Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
12 DEZEMBRO DE 2016
PEDIDO DE AMOR
Márcio Souza
Peça-me uma estrela e eu te darei o céu,
Peça-me o céu e eu te darei o mundo,
Peça-me o mundo e eu te darei, dos amores, o mais profundo,
Peça-me tudo, até mesmo o absurdo.
Peça-me. Menos a vida, porque essa já pertence a Deus Pai, Mestre e Criador do Mundo.
Márcio Souza.
Trilhar
Eu trilho, caminhos incertos
tentando te encontrar,
imaginando lugares aonde possas estar.
Dos caminhos percorridos, nenhum
é o certo.
Persisto sem descanso, quem sabe,
de tanto andar eu ainda te encontre,
e ao menos, possa para ti olhar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
FILHO E PAI.
Ainda bem que eu tenho parte da família
do grande homem.
Eu fui criado depois do filho que mais
defendeu o seu nome.
Sim falo por todos nós que somos filhos teu...
Pois falo as claras, por esta falando com Deus.
Eu sei que tem sim, um em especial um
Senhor um filho seu.
Esse quando menino, sempre obediente, mas
brincava de bolita.
Sim! Lá em cima no universo, eu sei que
contando ninguém acredita.
Pois bem... O seu pai que sempre amou o seu
filho com carinho.
Resolveu fazer o universo para ampliar o seu
amar.
Decidiu com amor transformar as bolitas do
seu filho.
Jogou-as no universo e transformou nesses
planetas... Todinhos. Feito, logo
se interessou por um planeta de uma
esfera especial...
Pelo nosso, planeta terra... Povoou com
muitos seres, até com nós, seres humanos.
Humanos, sim!.. Essas criaturas que com
deslealdade tentou trair o magnífico plano.
Bem o seu filho entediado e sem bolita para
brincar... O seu pai mandou descer para o amor
da nossa humanidade, concertar.
Antonio Montes
EU IMAGINO
Imagino se existisse de fato...
A coerência política,
o amor da humanidade
o aperto de mãos das nações
e a verdade das verdades.
Imagino se não existisse...
Gambelações religiosas
Gente perseguindo gente
abuso de autoridades aos inocentes.
Imagino se...
O poder não fosse povoado por,
calhordas que surrupia a nação
e inventam leis, em benefícios
próprios
e estão sempre de chibata nas mãos.
Antonio Montes
Neste momento debruço-me no sonho e converso com o silêncio coisas que somente eu e ele sabemos...E ele atento, compreende meus anseios, minha incansável determinação...Tudo bem, que às vezes levo bronca dele, pois crio expectativas, sim crio, alimento-as! O silêncio diz: -Crie galinhas! pois elas nos dão ovos.. E ovo é tão bom...ainda mais quando vem temperado de suor, perseverança... Aprendi então a não criar tantas expectativas e a ouvir mais os meus silêncios.
E ele fala e às vezes quando estou distraída, ele grita e me faz ouvir minha voz interior. O silêncio causa delírios nos verbos e assim eu escuto a cor, vejo os sons, sinto o sabor das músicas...tão bom sentir delírios...tão bom ouvir o silêncio...
E verbo que é verbo precisa do silêncio e eu aprendo com ele a deixar a vida seguir sem a ansiedade, aflição e o descompasso das expectativas. O silêncio alivia minha'lma.
Eu olho para o passado, e lembro dos momentos antes de te perder. Me lembro exatamente das datas.
Penso que ainda havia um pouco de tempo para em seu lado estar, e que logo tudo aquilo iria acabar. E eu nem imaginava...
Penso tanto, que chego a pensar que deveria ter feito mais, e dito coisas a mais. Dito que eras importante para mim, e que sem você a vida não teria a mesma graça.
__Sei lá, quem sabe com essas palavras.
Poderia ter feito algo a mais por você, e aproveitado de maneira diferente, aqueles momentos em sua companhia.
Deveria ter tirado proveito, e conversado mais, e também ficado calado em alguns momentos, só para poder te ouvir mais.
"Seria bom se o tempo pudesse voltar, e por alguns instantes, eu com você pudesse estar."
