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A aridez dessa contemporaneidade

Vivemos uma época em que a inteligência,
a criatividade e o talento perdem espaço
para a estultícia, a esterilidade e o hebetismo.
O mais inquietante é que essas últimas parecem ser não apenas toleradas, mas premiadas e aplaudidas...

Estamos atravessando um tempo estranho,
um tempo em que a ignorância veste gala,
a mediocridade desfila confiante, e o talento é silenciado.
A estultícia virou espetáculo,
a esterilidade virou mérito
e o hebetismo, agora, é aplaudido de pé...

Há dias em que sinto que a inteligência
anda cansada,
que a criatividade se recolhe,
e que o talento se torna um sussurro
no meio do alarido...
Enquanto isso, a estultícia dança,
a esterilidade sorri para as câmeras,
e o hebetismo colhe aplausos...
✍©️@MiriamDaCosta

Ode ao Parque Estadual da Serra da Tiririca


Hoje, 29/11/2025 💚
são 34 anos de encantamento e resistência 🌳🌴🌵


Hoje, o Parque da Serra da Tiririca
completa 34 anos de verde, vento,
trilhas e guardiões invisíveis💚


Lugar onde a mata conversa com o mar,
onde a brisa penteia as pedras antigas,
onde o silêncio respira mais fundo
e a vida insiste, floresce e persiste.
Que seus anos se multipliquem
como sementes ao sol,
e que nenhuma mão desatenta
roube da minha terra
esse patrimônio de encantos 💚


São 34 anos de fúria verde
e beleza indomável!
Há 34 anos, a Serra da Tiririca
ergue sua coluna vertebral de pedra
contra o descaso, contra o apetite voraz da devastação.
Seu corpo é mata viva, suor da terra,
abismo e cume, raiz e bruma.
É território onde o mar devora a luz
e a luz renasce das encostas.
A Tiririca resiste.
Lateja.
Reivindica sua eternidade.
Que nenhum corte a mutile,
que nenhum interesse a silencie.
Que sua floresta continue sendo
esse grito ancestral
que nos lembra quem fomos,
e o que ainda podemos ser... 💚


São 34 anos de amor vegetal 🌳🌴🌵
Hoje, a Serra da Tiririca desperta
com 34 anos de maturidade serena,
o verde repousa na pele das encostas,
o mar abraça a montanha
como quem reencontra uma velha amiga.
Cada trilha é uma prece,
cada flor, um sussurro,
cada brisa, um gesto de ternura.
O parque celebra aniversário
e eu celebro o privilégio
de existir um lugar
onde a natureza ainda respira inteira,
generosa, descalça de pressa
e abundante de poesia.
Que seus próximos anos sejam vastos,
luminosos e intactos.
Gratidão infinita
por ser filha dessa terra bendita
que amo e declamo em prosa
e versos poéticos. 💚
✍©️@MiriamDaCosta

Sou fascinada pela palavra
em estado bruto,
antes da forma,
antes do adorno,
nua, crua e cortante
quando ela ainda sabe golpear.


A palavra que toca fundo,
que atravessa,
que deixa marcas.


Escuto-a ao contrário,
como quem busca
o eco secreto do sentido,
e nesse movimento
me deixo avassalar
avassalando.


Quando preciso vesti-la,
faço-o com deleite,
como quem escolhe
um tecido tênue
para a própria alma.


Mas meu amor maior
é pelo seu avesso silencioso,
aquele que só responde
quando tocado no escuro,
onde os significados sangram
em sentimentos vivos.


Sou excessiva
e visceral na linguagem
e delicada no gesto,
habito o extremo
e me encanto com a ternura.


Vai entender…
sou palavra em contradição viva.

E nessa contradição linguística,
entre visceral e tênue,
os meus versos harmonizam-se
na minha essência.
✍©️@MiriamDaCosta

Alma cigana


Minh'alma cigana
nem santa
e nem profana
se encanta
mas não se engana ...


nas linhas da vida
(sempre agradecida)
está sempre a caminhar
em busca da verdade e da luz
pelas páginas do destino a decifrar
toda a poesia do viver que me conduz...


no mundo, na vida e na estrada...
onde o vento tudo leva e tudo traz
a Lua me protege na minha caminhada
o bem me agarra , o mal fica para trás...


✍©️@MiriamDaCosta

A delicadeza tem o poder
de vislumbrar o olhar sensível
e até mesmo encantar e hipnotizar
a agressividade dos mais ferozes...


