Textos grandes
A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.
Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.
O Toropi que floresce
amoroso em Outubro
no Rio Grande do Sul
carrego dele em mim,
como se fosse preciso
de alguma explicação
para a Primavera ser
entendida para quem
nunca presta atenção.
Do Toropi amoroso
levo o quê é sublime,
o estar sob o glorioso
céu austral que basta
diante do banquete
do ego alheio que passa.
A minha existência não
precisa ser fantástica
como alguns pensam
que morro de desejo,
a convicção enraizada
que levo desde berço
do meu Pampa imenso,
porque sou Chimarrão,
pão com Chimia, poesia
e paz pro nosso coração.
Às vezes, a pressa em comprar Verdade Aveludada é tão grande que os Apaixonados já nem se importam com a Embalagem.
E talvez seja justamente aí que mora o perigo mais silencioso do nosso tempo: não na mentira escancarada, mas na verdade que se deixa moldar ao toque — macia, confortável, ajustável aos desejos de quem a consome.
Uma verdade que não exige esforço, que não confronta, que não pede revisão de rota.
Apenas acolhe, embala e confirma.
Em meio à pressa, desaprendemos o valor do desconforto.
Esquecemos que a verdade, quando genuína, raramente chega pronta para ser aceita; ela provoca, desloca e inquieta.
Mas o espírito apressado não quer esse atrito — ele busca a suavidade de narrativas que caibam perfeitamente em suas certezas pré-fabricadas.
E assim, pouco a pouco, a embalagem deixa de importar porque o conteúdo já foi previamente escolhido.
A polarização se alimenta exatamente desse hábito: não de discordar, mas de não querer sequer considerar.
Cada lado constrói sua vitrine de Verdades Aveludadas, expostas com brilho suficiente para seduzir os que só desejam acreditar.
E quem compra, não lê o rótulo — apenas reconhece o que já sente.
Nesse cenário, a manipulação já nem precisa ser sofisticada; basta ser conveniente.
Não é necessário esconder a incoerência, apenas envolvê-la em familiaridade.
Afinal, quando a emoção se antecipa à razão, qualquer embalagem parece suficiente — desde que o conteúdo não ameace o conforto de quem o consome.
Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja encontrar a Verdade, mas reaprender a desacelerar diante dela.
Ter a coragem de examinar o que nos agrada com o mesmo rigor que aplicamos ao que rejeitamos.
Porque, no fim, não é a embalagem que define o valor do que compramos — é a disposição de encarar o que há dentro, mesmo quando já não é tão macio quanto gostaríamos.
A pressa em escolher um lado é tão grande que a maioria já consegue arrotar opinião sobre conteúdo que nem sequer consumiu.
Vivemos um tempo em que reagir vale mais do que compreender.
A velocidade com que julgamentos são formados supera, com folga, o tempo necessário para escutar, refletir ou até mesmo duvidar.
Opinar virou quase um reflexo involuntário — não porque temos algo sólido a dizer, mas porque o silêncio passou a ser confundido com ausência de posicionamento, e isso, para muitos, parece inaceitável.
O problema não está em ter opiniões, mas na superficialidade com que elas nascem.
Quando não há contato real com o conteúdo, o que se expressa não é pensamento, é apenas eco.
Eco de manchetes, de recortes, de narrativas prontas que dispensam esforço e recompensam a pressa.
E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando a própria capacidade de pensar.
Há uma falsa sensação de pertencimento em escolher rapidamente um lado.
Como se isso garantisse identidade, como se fosse suficiente para nos situar no mundo.
Mas o preço disso é alto demais: abrimos mão da complexidade, ignoramos nuances e transformamos qualquer assunto em uma disputa rasa, onde o objetivo não é entender, mas vencer.
Talvez o verdadeiro ato de coragem, hoje, seja justamente o contrário.
Seja admitir que ainda não sabemos o suficiente.
Seja escutar antes de falar, consumir antes de julgar, refletir antes de reagir.
Porque pensar dá trabalho — e, em tempos de imediatismo, tudo que exige tempo parece quase um ato de resistência.
No fim, não é sobre escolher um lado rápido demais.
É sobre não se perder de si mesmo no processo.
