o sábio duvidará e sensato irá refletir. Pois, não existe certeza absoluta, não existe vida plena, existem apenas momentos bem vividos, quando juntos todos eles, fazemos uma coletânea da nossa felicidade.
Tenho vários estados e estações, no meu verão estou saltitante, impulsivo, alegre e mal me dou por quem me desdém.
No meu inverno estou retraído, semi-amargo, com poucas vontades mas muitos desejos.
No meu outono, sinto-me desfalecido em momentos, ressuscitado em seguida, é uma mistura de sentimentos que mal os compreendo.
Na minha primavera, essa é a melhor fase, me vem sempre a esperança, renasce sempre um novo ser dentro de mim, me vejo florir e tudo quanto outrora fora difícil, começa a fluir. É a fase dos meus "DEJA VO's", não sei se os crio, se os tenho ou não passam de simples "DEJA VO's", mas faço sempre questão de os sentir como reais.

Mas sinto que não são as únicas estações que percorrem no meu leito, faltam os meus 1001 intervalos, os meus 1001 "demônios" se assim os posso chamar, sinto que passo a vida feito um louco, completamente desvairado e contemplo-me fazendo aquilo que a sociedade espera e pede que eu o faça, mas apenas nos meus 5 minutos de lucidez diários, encontro-me com o meu verdadeiro eu, ele é o único que deixa-me ser quem eu quero e devo ser, deixa-me exprimir sentimentos em palavras, deixa-me olhar para as estrelas, me deixa sonhar...

Walter Soares
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"Quem não analisa seus próprios limites será limitado em análise alheia."


Eu queria que as pessoas soubessem apreciar cada sentimento como eu aprecio, soubessem identificar um sentimento, quando ele vem nos encher a paciência. Mas nem todos tem essa dadiva, dádiva que as vezes me faz mal, mesmo não demonstrando, eu só queria sentir as desilusões da vida com a mesma intensidade de outrem. Mas a vida é assim, muitas vezes reclamamos de coisas que muitos gostariam de ter, ou sentir.

Meus olhos famintos por ver os teus, odeiam a escuridão, tão ansiosos procurando direção, a direção que encontraria teus olhos. Sem encontrar saída nessa busca se tornou aflição, acabou tudo em solidão, no fim, eu descobrira que os teus olhos eram apenas ilusão.

Às lembranças que guardo comigo são as cicatrízes da minha memória...
Às cicatrizes são os fantasmas de um passado doloroso. Se a dor do passado me sustém, por que a repelir? Já imaginaste tendo um tumor que não o podes remover? Pois ele é que te mantém vivo...

Não nos podemos habituar ao sofrimento, não é certo nem justo, fomos criados para a felicidade, é um facto! Mas se a ausência de tal sofrimento me fizer sofrer mais do que a sua presença qual será o verdadeiro sofrimento?

Estamos tão focados nas estrelas que nos esquecemos de apreciar as folhas das árvores, as flores e os frutos, não enxergamos sequer os pássaros, as nuvens ou a imensidão que está ao nosso dispor bem antes das estrelas.

Vivamos pois, cada momento. Desfrutemos cada sentimento.
Crescer nem sempre é fazer as escolhas certas, às vezes é escolher o errado para ser feliz e sem importarmo-nos com o que dirão, com o certo ou errado, apenas com o nosso bem estar.

E eu até que estou bem, não sou feliz, mas ainda tenho momentos de felicidade, e sei reconhecer isso. Um dia quem sabe eu descubra a felicidade, ou descubra que sempre fui feliz, não sei, por enquanto estou vivendo, e está bom assim. Digo isso porque eu me encontro em momentos de plena felicidade, outras tenho vontade de sumir, desaparecer, e em outros momentos, esses que são passageiros e repentinos, tenho vontade de estar só ao lado de alguém que me faça bem, ao menos um bem que não me deixe esquecer daquele momento. E por isso descubro, se ainda serei feliz, ou se sou assim, como sou, feliz com minha infelicidade.

Questione sempre o seu potencial, antes que alguém o faça por você. Quem não analisa seus próprios limites será limitado em análise alheia.