A delicadeza,
frágil em aparência,
é chama invisível
que atravessa couraças...


Ela se insinua
pelo olhar mais atento,
desarma punhos cerrados,
sussurra sobre o peito dos duros,
e como um feitiço antigo
é capaz de encantar,
de hipnotizar até mesmo
a selvageria dos mais ferozes...


fazendo-os se curvar,
ainda que por um instante,
ao milagre do estupor e do sensível...


✍©️@MiriamDaCosta

O ambiente inteligente universal envia incansavelmente mensagens codificadas em nosso cotidiano, a chave que pode decodificá-las é a intenção. Se você não for capaz de aumentar a sua intenção e seu propósito de forma integral, você só ouvirá ruídos, só enxergará formas turvas, só perceberá o mundo pelo conceito que outros implantarem e não pelo Deus adormecido dentro de si mesmo!
NeoqJav

O Curioso Olhar da Terra


​Eu gosto de ver a folha verde,
o balanço leve na brisa da tarde,
o desabrochar que não faz barulho,
a vida crescendo sem alarde.
​Gosto de plantar e ficar olhando,
imaginando o que a terra esconde:
que trabalho secreto a raiz faz lá embaixo?
Para onde ela vai? De onde ela responde?
​E quando a chuva cai do alto,
eu pergunto ao céu o seu motivo.
Cada gota que toca o solo
sabe exatamente por que está viva.
​Olho a montanha antiga no horizonte,
firme, calada, atravessando a era.
Meus avós nem eram nascidos ainda,
e ela já estava ali, à espera.
​Pode ser que a ciência explique tudo,
mas eu prefiro a dúvida e o encanto:
o mundo é mais bonito e verdadeiro
quando a gente imagina em cada canto.

As pessoas confundem conhecimento, inteligência e sabedoria.
É normal, mas cada um desses conceitos representa um estágio distinto do desenvolvimento social e cognitivo da espécie humana.
O conhecimento é a junção das informações adquiridas ao longo da vida. Isso não quer dizer que uma pessoa com 100 anos seja necessariamente inteligente, muito menos sábia. O tempo pode acumular informações, mas não garante compreensão.
A inteligência é a construção do processamento cognitivo adquirido a partir das experiências e dos conhecimentos, que serão utilizados nas situações do cotidiano. Sei que a água é constituída por moléculas de H₂O; sabendo disso, conheço sua composição e sua fórmula. Entretanto, não sei fazer água.
A sabedoria seria, então, a junção das duas anteriores. Contudo, nela surgem elementos que vão além do conhecimento e da inteligência: experiência de vida, reflexão, humildade, discernimento e outros conceitos que são continuamente refinados e explorados para que possam ser utilizados não apenas em benefício próprio, mas também em benefício dos outros.
Nessa lógica, percebo que ainda estou na Religião, entendida como uma das formas primitivas pelas quais a humanidade buscou explicar sua existência e o mundo ao seu redor. Segundo determinada leitura filosófica da história do pensamento, esse percurso pode ser dividido em três etapas: religião, metafísica e ciência.
Se esse caminho representa uma espécie de amadurecimento do pensamento humano, então ainda tenho muito a caminhar.
Dos Homo sapiens sapiens, talvez eu seja o mais néscio de todos.
E talvez reconhecer a própria ignorância seja o primeiro conhecimento necessário para começar a buscar a sabedoria.

⁠Você continua linda como sempre, seu sorriso é algo resplandecente, seu olhar selvagem encantador, seu corpo cheio de curvas e de muito amor. Sua vida não é fácil como muitos imaginam , só você sabe a sua correria, só você sabe o que teve que deixar de lado pra viver esse momento que te ilumina. Mas você não desistiu, nem quando a vida tirou de você o seu porto seguro, nem quando ela te derrubou e disse que você era fraca, você não desistiu, continuou olhando pra frente e até hoje não parou. Você é o girassol mais teimoso que já plantei, passando pela chuva, pelo frio, pelo extremo calor você sempre está lá de pé, sempre está lá olhando para frente como se nada tivesse acontecido e sempre com um grande sorriso lindo e uma vontade enorme de vencer.

