Textos de Separação

Cerca de 672 textos de Separação

⁠Acho que no amor sempre tive sorte.
Nunca esperei muito, não sei se foi a chave ou o erro.
Sei que tudo melhorou bem mais, quando olhei pra trás e percebi que todos foram infinitos, até certo tempo mas foram.
Depois o impossível fica permanecer onde não mais encaixamos, e foi vida que segue, amizades que ficam.
Tudo certo, tudo melhor que caber no que não poderia mais.

Memórias

Às vezes acho que sua memória ruim começou a me esquecer
Às vezes acho que o impossível está por vir
Vejo você tão distante, tomando um rumo tão diferente
Sinto que já não lembra do meu perfume
Dos meus abraços, da minha pipoca doce e dos meus dilins
Às vezes, não tão às vezes, sinto que virei memória e a sua não é das melhores.

Iasmin Borges

Inserida por IasminBorges

Despedida sem dizer adeus (1a)

Minha maior magoa foi quando
você se despediu sem dizer adeus
Tu tem ideia do quanto despedidas são difíceis para mim?

Penso comigo mesmo, falo comigo mesmo e chego na seguinte conclusão: Sempre terá alguém que não estará pronto para dizer adeus.

O sol se deita e as estrelas chegam;
E tão certo como no céu nada mais
esta igual, assim eu estou.

Hoje lutamos pela razão, a prioridade
não é o amor, eu te desprezo e você se
vinga, tudo porque eu me despedi sem dizer adeus.

Inserida por luizceifar

Só fique se quiser ficar e só fique se sentir-se bem...
Só fique se tiver motivos pra querer que eu fique também.

Prometo que não vou chorar na sua frente nem na de ninguém.
Eu preciso te ver se encontrar, eu preciso te ver viver bem...

Bem de noite, na hora do insone você vai encontrar alguém pra te fazer feliz a noite inteira, como eu já quis pra vida inteira.

Bem de dia, você vai trabalhar pensando que tua vida tá fluindo como brincadeira, eu velar daqui de longe o teu nome...
Eu vou rezar daqui pra te ver feliz...
Eu vou pedir pra Deus te dar o braço que quis te trazer, pra tua força não se desfazer...

Inserida por raphaelnunez

Orei por mim e por você, e veja a palavra do Senhor:
Atos 15:39-41
Leia com atenção:
Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas.

Os irmãos entregaram Paulo aos cuidados do Senhor e Paulo confirmou as igrejas, sempre as fortalecendo.

Ou seja, somos a igreja confirmada pelo Senhor e recebemos diretamente de Deus o fortalecimento de que tanto precisamos.

Inserida por MonicaCampelloAutora

Balada para a fugitiva.

Eu preferi ir ver a vida, ela não me abandonou e saiu por ai. Talvez eu a tenha abandonado, quando abri mão dos meus sonhos. Não me comprazerei com tua amargura, tão pouco com tua covardia em viver. Não mendigarei sua atenção para com minhas mazelas, pois delas tenho ciência ser de minha responsabilidade. Irei furtar-me ao direito de tua presença para não mais sofrer a tentação de vulnerabilizar-me diante de ti ou outrem.
Não verbalizarei de forma audível minha frustração, me aterei a efemeridade da escrita poética, onde poderei esconder minha raiva, contida em vernáculos pouco conhecidos e externar minha frustração de forma contida e dúbia, onde só os mais avisados poderão vislumbrar o sentimento oculto e ao mesmo tempo explicito.
Não chorarei. Não por insensibilidade, mas por convicção de inutilidade, deixarei que a vida flua, ainda que sem você. Esperarei pacientemente que as feridas se cicatrizem e partirei novamente para uma nova jornada de afeto, onde você será apenas uma cicatriz a ser lembrada e nada mais.
Lamento sim, pelo que sua covardia nos privou, poderíamos ter vivido e experimentado muito mais juntos, testado as limitações que nossas vidas nos impuseram, descoberto os prazeres que nossos corpos almejavam. Mas seu medo fala mais alto e preferistes a tua solidão.
Ouço lá fora o agouro da coruja, mas não me soa como agouro, apenas um lamento, tão lúgubre quanto o meu nesse momento. Mas a manhã vem se aproximando e vou encontra-la sem medo, renovado, ainda com certeza quebrantado, mas disposto a prosseguir, com ou sem você.
Teu choro me comoveria se fosse o choro da desilusão, por um erro cometido, um amor atrevido e não correspondido, fruto do desgaste depois de tudo tentado e ainda assim mal sucedido. Mas teu choro é o choro dos que se acovardam, portanto não é digno de complacência ou cumplicidade daqueles que te cercam, quase merecedor de pesar, mas ainda assim não o receberá de minha parte.
Siga em disparada. Para dentro de sua infelicidade, pois se te assombra o medo de ser feliz, ainda que por um ínfimo tempo, abraça já teu demônio da infelicidade que a muito te espreita e então tá, vá chorar. E seja infeliz o quanto desejares, até ao mais fundo ondes te aprazerás de tua própria auto piedade.