Walter Soares
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"O mundo é um lugar cruel"

As pessoas são idênticas em aspectos que lhes trazem benefícios comuns, pois quando não for do mesmo senso, aí as diferenças começam a fazer-se sentir.
O ser humano é mau, ímpio, sujo, cruel. Vangloriar-se dos seus bem feitos é um acto compreensível, humilhar o outrem pelos seus bem feitos, retira a beleza dos mesmos, a humildade já não existe, quem dirá a dignidade?
Se estás no topo da montanha, gritas vigorosamente exaltando victória, te esqueces da escalada ao topo. Te esqueces das cabeças aonde estão assentes os teus pés.
Repiso, o ser humano é ímpio. A maior imprudência ao meu ver, não é humilhar as pessoas, é humilhar as pessoas que te tornam o que tu és hoje. Que esperas ser amanhã?
Feche os olhos, o que vês?
Respire, o que sentes?
Olhe a tua volta, não são objectos, não é um puzzle, são pessoas! Trate-as como gostarias que fosses tratado.
A vida é um mistério, um dia estamos felizes por um motivo exuberante, e no outro estamos tristes por um motivo reles. O motivo que outrora fora exuberante, o mesmo hoje tornou-se reles. Se até a razão do meu sorriso, pode me fazer chorar em circunstâncias diferentes, porque achas que não te acontecerá o mesmo?
Nada é pra sempre. Nem as coisas boas, nem as más.
Hoje estou triste, apetece-me ouvir o barulho das ondas do mar, quando estiver feliz, hei-de querer sentir as ondas do mar tocar-me os pés.

Parecem situações diferentes? Até que ponto? Por que não pensar que a situação é a mesma, o nosso estado de espírito é que mudou.

Sim, é o que acontece.

Não vejo muito sentido no que aqui escrevo, contudo, me faz bem continuar a escrever.
Noutros dias, escrevo o que creio que faz sentido, e assim encontro os meus sentidos sincronizados.

Pode uma palavra tocar-te a alma?
Uma música mexer-te de tal forma que mudes uma decisão?
Um olhar fazer-te sorrir?
Um toque desfazer-te em pedaços?

Pode o mundo ser melhor? Pudera que cada um parasse de reclamar enquanto faz o que reclama, para mim, isso é hipocrisia.
Se condeno a corrupção, porquê vou me corromper? Porque todos são assim.
Porque é assim que o sistema funciona.
Porque serás o único contra todos.
Porque, porque, porque, porque e porque.
Pra quê estudais vós, se as leis que proclamais não são execráveis nas vossas vidas e na vossa sociedade?
Será que isso não é hipocrisia?

Se não for, entra na lista de mais uma das coisas que não faço ideia do que seja.
Enfim, são inúmeras desilusões, falsidades, mediocridades, mas o início para um novo início esta em ti.
Eu porém, faço das minhas doutrinas as minhas directrizes, e essas, moldam aquilo que são os meus princípios.
Se meu mudar os meus princípios não serei mais Walter Filipe Soares, quem serei eu?

Walter Soares
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"Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão."

Tento desde que iniciou a minha existência, ao culminar do que me tornei hoje, sem exaltar-me, equilibrar a ciência e a Teologia, não querendo ser desse jeito um dogmático, e nem um Ateu, mas corria o risco de me tornar num "deístas", ou pior ainda, num "agnóstico" que se exime de questões religiosas, pois prefere ficar neutro, ou seja, não rejeita, e nem aceita. Ficaria desse jeito um ser morno, ser este que é o mais desprezível aos olhos de Deus, pois não é "frio" nem "quente", é um ser cuja temperatura não se conhece, não se sabe ao certo o que é, no que acredita, o que profetiza, é um ser sem identidade e sem princípios definidos.
Mas, por outro lado, as minhas dívidas aumentavam, pois, quanto mais próximo me sentia da ciência, mas distante me sentia de Deus, e vice-versa.
Era como se os dois não tivessem espaço sob o mesmo tecto. Mas com o culminar dos dois, a fé e a cede pela ciência, descobri que é nada mais que o simples facto de saber onde é como enquadrar cada um deles.

Toda história tem um princípio antes do desenvimento, e no findar da mesma tem um momento de reflexão: para os crentes, Deus está no princípio das coisas e para os cientistas, no final de toda reflexão.

Aprendi com isso que é necessário ser um bom crente para ser um bom cientista, pois no princípio era somente uma busca por respostas, conhecimento, e na reflexão, todos os dons foram dados por Deus, inclusive a inteligência, sapiência e os demais que me podem tornar num cientista.

A reflexão não foi só minha, dou o mérito da mesma ao Espírito Santo. Contudo, sei que ainda sou um fruto verde e pequeno para conhecer os mistérios da ciência, mas me sinto grande ao entender que ela surgiu de quem me criou, se somos criação do mesmo Mestre, Maestro, Senhor, então somos ambos bons e merecedores um do outro.

