Textos Desconhecido

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PAPEL SEM ROSTO


Brotar de papel caído
de tinta sem cor,
tinta grudada em caniço
vermelho a pingar nos olhos,
nos olhos teus


Porquê cair …
se chora a caneta a tinta
em margens do papel,
este papel segurador dos sonhos teus,
guardador dos teus beijos banhados de lágrimas



Águas puras …
faleceram as tuas lágrimas,
sucumbiram em branco as tuas magoas
és caneta sem tinta,
és papel sem rosto.

Inserida por TingaFanheiro07

LABIRINTO



Leões enraizando balas,
fantasma cruzando as fronteiras distritais,
nós machambeiros, nós estivadores…
sentados na amazónia moçambicana
bebemos a parda ensanguentada



E
os leões namoriscam a soberba
encaixotada no parlamento,
saboreiam a pardal enquanto
escutam o bonito cantar da pardeja.

Inserida por TingaFanheiro07

Dos grandes ignotos escondidos,
um se repeliu além daqueles outros fractais,
desfazendo e refazendo
linhas de parâmetros adaptáveis.
Algo se estabeleceu pleno,
mas que pleno seja ele,
e que ele seja pleno além de sua capacidade,
pois seus atos serão tentativas,
suas vontades inspiradas
e seus amores vividos,
talvez pobres.
Complicado,
eis um pequeno mancebo desenfreado
se adaptando por algum final comum.

Inserida por FabianoHenriet

-Suposta Paixão

Amor, ontem não lhe mandei mensagem pois estava cansado.
Amor, aquele encontro irá dar certo? Não é?!
Amor, cheguei tarde e dormir, não desfrutei daquele seu carinho em forma de alimento.
Amor, tenho que avisar mesmo quando estou em casa?
Paixão, já é algo que não habitava mais ali.
Desconhecimento, era algo comum que mudava com o tempo.
Dois fantasmas, aquilo que não vivia mais fisicamente, mesmo com a presença do outro, e continuava vagando na solidão que possuía ali.

Inserida por pinhosousa91

Perder o brilho

Não sabe o quanto é vergonhoso escrever isso... mas... é a única forma de eu ver
como estou. A única forma de me enchergar. Ver o que está se passando de uma forma organizada. Nem eu entendi muito bem isso mas... pufs!!
Ok
Não tenho idéia de como começou ou como surgiu, mas, na maioria das vezes começa por algum detalhe. Não sei qual é esse detalhe,
mas ele me chama muito a atenção. Não sei nem se são detalheS.
Começa do nada, é inevitável.
Pareço estar louca e obsessiva.
Vejo em todos os lugares.
Tenho ações involuntárias. Falo coisas involuntárias e bobas.
Escuto coisas a toda hora. Vejo a mesma coisa todas as horas. As lembranças, sonhos, pensamentos, sentimentos e ações são sempre os mesmos.
Não sei como explicar, não existe, mas existe. Sei que existe. Sinto comigo a todo momento, mas não é visível.
É uma coisa estranha e assustadora. É uma coisa quase perfeita.
Quando falarei? Quando sairei dessa situação?
De todas as formas tento fugir do que quero falar.
É tão simples. São só uma sequência de letras. Vai! Vai lá! É só escrever!
Mas, o que quero dizer é que, a todo momento, a toda hora, todo segundo,
Todos os instantinhos da minha vida tenho pensado, tenho imaginado a ideia de perder algo que não tenho.
Como posso perder algo que não está próximo? Algo desconhecido, algo que não existe.
Um sentimento muito egoísta que eu tento desprezar a todas as horas.
Novamente escureci e cobri de preto.
Gosto de você, como nunca gostei de outra pessoa.
Parece que cada vez mais, todo mundo se chama por esse nome agora. Seu nome está em todos os lugares. Parece que quase todas as mães em 1999 e em 2000 que estavam grávidas de meninos, tiveram a ideia de colocar esse bendito nome nos filhos. Tava na moda de certo. Lembro de você é claro quando ouço ou leio seu nome em qualquer lugar.
Fiz uma lista das coisas que gosto em você. Não deveria ter feito, mas vi uma das razões por gostar de você.
Odeio isso. Sei que o sentimento não é igual. Finjo tentar não olhar pra você.
Todos os dias, por menor que seja o tempo, você sempre invade minha cabeça e eu lembro que tenho mais um problema pra carregar.
Odeio aquela lista imbecil. Nunca vou mostrá-la pra ninguém. Queria apagá-la mas não consigo cada vez que leio de novo, é mais uma razão pra eu acrescentar mais uma coisa.
Não te conheço, não sei quem é você. Você é um desconhecido pra mim.
Estou escrevendo como se estivesse falando isso pra você. Pff... que merda.
"Algo perfeito, mas que não existe no mundo real, somente no mundo das ideias"
O tempo cura tudo...
Talvez eu seja louca.
Talvez eu ainda enlouqueça.
Talvez não é nada disso, é tudo da minha cabeça.
Talvez eu devesse seguir e esquecer.
Talvez, talvez e talvez...