Para: Íris 🌻

A ALMA ANIMAL E O MISTÉRIO DA INTELIGÊNCIA RUDIMENTAR: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE A CONSCIÊNCIA DOS SERES INFERIORES
O CÃO RAIVOSO E O ENIGMA DE UMA MENTE QUE PERCEBE O INVISÍVEL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na edição de setembro de 1865 da Revista Espírita, Allan Kardec trouxe à reflexão um dos temas mais delicados e profundos da filosofia espiritualista: a existência de uma atividade inteligente nos animais e sua possível relação com o mundo invisível.
O ponto de partida foi um relatório apresentado pelo médico veterinário francês Henri Bouley à Academia de Medicina, descrevendo fenômenos observados em cães acometidos pela hidrofobia (raiva). O estudo revelava algo extraordinário: durante determinadas fases da enfermidade, o animal apresentava comportamentos que pareciam ultrapassar a simples reação instintiva.
O cão, em certos momentos, permanecia imóvel, como se estivesse observando atentamente algo inexistente aos olhos humanos; subitamente, lançava-se ao espaço, mordendo o vazio, como se perseguisse um objeto invisível. Em outras ocasiões, investia contra paredes, uivando furiosamente, como se respondesse a ameaças que somente ele percebia.
A questão levantada por Kardec era de profunda importância filosófica:
Seriam esses fenômenos apenas manifestações fisiológicas de um cérebro enfermo ou revelariam uma faculdade perceptiva desconhecida?
A ciência materialista da época tendia a atribuir tais manifestações exclusivamente à perturbação orgânica. Entretanto, Kardec observou que, para explicar determinados fenômenos, era necessário admitir algo além da matéria: uma forma rudimentar de atividade psíquica.

A IMAGINAÇÃO ANIMAL: O PRIMEIRO INDÍCIO DE UMA INTELIGÊNCIA ELEMENTAR.
Um dos pontos mais revolucionários do artigo está na afirmação de que, se o animal possui imaginação, já existe nele algo que ultrapassa o automatismo puro.
A tradição filosófica durante séculos estabeleceu uma separação quase absoluta entre homem e animal. O homem possuiria razão; o animal apenas instinto. Entretanto, a observação cuidadosa dos fatos demonstrava uma realidade mais complexa.
O cão sonha.
Ele corre durante o sono, movimenta as patas, geme, demonstra alegria ou inquietação. Evidentemente, há uma atividade interior ocorrendo. Existe uma elaboração de imagens, sensações e experiências.
Kardec argumenta com extraordinária lucidez:
Se admitirmos que o animal possui imaginação, memória e percepção subjetiva, então já reconhecemos nele um princípio que não pode ser reduzido simplesmente à matéria.
A madeira não imagina.
A pedra não sonha.
A matéria bruta não cria representações internas.
Logo, quando observamos no animal sinais de uma vida psíquica, estamos diante de uma manifestação de um princípio inteligente, ainda que em estado primitivo.

INSTINTO E INTELIGÊNCIA: A DIFERENÇA ENTRE O ANIMAL E O HOMEM.
A comunicação espiritual assinada pelo Espírito Moki, publicada na mesma edição da Revista Espírita, apresenta uma reflexão fundamental:
“O instinto não é neles a inteligência rudimentar apropriada às suas necessidades?”
Essa frase contém uma das ideias centrais da visão espírita sobre a evolução dos seres.
O instinto não seria ausência absoluta de inteligência, mas uma inteligência ainda limitada, especializada e direcionada principalmente à conservação da existência.
O animal sabe construir sua morada, proteger seus filhotes, encontrar alimento, reconhecer perigos e demonstrar afeto. Essas ações não são simples movimentos mecânicos.
Há nelas uma finalidade, uma adaptação e uma percepção das circunstâncias.
Entretanto, essa inteligência encontra-se em estágio diferente daquela desenvolvida pelo ser humano.
O homem possui:
consciência moral;
livre-arbítrio ampliado;
capacidade abstrata;
reflexão sobre o próprio pensamento;
responsabilidade espiritual.
O animal possui:
percepção;
memória;
sentimentos;
inteligência prática;
formas rudimentares de escolha.
Assim, a diferença não seria uma ausência total de princípio inteligente, mas uma diferença de desenvolvimento.

O ANIMAL COMO ELO NA GRANDE CADEIA DA CRIAÇÃO.
A questão dos animais sempre esteve ligada ao problema maior da justiça divina.
Se Deus é infinitamente sábio e justo, como compreender seres que demonstram sensibilidade, sofrimento, afeição e inteligência, mas que parecem desaparecer completamente após a morte?
Essa pergunta já havia sido formulada por diversas correntes filosóficas. O Espiritismo procurou analisá-la dentro de uma perspectiva evolutiva.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec aborda a relação entre os três reinos da natureza e afirma que existe uma progressão dos seres, uma continuidade no desenvolvimento do princípio inteligente.
Na questão 597, os Espíritos afirmam:
“Pois se tudo se encadeia na natureza, o animal não pode ser uma exceção.”
Essa concepção rompe com a visão de uma criação fragmentada e apresenta a existência como uma grande cadeia evolutiva.
A vida não seria composta por compartimentos isolados, mas por etapas sucessivas de desenvolvimento.