"E viu Deus tudo que fizera, e eis que era bom." - (Genesis 1, 31).

Feliz Páscoa 😊

Walter Soares
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"Busque experiência no passado, faça planos para o futuro, vida o presente".

Cada cicatriz no nosso corpo pode simbolizar uma dor, uma alegria, uma experiência, um momento, um desejo, um arrependimento, uma certeza, uma liga, uma vitória, pode simbolizar inúmeras coisas, ou simplesmente uma lembrança. Elas mostram-nos o que, que por mais que tentemos nos esquecer, jamais sairá de nossa memória, elas podem ser grandes, pequenas, profundas ou superficiais dependendo do que nos remete a sua lembrança.

Todos nós temos cicatrizes, algumas visíveis, outras não, estás porém, são as que mais doem, arduamente permanecem em nós, nós ferem, nos tornam fracos enquanto nos mantemos focados na dor. Mas, quando aprendemos que elas são um mal necessário, é que devemos levantar a cabeça e seguir em frente, pois terá sido uma batalha perdida, mais ainda temos uma guerra por vencer, elas, as cicatrizes, tornam-se nossas maiores aliadas, nos mostram que:
-Nenhum mau tempo dura para sempre;
-toda ferida sara;
-O maior desafio não é não cair, mas sim, cair e levantar, pois isso é que faz de nós guerreiros.

Hoje, eu olho para as minhas cicatrizes assim, como um bom livro que escrevi a tempos e gosto de voltar a ler para tirar conhecimento. Podem acreditar, elas ensinam e muito.

Ame a sua vida sem excepções, não retire as suas cicatrizes, nao as oculte, exalte-às, pois elas fazem o mesmo por ti, levantam o seu braço para mostrar que tu és o campeão de todas as batalhas.

Walter Soares
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Azagaia disse: "prefiro ser um covarde vivo, do que um herói morto".

Está frase parece não ter um sentido amplo no seu todo, mas é bem mais do que possamos ver. A vida não pertence a ninguém, pois a pesar de a possuirmos, não temos domínio sobre ela, não decidimos quando nascemos, quando morremos e nem como isso irá acontecer, é como se, ela nos tivesse sido emprestada, apenas para testar a nossa capacidade de cuidar de algo. Sim, Deus nos empresta a sua vida, a vida pertence à Deus, então, categoricamente afirmo que a nossa vida é sim Dele. Ele nos empresta para saber se somos fiéis com o que não nos pertence, é como quando o seu pai lhe dá a chave da sua própria casa, não deixa em momento algum de ser o dono da casa, mas nos confia o seu bem, e cabe a nós cuidar do mesmo.
Contudo, nem sempre somos fiéis na nobre missão que nós é dada de guarnecer, preservar aquilo que está connosco mas não nos pertence, temos defeitos de fabrico. Somos ímpios, dilaceradores, egoístas, arrogantes, falando em arrogância, sim... esse é um dos maiores males que se pode ter, é a porta para o inferno, enfermidade da alma, do Espírito e por vezes do corpo, nós inibe de ouvir, de crescer, de aprender, nós afasta da humildade, tal humildade que é a mais louvável das qualidades que um ser de vida emprestada pode possuir.

Somos defeituosos, mas podemos curar-nos, arranjar, melhorar, eis o que separa, a distância dum abismo, um ser de vida emprestada a um ser de "VIDA GANHA", pois este, lhe é dado apenas 1 grão de semente de trigo e ele consegue multiplicar até alimentar 1 milhão ou mais, o ser de vida emprestada e não ganha, lhe pode ser dado 1 milhão de sementes de trigo, ele dilacerará, pois é desvirtuado, é imprudente, não é benevolente, é ímpio, por ser tão não merecedor, acabará com apenas 1 ou nenhuma semente de todas que recebera.

Como começamos, os ditos heróis, procuram prestígio, procuram evidenciar-se, buscam engrandecimento. Os covardes, podem ser heróis, podem amar, podem ajudar, apoiar, salvar, e até dar a vida. Jesus foi o maior herói, acovardou-se perante insultos, denúncias, mal ditos e falácias, mas vive até hoje. "Os ditos heróis, onde estão?" Em pedra, nas avenidas das cidades.

Serei um covarde para os meus actos de heroísmo, serei humilde para ganhar o que me foi emprestado.

Walter Soares
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