Inserida por cariocasumare

Encontro-me em momento de reflexão.

Estes momentos de reflexão, são de alegria.

Porém, com outros pensamentos amargos.
“Nada acontece por acaso”, alguém já escreveu esta frase.

Mas, ao mesmo tempo, é tão injusto.
Quando colocas a pessoa que amas, em primeiro lugar (o que para mim, é natural).

E se não dá certo, é óbvio que ligações amorosas não são para sempre “até que a morte nos separe”, ou não, (até que as influências alheias nos conseguirem destruir), faz mais sentido.

O que custa mais, não é estar mais junto dessa pessoa, mas sim, quando a tens no pensamento.
Num pensamento do quotidiano, algo que te lembra a felicidade.

Inserida por OJJ

Portas fechadas
Janelas trancadas
Nenhum ruído se ouve do lado de fora
Dentro da casa um eco do nada
Eco do vazio dos que ali ainda viviam
Somente o ruido de suas mentes inquietas
Inseguras e temerosas sobre o futuro incerto
Alimentando-se da esperança de ouvir alguém bater à porta trazendo boas novas para seus corações exaustos

Ninguém bateu...

Inserida por patriciaxavier

ANDOU (soneto)

Meu sentimento evaporei na saudade
Da essência do amor, que me arrastava
Ah! como quis um dia, como sonhava
Agora, cada qual no tropel de liberdade

Insana, as paixões devoram à vontade
Que a mente sã... se faz de tão brava
Em uma existência, ali, cruel e escrava
Do desejo, tão em busca de felicidade

Agrados, querer meu e meus danos!
Essa paixão, que no haver não coube
Fez poetar aos versos os desenganos

Antes que a solidão o sossego roube
O tempo, pra não se perder nos anos
Andou! o que permanecer não soube.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/fevereiro/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Apagar da chama...


Não conheci amor outro, senão o seu
Mas, como disse o poeta, em sua inspiração
Em vívida experiência, ao amor verdadeiro
"Mas que seja infinito enquanto dure"


E se viver for sentir, em mágicos minutos
O arrepio na alma que silente se inquieta
Desde a alvorada até o dito consumar
De seu corpo a trazer-te ao meu amar


Infindos momentos, antecederão o encontro
Meu coração cativo, a perder o freio das batidas
E no entrelaço do abraço, ditarás a sentença ávida
Que seu ardor feneceu, saberei: valeste minha vida

Inserida por mucio_bruck

As vezes precisamos organizar as coisas em nossa mente, reestabelecer prioridades, fazer substituições. O silêncio não é uma pedra que levanta o muro nesses casos, mas sim uma forma de calar a tormenta que as vezes nos alimenta.
Já dizia Sigmund Freud: a ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como poucas palavras boas.

