As pessoas confundem conhecimento,... Azrael Asael (Tarin Michael)

As pessoas confundem conhecimento, inteligência e sabedoria.
É normal, mas cada um desses conceitos representa um estágio distinto do desenvolvimento social e cognitivo da espécie humana.
O conhecimento é a junção das informações adquiridas ao longo da vida. Isso não quer dizer que uma pessoa com 100 anos seja necessariamente inteligente, muito menos sábia. O tempo pode acumular informações, mas não garante compreensão.
A inteligência é a construção do processamento cognitivo adquirido a partir das experiências e dos conhecimentos, que serão utilizados nas situações do cotidiano. Sei que a água é constituída por moléculas de H₂O; sabendo disso, conheço sua composição e sua fórmula. Entretanto, não sei fazer água.
A sabedoria seria, então, a junção das duas anteriores. Contudo, nela surgem elementos que vão além do conhecimento e da inteligência: experiência de vida, reflexão, humildade, discernimento e outros conceitos que são continuamente refinados e explorados para que possam ser utilizados não apenas em benefício próprio, mas também em benefício dos outros.
Nessa lógica, percebo que ainda estou na Religião, entendida como uma das formas primitivas pelas quais a humanidade buscou explicar sua existência e o mundo ao seu redor. Segundo determinada leitura filosófica da história do pensamento, esse percurso pode ser dividido em três etapas: religião, metafísica e ciência.
Se esse caminho representa uma espécie de amadurecimento do pensamento humano, então ainda tenho muito a caminhar.
Dos Homo sapiens sapiens, talvez eu seja o mais néscio de todos.
E talvez reconhecer a própria ignorância seja o primeiro conhecimento necessário para começar a buscar a sabedoria.