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Textos escritos Em Terceira Pessoa

Cerca de 3011 textos escritos Em Terceira Pessoa

⁠Eles (Pais da Igreja) preservaram os ensinamentos dos primeiros trezentos anos sobre quem é Deus e o que é o livre-arbítrio humano, e como o livre-arbítrio humano se relaciona com a soberania geral de Deus. Nunca houve um problema. Eles ainda leem a Escritura [neste ponto] como os primeiros cristãos a liam. Somente nós, no Ocidente, temos problemas porque lemos as Escrituras da maneira como os maniqueístas as leem, graças a Agostinho.

Ken Wilson - Sobre a postura da igreja cristã oriental

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠Calvinistas tagarelam: “Sola Scriptura!”

Agora, quando pedimos para que eles apresentem apenas um versículo em todos os mais de 31 mil da Bíblia, que ensine Deus DETERMINANDO a queda Adão, tudo o que eles apresentam são narrativas falaciosas, malabarismos e muita engenharia teológica totalmente desconhecida da Igreja Cristã nos quatro primeiros séculos. Assim, o tal “Escritura Somente” tagarelada pelos calvinistas é um engodo total!

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠Habemus Christus X Habemus Papam

Nós seguimos Cristo, eles seguem o papa. Essa é a diferença fundamental entre os Cristãos Bíblicos e os cristãos não Bíblicos. Nós seguimos as Escrituras e não confissões de fé e tradições humanas que sobrepõem à palavra de Deus. Assim, todo Cristão Bíblico tem a Bíblia como autoridade em questões de fé e prática.

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠Calvino explicando aos calvinistas de internet Efésios 2:8-10: “Mas eles geralmente interpretam mal esse texto, e restringem a palavra "dom” somente a fé. Mas Paulo [...] não quer dizer que a fé é o dom de Deus, mas que a salvação é dada a nós por Deus [...]”.
New-calvinistas são uma piada, pois eles contradizem não apenas a construção grega, mas o próprio guru deles, João Calvino. João Calvino - Calvin’s New Testament Commentaries (Grand Rapids, MI: Wm B. Eerdmans Publishing Co., 1994), vol. II, p. 145.

Devemos Crer, pois Deus não Crê por nós como infere o calvinismo (Atos 16.31; Marcos 11:22; 1 Pedro 1.7).

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠A Volta de Jesus e o Tempo
Os efemerópteros são insetos com uma vida muito curta. Eles vivem no máximo 24 horas, e por mais incrível que pareça, o que para nós não é nada, para eles é tudo. O que nós desprezamos, para eles é um tempo de vida. Isso quer dizer que o homem vive muito tempo? Claro que não! O tempo de vida do homem também não é lá grande coisa (Sl 144.4; Sl 103.15; 1º Pe 1.24).
A percepção de tempo e sua atuação sobre os entes em causa constituem-se em fatores chaves e distintivos. De igual modo, quando levarmos em conta que a dinâmica e a mecânica temporal na eternidade são totalmente diferentes das que temos aqui (no plano finito), podendo mil anos para nós equivaler nada mais que um dia para eles (2º Pe 3.8), então perceberemos que Jesus não está demorando. O tempo na Eternidade não funciona como aqui. Agostinho dizia que lá existe um eterno e infinito presente atemporal.
Não é de admirar que passados mais de 2.000 anos, Jesus disse: "E, eis que CEDO VENHO, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo as suas obras. (Ap 22.12)".
Portanto, Jesus não está demorando; nós é que somos demasiadamente finitos. Jesus disse: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade (Atos 1.7); mas tão somente devemos vigiar, orar e estarmos preparados (Mt 25.1-13); porque certamente o mestre vem (Ap 22.7). O Rei chegará a qualquer momento em toda Sua Glória e Majestade (Mt 16.27; 2º Ts 1.7; Ap 1.7-8).
(...) Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22.20.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠A falta que mais prevalece entre os Metodistas é o serem eles muitos exteriorizados em religião. Nós nos esquecemos continuamente de que o Reino de Deus está dentro de nós, e de que o nosso princípio fundamental é que somos salvos pela fé, alcançando toda a santidade interior, não pelas obras nem por qualquer coisa externa.

Cartas "A John Valton", (V, 289).