Inserida por HLops

Distância não é nada fácil
Também não é para todos
Acho que é algo para os fiéis
Para os fortes, para quem ama de verdade,
Aquela pessoa que está no outro lado do mundo
Porém
É uma dor sem explicação
Uma dor, que só suporta ela, quem quer algo de verdade
Possa eu, você e outros... estar muito longe dos nossos amigos, namorado (a)
Mesmo sem ter visto ela ao menos 1 vez na vida
Temos a sensação de que aquilo foi um milagre na vida,
A melhor coisa que lhe aconteceu
Um amor que chegou para transformá-la
É estranho né?
Você nunca viu essa pessoa...
Mas acredita mais nela do que as que você vê todos os dias
Você tem a sensação de que ela está ali para ti mesmo a milhares de quilômetros
Mas, enquanto estamos longe, temos uma imensa vontade,
Sentimos a dor de querer e não poder
Sentimos sensações que só essa pessoa pode causar em nós
Algo surpreendente e sedentário
Uma vontade de construir uma vida com essa pessoa
Porém a distância parece que nunca vai acabar
Até choramos as vezes
Com vontade de tocar seu corpo, beijá-la, abraçar
E com a distância... nada disso podemos fazer.
O amor à distância nos proporciona algo grande
Muitas das vezes nos doem na alma...
Porquê queremos um futuro com a amada,
E a distância não nos poupa disso.
Mas é algo passageiro, que irá te fazer feliz
Logo após a distância passar.

Inserida por Harryson_Davies

Onde foram parar os dias de luz?
Onde se esconderam os sorrisos?
Em que lugar estão tuas promessas?
A que distância foram arremessados nossos planos?

O estado é de anestesia geral
O corpo se move, ouve, vê, mas não processa nada
O dia passa como um filme sem final feliz
A vida se arrasta sem rumo certo

"Você precisa ser forte" eles dizem, mas o que querem dizer?
Não sei, apenas me arrasto junto com a vida, sorrio e digo, "vai passar".

Iasmin Borges

Inserida por IasminBorges

Uma estrela com teu brilho

És minha constelação
E eu te sou furacão
Destruo tudo querendo te tocar
Mas não importa, é tão certo
Quanto um vulcão e o mar

Nossos beijos que dariam uma vida a rimar
Seus toques de volúpia ardente
Meu coração de audição estridente
E o teu sorriso que faz o mundo se ofuscar

Meus tremores internos
Nossas mãos unidas
Dispostas por suas idas e vindas
E teus olhos tão desertos

Que me diziam ser errado lutar
Por um futuro incerto
Com quem vive no escuro de um inferno

Algumas feridas precisam sangrar

E por mais que me doa a partida
Porque você não se decide
E a tua ausência em mim vive.
De fato, sou melhor pela ida

Não se lida com aparências
Em teu zelo, quis permanência
Mas livrei-me da abstinência
Dois coelhos com uma cajadada
E sou mesmo tão errada
Mas que se exploda o mundo inteiro

Sou todo fogo certeiro
Que ascende o meu cigarro
Respiro, inspiro
E te esqueço a cada trago.

Thaylla Ferreira Cavalcante (Amor, meu grande amor.)

Inserida por ThayllaCavalcante

O tempo não traz alívio; mentiram-me todos
os que disseram que o tempo amenizaria a minha dor.
Sinto sua falta no choro da chuva;
Quero sua presença no recuar da maré.
A velha neve escorre pela encosta de cada montanha,
E as folhas de outono viram fumaça em cada caminho
Mas o triste amor do passado deve permanecer
o meu coração, e meus velhos pensamentos perduram.
Há centenas de lugares aos quais receio ir
- por estarem repletos de lembranças dele.
E ao entrar com alívio em algum lugar tranquilo
Onde seu pé nunca pisou, nem seu rosto brilhou.
Eu digo: "Aqui não há nenhuma recordação dele!"
E com isso paro, arrasada, e me lembro tanto dele.

Inserida por pensador

Cada um de nós é formado por pedaços das pessoas que já passaram na nossa vida. Sempre ao passar pela vida de alguém, deixe um pedaço de você com ela. Seja a luz, o amor, a força e carinho que ela precisa. E se um dia você for embora, não leve o seu pedaço. Leve o pedaço que ela te deu.
Que cada pedaço nos lembre que fomos feitos para amar e não para odiar, isso será a chave para abrir a porta mais difícil, o perdão.
A vida é assim, inconstante, imprevisível, mas que sempre seguirá a energia de amar dentro de cada um de nós. Energia do bem.

