Textos Interessantes
Minha casa, meu jardim
Às vezes, fixo meu olhar no jardim da minha casa e observo, intrigada, os vasos de lírios e rosas que ali se encontram. Então me pergunto:
será que elas se sentem como pássaros trancados em gaiolas?
Fico triste, porque, de certa forma, sinto que é assim mesmo.
Somente eu as aprecio,
somente eu sinto o seu perfume,
somente eu as acaricio.
E somente elas sentem a minha presença e o meu carinho.
Essa estranha sensação me invade de repente.
E, mesmo sob o calor escaldante,
um leve frio esbarra em mim.
É curioso como o todo se dissolve
e se transforma em um tudo incerto.
Peço uma pausa —
a cabeça gira,
e o medo encontra morada.
O amor, outrora suave,
capaz de embalar o coração,
até aquele que nos lança
à vertigem do “te amo”,
perdeu o encanto
e virou eco vazio no mundo.
Antes, era açúcar cobrindo a alma;
hoje, carrega um amargor silencioso,
que caminha junto
ou nos espera,
paciente,
em algum ponto do tempo.
❝ ..Você chegou tão de repente, e transformou
de um jeito lindo e encantador minha vida,
você despertou em mim desejos ardentes,
de amar como nunca amei na vida. Minha
alma te escolheu, meu corpo clama pelo
teu. Meus olhos brilham para ti. Minha boca
sussurra teu nome. Não posso mais fugir
deste amor... Sou inteiramente tua....❞
[Pavio]
a incrível capacidade
de queimar neurônios,
na mesma velocidade
em que se estabelecem
as conexões.
somos forjados
de sinapses e porres,
e não necessariamente
necessitamos
de bebedeiras,
para sofrer de ressaca.
nos inspiramos
nos minúsculos,
que seguem com tuas tarefas
mesmo que ninguém note.
imperceptíveis.
o universo nada seria
sem o microcosmo.
meros captadores
de conhecimento,
aprendizes persistentes,
deste vasto profundo.
nossa maior ambição
é continuar aprendendo.
inflamem-se faíscas,
reluzam, fagulhas fulgurantes.
durante esta breve
vida de centelha,
saboreie a centelha
que é a vida.
29/07/23
Michel F.M.
Sua beleza me cativa, me prende, me distrai... Procuro mil motivos para dar enquanto meus olhos inquietos te procuram em meio a multidão...
Teu sorriso, Ah! Teu sorriso encanta minha alma e traz luz em meio ao meu caos...
Tua presença me transborda de alegria. Meu coração não se contém quando te vejo...
Cada mínimo detalhe seu, do mais bruto ao delicado me faz suspirar e sonhar...
Mas te vejo de longe, te vejo distante... Tento me aproximar... Estendo minhas mãos... Te tornas inalcançável...
Fidúcia
A aparência pode até seduzir,
O olhar pode até encantar,
O sorriso pode até revelar,
O beijo pode até marcar,
O abraço pode até consolar,
A luxúria pode até deleitar,
O dinheiro pode até comprar,
A inveja pode até querer,
O orgulho pode até cogitar,
O medo pode até fugir,
A ira pode até frear,
A solidão pode até aumentar,
A insônia pode até sonhar,
Mas…
A fé sempre vai reinar!
A vida é feita de contrastes.
Há momentos em que tudo parece incrível, e outros em que o mundo pesa demais.
Há dias em que o sol brilha forte,
e dias em que até a luz parece cansar.
Horas em que sorrimos sem motivo,
e outras em que o silêncio nos ensina a chorar.
A vida é assim, um equilíbrio frágil entre o belo e o doloroso.
Às vezes, ela nos coloca diante de alguém que nos fere,
para que possamos entender mais sobre ela… e sobre nós mesmos.
Mas também, de forma silenciosa,
ela te mostra alguém maravilhoso que sempre esteve ali, bem ao seu lado, alguém que te ensina, com gestos simples, como a vida deve ser realmente vivida.
Afinal, a vida é assim.
É cedo pra dizer que amo você,
mas eu andei fascinado
como um turista perdido
por esse mundo encantado
só conhecendo lugares
de boa com as pessoas
É cedo pra dizer,
mas eu preciso saber
se você veio para me ajudar
a te amar ou te esquecer
É cedo pra dizer... é cedo pra dizer
que eu estou gelado
precisando me aquecer
É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer
que estou preso no gelo
desfazendo o cubo mágico
dirigindo o meu carro
rolando na mesa dois dados
É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer,
mas tenho um bom pressentimento
e se você achar estranho,
eu sei que vou entender, afinal eu te amo e sei que ainda é cedo pra dizer,
Tantos...