A PERCEPÇÃO EXTRAORDINÁRIA DOS ANIMAIS.
O artigo da Revista Espírita também destaca diversos relatos sobre animais que parecem perceber acontecimentos invisíveis aos humanos.
Cães que recusam passar por determinados lugares, cavalos que demonstram medo diante de obstáculos inexistentes, animais que parecem pressentir acontecimentos graves.
A interpretação espírita sugere que certos animais possuem uma sensibilidade mais desenvolvida para perceber elementos que escapam aos sentidos humanos comuns.
Isso não significa atribuir ao animal uma consciência idêntica à humana.
O ponto essencial é outro:
A natureza possui graduações de percepção.
Assim como alguns animais possuem audição e olfato infinitamente superiores aos nossos, também poderiam possuir modalidades perceptivas desconhecidas pelo homem.
O cão não pensa como o homem.
Mas também não é uma máquina biológica.
Ele sente, percebe e reage dentro das possibilidades próprias de sua evolução.

A SABEDORIA DO MÉTODO ESPÍRITA: OBSERVAR ANTES DE CONCLUIR.
Um aspecto admirável do texto de Kardec é sua prudência científica.
Ele não apresenta uma conclusão precipitada. Pelo contrário, afirma que somente a observação dos fatos poderá estabelecer uma teoria segura.
Essa postura diferencia o método espírita de uma simples crença.
A investigação deve partir dos fenômenos.
Primeiro observa-se.
Depois compara-se.
Em seguida formula-se uma hipótese.
E finalmente busca-se uma compreensão racional.
Essa metodologia aparece como fundamento da própria Doutrina Espírita, que Kardec frequentemente denominou uma ciência de observação.

CONCLUSÃO: O ANIMAL COMO TESTEMUNHO DA UNIDADE DA VIDA.
O estudo sobre a raiva nos cães, aparentemente restrito à medicina veterinária, tornou-se nas mãos de Kardec uma profunda reflexão sobre a natureza da inteligência.
O animal revela uma consciência em formação.
Ele não possui a razão humana, mas manifesta uma inteligência rudimentar.
Não possui a linguagem articulada, mas comunica emoções.
Não possui filosofia, mas demonstra afeição, memória e percepção.
A distância entre o animal e o homem não seria um abismo absoluto, mas uma estrada evolutiva.
A grande mensagem filosófica extraída desse estudo é que a criação divina não apresenta rupturas bruscas, mas uma continuidade harmoniosa.
Como escreveu Kardec:
“Tudo se liga, tudo se encadeia, tudo se harmoniza em a Natureza.”
O animal, portanto, não é apenas um organismo movido por reflexos; é um ser em desenvolvimento, participante da grande marcha da vida, conduzido gradualmente pela evolução do princípio inteligente.

FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Setembro de 1865. “Alucinação nos animais — Nos sintomas da raiva.” Sociedade Espírita de Paris.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda — Capítulo XI: “Dos três reinos — Os animais e o homem.”
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Capítulo XXII — “Da mediunidade nos animais.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Junho de 1860. “O Espírito e o cãozinho.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Julho de 1860. “Dos animais.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Março de 1864. “Da perfeição dos seres criados.”
BOULEY, Henri. Relatório apresentado à Academia de Medicina sobre os sintomas da raiva no cão (referenciado por Kardec na Revista Espírita, 1865).

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O UNIVERSO NOS TEUS OLHOS.
O universo dormia em silêncio encantado,
guardando segredos de estrela e luar;
mas viu teus olhos, tão claros, dourados,
e aprendeu novamente a sonhar.
Tua respiração, suave melodia,
é sopro de vida no imenso jardim;
alimenta os mundos com doce poesia,
e faz o infinito florescer dentro de mim.
Se uma rosa distante pudesse falar,
diria ao pequeno viajante da imensidão:
“Há corações que nasceram para amar,
pois carregam o céu dentro da mão.”
E quando a noite beijar a amplidão,
e a lua repousar sobre o mar,
o universo guardará tua recordação:
um olhar onde estrelas vieram morar.
- Marcelo Caetano Monteiro.