Inserida por marcos_armond

Blues do adeus.


Em uma de nossas brigas ele disse que partiria, disse que aqui já não era um bom lugar, que o amor pedia um pouco mais de liberdade e de liberdade eu não entendia, falou também que eu o sufocava e que não era um relacionamento saudável, de fato, de saúde eu nada entendia. Com os olhos mergulhados em lágrima o mandei ir, disse que não cobrava por amor, que não pedia atenção, que só queria ao meu lado quem queria estar por livre e espontânea vontade, e então ele atravessou a sala, passou pela cozinha, entrou em nosso quarto e abriu o guarda-roupa, pegou uma mala pequena que estava em nossa dispensa, estava toda empoeirada, o zíper estourado, mas isso não parecia incomoda-lo, pegou algumas roupas, dois pares de sapato e o óculos escuro que estava em cima da cabeceira ao lado da nossa cama, ou por hora, minha cama e partiu sem olhar para trás.
Por alguns instantes eu fiquei ali, anestesiada na sala, sentada na poltrona que era dele, não dei uma palavra durante muitas horas, nem sei quantas, mas ali permaneci por muito tempo, observando ao redor, quando consegui mover um musculo fui até a cozinha, peguei a vodca que estava dentro da geladeira há alguns meses –não bebíamos com frequência- preparei uma dose e voltei para o mesmo lugar, dessa vez com a poltrona voltada para a grande janela que havia em nossa sala, fiquei a observar o céu que por incrível que pareça parecia muito triste, tão triste quanto eu. Pra ser sincera não sei se estava triste pelo termino ou se foi pela forma de como ele partiu, mas ali permanecia a observar. Voltei à cozinha algumas vezes para repor doses de vodca, pura, sem água, sem gelo, absolutamente pura. Por volta das 01h00 da manhã fui até o nosso/meu quarto, sentei na cama de frente para o guarda-roupa e fiquei a observar, ele iria voltar se não para mim, para pegar o restante das roupas, havia deixado algumas camisas, ternos, dezoito pares de meia, algumas gravatas, que tipo de advogado só usa três gravatas? Ele iria voltar e ai eu enxergava uma chance de pedi-lo para ficar, para me ouvir, iria pedir outra chance, essa ideia rodeou minha cabeça por pelo menos quinze minutos e depois, foda-se, não iria pedir para ninguém ficar comigo, não iria implorar pelo amor de um merda, escroto, que me largou em pleno domingo, não sabe ele que no outro dia é segunda-feira e eu não posso beber pelo fato de acordar sempre de ressaca? Que grande imbecil. Depois de algum tempo extasiada em frente ao guarda-roupa, tentei dormir, mas a cama parecia muito grande, os travesseiros pesavam uma tonelada, não conseguia relaxar, ao lado da cama havia um relógio digital que indicava 02h00 da manhã, que grande merda, precisava acordar as 06h00 para ir trabalhar, mas não conseguia pregar os olhos, minhas pálpebras pesavam quinhentos quilos cada, quando finalmente consegui pegar no sono o despertador tocou. –Grande droga.
