Textos Interessantes
É incrivel né? Como um ovo pode ser várias coisas diferentes, dependendo do seu preparo:
Ele pode ser um ovo cozido, se jogá-lo na água e deixar ferver;
Pode ser um ovo frito, se quebrá-lo e despejar numa frigideira com um pouco de sal;
Pode ser um omelete ser for batido e depois frito;
Pode ser um ovo mexido, se mexer enquanto ele frita;
Ou ainda, um pintinho, se fecundado.
E acho que pensar nisso, me lembra aos seres humanos, e que a maneira como o ambiente, as pessoas e os ensinamentos que são dados, moldam como ele vai ser, em quem vai se tornar.
O mais curioso dentro da atual pandemia mundial são os novos hábitos ocidentais adquiridos, já praticados de forma tradicional pelos orientais a muitos anos. Como o uso de mascaras em publico diante de uma doença. Os sapatos deixados na entrada da casa. O cumprimento por reverencia sem qualquer contato físico. O uso de toalhas quentes esterilizadas durante as refeiçoes. Agora uma pergunta que não quer se calar, uma simples coincidência ou uma adequação da cultura oriental para o mundo inteiro,
nestes novos tempos.
Ritmo Brasileiro ✨🇧🇷
Em ritmo brasileiro,
busco o meu instrumento;
sou incrível,
como um farol que ilumina a noite.
O canto dos pássaros me alegra,
o som da natureza me desperta.
Acredito que minhas escolhas são certas e concretas:
a base mais sólida.
E a completa realização se faz festa.
As águas são calmas, e eu sou paz.
Melodia bonita é a da vida!
Que alegria ver a família reunida.
Maravilhoso é Deus.
O abençoado prospera,
e a graça divina alivia o meu coração.
Crer é confiar,
e todo o bem crescerá.
— Amanda Tamiris da Maia
Poeta de Literatura
Todos os dias pela manhã vejo a pessoa mais incrível que conheço em frente ao espelho!
Seus reflexos são a prova viva que honestidade é um valor incomparável e que a dignidade realmente é prazerosa, todas as vezes que deito ao travesseiro a certeza que a fidelidade é inegociável, sendo a forma que eu me respeito e que consigo transmitir o meu amor ao mundo e pessoas.
A imposição é obsessão dos insensatos.
A sensatez está na inteligência da aceitação, não no egoísmo do prender. Nada preso tem valor, vontade e futuro.
O respeito mútuo tem mais valia pois ele solta, liberta e faz futuramente aquele que ofereceu desigualdade lembrar dos momentos vividos e pouco valorizados. O tempo volta para apertar àquele que merece aprender para futuramente com uma nova relação fazer diferente.
Olha eu aqui.
A mesma cara, e ainda tem quem não acredita... Meu nome é Alexandre!
Sou curioso por natureza, sempre em busca de aprender e conectar ideias. Minhas histórias são moldadas por escolhas, encontros e os livros que li. Acredito no poder dos pequenos gestos. Tenho medos, mas também resiliência; sonhos, mas também pés no chão. Sou uma mistura de passado vivido e futuro imaginado, em constante transformação. No fundo, sou apenas alguém tentando encontrar sentido no caminho, deixar uma marca gentil e ouvir, de verdade, a história do outro.
Somos aquilo que gostamos.
Somos nossa comida favorita, os filmes que amamos, os amigos que escolhemos,
as roupas que vestimos, a época do ano que preferimos, o esporte que nos anima, as cidades que nos fascinam...
Eu não só sou...
Somos!
Eu adoro me encantar e, se pudesse, me encantaria todos os dias, por tantas coisas. Acho o encanto algo magnífico, transbordando de animação, nos trazendo emoções profundas... Encantar-se é uma maravilha, faz bem à saúde, é até sugerido.
Encante-se por você mesmo, por uma melodia, por um cenário, encante-se pela sua trajetória, mas igualmente não receie a solitude. Sinta-se realizado por possuir o necessário, mesmo que pareça escasso ou praticamente nada. Ainda que ao final seja somente você consigo próprio (talvez o mais árduo).