Tantos amores...
Tantos momentos incríveis...
Tantos sonhos e ilusões...
Tantos sons, cores, cheiros...
Tantos abraços e promessas
Tantos rostos e corações perdidos no tempo!
Quanta doçura!
Quanta saudade!
- E eu me pergunto: - Será que um dia eu tive o amor que tanto procuro e perdi?
- Acho que isso nem o tempo pode mais me responder...!
Haredita Angel
27.12.23
É curioso como a gente percebe rápido o que parece estranho no outro...
mas quase nunca se enxerga com a mesma atenção.
A gente julga, estranha, critica...
sem perceber que também carrega excessos, defesas, jeitos difíceis.
O outro vira um espelho que a gente não quer olhar.
Porque se olhar de verdade exige coragem.
Exige sair do automático e reconhecer coisas que nem sempre são bonitas.
No fim, não é só sobre o outro.
É sobre o quanto você está disposto a se ver também.
Ela é linda, de um olhar sereno, doce, determinado, encantador, tenro!
Ela é linda!... os traços parecem ter sidos desenhados ao som de uma melodia clássica.
Ela é linda!... sua pele tem um toque e textura que exala paixão. É envolvente ao ponto de deixar registrado suas digitais em minha alma.
Ela é linda, é angelical.
Ela é linda e, como se não bastasse, tem um gosto musical marcante, que revela seu íntimo, sua essência.
Ela é linda!...
É incrível como até hoje as pessoas ainda não aprenderam a respeitar os outros. Não importa as suas crenças, religiões ou origem. Sempre terá alguém ali que não respeita e age com hostilidade. Se em um mundo onde todos se respeitassem e ouvissem aos outros, vários problemas seriam resolvidos como, discriminação, racismo, capacitismo, inclusão social, etc. Às vezes apenas um bom dia e um sorriso melhoram o dia de alguém, a sociedade se cegou pela ambição de fama, poder e dinheiro. Mas e a atendente da loja da esquina? Por que temos que tratá-la mal? Só porque somos " superiores "? Esse é um dos maiores problemas de atualmente, todos apontam os erros dos outros mas não tem tempo para curar os seus. Sempre pratique o respeito.
"Quem planta bem não tem medo do que colhe " - plante o bem e colherá o bem.
"Nós nunca perdemos, ou nós ganhamos ou aprendemos " - a vida é um constante aprendizado.
"Se não puder fazer tudo, faça tudo que puder." - sempre seesforce ao máximo, valerá a pena.
Inteligência Natural
Demétrio Sena - Magé
Aceito e uso, porque não seria possível não usar a caneta, o computador ou as teclas do celular, para o curso da minha escrita. Igualmente, usaria uma britadeira, se precisasse quebrar brita. Pintar demanda tinta, pincel, tela, cavalete... mas nada pinta por mim. Não sou eu ferramenta, insumo, suporte. A inteligência é minha. O dom é meu.
Usarei violão, ou piano, qualquer outro instrumento, para dar cifras ao poema que desejo transformar em canção. Mas quem há de compor a canção sou eu. Do início ao fim. Para tudo que fizermos, usaremos matéria-prima, ferramenta e/ou insumo. Qualquer produção imaginável, de maior ou menor dimensão, exigirá com o que, do que e sobre o que se faça ou se realize.
A inteligência artificial é o produto mais controverso da humanidade. Acho inconcebível que o ser humano tenha feito algo para se tornar, ele mesmo, ferramenta desse algo, no campo da criatividade: as artes; a literatura; o lúdico. Admito e aceito a inteligência artificial, mas não aceito a sua batuta como substituição do meu dom, do meu toque pessoal, da minha personalidade criativa.
Não quero ser um plagiador, ainda que isso tenha se tornado criminosamente permitido, por esse truque de fragmentação cibernética. Pior ainda: não quero ser mais um desses plagiadores que nem plagiar sabem mais: tornaram-se criminosos on-line dependentes dos comandos que se sobrepõem aos comandos que eles fingem dar.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Interessante como muitos vestem a máscara da moralidade para serem vistos como exemplo, enquanto escondem dentro de si intenções movidas por ego, interesse e manipulação.
Pregam virtudes em público, mas nos bastidores usam pessoas como peças de um jogo onde apenas seus desejos importam.
