O silêncio perfeito do casarão... Pedreiro Poeta Rústico, o...

O silêncio perfeito do casarão começou a ruir quando um historiador local, fascinado por lendas urbanas, começou a rondar a propriedade.


Ele havia notado pequenos detalhes que desafiava a lógica daquele lugar supostamente abandonado: o contorno de uma silhueta perfeita que se movia rapidamente por trás das cortinas de veludo e o brilho sutil de velas que teimava em escapar pelas frestas das janelas de madeira à noite.


Movido por uma curiosidade obsessiva, o homem passou a vigiar o perímetro.


Ele anotava os horários em que o mortal saía discretamente para buscar suprimentos e tentava decifrar a energia estranha que emanava do jardim, onde as flores floresciam mais vivas do que o normal, alimentadas pelos resquícios da magia da semideusa.


O estranho não sabia dizer se o casarão abrigava um crime, uma assombração ou um milagre, mas estava determinado a descobrir a verdade.


Lá dentro, o clima de romance deu lugar a uma tensão silenciosa.


O casal conseguia sentir a presença do observador do lado de fora.


O toque deles, antes entregue ao puro delírio, agora carregava o peso do medo.


Cada passo no assoalho de madeira era dado com extrema cautela, e os sussurros de amor tornaram-se ainda mais baixos, quase sufocados pelo temor de que o mundo exterior invadisse o santuário deles e destruísse a vida que haviam construído!