Saboreie a Vida.
Jornada de Solteiro.
*Pela Fresta*
Teu disfarce e o meu não querer
Vai trazendo a curiosidade de te espiar
Mesmo que de soslaio
A porta range baixa, eu seguro o fôlego
o teu passo de gato ecoa no corredor
E eu juro que não espiei.
Mas guardei tua sombra na memória
Meu caminhar suave, não vai despertar o que dorme dentro de ti
Quem sabe o estrondo do silêncio desperta teu sorriso
E desperta. Um canto de boca, rápido
Tipo segredo que a fresta não segura
Aí a gente volta a fingir,
Enquanto o poema escreve a gente
Mesmo te espiando, finjo não te ver me espiando.
(Saul Beleza)
Tantos...
Tantos amores...
Tantos momentos incríveis...
Tantos sonhos e ilusões...
Tantos sons, cores, cheiros...
Tantos abraços e promessas
Tantos rostos e corações perdidos no tempo!
Quanta doçura!
Quanta saudade!
- E eu me pergunto: - Será que um dia eu tive o amor que tanto procuro e perdi?
- Acho que isso nem o tempo pode mais me responder...!
Haredita Angel
27.12.23
Os que precisam recorrer à Inteligência Artificial para alugar as cabeças dos asseclas operam no mesmo nível dos que assaltam com réplica.
Ah, não!
Mas nem de longe é essa a parte mais intrigante, pois o mérito e a inteligência do manipulador coexistem com a passividade e a desinteligência do manipulável.
O traumático é tropeçar na realidade e descobrir que terceirizou a “desinteligência humana” para a inteligência artificial ou foi assaltado com arma de brinquedo.
Porque o escândalo nunca esteve apenas na ferramenta.
O escândalo sempre esteve na disposição coletiva de entregar a própria consciência em regime de comodato.
A máquina apenas acelerou uma vocação antiga: a necessidade desesperada de pensar menos, sentir menos, questionar menos — desde que alguém forneça um roteiro confortável para seguir.
Ainda há quem tema que a inteligência artificial substitua escritores, artistas, professores, líderes e pensadores.
Talvez o medo esteja mal formulado.
O que ela expõe, com brutalidade inédita, é o número de pessoas que jamais quiseram pensar por conta própria.
Gente que não busca ideias, mas autorização.
Não procura verdade, mas pertencimento.
Não deseja compreensão, mas munição emocional para sustentar convicções previamente alugadas.
A tecnologia não cria a alienação; apenas lhe dá escala, velocidade e acabamento estético.
O manipulador continua sendo humano.
Continua entendendo os impulsos mais primitivos da plateia: medo, vaidade, ressentimento e necessidade de aceitação.
A inteligência artificial entra apenas como multiplicadora industrial de narrativas, slogans, indignações e certezas instantâneas.
Ela otimiza a mentira como uma linha de montagem otimiza parafusos.
Mas ainda assim há algo muito mais perturbador do que quem fabrica ilusões: quem as consome voluntariamente.
O assaltante com arma de brinquedo só obtém êxito porque alguém acredita estar sob ameaça.
O objeto não possui poder real; o poder nasce da rendição psicológica da vítima.
Da mesma forma, certas manipulações contemporâneas não triunfam pela genialidade tecnológica, mas pela abdicação intelectual de quem prefere obedecer a examinar.
E talvez seja isso que mais humilhe.
Descobrir que não foi derrotado por uma inteligência superior, mas pela própria preguiça crítica.
Que não perdeu para uma máquina consciente, mas para uma simulação suficientemente convincente para anestesiar discernimentos já enfraquecidos.
Que a ameaça nunca esteve na inteligência artificial em si, mas na erosão progressiva da inteligência humana.
A tragédia moderna não será a ascensão das máquinas.
Será o conforto das pessoas em renunciar à própria autonomia enquanto ainda possuem todas as condições de exercê-la.
O curioso não são soldados do exército pintando meio-fio, mas isso incomodar só os especialistas de uma guerra só:
a Palavrosa.