Inserida por VerbosdoVerbo

RÓSEO DE HIROSHIMA

Eles não vencem as rosas.
Que vivem róseo.
Verbalizem as flores!
Não murchem, orvalhem!
Pois nem tudo está perdido.
Sobrevive o meu sonho libertário
Do carmim da rosa que mancharam.
O que me importa é não está vencido.
Por mim,
Não por eles...
Não que eu não possa vencer
Às vezes, não é bastante o vencer
Não ser vencido basta.
Ceifam rosa, margarida, jacinto ou Antero.
Por seus carmins libertários
Que verberam o rei secundário
E seu confuso “liberal” ideário.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠POEMINHA A ELES
Não, ser avô não é ser pai duas vezes.
Há uma linha tênue que divide esses dois únicos momentos.
Ser pai, às vezes, deixa respingar um certo grau de toxidade.
Ser avô, não!
É liso, doce...
Contar história é o método mais eficaz e eficiente de educação.
Avós contam histórias aos netos.
No entanto educam a alma

Inserida por NICOLAVITAL

⁠OS OPRESSORES

Quando eles nos cortam a palavra:
Há quem grite ainda mais alto
Ao baixo e pesado,
Como voz de mulher contralto,
Em soprano com sobressalto
Declamado:
Ninguém nos destruirá a lavra!

Que não nos levem a mal
Os opressores mal caídos,
E outros assim como tal
Iletrados e falidos
Dum bem chamado: palavra!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

A VERDADEIRA MORADA - ELES VIVEM!
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Queridos irmãos.
que a suave paz e a doce luz de nosso Senhor Jesus,nos envolva e nos sustente como tem sido realizado sobre todos desde tempos imensuráveis sobre suas ovelhas imortais...
Meus filhos,foi estipulado pelos homens,uma data para se lembrar daqueles que adentraram pelas portas da morte do corpo físico,as moradas da casa paterna celestial! O derradeiro momento que se nos parece uma dura separação a qual dizemos respeitosamente,muitos afirmam "saudades eternas" não está de acordo com a vida que pulsa indeterminadamente na mensagem do túmulo vazio de Messias.
Ao cerrarem-se os olhos surrados da carne,quando o corpo inerte e frio,nada responde,causando-nos um amargor e sensação de que tudo acabou,os olhos em espírito translúcidos independentemente da evolução,se abrem em terras que antecedem a estes nas moradas infinitas na casa do Pai!
O fenômeno o qual se deu o nome de morte,não tem existência nem mesmo na própria matéria,pois correspondem à leis de transformações que dão continuidade unicelular a tantas outras vidas,que as lentes microscópicas podem comprovar.Na natureza nada se cria,nada se perde,tudo se transforma.Lavoisier está inquestionavelmente certo,o vaso cadavérico ainda é aproveitado pela natureza mesmo que reduzido a pó,no amparo da sustentabilidade ambiental.Que os incrédulos provem o contrário,sendo que tudo nos fala de vida.
Se a morte tivesse existência própria,equivaleria dizermos que existem duas forças no universo e sabemos sem sombra de dúvidas,que Deus é único,criador de todas as coisas.Ele não deu existência à morte,mas sim um tempo num corpo corruptível que hora se nos apresenta viçoso e logo mais cedo ou mais tarde será devolvido à sua origem no limo.
As palavras encontradas no Antigo Testamento: Tu és pó e ao pó retornará! Só tem efeito se forem analisadas com as palavras sublimais da frase esclarecedora do querido Padre Antônio Vieira quando ainda na terra:Queres saber o que é a vida?Olhai o corpo morto!
Na meditação em tal sensato pensamento,este queria dizer e consolando,que além daquele objeto que nos serviu de de vestimenta por um período,agora está vazio na concepção da palavra vida,porque ela agora,volita na vida verdadeira.
Quando o filósofo Sócrates que antes de Jesus vir assumir o seu insubstituível posto autocrático,perguntaram ao sábio pensador que fora obrigado a beber cicuta,dose suficiente para derrubar mais de dez elefantes,ele alegremente sorve o veneno e declara aos seus seguidores preocupados onde ele gostaria que fosse enterrado o seu corpo?
- O corpo? Este joguem fora...sócrates não habita mais nele!
A morte como sendo irmã da vida,mesmo que pareça um disparate tais palavras,dá a sua contribuição à vida,porque retira o homem do lamaçal fétido aprisionado na terra e o redireciona mais vivo ainda,porque ninguém morre!
Não perdemos os que amamos ou mesmo aqueles que são motivos de escândalos,mas que outros corações amantes choram também desfrutam da mesma essência imortal.
Não nos detenhamos em condenar a alguém,é preferível as desafeições dentro da matéria que fora dela,por causa da nuvem de testemunhas invisíveis que nos cercam,segundo o apóstolo dos gentios.
Não ignora-se a profunda dor que nos assalta quando este momento se concretiza,é uma dor que se pode dizer análoga ao desaparecimento,mas não nos percamos em tais sentidos,pois provas incontestáveis existem que o ser amado vive.Enderecemos a este nosso amor inseparável,mas nunca as palavras de adeus.Um dia vamos nos reencontrar,um dia,porque a cada um segundo as suas obras,na casa do Pai há muitas moradas.A evolução de cada um é o abismo que separava o rico que via o mendigo no seio de Abraão.
Precisamos fazer sem demora,um "exercício" para morte,como?
Nos preparando sempre,na renúncia,na dedicação,na auto iluminação para nos enxergarmos uns aos outros depois do aceno último no campo santo,onde todas as diferenças acabam.
Mas,não duvides todos sobrevivem,vivemos antes do corpo e toda a Bíblia dá nos provas da continuação perpétua do espírito...
Neste dia,em que dizemos comemorarmos o dia dos mortos,que estão sempre vivos e que vem falar aos "vivos" que estão sempre mortos,possamos banhá-los se for o caso com as lágrimas pela falta física,mas é bem sentida a presença constante em nós da sua marca a nos dizer: Estamos aqui,vivos,unamos os nossos sentidos puros e verdadeiros de amor como antes!
Alegremo-nos,isto não faz mal,enfeitemos a casa física de sorrisos e perfumadas flores ou mesmo dentro da expressão de cada fé,manifestemos a nossa gratidão a eles e a Deus pelo momento mesmo que fugaz pelo convívio no corpo.
lembremos a nossa fé as imutáveis e inesquecíveis palavras de Jesus:
- Coragem,eu venci o mundo,tu também o vencerá!
- Ser fiel até o fim e eu te darei a coroa da vida.
É nisto que se consiste a preparação para morte!
Assim agindo,quando este democrático momento vier,doerá,mas doerá menos,porque estaremos preparados.
Muita paz! E apenas um até breve!
( Mensagem recebida na noite de: ( 01/11/2015.)
Médium: Marcelo Caetano Monteiro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