Felizes os que aprendem a separar o pecado do pecador, pois estes jamais odiarão o que mais importa para Deus: o Ser Humano.
Há uma diferença bastante sutil — e profundamente transformadora — entre condenar um ato e rejeitar uma pessoa.
Quando essa linha tênue se apaga, o julgamento deixa de ser sobre falhas e escolhas e passa a ser sobre existências.
E, nesse ponto, já não há justiça, há apenas soberba disfarçada de virtude.
Separar o pecado do pecador não é relativizar o erro, nem suavizar suas consequências.
É reconhecer que ninguém se resume ao pior gesto que já cometeu, aos próprios olhos ou aos alheios.
É entender que, por trás de toda falha, existe uma história, uma fragilidade, uma humanidade que nos espelha muito mais do que gostaríamos de admitir.
O ódio é sempre uma simplificação…
Ele reduz o outro a um rótulo confortável, que nos poupa do esforço de compreender.
Amar — ou ao menos não odiar — exige muito mais: exige coragem para enxergar complexidade onde preferiríamos ver certezas, exige humildade para lembrar que também erramos, ainda que em medidas diferentes ou menos visíveis.
Talvez o verdadeiro desafio não seja apontar o erro, mas fazê-lo sem desumanizar quem erra.
Porque, no momento em que passamos a odiar o outro, deixamos de perceber que o que nos conecta a ele é maior do que aquilo que nos separa.
No fim, separar o pecado do pecador é menos sobre o outro e mais sobre quem escolhemos ser diante dele.
É decidir se seremos juízes implacáveis ou consciências lúcidas.
É optar entre retroalimentar o ciclo do desprezo ou interrompê-lo com lucidez e compaixão.
E essa escolha, silenciosa e diária, diz muito mais sobre nós do que sobre qualquer erro alheio.
A certeza da facilidade em manter o aluguel das cabeças dos asseclas é tão grande que nem se esforçam nas narrativas.
Já não há necessidade de coerência, tampouco de inteligência refinada.
Basta repetir bordões, fabricar inimigos convenientes e distribuir migalhas de pertencimento para que multidões defendam o próprio cabresto com fervor quase religioso.
A manipulação moderna descobriu que o segredo nunca esteve na qualidade da mentira, mas na vaidade de quem deseja acreditar nela.
Os donos do discurso rebuscado perceberam há muito tempo que a paixão cega trabalha de graça.
O sujeito já não analisa, apenas reage.
Não pensa, apenas reproduz.
E quanto mais vazio se torna o argumento, mais agressiva costuma ser a defesa, porque quem suspeita da própria fragilidade precisa gritar mais alto para abafar o desconforto da dúvida.
A tragédia não está apenas nos que mentem deliberadamente, mas nos que terceirizam a própria consciência em troca de aplausos de grupo.
Há quem abra mão da lucidez para não perder a sensação de pertencimento.
Afinal, pensar por conta própria exige coragem; repetir slogans exige apenas obediência.
Enquanto isso, os arquitetos da manipulação seguem confortáveis.
Nem precisam esconder contradições, apagar rastros ou sustentar promessas impossíveis.
Sabem que boa parte dos seus fiéis não busca verdade — busca confirmação emocional.
E quando a emoção se torna mais importante que os fatos, qualquer absurdo pode vestir a fantasia de virtude.
Talvez o maior triunfo dos manipuladores seja convencer tanta gente de que independência intelectual é ameaça, e não libertação.
Porque uma cabeça alugada não questiona o contrato.
Apenas aprende a odiar quem ainda se atreve a pensar por conta própria.
A fila da empatia da boca para fora é tão grande ao ponto de facilitar a escolha em ter empatia da boca para dentro.
Vivemos um tempo em que a empatia se tornou um discurso popular.
Ela aparece em legendas, palestras, campanhas e conversas cotidianas.
Todos parecem saber o que dizer diante da dor alheia.
As palavras certas estão quase sempre prontas, organizadas e acessíveis.
Há sempre uma frase de apoio, uma mensagem de incentivo ou uma manifestação pública de compreensão.
No entanto, entre o dizer e o sentir existe uma distância que nem sempre é percorrida.