Eu quero contar uma coisa muito interessante que acontece comigo o universo me abençoou com o Dom de revelação através de sonhos...
Eu sonho as coisas que podem acontecer, que estão acontecendo ou que vão acontecer.. Geralmente referentes as situações ao meu redor.Comigo ou com alguém que esteja próximo ou ao meu redor ou seja pessoas que convivem comigo... Muitas vezes os sonhos não são totalmente claros sendo preciso pedir sabedoria a Deus e ao universo pra conseguir interpretar...
Essa noite eu tive um sonho muito revelador a respeito desse lugar onde estou vivendo... Esse lindo sitio aqui...
Sonhei que estava fazendo cozinhando frente ao fogão e derrepente eu senti como se meu corpo inteiro encolhece ,os músculos e nervos do meu corpo como num derrame cerebral....Fui em direção de meu quarto buscando por uma solução . Olhei meus dedos da mão que estavam reprimidos como quando temos câimbras nos nervos... Meus dedos estavam todos juntos com o formato de uma garra. Então naquele momento eu comecei a orar repreendendo aquela situação e fui conseguindo abrir meus dedos de um por um aos poucos...
Logo voltei a cozinha e no fogão a comida estava quase queimando então desliguei o fogão... Tive uma intuição naquele momento pegar um espelho e acender uma vela na frente dele e sair mirando o espelho com a vela acessa por todos os cômodos olhando atentamente a todos os lugares... Quando cheguei na sala de frente ao sofá vi um rosto de um homem um pouco pálido com aparência sofrida. Sim me assustei um pouquinho naquele momento e ao mesmo tempo logo veio a certeza que aquele homem foi o antigo morador do lugar talvez o primeiro...Ele amava esse lugar e após sua morte repentina por derrame se recusava a deixar aquele lugar e procurar pela luz...Seu espírito estava preso a esse lugar.
Por todos esses anos várias pessoas moraram aqui e muitas enfrentaram situações ruins até separações de casais e todos foram embora vendendo o lugar porque ele não deixa ninguém viver feliz aqui porque ele não quer ninguém aqui além dele mesmo. espírito apegado a bens materiais quando morrem ficam por algum tempo no lugar ou até para sempre...Muitos nem tem a consciência que desencarnaram se recusam a procurar pela luz...A ambição os cega e muitas vezes para ele é justiça.
Se consideram injustiçados e se julgam certos em suas atitudes .
Eles podem prejudicar a nós seres encarnados, sua energia de negatividade é ruim... Sugam a nossa energia vital, Causando doenças, depressão, desânimo, suicídio,brigas, separação ,sono, preguiça, problemas financeiros, pensamentos negativos sobre tudo....
Só tem duas opções pra resolver isso...Ir embora abandonar o lugar vender...Ou orar por esse espírito pra ele conseguir se libertar desse sentimento de posse pelos bens materiais e se libertar desse ódio, tristeza e sentimento de injustiça... Que ele consiga se desprender e buscar pela luz... Sabendo que deixando comigo farei de tudo pra realizar seu sonho em fazer de tudo pra deixar aquele lugar mais lindo, bem cuidado, abençoado com a sua permissão...Ele precisa entender que precisa seguir o seu caminho em busca da luz da evolução espiritual para o seu próprio bem.💕🌹

Carta de despedida: Nosso mundo encantado


Querida,
Hoje, ao ver uma foto sua,
um álbum inteiro se abriu diante de mim —
não de imagens, mas de memórias inventadas,
histórias que criei e roteiros que escrevi
acreditando que seriam nossos.
Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho.
E quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.
Nesse excesso, construí um mundo só nosso,
mas apenas eu tinha acesso.
Olho com carinho para tudo que senti.
Não acabou.
É apenas o primeiro dia fora do nosso mundo encantado.
Um mundo criado por mim,
mas que, em essência, pertencia a nós dois.
O que doeu não foi perder alguém —
foi perder o personagem que inventei,
aquele que você talvez nunca tenha conhecido.
Descobri que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve, e feito de despedida.
Me vejo como um belo arquiteto,
mas um péssimo projetista.
Criei estruturas lindas,
dignas de um conto de fadas.
E hoje, de fora,
observo o “nosso mundo perfeito”,
sem saber se você o acharia perfeito também.
Entendi que a decepção
é só a luz acendendo no cinema,
revelando que o filme era projeção.
E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.
Das cenas que mais gosto são os créditos.
Porque, mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas vieram de você.
Lhe agradeço por ter sido inspiração,
mesmo sem saber.
Nunca haverá mágoas
em um mundo onde só um coração pulsava.
E mesmo que esse mundo tenha sido só meu,
ele foi feito com amor —
e por isso, ele sempre será bonito.
Com carinho,
Luis