"DESEJO DE SUMIR. ESSA VONTADE CANSADA DE TODOS OS DIAS."
"Eles não verão nem ouvirão meus segredos bobos."
Ninguém acorda para mais um dia. Apenas se põe de pé dentro dele, como quem aceita um fardo antigo sem discutir. Não sabemos quem passa por quem. Se somos nós que cruzamos as vidas ou se são elas que nos atravessam, deixando resíduos invisíveis que se acumulam até o cansaço.
O desejo de sumir não nasce do espetáculo. Nasce da repetição. Da fadiga de existir todos os dias sem interrupção. Não é morte o que se quer. É intervalo. É silêncio prolongado. É não precisar sustentar o peso de si mesmo por algumas horas que nunca vêm.
No silêncio inaugural o deserto não boceja. Ele estremece. As notas de piano não caem. Elas sangram num tempo lento, espesso, difícil de atravessar. O contrabaixo pesa como um peito saturado de dias iguais, marcando o passo de quem caminha não porque acredita, mas porque ainda não caiu. O sol não nasce. Ele apenas tolera o mundo. A esperança não é linha no horizonte. É cicatriz que insiste em não fechar.
A melodia cresce como cresce o trauma cotidiano que ninguém percebe. As teclas pretas e brancas não dançam. Elas se enfrentam. O drama não se costura. Ele se rasga em acordes de tensão contínua. Não há repouso nas pausas. A pausa ameaça revelar o vazio. A poeira guarda a história como quem guarda um segredo vergonhoso. O herói e o vilão dividem o mesmo corpo cansado. Ambos querem sumir. Um chama isso de covardia. O outro chama de descanso.
Seguimos de pé por entre o dia. Não o dominamos. O dia nos atravessa com suas exigências mudas. Cada encontro é um choque entre cansaços que não se confessam. Cada rosto esconde um pedido de trégua. Não sabemos quem carrega quem. Apenas seguimos, tropeçando em nós mesmos.
A cadência final não consola. Ela esgota. O último grave não vibra. Ele cai. O movimento não se transforma em silêncio. Transforma-se em suspensão. Não é morte. Não é alívio pleno. É a permanência de uma vontade que não se resolve. A música termina onde a dor aprende a morar sem escândalo. O Oeste adormece porque até o vento se cansa de insistir.
E ainda assim alguém se levanta amanhã. Não por esperança exuberante. Mas porque permanecer, mesmo desejando sumir, é um gesto severo de lucidez. E seguir, cansado e consciente, é a forma mais silenciosa e profunda de coragem.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Quando um time compete em busca de um título, eles se concentram antes do jogo, estudam o adversário, as agilidades e fraquezas, e partem pra cima.
Numa batalha qualquer acontece isso. Seja uma campanha publicitária, uma guerra sangrenta, ou disputa de poderes....em toda briga, estuda se o oponente na intenção da vitória.
Batalhas espirituais são de igual forma combatidas entre forças, que disputam almas. É uma guerra também! Usam se armas espirituais, orações, jejuns, alguns preparos, e sabemos bem contra o quê estamos lutamos. Nosso inimigo tem cara, e ele é sedutor, mentiroso, ardiloso, suas obras são más, mas suas falsidades não duram diante do poder do bem, suas máscaras caem, e podemos ver de que forma agem nas vidas das pessoas.
Demanda tempo, comunhão, discernimento, crescimento, mas o fundamental é o amor. Sem ele nada podemos. É o combustível!! Cheios desse amor supremo, vamos ao inferno, resgatamos os nossos, os libertarmos de vícios, de prostituições, adultérios, e toda obra do mal. Simples assim...
Bora lá? Já travou seu bom combate hoje? Já intercedeu por um doente, por um nóia, um perdido qualquer, aquele adúltero que aumenta o número de doentes, aumenta procedimentos, aumenta valores, aumenta notas, aumenta preços, vende gatos por lebre, vende falsificado por original....??? Já?