Inserida por Ultrapassa

Desabafo

Existem momentos em que você começa a se perguntar quem você é? Quem você está se tornando? Quem você será? Começo a me perguntar o porquê de querer ou fazer algo. Começo a questionar quem sou, quais são minhas prioridades e, o que realmente importa.
Começo a ficar insatisfeita com quem tenho sido. As coisas que fiz, faço ou deixei de fazer começam a perpetuar em minha mente exigindo que eu as analise e tente encontrar o sentido em tudo isso.
Hoje percebo uma coisa: estou com medo. Pois vejo que estou mudando, involuntariamente mudando. Tenho medo de quem me tornarei por de fato não saber o que está se redefinindo. Apenas sei que não sou mais a mesma, estou diferente, tenho tido sonhos (desejos) diferentes, choro por coisas diferentes, e não consigo segurar estas lágrimas. Aquilo que um dia apenas achei que não estava correto ou que necessitava de mudança, hoje é algo que me machuca só de pensar, é algo que sei que precisa de mudança e acredito que eu possa fazer algo, mas, ao mesmo tempo, me questiono se de fato sou capaz.
O que vou fazer daqui a uma semana, dois meses ou um ano? Não faço a menor ideia, só sei que não tenho mais tanto medo de ficar sozinha, que me acostumei comigo mesma, hoje tenho mais medo de estar com alguém que só.
Hoje quero viver, pois creio que o que eu tenho feito até agora não seja exatamente isso.

Inserida por blendalorrany

Aventura numa terra desconhecida

Que minha terra vinde a mim

a terra da qual eu nasci

lugar onde vi o sol pela primeira vez

nessa terra plantei meus frutos e triunfos conquistei

estou longe de minha terra agora

porém comigo sempre se tem um pedaço dela

que me fará lembrar, pensar e refletir



Cavalgo numa terra desconhecida, a qual temo

aqui meu descansar é cauteloso

na minha terra conheço os perigos, da qual não temeria

pessoas daqui também desconheço

mas sei que posso confiar a tal ponto

até conhecê-la em seu tempo



O ar tranquilizante de minha terra sinto

mesmo estando longe dela

nessa terra cheira solidão no desconhecido

saudade seguida de tristeza

a verdade é que movo por uma grande aventura



Um aventureiro sou que espera por riscos de uma grande aventura

sábio sou, porém por uma luta não penso duas vezes

numa aventura meu amor se torna intenso

e meu coração vibrante com que desconheço.

Inserida por eddiespectrum

“SIMBIOSE DO AMOR”
(Não há fronteira entre amar e odiar:
Ambos funcionam na mesma frequência!)

Quando no êxtase da vida o homem compreende o
Que é o amor, neste exato segundo do tempo, ele desaparece e o Ego se faz presente! É por isto que não há fronteiras entre amar e odiar, porque neste milésimo do segundo desaparece a consciência do ser, e o ego transmuta-se no ódio. É assim que no núcleo do relacionamento íntimo todos estão sempre mudando de humor, e de um polo para outro e não sabem o porquê da própria divergência!

Então, no frenesi do aconchego não há mais amizade, e surge a confusão sem a conscientização individual. É neste espaço alquímico que ocorre a transmutação do amor para o ego, porque não há desejo consensual! Nenhum ser humano é capaz de amar verdadeiramente; a não ser naquele milésimo do segundo, quando no momento da primeira compreensão graciosa do amor!
(Aforismo do Agenor-pensador)
(www.agenoralves.com.br)

Inserida por Agenor-escritor

Tem pessoas que nem conhecemos pessoalmente e quando se vão deixam tanta SAUDADE!!!!!!! Não...não trata - se somente de idealização, simpatia...São pessoas que têm a alma no olhar...exposta, aquelas que mais parecem LUZ, ANJOS...e que de alguma forma gostaríamos de ter conosco ainda.