Porque há algo profundamente revelador no tipo de indignação que escolhemos cultivar.
Não é a fome que escandaliza.
Nem é o abandono.
E nem é a corrupção cotidiana que envelhece o país antes do tempo.
O que incomoda é a estética da simplicidade.
Um homem com enxada parece digno.
Um operário com uniforme parece digno.
Um gari varrendo rua parece digno.
Mas um soldado limpando praça ou pintando meio-fio vira símbolo de humilhação nacional para quem aprendeu a confundir utilidade com discurso.
Talvez porque a guerra palavrosa precise desesperadamente parecer mais importante do que é.
Existe uma elite emocional que vive da liturgia da crítica.
Não produz ponte, não recolhe lixo, não organiza fila, não constrói muro, não protege fronteira, não assenta tijolo — mas comenta tudo como se governasse o universo pela força do vocabulário rebuscado.
E, quando vê alguém executando uma tarefa simples, concreta e visível, reage com ironia, porque o concreto expõe a esterilidade do excesso de abstração.
Há gente que prefere um país perfeitamente teorizado e completamente abandonado a um país imperfeito, mas funcionando.
A tragédia moderna talvez esteja nisso: transformamos toda ação em símbolo, ideologia e todo símbolo em guerra moral.
Já não perguntamos se algo ajuda, organiza, melhora ou serve.
Perguntamos apenas se aquilo alimenta a narrativa que escolhemos.
E assim, pintar um meio-fio deixa de ser manutenção urbana e vira tese acadêmica improvisada.
Enquanto isso, o país real continua existindo longe dos debates performáticos.
Porque o país real pega ônibus cedo…
Troca de turno.
Limpa-chão.
Carrega peso.
Conserta rede elétrica.
Desentope outras.
Entrega comida.
Bate continência.
E, no fim do dia, entende uma verdade silenciosa que os sacerdotes da guerra palavrosa raramente suportam admitir:
Toda civilização depende muito mais de quem faz do que de quem só tenta diminuir quem fez.
Quase nada é tão importante ou interessante para alguém que dorme quanto acordar naturalmente
e revigorado.
Acordar alguém, senão para socorrê-lo, salvar uma vida ou tratar da partida de um ente querido, é um profundo despropósito.
O sono talvez seja uma das poucas experiências nas quais o ser humano se entrega por inteiro.
Ao dormir, abandonamos vigilâncias, defesas e controles.
Confiamos o corpo ao tempo e permitimos que a mente reorganize silenciosamente aquilo que a correria do dia ou da noite espalhou.
Por isso, interromper esse processo sem extrema necessidade costuma ser muito mais do que um simples incômodo: é a invasão de um território sagrado.
Vivemos em uma época que glorifica a urgência.
Tudo parece exigir resposta imediata, atenção instantânea e disponibilidade permanente.
Mas a verdade é que pouquíssimas coisas são realmente urgentes.
Muitas das interrupções que nos arrancam do descanso carregam apenas a ansiedade de quem não suporta esperar alguns minutos, algumas horas ou o despertar seguinte.
Existe uma sabedoria bastante discreta em quem respeita o sono alheio.
É o reconhecimento de que cada pessoa trava batalhas invisíveis durante o dia ou a noite e encontra, nele, uma espécie de reparação.
Acordar naturalmente é um privilégio muito silencioso.
É permitir que o corpo conclua sua tarefa e que a alma — seja lá o que isso signifique para cada um — retorne ao mundo sem violência, revigorada.
Talvez por isso acordar alguém só faça sentido diante do que realmente importa: preservar uma vida, socorrer uma necessidade incontornável ou comunicar uma despedida que não pode esperar.
Fora dessas circunstâncias, quase tudo pode aguardar.
Porque há uma diferença enorme entre despertar alguém e arrancá-lo do descanso.
O primeiro é um reencontro gentil com a vida.
O segundo é apenas uma imposição das nossas urgências sobre o tempo alheio.
E, no fundo, poucas demonstrações de respeito são tão simples quanto deixar alguém terminar de dormir.
Sobretudo quando esse alguém padece da dificuldade de fazê-lo.