A fila da empatia da boca para fora cresce justamente porque falar é muito mais simples do que se envolver.
É possível demonstrar solidariedade sem abrir espaço para a escuta verdadeira.
Assim como é possível concordar com causas sem carregar o peso das consequências que elas impõem à vida de alguém.
Em muitos casos, a empatia se transforma em uma aparência socialmente aceitável, um gesto rápido que tranquiliza a consciência, mas não alcança o coração.
Diante disso, surge uma escolha bastante silenciosa: cultivar a empatia da boca para dentro.
Aquela que não precisa de plateia, reconhecimento ou aplausos.
A empatia que se manifesta primeiro na reflexão, quando tentamos compreender dores que não vivemos, histórias que não conhecemos e batalhas que nunca enfrentamos.
É uma empatia menos visível, porém mais profunda.
Ela exige humildade para admitir que não sabemos tudo sobre o sofrimento do outro e coragem para abandonar julgamentos precipitados.
Ter empatia da boca para dentro não significa permanecer em silêncio diante das necessidades alheias.
Significa que as palavras passam a ser consequência de uma compreensão genuína, e não apenas uma reação automática.
É quando o discurso encontra coerência nas atitudes.
Quando a ajuda não é oferecida somente para fingir preocupação, agradar ou ser vista, mas porque alguém realmente se importa com o seu próximo.
Talvez o mundo precise de menos demonstrações instantâneas e mais sensibilidades cultivadas em silêncio.
Porque a verdadeira empatia não nasce na necessidade de parecer humano; ela nasce na disposição de reconhecer a humanidade que existe no outro.
E, quando isso acontece, as palavras deixam de ser protagonistas para serem coadjuvantes das ações.
Elas se tornam apenas a extensão natural de um sentimento que já encontrou morada em nosso interior.
Felizes os que não extraviam o Tempo do Propósito para desperdiçá-lo em guerras erradas.
Porque tempo é vida em estado bruto — e vida não admite rascunho.
Há batalhas que seduzem pelo barulho, pela plateia, pela falsa sensação de heroísmo.
São guerras que inflam o ego, mas esvaziam a alma.
Lutas que parecem urgentes, mas não são importantes.
Conflitos que prometem justiça, mas só alimentam vaidades feridas.
Escolher as próprias guerras é um ato de maturidade espiritual.
É entender que nem toda provocação merece resposta, que nem toda divergência exige trincheira, que nem todo ataque precisa de contra-ataque.
Às vezes, a maior vitória é permanecer inteiro.
Quem aprende a escolher suas guerras descobre que propósito não combina com distração.
Que energia é recurso sagrado.
Que paz não é covardia — é estratégia.
E que há combates que só existem para nos afastar daquilo que realmente fomos chamados a construir.
Felizes os que discernem.
Felizes os que aprenderam a escolher suas guerras.
Porque não vencem todas as batalhas — mas preservam aquilo que nenhuma vitória pode devolver: o próprio destino.
Será que a sua infelicidade não vem justamente do seu desespero em tentar ser feliz? Ou em tentar mostrar para os outros o quando a sua vida é perfeita e você fez boas escolhas?
Talvez, se você apenas deixar a vida ser mais leve e aceitar que nem sempre tudo o que acontece do jeito que a gente quer, poderia tirar um peso enorme dos seus ombros.
Você fez tudo que falaram para fazer. Seguiu o caminho correto e mais seguro. Consegue até mesmo, dar bons conselhos aos outros.
Mas a verdade sempre aparece e ela não está tão escondida. Ela vem naquele domingo chuvoso, antes de dormir, quando os sentimentos estão mais intensos. E nessas horas, você não consegue sentiu o vazio que sente, apesar de ter feito tudo certo.
Bom, você sempre aparece com a solução perfeita para os outros, como se a vida fosse uma única estrada. Mas deixa que dessa vez, eu vou te dar um conselho: você é uma boa pessoa. Com certeza coisas incríveis vão acontecer na sua vida novamente. Mas elas não vão curar todos os seus problemas e dores. Pelo menos, não enquanto você não aceitar que apesar de todos os nossos esforços e renúncias, nem sempre as recompensas nos trazem a alegria desejada. E está tudo bem, desde que você entenda isso e se livre da preocupação de tentar ser feliz 24 horas por dia.