FIM DA VOLTA (soneto)
E pelo cerrado eu fui, prosseguia
No coração só saudades e medo
No olhar lembranças em segredo
O vento pálido em prece reluzia
Longínquo o horizonte, romaria
Espesso e truncado o arvoredo
Rasteiro, estava mudo e quedo
Nenhum pio ao derredor ouvia
Parca aragem, alma em degredo
Ferindo-me no silêncio aí eu ia
No peito a dor velava o enredo
Fim da volta, para ti eu partia
As mãos tomando-me um aedo
Tive que aprender nova alegria...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
Eli Zes Agá
Tua pedra bela, lápis-lazúlis
Teu planeta regente, Urano
Deus sabe como eu te quis
E me permitiu cair neste engano
Engoli o orgulho que havia em mim
e procurei a minha angústia dar fim.
Me atrevo a olhar para ti e dizer:
Como vai você?
Pensei na mais fria das indiferenças
Todavia, fui recebido serenamente
E me fora informado o coeficiente
E tal resposta deu fim às minhas doenças
Será que me apaixonei mesmo?
Ou é um sentimento que vem a esmo?
Por quê? Por quê? e mais por quê?
Por que, logo por você?
Não quero questionar mais o meu eu
Talvez tenha percebido que ele é teu
Cri que Deus tinha se lembrado de mim
mas foi para me lembrar que tudo tem fim
E assim como chegou, você partiu...
veio rápido, me enfeitiçou e desapareceu
Mas isso não significa que tal paixão ruiu
Nem que este amor tenha chegado em seu apogeu
Você está longe, mas não intangível
Prometo aqui, insistir neste desatino
Perdão por descer neste nível
Talvez, seja o nosso destino.
Ela
Sim, eu me apaixonei por ela...
Mas quem resistiria a essa donzela?
Como um pincel desliza na aquarela
o meu pensamento assim para nela.
O amor veio e a razão pulou pela janela.
Doce, bela, e de saia amarela,
decidida, e sabia para quem dava trela.
E pensar que ela veio de uma costela...
E depois de avista-la, tive sequelas.
Não haviam mais Cinderelas...
nem Marcelas, ou Gabrielas.
Era somente ela e as estrelas.
A Primavera é tão solitária longe dela
Que a saudade me corrói sem cautela
Alheio, fiquei a mercê de sua tutela...
Mas não me importo, pois eu amo ela.
Ignorância
Eu nunca vou aprender...
eu sempre irei perder.
Isso foi o que me disseram,
é nisso que eles acreditam
E eu nunca os dei ouvidos.
Para que não ficassem sentidos
em tal coisa eu fingi acreditar.
Me vi pelo tempo amargar.
Não sou forte o suficiente,
nem tão pouco inteligente.
Sou apenas mais um mortal,
que acreditou em um utópico final.
Me vejo hoje desconsolado...
não passo de um desacreditado
Que não deseja nada, além da morte
Por que hoje... me abandonou a minha sorte
Despedida longa
E eles se foram, todos eles
se foram todos, todos aqueles...
Que um dia eu chamei de irmãos
me restando a solidão em mãos
Deus se diverte com meus planos,
sonhos, utopias, todos tão humanos
que chegam fugir da pobre realidade
porém nenhum se tornará verdade
Meus sonhos já não existem mais...
Somente existem pensamentos mortais,
que não me iludirão sobre o futuro
mas me tornando um ser mais maduro
Mais frio, solitário e mais cético
e por ironia, cada vez mais poético
Poeta solitário, desejando logo o fim
que ele chegue rápido, perto de mim
Algo a mais
Eu to querendo algo a mais
Algo que transcorra o tempo
que seja sutil como o vento
Eu quero uma medida de paz
Quero retornar a viver
A viver totalmente alienado
mas não como um condenado
mas sim por puro prazer
Faço o melhor nessa situação
Antes que eu enlouqueça
Antes que eu me esqueça
Ou que digam que meu amor é em vão
Quando minha hora chegar,
esqueça o que eu fiz de errado
Apenas pense por este lado
Eu vou ser aquele que você vai amar
Realidade
É... eu estou renunciando...
Renunciando ao que um dia
disse quando estava sonhando
que iria mudar, eu... iria.
Pelo visto continuo caindo,
persisto em não querer ver
que não sei onde estou indo
Estou confuso em não saber.
Meu futuro está cada vez
mais próximo do que imagino.
Agora, para mim tanto fez.
Isso vai me servir de ensino...
Para não sonhar mais.
Para nunca deixar meus pés
saírem do chão do cais
e me sentar, só no convés...