É cedo pra dizer que amo você,
mas eu andei fascinado
como um turista perdido
por esse mundo encantado

só conhecendo lugares
de boa com as pessoas

É cedo pra dizer,
mas eu preciso saber
se você veio para me ajudar
a te amar ou te esquecer

É cedo pra dizer... é cedo pra dizer
que eu estou gelado
precisando me aquecer

É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer
que estou preso no gelo
desfazendo o cubo mágico
dirigindo o meu carro
rolando na mesa dois dados

É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer,
mas tenho um bom pressentimento
e se você achar estranho,
eu sei que vou entender, afinal eu te amo e sei que ainda é cedo pra dizer,

" Você"


Lembro de olhar
nos seus olhos.
Reparei no seu sorriso
e fiquei encantada.


Ficava boba
ao te ver.
Observava
os seus detalhes.


Você me lembra
uma harmonia doce.
Seus lábios rosados
transmitem palavras.


Seu rosto é belo,
mas isso não me atrai.
A forma como você é
me trouxe uma atração.

A PALAVRA “QUASE” RESPONDIDA A KARDEC: A QUESTÃO DOS ANIMAIS, O PRINCÍPIO INTELIGENTE E O BOM SENSO DIANTE DOS FATOS ESPIRITUAIS.
Marcelo Caetano Monteiro.
Há temas dentro do estudo espírita que exigem mais do que opiniões rápidas: exigem leitura integral das fontes, análise histórica, compreensão filosófica e, sobretudo, o mesmo método que Allan Kardec utilizava diante dos fenômenos: observar, comparar, analisar e aguardar o amadurecimento das conclusões.
Entre esses temas encontra-se a questão da sobrevivência do princípio inteligente dos animais após a morte física. Muitos negam qualquer possibilidade de continuidade espiritual ligada aos animais, utilizando apenas uma interpretação superficial de algumas respostas de O Livro dos Médiuns. Entretanto, o próprio Kardec demonstra que determinados assuntos não devem ser encerrados precipitadamente, pois o conhecimento espiritual também possui etapas de desenvolvimento.
A chave para compreender esse assunto está em uma palavra aparentemente simples, mas profundamente significativa:
QUASE.
A QUESTÃO 600 DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS: O SENTIDO DO “QUASE IMEDIATAMENTE”
Em 18 de abril de 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec apresenta a questão 600:
“Depois da morte do animal, o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado quase que imediatamente, por certos Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua a obra de sua elaboração.”
A resposta afirma que o princípio inteligente dos animais é aproveitado rapidamente para novos processos evolutivos.
Mas é necessário observar cuidadosamente: a ideia não é apresentada como um desaparecimento absoluto do princípio inteligente, mas como uma continuidade evolutiva em outro estágio.
E aqui surge uma palavra fundamental:
QUASE.
Se a resposta fosse “imediatamente”, indicaria uma transição automática, sem qualquer intervalo ou condição intermediária. Porém, ao utilizar a ideia de algo que ocorre “logo” ou “quase imediatamente”, abre-se uma margem filosófica importante: existe uma passagem, um estado de transição, um período intermediário.
A palavra “quase” demonstra que Kardec não estava tratando de um mecanismo simples e matemático, mas de um processo da Natureza, envolvendo leis espirituais ainda não totalmente conhecidas.
O próprio codificador do Espiritismo jamais transformou aquilo que estava em estudo em dogma fechado.
O LIVRO DOS MÉDIUNS: UM NOVO MOMENTO DE INVESTIGAÇÃO.
Em 1861, Kardec publica O Livro dos Médiuns, obra dedicada ao estudo das manifestações espirituais.
No capítulo XXV, item 283, encontramos a análise sobre:
“Evocações dos animais.”
Ali aparece a orientação:
“Depois da morte do animal, o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado...”
A princípio, alguns interpretam essa passagem como uma negação definitiva de qualquer manifestação espiritual relacionada aos animais.
Contudo, é preciso compreender o método de Kardec.
O assunto não terminou em 1857.
Em 1865, na Revista Espírita, Kardec volta ao tema diante de um fato novo: uma comunicação envolvendo uma cadela chamada Mika, relatada por um correspondente de Dieppe.
E qual foi a postura de Kardec?
Ele poderia simplesmente negar.
Poderia afirmar:
“Isso é impossível, a questão já está resolvida.”
Mas não fez isso.
O MÉTODO DE KARDEC: NEM CREDULIDADE, NEM NEGATIVISMO.
Kardec escreve, diante do caso:
“Nosso honrado correspondente faz bem em não considerar definitivamente resolvida a questão. De um fato único, que além disso não passa de uma probabilidade, ele não tira uma conclusão absoluta.”
Essa frase revela o verdadeiro espírito científico de Kardec.
Ele não aceita qualquer fenômeno sem análise.
Mas também não rejeita um fato apenas porque ele parece contrariar uma compreensão anterior.
Esse equilíbrio é uma das maiores marcas do pensamento kardecista.