A vida pode ser mais leve e tranquila.
Que nossos sonhos nos levem adiante, sempre com um sorriso no rosto e com a certeza da felicidade
Que nossos erros nos tornem mais experientes
Que nossas experiências nos tornem mais fortes
Que nossas forças se una com a resiliência
A vida é incrível! Todo dia algo novo para se conhecer, para sonhar, para viver...
Feliz aniversário.
Hoje o dia pertence a você, e o tempo — esse mestre silencioso — me fez entender que o fim de uma história não diminui a grandeza do que ela foi. Existem pessoas que passam por nossas vidas e deixam apenas memórias; você deixou raízes.Olhar para trás e ver o que fomos não me traz nostalgia, mas uma profunda reverência. Fomos o rascunho mais bonito que o destino já desenhou. E embora as nossas vidas tenham tomado rumos distintos, o respeito e a admiração que sinto por quem você é permanecem intactos, lapidados pela distância e pelo tempo.Não há posse no que sinto, há gratidão. Sou grato por ter conhecido a sua essência mais pura, por ter compartilhado os seus risos mais sinceros e por ter feito parte da sua jornada. Meu carinho por você não depende mais da reciprocidade da presença; ele existe por si só, como um monumento ao que vivemos de mais verdadeiro.Desejo que a vida continue sendo generosa com você. Que a sua elegância natural, que sempre guiou seus passos, continue abrindo caminhos de luz. Que você seja imensamente feliz, porque alguém com a sua grandeza não merece nada menos do que a plenitude.Obrigado por ter sido a dona do meu coração. Parabéns pelo seu dia.
Depois de uma queda tão grande, é impossível sair inteiro.
Algumas marcas vão permanecer para sempre.
Algumas cicatrizes nunca deixarão de te lembrar o que aconteceu.
E há partes suas que ficarão pelo caminho, arrancadas pela violência da queda, sem chance de retorno.
Talvez você passe a vida sentindo falta do que perdeu.
Talvez existam vazios que jamais serão preenchidos.
Talvez, em algumas noites, a dor dos ferimentos sejam mais fortes que a força da recuperação.
Mas você vai viver.
E essa talvez seja a parte mais difícil.
Viver quando nada voltou a ser como antes.
Viver carregando lembranças do que foi destruído.
Viver sabendo que algumas perdas são definitivas.
Porque sobreviver nem sempre significa sair ileso.
Às vezes, significa apenas encontrar forças para continuar respirando quando uma parte de você morreu.
E mesmo quebrado, marcado e incompleto, seguirá em frente.
Não porque superou a dor.
Mas porque, apesar dela, escolheu continuar vivendo.
Dizem que algumas histórias não precisam de um 'felizes para sempre' para serem perfeitas; elas só precisam ter sido reais.
Mesmo que o tempo mude o nosso ritmo e o dia amanheça diferente, eu escolho guardar você na memória do jeito mais bonito que conheço: com o brilho nos olhos de quem viveu um romance de verdade. Nosso amor nunca foi comum, e nenhuma canção ou explicação simples daria conta de traduzir o que senti ao seu lado.
Se o destino decidir nos colocar frente a frente outra vez, que a gente se reconheça pelo sorriso. Porque, para mim, cada segundo valeu a pena. Você é, e sempre será, a minha melhor história.
Está para nascer alguém mais Feliz do que os que podem (com)partilhar suas tristezas e mais Triste do que os que não podem (com)partilhar suas alegrias.
Feliz é aquele que encontra espaço para partilhar as próprias tristezas. Porque a dor repartida, mesmo que não desapareça, torna-se mais leve ao ser acolhida por outro coração.
Do mesmo modo, está para nascer alguém mais triste do que aquele que não encontra com quem partilhar as próprias alegrias.
Porque a felicidade guardada em silêncio perde cor, e um riso não ecoa inteiro quando não encontra outro riso para acompanhá-lo.
A vida se constrói nesse movimento de ida e volta: consolar e ser consolado, celebrar e ser celebrado.
Quando temos a quem confiar nossas lágrimas e a quem oferecer nossas risadas, descobrimos que a verdadeira riqueza não está em acumular, mas em compartilhar.