Quando me pus de pé o mundo girou, me senti em um avião que passava por uma grande turbulência, tentei me segurar no armário, mas foi em vão, cai sem conseguir sequer amortecer o meu corpo, nesse momento eu me senti humilhada pela lei da gravidade, depois de passar cinco minutos no chão, falando palavrões que nem eu mesma sabia da existência consegui me levantar e a turbulência continuava comigo. No quarto havia um banheiro, três passos e estava lá, mas dessa vez foi como se andasse três quilômetros, não aguentei por muito tempo, a turbulência parecia forte e logo vomitei toda a vodca com restos de um sanduiche que havia comido no almoço no dia anterior, antes dele me deixar. Não acredito, então esse foi o motivo pelo qual estou vomitando vodca, ele me deixou, que grande filho da put*, me deixou em pleno domingo, sabendo que eu iria beber à noite inteira, logo ele que sabe que não posso beber no domingo porque acordo na segunda-feira com uma ressaca de matar, sacana, sabia meu ponto fraco. Com certeza curtiu a primeira noite de solteiro com alguma puta que encontrou na primeira esquina, mas eu não quero mais saber, irei dá a volta por cima, irei trabalhar, marcar de sair com algumas amigas, de repente volto com algum garotão de 25 anos para casa e ai ele vai ver, vai tentar voltar, mas eu não vou querer, estarei curtindo minha vida, com amigas, bebidas, baladas e garotões, ele nem era isso tudo, disso eu posso garantir.
Naquele dia eu retornei para casa no horário comum, minhas amigas não estavam disponíveis, afinal, quem está disponível em plena segunda-feira.
Ao chegar em casa verifiquei a caixa de mensagem na esperança que houvesse algum recado dele dizendo – Me arrependi, quero voltar, essa noite voltarei para casa, vou me atrasar um pouco pois estou cheio de trabalho no escritório, levarei o jantar e um vinho, te amo, me perdoe.
Mas não havia uma mensagem sequer, nem dele, nem da minha mãe, nem da minha irmã, que grande droga, fui esquecida por todos, como pode algo tão pequeno havia se transformado em algo tão grande e doloroso?
Pensei que havia vindo em casa pegar o resto das roupas, fui para o quarto, o guarda-roupa estava do jeito que deixei, ou melhor, do jeito que ele deixou. As roupas continuavam lá, do mesmo jeito, não faltava uma peça de roupa sequer, aquilo foi reconfortante para o meu coração, pensei na chance de que ele iria voltar, mas não voltou. Nunca mais voltou.
Esperei por alguns meses, mas nada acontecia, nenhuma mensagem, nenhum bilhete, seu João da portaria não aguentava a pergunta repetida – Ele voltou? - Não moça, mas irá voltar.
Seu João me animava e me iludia ao mesmo tempo. Os homens não prestam, por um homem, apenas um, bebi inúmeros litros de vodca, litros que não haveria de beber por toda uma vida. Passei a odiar ele de um jeito que nunca havia visto, nunca senti tanto desgosto por alguém, tanto rancor, meu coração espedaçado se transformou em uma lamina que me contava por dentro, me fazia sangrar. Decidi mudar tudo dentro do apartamento, retirei tudo que lembrava ele, doei todas as roupas para moradores de rua, presenteei seu João com a poltrona, os quadros que ele amava – não podia negar, tinha bom gosto para arte – joguei fora, todos, me livrei de tudo que pertenceu a ele, mas não consegui jogar fora o sentimento que aqui dentro decorava meu coração e isso me amargurava. Queria eu ser uma bolha de sabão e por um descuido alguém aparecesse e me estourasse, me assoprasse para longe e assim desaparecer para sempre e ai não teria que conviver com aquele amor horrível dentro de mim, e melhor, não precisaria acordar com ressaca e com um cheiro horrível de álcool que transpirava pelos poros.