Inserida por g_n_rose_magalhaes

Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo, agora construa os alicerces.
Levante há muitos caminhos à seguir. Rebuscar apreciar, suas ambições, seus pragmáticos.
A vida é excepcional em uma época única, há muito para assimilar, atinar e idolatrar.

USUFRUÁ a VIDA.

Inserida por AlexsandraZulpo

PASSARINHOS


Os poetas não vão para o céu
Eles perambulam pelas esquinas
Fascinados pelos crepúsculos
Seduzidos pelas meninas

Os poetas cantam enquanto
Espalham sementes que frutificam no inverno
Mas se alimentam de olhares , sorrisos e lagrimas
Realizam-se nas incertezas
Estabilizam-se nas inseguranças
E amam nas ausências
Poeta é todo mundo e ninguém
É um ponto de vista
Sem ponto e sem vista
Poetas se transformam em e árvores
Ou encarnam animais de estimação
Para sentir o contato
Para ficar com aquele perfume
Que lhe encanta
Poeta não ama apenas, ele ama amar
Poetas não vão para o céu
Para o purgatório ou para o inferno
Eles transitam por esses lugares
Durante as paixões... até que Deus os chamem
E eles se transformam em passarinhos...

Inserida por tadeumemoria

AMENDOÍNS
Porque eles exibem seus sentimentos,
Seus ressentimentos, carregam sacas de cimento
Pra fazer poemas a todos os Pessoas,
Drummonds, Cecílias, Joõescabraisdemelosnetos,
Chicos, Pablos e outros
Metáforas, prosopopeias aos que nasceram na galiléia
E os que nem nasceram ainda,
Brunas, Clarices, Corascoralinas
Todos os carinhos e agruras da gramática
Que as vezes o certo soa errado
Mas olhem o lado bom, o lado da essência
Beijo pra mim mesmo, que penso que também sou
Beijo pro Cauby e pro Waldick
Que nem sabiam que eram poetas, mas eu os reputo,
E qualquer puto que medita num verso
Não pisem na gramática, matem-na ou ela te matará,
Gil gostei de Metáfora de Maracatu Atômico,
Mas além de tudo, tem o sangue da África nas tuas veias,
Beije as mulatas da Bahia, beije suas bundas,
Não tenho quinze anos, mas tenho Viagra...
À todos os poetas, amendoins
Porque tem tanta mulher carente, vamos fazer essa gente feliz...

Inserida por tadeumemoria

AÇUCENA

Um dia eles se casariam,
Mas o rio levou seu corpo
E das rosas que ela colhia
Às margens do rio
Germinou açucena...
Ele ficou tão triste,
Que virou poeta
E quando morreu
Transformou-se em beija-flor
E sai as margens do rio
Beijando as flores,
Procurando Açucena.