O verdadeiro investigador não diz:
“Já sei tudo.”
Ele diz:
“Examinemos.”
O ANO DE 1865: UM PONTO NOVO PARA REFLEXÃO.
O caso estudado em 1865 representa um momento posterior à publicação de O Livro dos Médiuns.
Portanto, não se trata de ignorar o que Kardec havia publicado anteriormente, mas de compreender que o próprio método espírita admite o aprofundamento progressivo.
A ciência humana funciona assim.
Uma descoberta posterior não destrói necessariamente um conhecimento anterior; ela pode ampliá-lo, refiná-lo ou demonstrar que determinados aspectos ainda necessitam de investigação.
Foi exatamente essa atitude que Kardec adotou.
Ele afirma na Revista Espírita:
“A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a surgir.”
Essa declaração é extremamente importante.
Kardec não disse:
“Tudo está definitivamente encerrado.”
Ele reconheceu que havia uma questão em desenvolvimento.
O PONTO CENTRAL:
NÃO EXISTEM ESPÍRITOS DE ANIMAIS COMO ESPÍRITOS HUMANOS ERRANTES.
O ensino predominante. apresentado por Kardec é claro:
Não existem, no mundo espiritual, animais desencarnados vivendo em uma condição semelhante à dos Espíritos humanos.
O animal não possui o mesmo desenvolvimento intelectual e moral do ser humano.
Por isso, não se pode atribuir ao animal uma comunicação mediúnica humana, com linguagem, raciocínio e elaboração de ideias equivalentes.
A comunicação apresentada por um animal, como se fosse um Espírito humano, deve ser analisada com cautela.
Kardec alerta contra as aparências:
“Evoca um rochedo e ele te responderá.”
Ou seja: uma manifestação pode ocorrer através de um Espírito que assume determinada forma ou identidade para responder ao evocador.
O fenômeno mediúnico exige discernimento.
MAS A QUESTÃO NÃO É TÃO SIMPLES.
O próprio Kardec reconhece que existem fatos envolvendo animais que merecem estudo.
Ele afirma:
“Se os animais veem os Espíritos, evidentemente não é pelos olhos do corpo. Então, também eles têm uma espécie de visão espiritual.”
Aqui encontramos um ponto profundo.
Se existe percepção espiritual nos animais, então existe uma dimensão além da simples matéria.
A questão deixa de ser:
“O animal possui espírito igual ao homem?”
A resposta é: não.
A questão passa a ser:
“Como ocorre o desenvolvimento do princípio inteligente na escala da criação?”
E essa é uma pergunta muito mais ampla.
A AFINIDADE ENTRE O HOMEM E O ANIMAL.
Na comunicação apresentada em Paris, em 21 de abril de 1865, surge uma reflexão sobre os laços entre animalidade e humanidade.
O texto aponta para uma continuidade evolutiva, onde existem fases intermediárias e períodos de transformação.
A ideia central é que a Natureza não trabalha com rupturas absolutas, mas com processos graduais.
A evolução espiritual não seria um salto inexplicável, mas uma longa construção.
O animal não é um homem incompleto.
O homem, porém, representa uma etapa superior no desenvolvimento do princípio inteligente.
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA “QUASE”
A palavra “quase” impede interpretações rígidas.
Ela nos lembra que estamos diante de um processo espiritual complexo.
O princípio inteligente animal não permanece indefinidamente como Espírito individualizado semelhante ao humano, mas também não devemos transformar a expressão “logo utilizado” em uma negação de qualquer possibilidade de estados intermediários.
A própria investigação de Kardec em 1865 demonstra prudência:
Não afirmar além dos fatos.
Não negar além das evidências.
CONCLUSÃO:
O VERDADEIRO ESPÍRITO KARDECISTA É O DA INVESTIGAÇÃO.
Negar rapidamente uma possibilidade espiritual porque ela parece desconfortável não é o método de Kardec.
Aceitar tudo sem exame também não é.
O caminho espírita é o caminho do equilíbrio:
Razão iluminando a fé.
Observação guiando a conclusão.
Humildade diante das leis da Natureza.
A questão dos animais permanece como um convite à reflexão sobre a grandiosidade da criação.
O Espiritismo não apresenta um universo fragmentado, onde a vida humana está isolada do restante da existência.
Ele apresenta uma marcha ascendente do princípio inteligente, em uma obra divina onde cada ser participa do desenvolvimento universal.
E talvez a maior lição esteja justamente na palavra aparentemente pequena:
QUASE. Porque, no estudo das leis espirituais, muitas vezes uma única palavra revela que a sabedoria ainda está em movimento.
FONTES:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 18 de abril de 1857. Questão 600.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. 1861. Capítulo XXV — Das Evocações. Item 283 — Evocações dos animais.
KARDEC, Allan. Revista Espírita. Maio de 1865. “Manifestação do Espírito dos Animais.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita. Junho de 1860. “O Espírito e o cãozinho.”
KARDEC, Allan. A Gênese. Capítulo XI — Gênese espiritual.