A maior hipocrisia não está no erro humano… mas na mentira consciente.
Pois aquele que conhece sua própria sombra e ainda assim escolhe fingir luz absoluta, torna-se escravo da própria ilusão.
Falam de caráter, fidelidade, honra e verdade…
mas cada atitude revela cálculo, vaidade e necessidade de aprovação.
Querem ser admirados não por essência, mas pela imagem construída para alimentar o próprio ego.
Esqueceram do próprio passado?
Ou acreditam que discursos bonitos conseguem apagar as marcas deixadas nas consciências daqueles que conheceram sua verdadeira face?
O tempo pode até silenciar algumas vozes…
mas jamais apaga a energia das atitudes, nem o peso invisível que a consciência carrega quando a máscara cai diante do espelho da própria alma.
Porque não existe fuga eterna de si mesmo.
Quem manipula para benefício próprio pode convencer multidões por um tempo…
mas no silêncio da própria mente sabe exatamente quem é, o que fez e quais verdades tenta esconder atrás de frases prontas e moralismo superficial.
A verdadeira luz não precisa provar pureza.
Ela reconhece suas sombras, assume seus erros e transforma consciência em evolução.
Já os falsos virtuosos vivem presos na necessidade constante de parecer aquilo que nunca tiveram coragem de se tornar.
Frases por vezes complexas, paradoxalmente intrigantes, frutos de uma mente em flagelo que já não distingue o real da fantasia melancólica. É o eco de uma alma cansada que, por vezes jogada ao pedregal, entrega-se aos abutres e corvos necrófagos, onde cada bicar das aves retira um pedaço do que outrora foi esperança. Ali, entre o pó e a pena, a mente finalmente cessa a luta contra o delírio, aceitando que a beleza, ainda que fúnebre e dolorosa, reside na coragem de desintegrar-se diante do próprio destino.
- Tiago Scheimann
Teu jeitinho
Mergulho em tua inocência
Inocência que tanto cativo,
Tão fascinante o teu jeitinho
Jeitinho de menininha.
Te colocaria em um potinho
Para te ter pertinho de mim
Parece uma criança
Com esse teu rostinho
Com esse teu jeitinho
Jeitinho que tanto cativo
Oque tu tens que me
Deixas tão fascinado por ti?
Tu tens um belo olhar
Olhar que tanto cativo
Tu eres dona de um lindo sorriso
Sorriso esse que tanto cativo
Oque tu tens que me
Deixas tão fascinado por ti?
Tu tem brilho, um grande brilho
Brilho é tão tamanho
Que eu me fascino,
Que me delírio em seu jeitinho
Oque faço pra te ter em um potinho?
Os que precisam recorrer à Inteligência Artificial para alugar as cabeças dos asseclas operam no mesmo nível dos que assaltam com réplica.
Ah, não!
Mas nem de longe é essa a parte mais intrigante, pois o mérito e a inteligência do manipulador coexistem com a passividade e a desinteligência do manipulável.
O traumático é tropeçar na realidade e descobrir que terceirizou a “desinteligência humana” para a inteligência artificial ou foi assaltado com arma de brinquedo.
Porque o escândalo nunca esteve apenas na ferramenta.
O escândalo sempre esteve na disposição coletiva de entregar a própria consciência em regime de comodato.
A máquina apenas acelerou uma vocação antiga: a necessidade desesperada de pensar menos, sentir menos, questionar menos — desde que alguém forneça um roteiro confortável para seguir.
Ainda há quem tema que a inteligência artificial substitua escritores, artistas, professores, líderes e pensadores.
Talvez o medo esteja mal formulado.
O que ela expõe, com brutalidade inédita, é o número de pessoas que jamais quiseram pensar por conta própria.
Gente que não busca ideias, mas autorização.
Não procura verdade, mas pertencimento.
Não deseja compreensão, mas munição emocional para sustentar convicções previamente alugadas.
A tecnologia não cria a alienação; apenas lhe dá escala, velocidade e acabamento estético.
O manipulador continua sendo humano.
Continua entendendo os impulsos mais primitivos da plateia: medo, vaidade, ressentimento e necessidade de aceitação.
A inteligência artificial entra apenas como multiplicadora industrial de narrativas, slogans, indignações e certezas instantâneas.
Ela otimiza a mentira como uma linha de montagem otimiza parafusos.
Mas ainda assim há algo muito mais perturbador do que quem fabrica ilusões: quem as consome voluntariamente.