Ela Veio da Paraíba com Duas Libras
Eu espero pacientemente que ela apareça
com suas tatuagens, seus selos canadenses,
o último cd do Jeff Buckley
sua aliança de noivado
sua sede inextinguível
sua amnésia oportuna
seus pecados mais que mortais
Eu espero que ela permaneça por aqui
com seu silêncio devastador
com frieza lendária
sua dança da chuva
sua fome de groupie
eu espero que ela se movimente pra mim
com seus anéis
seu pescoço animal
seus lábios de gasolina
seus dreadlocks
eu espero que ela gaste todo o seu dinheiro comigo
que me apresente a suas amigas
que me leve pra vê-la dançar
que me transmita suas doenças
Eu espero que ela venha cantando um balada
do Lenny Kravitz
que venha confundindo o tráfego
com seus truques de malabarismo
com seu cinismo incompreendido
ela vai pisar com suas sandálias de névoa
em meu coração
ela não vai aparecer
eu a amo
então chamo um táxi e volto pra casa
Enquanto Ela Range os Dentes
Eu Espero os Fantasmas
Os fantasmas bebem comigo quando a lua vem
Eu abro a minha porta todas as noites
Eles aparecem e se apropriam das poltronas
coçam meus pés e bebem meu vinho
Não falam da vida os fantasmas
nem comentam as fotos que guardei
Eu me sinto bem com os fantasmas
Eles apenas gostam de ficar por ali
assoprando nas orelhas do cachorro
o cachorro se acostumou com os fantasmas
já não tira os chinelos das poltronas
percebeu o quanto os fantasmas são
importantes pra mim e o cachorro também
não quer me ver triste e eu sei que de
uns tempos pra cá o cachorro também ficou
dependente deles pois uiva de dia enquanto
eu leio Frost no telhado
o dia passou a ter 72 horas
o dia passou a ter grossos livros de poesia
o dia passou a ter Whitman, Thoreau e Bashô
o dia agora é um osso esquecido no assoalho
o dia agora é uma longa espera da noite
que é quando os fantasmas aparecem
Eu espero já sem muita paciência
não há nenhuma suavidade ou delicadeza em meus gestos
os fantasmas são a melhor companhia pra
quem descobriu que está realmente sozinho.
Difícil Entender
Com tantos dias passados sem ti,
eu me acho estranho, diferente.
Difícil entender.
As horas se arrastam, o trabalho é
maquinalmente feito, sem atenção ou
qualquer disposição.
A minha real vontade é outra, mas
na verdade não adianta a ter.
Vou viver das lembranças que tenho,
fingir, que sempre perto estás.
Enfim, viver uma mentira, já que a verdade,
se eu for vivê-la, será o mesmo que não
existir mais.
Roldão Aires
Membro da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
NOSSA TELEPATIA
Perdido na praia, da minha solidão,
ali, em meio as melodias das sereias
eu escrevia seu nome nas areias.
A lua estava cheia, São Jorge com dragão
enquanto, os peixes debatiam-se sobre as
ondas do mar... Eu sentia a flecha do amor
trespassar o meu frágil coração.
Vi as espumas, apagar seu nome...
Debruçado sobre a prata lunar, eu chorava,
enquanto eu chorava...
Minhas lagrimas molhava a saudade e a
paixão soluçava a telepatia do nosso amar.
Antonio Montes
Réquiem 3
Logo eu que sou tão ambicioso
Fui pego por um mundo de vicio
Mágica do sacrifício
De movimento sinuoso
Pejo em ignorância
Isso só pode ser vingança
De primeira instância
Essa é minha herança
Por ser tolo e arrogante
Vivendo como um
Eterno ignorante
Querendo a vida comum
Ou ate inconstante
Sem ter por mim nenhum
Amor se quer delirante
Maldita Sorte
Eu que sou midas ao avesso
De poderes a contra gosto
Sendo rei imposto
Melancólico e obsesso
Em tudo que expresso
Tocando ou quero
Se comigo não sou sincero
Por ser Louco, confesso
Estar desesperado
E preso em solidão eterna
Ser ter o que me espera
Nem algo almejado
Estando sempre acordado
Com nenhuma felicidade a vera
PASSADO FUTURO
O amanhã eu passarei
todos vocês irá passar
e os que irão, passarão
passarão para ficar.
Quem não passa fica...
Na vontade de passar
quem passa, se agarra
com vontade de chegar.
Como passageiro do mundo
com meus passos, eu passo
passo devidamente apressado
para o futuro que será passado.
Ficará guardado, o presente
no passado bem ausente
o qual baterá no momento
no presente, consciente.
Antonio Montes
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