⁠Eu odeio o amor.

Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔

Quando eu te olhar assim,
pode esperar de mim:
estarei pensando, encantado,
como tal beleza existe assim?
Quando eu falar
“eu amarei você apesar de tudo”,
acredite,
eu jamais diria essas palavras
sem sentir que elas carregam
tudo aquilo que sinto.
E quando não me restarem
mais palavras para falar,
vou pensar:
qual seria a maior prova
de amor que posso lhe dar?
Pelo nosso amor irei orar,
para a tristeza erradicar.
Em teus olhos irei olhar,
para que você possa sentir
o que é amar.
Prometo do nosso lar cuidar,
sem deixar a tristeza nele reinar.
E enquanto eu respirar,
prometo cada detalhe seu
amar.
Por toda a vida,
pedirei a Deus compreensão,
paciência e dedicação,
para cuidar desse sentimento
que guardamos no coração.
E se um dia o tempo passar,
se o mundo mudar de lugar,
ainda quero encontrar
esse mesmo brilho
no seu olhar.
Porque esse amor que encontro em você,
esse amor que encontro ao te olhar,
é algo que eu quero cuidar,
regar, proteger...
Até que possa desabrochar.

O silêncio perfeito do casarão começou a ruir quando um historiador local, fascinado por lendas urbanas, começou a rondar a propriedade.


Ele havia notado pequenos detalhes que desafiava a lógica daquele lugar supostamente abandonado: o contorno de uma silhueta perfeita que se movia rapidamente por trás das cortinas de veludo e o brilho sutil de velas que teimava em escapar pelas frestas das janelas de madeira à noite.


Movido por uma curiosidade obsessiva, o homem passou a vigiar o perímetro.


Ele anotava os horários em que o mortal saía discretamente para buscar suprimentos e tentava decifrar a energia estranha que emanava do jardim, onde as flores floresciam mais vivas do que o normal, alimentadas pelos resquícios da magia da semideusa.


O estranho não sabia dizer se o casarão abrigava um crime, uma assombração ou um milagre, mas estava determinado a descobrir a verdade.


Lá dentro, o clima de romance deu lugar a uma tensão silenciosa.


O casal conseguia sentir a presença do observador do lado de fora.


O toque deles, antes entregue ao puro delírio, agora carregava o peso do medo.


Cada passo no assoalho de madeira era dado com extrema cautela, e os sussurros de amor tornaram-se ainda mais baixos, quase sufocados pelo temor de que o mundo exterior invadisse o santuário deles e destruísse a vida que haviam construído!

A deusa da fotografia

Ela e a contradição entre a inocência e a malícia,
o olhar que cativa e a presença que parece uma obra de arte,

Tem na sua essência
os elementos clássicos da poesia romântica
e da literatura poética,
que explora o magnetismo de uma musa,

Esse teu dualismo
que mescla o angelical misturado ao provocante,
é o que muitas vezes constrói a figura de uma personagem enigmática e fascinante, feito você mulher semideusa!