Talvez a maior bênção da existência humana não seja estar sempre Feliz ou sempre amparado, mas nunca estar só.
Un modo semplice di vivere la vita si traduce nella comprensione della grandezza che questa semplicità presenta. Quando si capisce davvero che nulla può essere più grande della natura stessa di tutte le cose, la vita si diventa più leggera. Tutto ciò che è naturale porta verità e normalità.
Rozilda Euzebio Costa
Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.
Há despedidas que não encontram palavras suficientes.
O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.
Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.
Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.
Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.
A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.
Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:
Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!
E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:
Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.
Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.
Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.
E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.
Vá em Paz, amor da minha vida!
Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.
O que é ser feliz de verdade?
Bem, ser feliz não é só ter um sorriso, no rosto, muitos consegue sorrir, mas não são felizes. Também não pode ser dinheiro como muitos acham, muitos tem dinheiro, mas ainda assim, não são felizes. O dinheiro pode até nos dar uma sensação momentânea de felicidade, mas isso é só sobre o tal “o tédio de ter e a ânsia de possuir”, depois que temos, a felicidade passa.
Acho que a felicidade está nas coisas simples, um milionário pode comprar muitas coisas, mas não pode comprar sentimentos bons. Ele até pode ser feliz, mas só se parar para refletir tudo o que ele já fez e tudo o que tem, assim ele pode viver uma boa vida. Uma pessoa, que é considerada pela sociedade “pobre”, pode ser feliz apenas por que tem uma família unida, muitos consideram isso muito pouco, mas não é ter uma família é ter uma base.
Cada um tem a sua felicidade, basta procurá-la. Uma a encontram em religião, uns na profissão, uns na família, uns nos amigos, uns em fazer o que gosta.
Ter a felicidade significa ser satisfeito em ter feito algo ou em possuir algo, e se sentir grato por isso.
Olho para o mundo e tenho medo dele. Acho que no fundo tenho medo da felicidade ou ela de mim. Sempre que estou muito feliz fico desconfiada. Desconfio secretamente e vou-me afastando para que ela não acabe por si só. Prefiro eu correr dela, assim não corro o risco da felicidade me deixar.
Fico em silêncio por um longo tempo e procuro saber o valor dele. Há tantas coisas que eu queria escrever, mas, não posso. As palavras me deixam com medo, por isso fico calada. Há tantas coisas que nunca escrevi e que morrerão comigo. Este silêncio é a minha garantia. Dentro dele está o meu EU gritante.
Quero explodir para que as palavras se libertem. Seria uma loucura as palavras soltas por aí. Ninguém entenderia nada, porque elas se misturariam. Às vezes quero a verdade outras vezes o oposto dela me alimenta. O cotidiano me mata de tédio, por isso me reservo e escrevo.
A vida é tão passageira! É como um sopro. Sopramos e ela se vai. Não entendemos nada da vida e isso me deixa angustiada. Pensar que a vida é um sopro, logo vem à minha mente uma bolha de sabão solta no ar. Tocamos nela e ela explode.
Ficam no ar apenas pedacinhos que vão se desintegrando um a um. Assim imagino o sopro da vida. Uma película muito fina, quase invisível, transparente, brilhante com multicores como se fosse um arco-íris. Duram apenas alguns segundos e explodem.
São os segundos mais belos que nossos olhos já fotografaram e guardaram na gaveta do tempo. Assim é o sopro da vida. Simples, intenso e belo. Se deixarmos passar em branco ele se vai sem deixar nenhum vestígio.
Amizade Verdadeira
Uma vez me disseram que amizade verdadeira é aquela que te aproxima mais perto de Deus, é aquela que te ensina a andar no caminho certo, é aquela que te ajuda, te socorre, puxa tua orelha, briga com você e te ama... Uma vez me contaram que devemos valorizar cada momento perto de uma amiga verdadeira, que devemos agradecer aos céus pela sua existência. Bom, agora que entendi o que me disseram, agora que parei pra pensar em tudo isso, sabe porque? Porque um dia ela vai embora, e um dia ela vai casar, vai ter filhos, vai formar sua própria vida, mas amizade nunca vai acabar.