................................Flávia Abib

Inserida por FlaviaAbib

Penso, logo existe!

Ante a inexistência do concreto
Busco na existência do meu ser
Em algum lugar inóspito, desconhecido
Algo que devo explicar,
Mas, que ainda não se pode provar.
Logo, penso, repenso, busco respostas plausíveis
Poetizo, chego até filosofar.
O que para muitos é utópico, pra mim é salutar.
Deus, por exemplo, a ciência não consegue explicar
Mas um artista, com sensibilidade no olhar
Vê Deus, vê vida onde não há.
Uma rosa arrancada, sem essência,
torna se viva na memória de quem a ganhou.
Um abraço, um sorriso, um afago de mãe,
cura uma dor intrínseca;
Uma velha foto no porta retrato arranca suspiros
E as lembranças se afloram...

A afetividade, não há ciência que explique.
Existe vida, onde eu quero que exista,
Num ser vivo pensante ou num ser inerte
Depende da sensibilidade.
Para convencer a ciência e o homem insensato
De que a afetividade é algo real, nato,
Há de se mergulhar num mar de possibilidades,
despido de regras complexas, estudadas,
se entregando a simplicidade que existe
em cada ser animado ou inanimado
Sendo assim, penso, logo, existe!

Por Marta Souza Ramos

Inserida por marta_souza_ramos

Inexistência - 2016

Hotel, beira mar...
As cortinas são desenhadas por causa do sol,
Neste quarto que é melancolia, sem cor...
Os barcos valsam ao sabor das ondas brilhantes,
Vencendo as marés, que como as cortinas, são sopradas
Sobre as praias, tentando impedir seu lançar ao desconhecido...
Enquanto eu, sentado na areia da praia, sozinho,
Sinto as brisas de verão escreverem levas redondas, E se precipitarem lateralmente.
E uma após outra levantam a areia branca que envolvem meu rosto;
Meus olhos se encontram em silêncio, estáticos.
A alegria e o êxtase da cena parecem como um doce que deve ser comido.
E enquanto a luz do sol se impõe no fresco da manhã, as andorinhas, escravas dos beirais do mar, constroem seus ninhos em cima, como um homem que semeia polias, ao longo de um túnel de luz.
E para sentir a luz em mim, seguida de um rápido bater de asas dos pássaros, roubo mais um tempo da vida antes de virar e fugir dali.
Sinto o toque de um ínfimo grão de areia, que a rigor deveria passar despercebido, deliciosamente.
Giro lentamente até tocar a agua fria com meus pés.
Não há como se apegar;
Instintivamente, eles pulam as ondas.
Partem de mim, e eu a liderá-los por entre a folhagem fina que ladeia a praia.
Vou nessa vida como um cometa errante que leva para o infinito as mais raras gemas, espalhadas pelo vento alto, para novamente, terra-formar o desconhecido, desconhecido.
Portanto, inexisto, agora...

Inserida por RodrigoGuimaraesPena

Como nos conhecemos? Não foi como qualquer outra pessoa que se esbarra e passa pelo mesmo caminho. Talvez. Mas a nossa história foi diferente, nos esbarramos duas vezes até se concretizar um novo amor. Vivemos intensamente, nos amamos como um todo, aproveitamos cada momento. Suas mentiras destruíram tudo que um dia foi construído, suas mentiras me tiraram o chão, o que um dia éramos só nós, acabou se tornando só eu. Chegou o tão dia que não era esperado. O fim do relacionamento. Hoje você finge que eu não existi, hoje eu sou só mais uma desconhecida. Traçamos o mesmo caminho mas seguimos direções totalmente opostas. O que em 4 anos éramos nós, hoje é só eu.
E o que mais dói de tudo isso, é nós esbarramos diversas vezes, e sermos tratados como desconhecidos. O mesmo desconhecidos que começou nossa trilha, o mesmo que a encerra.

Inserida por Unranked

Há o tempo de sonhar e de chorar,
e tudo passa logo,sem dó,
há o tempo da semente germinar,
Ah,bendito tempo, tens poder de sermos pó!
Na poeira da estrada que se curva
ao desconhecido que nunca saberemos,
seguimos passos em compasso de espera,
cada um é o pequeno segundoque vivemos

Desse tempo soberano que maltrata,
nada seguramos de fato,
ele vem, d´vida, nos leva e mata,
é o relógio invisível que tememos !
O tempo sempre nosfascina,
porque não o podemos medir,
mas ele nos ensina
e as lições dele temos que seguir !