Inserida por thawanny_davilla

Cotidiano

Dizia ela: "És o meu amor, nada nesta vida, entre nós, vai se contrapor".
Ele encantado com tal declaração,tranquilizou o pensamento, acalmou seu
coração.
Os dias passam e com eles, modificam-se as coisas.
De todo aquele amor eterno, onde nada se interporia, seus fundamentos
começaram a ruir.
Vieram interferências, idéias contraditórias,brigas e a triste separação.
Hoje, ele vive como se o chão não estivesse sob seus pés.
Coração aos pulos, disparado.
Lembra quando o amor era vivido a dois,e os sonhos que ambos compartilhavam.
Por parte dela, não sei de nada que haja acontecido.
Talvez esteja ela mais satisfeita do que ele, tem seus filhos ao lado.
Provável que tenha esquecido a declaração feita.
Nada importa, o coração que acreditou nela, que procure uma saída.
O dela, tranquilo esta. O dele, que busque uma maneira para viver a sua vida.

Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

Inserida por RoldaoAires

Azar o dele, que não soube ver
Que tinha tudo, e pôs o tudo a perder
Mas ele sabe, no fundo, ele sabe
Que o destino dela, à ele não cabe
Se ele acha besteira o que eu faço
Só porque eu peço meu tempo e espaço
Eu só lamento, e até sinto um pouco de dó
Num relacionamento, os dois não podem ser um só

Inserida por pensador

Aquele adeus.
Quando estava para partir não me permitiu nada além que um adeus, não me presentou com um abraço, não me beijou os lábios, não me fez nenhuma caricia como aquelas que me fizera em noites solenes de puro êxtase, ou quem sabe, talvez, pudesse me oferecer mais uma noite de prazer, mas nada, nada foi feito, nada foi dito, nem mesmo o motivo pelo qual estava partindo. Quando ela foi embora eu nada pude fazer, inclusive, só continuei a respirar pelo simples fato de meus pulmões não desistirem de mim, assim como ela não fez. Sentei-me na poltrona, rente a janela, pus a mão no queixo e comecei a observar os carros que passavam em frente a minha janela, passei horas ali, extasiado, sem me mover, talvez, se não me é delírio, pude ouvir o bater do meu coração, senti pela primeira vez o sangue quente correr entre minhas veias. Fiquei ali olhando o tempo passar, apreciando a mescla que se formava entre as cores no céu, de forma metafórica se igualava com meus pensamentos, bagunçados, mas que no final era algo bonito, vívido, porque na minha cabeça só dava ela. Depois de muito tempo situei-me, percebi que passei muito tempo sentado ali observando absolutamente nada. Levantei-me, fui até o banheiro e ali fiquei em torno de 20min, aproveitei o banho, como quem pudesse limpar-se da tristeza com um simples banho com água quente, se pelo menos ela pudesse escaldar minha alma, mas nada me foi concebido. Sai do banho e voltei para a sala, dessa vez com um copo de vodca e um livro que em minha opinião se encaixava direitinho no contexto do momento, de copo em copo sequei a garrafa de vodca, sem perceber que ali eu assinava a minha sentença de embriaguez. Quando já não era dono de mim mesmo decidi ir à busca de respostas, queria saber o motivo pelo qual ela partiu, já que a lucidez não me deixou coragem o bastante para perguntar a embriaguez me ajudou neste aspecto. Vesti uma roupa descente, desci até a portaria do meu condomínio e peguei o primeiro táxi que avistei, - rápido, vá ao encontro da mulher que partiu meu coração, ela precisa me dar alguma explicação! -. O motorista sem entender começou a dirigir, sem me perguntar nada seguiu a principal, em direção ao centro, no caminho não me controlei, desabafei com aquele pobre homem que um dia desejara não viver para não ouvir tamanho sofrimento. Passamos mais de uma hora rodando a cidade, eu contava meus problemas, informei-o de sua partida, como tinha sido dura, sem afeto, nem um pingo de respeito ou consideração, enquanto contava o Erinelson me dava razão, afinal, quem é tão pobre de sentimentos que não pode oferecer nenhuma desculpa e nenhuma explicação, partir sem nenhuma cerimonia, uma discursão, quem pode ir embora depois de dois anos juntos sem nem mesmo jogar um vaso de plantas contra parede, não entendo. Quando já não tinha o que dizer, eu só ouvi, e não disse nada. Ele, o taxista, fez com que eu me encontrasse, me deu um choque de realidade, me fez perceber que quem parte sem explicação e sem motivo já não tem motivos para ficar e que isso é o bastante. Pedi que me deixasse no primeiro bar que avistasse e assim o fez me deixou no Piano’s bar, me despedi e agradeci com toda minha generosidade. Ao entrar no bar percebi que o taxista mesmo sem nenhum destino informado tinha acertado de primeira o local onde eu precisava ir, ela estava sentada no balcão do bar, me olhava, não era só a sua boca que sorria para mim, seus olhos também seguia aquela sinfonia, e ali eu retornei ao inicio, aos carinhos do meu amor que um dia partiu e agora retorna para meus braços.

Inserida por thawanny_davilla