O assaltante com arma de brinquedo só obtém êxito porque alguém acredita estar sob ameaça.
O objeto não possui poder real; o poder nasce da rendição psicológica da vítima.
Da mesma forma, certas manipulações contemporâneas não triunfam pela genialidade tecnológica, mas pela abdicação intelectual de quem prefere obedecer a examinar.
E talvez seja isso que mais humilhe.
Descobrir que não foi derrotado por uma inteligência superior, mas pela própria preguiça crítica.
Que não perdeu para uma máquina consciente, mas para uma simulação suficientemente convincente para anestesiar discernimentos já enfraquecidos.
Que a ameaça nunca esteve na inteligência artificial em si, mas na erosão progressiva da inteligência humana.
A tragédia moderna não será a ascensão das máquinas.
Será o conforto das pessoas em renunciar à própria autonomia enquanto ainda possuem todas as condições de exercê-la.
O curioso não são soldados do exército pintando meio-fio, mas isso incomodar só os especialistas de uma guerra só:
a Palavrosa.
Porque há algo profundamente revelador no tipo de indignação que escolhemos cultivar.
Não é a fome que escandaliza.
Nem é o abandono.
E nem é a corrupção cotidiana que envelhece o país antes do tempo.
O que incomoda é a estética da simplicidade.
Um homem com enxada parece digno.
Um operário com uniforme parece digno.
Um gari varrendo rua parece digno.
Mas um soldado limpando praça ou pintando meio-fio vira símbolo de humilhação nacional para quem aprendeu a confundir utilidade com discurso.
Talvez porque a guerra palavrosa precise desesperadamente parecer mais importante do que é.
Existe uma elite emocional que vive da liturgia da crítica.
Não produz ponte, não recolhe lixo, não organiza fila, não constrói muro, não protege fronteira, não assenta tijolo — mas comenta tudo como se governasse o universo pela força do vocabulário rebuscado.
E, quando vê alguém executando uma tarefa simples, concreta e visível, reage com ironia, porque o concreto expõe a esterilidade do excesso de abstração.
Há gente que prefere um país perfeitamente teorizado e completamente abandonado a um país imperfeito, mas funcionando.
A tragédia moderna talvez esteja nisso: transformamos toda ação em símbolo, ideologia e todo símbolo em guerra moral.
Já não perguntamos se algo ajuda, organiza, melhora ou serve.
Perguntamos apenas se aquilo alimenta a narrativa que escolhemos.
E assim, pintar um meio-fio deixa de ser manutenção urbana e vira tese acadêmica improvisada.
Enquanto isso, o país real continua existindo longe dos debates performáticos.
Porque o país real pega ônibus cedo…
Troca de turno.
Limpa-chão.
Carrega peso.
Conserta rede elétrica.
Desentope outras.
Entrega comida.
Bate continência.
E, no fim do dia, entende uma verdade silenciosa que os sacerdotes da guerra palavrosa raramente suportam admitir:
Toda civilização depende muito mais de quem faz do que de quem só tenta diminuir quem fez.
É incrivel né? Como um ovo pode ser várias coisas diferentes, dependendo do seu preparo:
Ele pode ser um ovo cozido, se jogá-lo na água e deixar ferver;
Pode ser um ovo frito, se quebrá-lo e despejar numa frigideira com um pouco de sal;
Pode ser um omelete ser for batido e depois frito;
Pode ser um ovo mexido, se mexer enquanto ele frita;
Ou ainda, um pintinho, se fecundado.
E acho que pensar nisso, me lembra aos seres humanos, e que a maneira como o ambiente, as pessoas e os ensinamentos que são dados, moldam como ele vai ser, em quem vai se tornar.
Uma pessoa inteligente sem integridade pode até conquistar poder.
Mas uma pessoa inteligente com moral e consciência cívica costuma inspirar confiança, construir coisas boas e deixar paz por onde passa.
Talvez porque o verdadeiro brilho humano não esteja apenas em “saber muito”, mas em saber usar o conhecimento para proteger, ajudar, ensinar e agir com justiça.
É como se a inteligência fosse a força…
e a integridade fosse a direção dessa força.
Grandes mentes marcaram a história, mas as que permaneceram no coração das pessoas geralmente foram aquelas que uniram sabedoria e humanidade — como Nelson Mandela, Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr..
E no cotidiano também é assim:
às vezes uma pessoa simples, honesta e consciente vale mais para a sociedade do que alguém brilhante que usa a inteligência sem ética.