Os Inteligentes mudam de ideia o tempo todo, os que Fingem ser, morrem agarrados a ideias que nem deles são.
Mudar de ideia não é sinal de fraqueza; muitas vezes, é a prova mais evidente de que alguém ainda está pensando.
Só quem se permite confrontar as próprias certezas consegue perceber quando uma convicção deixou de ser fruto da reflexão e passou a ser apenas apego.
Há quem confunda inteligência com a capacidade de ter sempre uma resposta pronta.
Mas inteligência também é saber dizer: “eu estava errado”, “não sei” ou “nunca tinha pensado por esse ângulo”.
O pensamento vivo não se sente humilhado diante de um argumento melhor; ele se sente provocado por ele.
O problema começa quando a opinião deixa de ser uma conclusão e passa a ser uma identidade.
A partir daí, qualquer questionamento parece uma agressão pessoal.
A pessoa já não defende uma ideia porque acredita nela; acredita nela porque precisa defendê-la.
E, nesse processo, pouco importa se a ideia nasceu de sua própria experiência, se foi examinada com cuidado ou simplesmente herdada de alguém que ela admira.
É curioso como alguns se orgulham de nunca mudar de opinião, como se a imobilidade fosse uma medalha de inteligência.
Não percebem que permanecer eternamente no mesmo lugar pode significar apenas que nunca tiveram coragem de recalcular a rota, de revisar o caminho.
Pensar por conta própria exige um tipo desconfortável de liberdade: a liberdade de discordar de quem admiramos, de abandonar aquilo que já defendemos publicamente e, sobretudo, de reconhecer que nossas certezas também podem estar erradas.
No fim, talvez a diferença entre quem pensa e quem apenas repete não esteja na quantidade de opiniões que possui, mas na disposição de submetê-las ao próprio julgamento.
Porque ideias não deveriam ser correntes.
Deveriam ser ferramentas.
E quem realmente pensa não teme trocar uma ferramenta quando percebe que ela já não serve.
"Preciso encontrar uma maneira de avaliar minha inteligência para não aumentar minha ignorância."
Como não sei definir inteligência, pedir sabedoria a Deus só amplifica meus desejos. Por exemplo, um burro pedirá grama e mais pasto, um pássaro uma gaiola maior, um porco um chiqueiro maior, uma galinha um galinheiro maior e uma mosca mais esterco.
Que é a vida? Uma fantasia.
Que é a vida? Um encantamento,
Uma realidade mirabolante, uma ficção;
E o bem maior, o futuro, uma criança.
E todas as crianças, pequeninas ou não,
São sonhos, e feitas de sonhos são.
Estrofe de versos livres: (Tu) Surges, Oh, Mundo!
Autoria: Prof. Cidiclei Medeiros
Obra original: criação poética autoral, em forma de releitura contemporânea de A Vida é um Sonho, de Pedro Calderón de la Barca.
Publicação anterior: disponível no Internet Archive sob o título O Gato Sortilégio desde 14 de setembro de 2026, no link: https://archive.org/details/screenshot-2026-09-14-at-13-06-37-gato-sortilegio
Vamos repensar?
Darwin — “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”
“Adaptar-se é necessário, mas adaptar-se a tudo pode ser o início da perda da própria essência. Sobreviver exige flexibilidade; evoluir exige discernimento.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar:
Nicolás Gómez Dávila:
“A inteligência moderna não busca a verdade, busca argumentos.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A maior crise intelectual do nosso tempo não é a ausência de conhecimento, mas a ausência de sabedoria. As pessoas não procuram a verdade para transformar a própria vida; procuram argumentos para justificar os próprios erros.”
Vamos repensar?
Baltasar Gracián:
“Não basta ter inteligência; é preciso saber usá-la.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A inteligência sem consciência é apenas uma ferramenta sofisticada nas mãos de uma mente despreparada. O mundo não sofre pela falta de pessoas inteligentes; sofre pela falta de pessoas sábias. Saber muito não significa compreender profundamente. A informação amplia a mente; o discernimento transforma o homem.”