Inserida por neusamarilda

ASAS (REMASTERIZADO)
(Bartolomeu Assis Souza)

Sem asas foram os meus sonhos
O infinito busquei atingir
Um sonho de Ícaro...

As mais belas nuances admirei
Um voou mais alto que podia sonhar
Enveredei pelo desconhecido

Minhas asas cansaram-se
Sem estrutura e força nas asas
Caí...caí...cai...
Compreendi que sou um tolo sonhador
Um bobo, um pecador que suplica piedade...

Inserida por bmdfbas

Sem postura. Só isso?!
É assim... não conheço aquele que dividi os anos.
Desconheço por completo.
Hoje. Conheço o outro homem que nunca me amou. O desconhecido é o meu presente.
Esse é o preço que pagamos por escolhas mal tomadas no escuro.
Deixa que todo esse caminho eu sei de cor.

Inserida por KatiaLiberato

Meu Dizer ao Amor.
Tento encontrar algo que me faça sentir-te, conhecer-te, pois até hoje só te vejo passar por mim, nem se te convido queres aqui ficar.
Quem és mesmo tu que nunca quis ser companheiro meu? Mas que de tão misterioso me encanta e em mim provocas o desejo de querer ter o meu corpo junto a outro o resto de minha vida.
Por esses eternais dias enquanto te observo passar; te vi ser conto de fadas para alguns e tão cafajeste para outros, mas ainda que, feliz ou doloroso para estes nunca deixastes de existir...
Continuo te esperando aqui no mesmo lugar de sempre.
O tempo de espera por ti que desconheço tem me tornado tão insensível ao ponto de agora meu coração passar a ser desesperança, a dolorosa desesperança, de que tu nunca poderá ser um dia parte de mim, ser por inteiro em mim... em mim ser apenas o que és.
Ouço boatos de que és aquele que proporciona todas as dores e prazeres da vida, pois veja, para mim tens sido apenas o vazio, o desconhecido, nem dor, nem prazer, apenas o frio do nada. Os boatos, que honram tal descrição tua, não mudam o fato de que já te vi desfarçado, camuflando-te até mesmo de serpente destruidora e enganosa... Oferecendo-te como caricia imediata aos carentes! Talvez nas vezes em que pensei ter te conhecido no calor das emoções que me transmitiram um beijo, estivesses tu nos teus dias de camuflagem, de engano, oferecendo-te como primeira paixão para uma menina boba e tão inocente...
Me fez pensar que eras tu somente aquilo que senti, fogo ardente consumindo meu coração, queimou me viva no calor daquelas emoções, foi embora e agora és somente solidão em mim.
Talvez a parte que me restou nesta história, foi a parte dos que te procuram incessantemente por querer apenas respirar o bom e vital ar que exalas... tenho sido essa procura. Sou parte dos teus enganos, então chego a odiar-te...
Por fim, durante todo o degastante tempo que te observei, em que te vi como engano,dor, prazer para tantas pessoas, conhecer ao menos o nome de quem me causa torturas é aliviador!!!
Ah! Amor! Fazes de mim e de tantos outros, seguidores teus... te admiro agora com a dor sincera de um poeta que te inventa, pois não o pode ter.
Ah! Amor! Seria bom escrever sobre ti com o fato do que és de verdade, não como te descrevo aqui, tornando-te apenas o meu vazio, apenas as minhas palavras sobre ti, meu querido e distante desconhecido.