Inserida por tadeumemoria

• Eles chegaram verdes, numa luz esverdeada, esverdeando a caatinga; reverenciaram o rio numa espécie de dança; a noite ficou tão fria ou uma febre aqueceu meu corpo de sustos e ansiedade. Choviam pedaços de luzes de todas as tonalidades e só caiam no leito do rio, a noite estava fantasmagórica alem da assustadora presença de Jupira num longo branco sob o cajueiro centenário: "as mentirinhas morrem afogadas no estio, as verdades florescem as margens do rio..." era uma espécie de ciranda que parecia envolver os invasores; atrás de uma pedra eu observava todo sibilar da nave que derramava luzes a um raio de trinta metros. Nuvens cobriram a lua e as estrelas e começou uma neblina; arrastei-me entre as vegetações até uma cabana próxima onde eu estava enquanto a chuva se tornava mais densa; percebi na cabana Jupira sob a chuva entre os extraterrestres, percebi que ela passava por uma verdadeira metamorfose e também ia ficando esverdeada, os traços do seu rosto, sua pele... jupira dançava com os verdes enquanto uma mangueira com um ruído diferente provavelmente abastecia a nave com a água do rio. Comunicavam-se de uma forma que eu não entendia. mas dava pra perceber: Jupira era um deles, eu só a reconhecia porque ainda estava sob o longo branco . cessou o ritual de dança, cessou também a chuva e o vento; os verdes adentraram a nave enquanto jupira se afastava ouvi então um zumbido ensurdecedor que me obrigou a tapar os ouvidos com os indicadores, por alguns instantes me afastei da porta e quando voltei percebi apenas jupira com o seu longo branco, sob o cajueiro com a sua ciranda esquisita:

• "as mentirinhas morrem afogadas no estio
• as verdades florescem às margens do rio..."

Inserida por tadeumemoria

Conheço seus infernos e seus demônios
Mas com eles eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos

Mas o perfume que eu sinto e você não tem
Seu jeito doce e seu olhar terno
Só se eu fosse o que eu não sou
Eu não tenho um castelo
Somente o sabor agridoce
do beijo que eu ainda não dei,
Tanto amor... jamais imaginei

te vejo ardendo no leito
E vejo o que te consome
Esse desejo proibido e sem jeito
Mas com a Pomba-gira eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos

O que você tem de bom é ingênuo
O que você tem de grande é pequeno
Eu amo esse anjo escondido no teu guarda-roupa
mas essa porta não abre
Você se protege com facas, espadas e sabres

Inserida por tadeumemoria

PANORAMA
A minha janela acolhe os espectros da noite
E eles cantam suas angustias
E eles dançam seus tédios
E eles se perdem em seus passos trôpegos,
Valsam suas ilusões perdidas,
Choram suas saudades
E afogam-se em arrependimentos;
Mendigam êxtases e se esvaem
Na fumaça que embaçam
A razão e a clarevidência;
Recusam-se a morrer,
Recusam-se a viver
E se entulham na madrugada
Como uma peça dantesca.
A minha janela mostra essa hemorragia
Por onde a vida se esvai,
Um panorama mórbido
Onde os loucos mergulham
E trancam suas vidas
Para todas as passagens e vias de luz...

Inserida por tadeumemoria

ÓPERA

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas tem um grilo que cricrila pela noite afora

Ele conversa sobre os medos da noite

E tem os gatos; e os gatos cantam

Como só os gatos sabem de ópera

E eu roubo-lhes as vidas

Já tenho sete, afora o infarto

Conversei com Deus nesse dia

Vi Maria na última travessia da Dutra


Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas o negro que vejo no antigo engenho

Tem cicatrizes nas costas,

Mas tem prosas bonitas de Angola

E derrama poesia quando fala de sinhá

E quando não fala de nada

Eu percebo o meu Brasil moreno

Tão rico, tão grande, tão pobre e pequeno

Que eu namoro as namoradas que não são minhas

E as minhas namoradas não namoram comigo

E eles pensam que eu não tenho nada e eu nada tenho

Porque o que eu tenho é sentar na calçada

E olhar a lua, as estrelas e o firmamento

E tudo isso já pertence a russos e americanos

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas eu tenho a magia das palavras

Essa coisa que me instiga e me oferece a ilusão mambembe

De que eu de nada preciso

Que o resto é abstrato, o resto é engano...

Inserida por tadeumemoria