Desaprender é um dos atos mais elevados da inteligência.
Fomos ensinados a aprender, mas raramente fomos ensinados a desaprender. E talvez seja exatamente por isso que tantas pessoas acumulam conhecimento sem jamais alcançar sabedoria.
Aprender amplia a mente. Desaprender a liberta.
O conhecimento acrescenta. O discernimento seleciona.
A mente mente. Cuidado para não ficar demente. Ela se apega às certezas, apaixona-se pelas próprias conclusões e transforma opiniões em prisões. Por isso, nem tudo o que aprendemos merece permanecer dentro de nós.
Há ideias que iluminam. Outras apenas ocupam espaço.
O verdadeiro conhecimento não consiste em acumular respostas, mas em desenvolver a coragem de abandonar respostas que já não explicam a realidade. Crescer exige aprender. Evoluir exige desaprender.
Quem não desaprende transforma a própria inteligência em cárcere. Afinal, a pior prisão não é aquela construída por muros, mas por convicções que nunca foram questionadas.
Toda aprendizagem autêntica exige um esvaziamento. Não se derrama água limpa em um recipiente cheio de água turva. Antes de receber uma nova verdade, muitas vezes é preciso renunciar às velhas ilusões.
Desaprender não é esquecer. É discernir.
É separar o conhecimento da sabedoria.
É abandonar crenças que limitam para acolher verdades que libertam.
A ignorância pode ser ensinada. A arrogância de quem acredita já saber tudo torna-se quase inalcançável. O maior inimigo da aprendizagem não é a falta de conhecimento, mas o excesso de certezas.
Quanto mais rígida é uma mente, menor é sua capacidade de crescer. A inteligência abre portas. O ego as tranca.
Penso, logo resisto. Resisto à manipulação, às verdades prontas, aos paradigmas herdados sem reflexão e às ideias aceitas apenas porque sempre foram repetidas.
Desaprender é um ato de humildade intelectual. É reconhecer que a verdade não precisa da nossa aprovação para continuar sendo verdade.
A educação nos ensina a responder. O discernimento nos ensina a perguntar.
A educação nos ensina o que pensar. O discernimento nos ensina a pensar.
Porque, no fim, aprender muda o que sabemos.
Desaprender muda a forma como enxergamos o mundo.
E quando muda a forma como enxergamos o mundo, inevitavelmente muda quem somos.
Carlos EDUARDO Balcarse
28/07/2026
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: QUANDO A TECNOLOGIA PENSA E O SER HUMANO DEIXA DE PENSAR
A inteligência artificial evolui, os algoritmos aprendem, as redes sociais nos conhecem e a ansiedade aumenta. Talvez o maior perigo da tecnologia não seja a máquina aprender a pensar, mas o ser humano desaprender a pensar por si mesmo enquanto procura, no mundo digital, respostas para o vazio que existe no mundo real.
Nunca tivemos tanto acesso à informação, às redes sociais, à tecnologia e ao conhecimento. Paradoxalmente, nunca foi tão necessário perguntar: estamos realmente pensando ou apenas consumindo pensamentos prontos?
A inteligência artificial pode produzir respostas em segundos. Os algoritmos podem prever comportamentos, selecionar conteúdos e disputar nossa atenção. Mas nenhuma tecnologia deveria substituir aquilo que nos torna conscientes da própria existência: a capacidade de questionar, refletir, discernir e pensar sobre o próprio pensamento.
A mente também mente. A ansiedade antecipa. O medo distorce. As redes sociais comparam. Os algoritmos sugerem. A inteligência artificial responde.
Mas quem decide o que fazer com tudo isso ainda deve ser você.
Porque informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E ter milhares de respostas disponíveis não significa ter encontrado a pergunta certa.
Talvez a grande revolução tecnológica do nosso tempo não seja tornar as máquinas cada vez mais parecidas conosco.
Talvez seja impedir que nós nos tornemos cada vez mais parecidos com elas.
Não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
Carlos Eduardo Balcarse
Escritor, pesquisador e autor.
Reflexões sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação, tecnologia e sociedade.
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