Inserida por Alimacassis

LIBERDADE E PAZ NA ACEITAÇÃO, É CHEGADA A HORA..
Boa parte dos sentimentos que nos levam em direção a ter uma boa paz interior e ser serenos, depende de como estamos nos sentindo em relação à nossa vida, quais sentimentos temos em relação ao que temos, as nossas conquistas e a quem somos.
Basicamente não é nem o que somos, nem o que temos, e tampouco o que conquistamos, mas, como lidamos com tudo isso. Exato. É uma simples questão de percepção sobre o nosso universo particular. Existem pessoas muito ricas que se sentem muito frustradas por serem escravas das coisas que possuem e por nunca conseguirem se sentir saciadas. Pessoas muito belas, descontentes com as suas aparências e tristes.
As insatisfações constates são um terreno fértil para florescer a angústia e a frustração. Apesar do clichê aparente, a aceitação nos traz um sentimento de paz. Nada contra termos objetivos e querer coisas novas nas nossas vidas, o que deve ser levado em conta é que ninguém será feliz, após mudar de cidade, de país, de trabalho, se casar, ter um filho, quando for mais rico, mais magro ou qualquer coisa nesse sentido. O sentimento de gratidão pelo o que somos, entendendo e aceitando calmamente as nossas características mais pessoais, o que nos tornam únicos, enfim, a simples aceitação é a chave para a liberdade emocional.
Nunca seremos felizes sem aceitação. Pessoas ressentidas e frustradas nunca poderão ser felizes, porque remoem em seus interiores o quão injusta é a vida, desejam coisas impossíveis e não reconhecem que o imutável e o inexorável deve ser aceito, e portanto, a aceitação não é uma atitude de otimismo, mas de inteligência.
Afinal, o quanto se perde de energia reclamando de coisas que não se pode mudar. Devemos ansiar e ter força de vontade para nos desenvolver e evoluir como criaturas, mas aceitando os nossos limites e aceitando a nossa própria natureza. Existem pessoas que tem muito pouco e são felizes, por outro lado, existem pessoas que tem muito e são muito infelizes, tudo isso acontece por uma abordagem da nossa percepção. Quando consideramos que já temos tudo o necessitamos, nos invade uma onda de serenidade que nos dá liberdade para buscar coisas novas. É a beleza de um paradoxo. A partir do momento da aceitação da nossa condição, nos sentimos fortes o bastante para seguir adiante e conseguir novas conquistas.
O que estamos fazendo para nos aceitar?
Autor desconhecido

Inserida por FraenkelGomes42

Pensamentos vãos

01:54,
Noite quente,
Vazio estridente,
De um pequeno quarto.

Passaram-se 3 minutos,
90 segundos,
Que se parecerem horas,
Onde a mortalidade atormenta as mortais hordas.

Um homem,
Talvez não tão homem,
mas tão mortal quanto os outros homens,
pensa no hoje e no ontem.

Pensou no que teve,
no que já perdeu,
no que talvez nem existiu,
verdades ou mentiras que leu.

Morre por seus pensamentos,
como a cada dia já morreu,
apenas para acordar no outro dia,
e perceber que infelizmente não pereceu.

Inserida por jailsonsl

"TEMPO, TEMPO, TEMPO, COMPOSITOR DE DESTINOS"
ENTÃO IREI PEDIR AO TEMPO PARA QUE MUDE O QUE EU SINTO.
ACOSTUMEI A SOFRER CALADA, ISSO É UMA CILADA.
PEDINDO AJUDA COM O OLHAR... MAIS ESSA LÍNGUA NÃO NOS ENSINARAM A FALAR.
SERÁ QUE ERROS COMETIDOS, NÃO VOLTAM A SER REPETIDOS?
ACHO QUE NÃO! PERCEBA ESTAMOS NA MESMA SITUAÇÃO.
RECOMEÇAR, RECOMEÇAR, RECOMEÇAR... DEVEMOS ENTÃO PARA PRIMEIRA LINHA VOLTAR?

Inserida por limasduda

Amantes à margem da amor

Oi, quanto tempo não lhe vejo. Que estranho é escrever esse texto, estamos parecendo tão distantes, nossas conversas não parecem ter a mesma mensagem, reinado de pronomes impessoais, perguntas mascarando propósitos maiores, resquícios tímidos de esperança na tentativa de restabelecer a força do elástico afrouxado do nosso elo. Ainda o temos, é verdade, mas agora é só um cordão, um cabo de aço talvez que, mesmo conectado está tão extenso que não podemos ver onde a outra ponta termina, onde se encontra, e temos medo de segui-la, ainda que vivamos presumindo os vários lugares muito prováveis de encontrá-la, temos o receio de quebrar uma promessa falida, de deixar que nosso desejo flua bravamente interrompendo esse período, a ausência, e, finalmente, seja ele novamente barrado.

E agora sinto que o desejo está se sentindo desacreditado nesse coração, mesmo que seja o mais querido, eu já não tenho mais como satisfazê-lo e ele insinua ir embora, seja sumindo, seja migrando ou se transformando, eu realmente não faço ideia, sei apenas que se não se satisfez enquanto esteve comigo, não vai permanecer em meio a nosso novo e estranho modo de se comunicar. Creio que ele se sinta demasiado reprimido e ofendido sob esse reinado do tempo, principalmente pela formalidade de contato, vezes ele grita, consome as lembranças, mas de nada adianta e só o frustra mais saber que a fonte está sendo negada. Por isso, penso que manter um contato dessa forma é coagir um gigante imensurável a caber num duto de dois centímetros de diâmetro. Muito estranho.

Penso também que nossa afinidade está arraigada na carne, isto é, no cósmico-biológico que se influencia reciprocamente, mesmo que não tenha sido sempre assim, no começo, pode ser que o que sinto por você agora é parte imanente de mim. Eu sei que é conexão, e ainda que pareça coincidência, essa, por sua vez, não é mais que uma conexão não esclarecida, um impulso “involuntário”, como uma lembrança que deletada deixa sempre o rastro de suas consequências emotivas, impossíveis de suprimir, exemplo muito expressivo disso dado no filme: “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. É por isso que saem pesquisas cientificas afirmando que passamos a nos parecer, até fisicamente, com quem tivemos muita proximidade e convivência e com quem temos muita afinidade. Aquele beijo nosso que era capaz de desligar o mundo, de trazer a paz e apontar a conexão existente mais rápido que qualquer palavra, qualquer. Isso porque, quero explicar, beijar envolve doar nossos insumos gênicos, nossa biologia, como se cada célula do corpo e da boca se cumprimentassem com o DNA mais adequado ou semelhante, compositor de ritmos e, veja, que nada dessa natureza muda com frequência, ao contrario são as palavras, tão fluidas, conformadas muitas vezes, tênues e até mesmo inexpressivas dessa conexão que existe, ainda também existem nossos comportamentos contraditórios, inundado de preconceitos, de ansiedades, de deferência, de expectativa de que sejamos vistos de uma forma desejada (conforme a expectativa do outro) se agirmos contidamente construindo assim uma “fachada” do próprio eu, tudo facilmente manipulado por nós e pelos outros. O incrível é que essa intimidade entre nossas almas, entre nosso maná individual e a biologia dos seres não é alcançável volitivamente, ainda que saibamos algumas definições e interferimos em algo, é sempre limitada nossa interferência consciente enquanto estamos sempre sob a regência dessa ordem. É impossível fugir. Relendo a tragédia grega de Édipo, enxergamos que devíamos ter consciência do destino, das coisas relativamente intangíveis do universo. O que nos une já não é mesmo humano, simplesmente.

Então, desconheço qualquer fator que nos impute à estranheza e formalidades cabíveis apenas entre desconhecidos que não seja fruto único e exclusivo de nossa diligência sobre o comportamento, a qual me esforço em repudiar quando incoerente com a vontade essencial, responsável pelo próprio inicio dessas conversas, incoerente, finalmente, com o destino e, que quando essa situação se repete, reforço, essa vontade se sente ofendida e prejudicada.

Não parece haver outra saída, era e é provável que esse período apresentasse muitas mudanças, que eu contraia relacionamentos, por exemplo, apesar de que já se passarão quatro meses assim e nada relevante tem acontecido, muito por causa nossa, por causa do descrito no ultimo texto deixado em seu e-mail e por seus artifícios que me chamam a atenção. Eu gosto assim. Como dito, vou fazer o máximo para conseguir e quando, por desventura, estiver lhe perdendo, vou procurá-la, como tentativa última desesperada, independente da situação que se encontre. Quero deixar claro ainda que se aparentar que estamos muito distantes, um de nós pode sempre se manifestar, pelos locais que conhecemos e como tem ocorrido ou de outra forma que indubitavelmente precisemos e queiramos muito, sempre, com carinho que nos é imanente e assim restabelecer a segurança de fé que nossas crenças e devaneios humanos nos tiram.

Lembrete: Nenhuma das palavras escritas que direciono para você se assemelha as características que mencionei atrás, as palavras que escrevo para você, antes de tudo, são constituintes e resultado direto da vontade do destino, da sentimentalidade permanente, ou pelo menos, se esforçam por assim bem traduzir. Sei que você sabe bem disso e eu não poderia terminar sem dizer um Eu te amo, frase que mais fielmente representa o teor e intensidade dessa conexão... Eu amo, amo, amo muito você!

O amor dispensa formalidades, dispensa a margem, ele quer usar de todo e qualquer vocabulário, de toda extensão de terra e céu, o centro e os lados.

Inserida por AZEVEDODouglas