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⁠De Poema em Poema -

Fui de poema em poema
à procura da razão
que me fazia ter por tema
a dor, a morte e a solidão.

Mas os versos não sabiam
o porquê dessa loucura,
só falavam, só diziam,
sempre cheios de amargura.

Digo aos gritos sem pudor
que meus versos são um pranto!
Mas o porquê de tanta dor,
tanta morte no seu canto?!

Talvez devesse procurar
a razão dessa agonia,
não nos versos, a chorar,
mas em mim, no dia a dia...

Inserida por Eliot

Acho que vou começar a escrever poemas daqueles que me fazem refletir

Esse poema e sobre uma menina para o qual eu escrevi os mais belos poemas
Ela foi um dos meus maiores acertos daqueles que me tiraram os mais belos sorrisos mais também foi um dos meus maiores erros daqueles que fazem chorar mais foi um erro de que nunca me arrependi mas erraria novamente se fosse para estar com ela

Quando estava com ela mesmo a luz do dia meus olhos brilhavam como estrelas e seu beijo me fazia viajar mais longe do que qualquer avião pode levar

Ela abandonou meu corpo mais não o meu coração.

Inserida por Diegosantos21

Hoje acordei um pouco alterado.
Menos pessoa, mais poema.
Um poema que não terminei de escrever.
Mas que é lido e relido e resignificado a cada leitura.
Sou guarda-chuva, guarda-segredos, um guarda-amores.
Um mobile solto, um letreiro neon, um vinil arranhado.
Sou conversa, prosa e verso de um texto manuscrito.
Percorrendo passado, presente, e futuro em um único momento.
Sou colo e sou saudade, sou medo e segurança, força e fragilidade.
Sou criança e um pouco velho.
Tenho amigos, mas já fiz guerras.
Tenho mágoas, mas já doei sorrisos.
E envelhe-sendo a cada dia vou buscando minha humanidade.

Inserida por brunobarcellos

O poema das 19 coisas que eu amo em vc

Eu amo que você gosta muito de se arrumar, mas vai à padaria de qualquer jeito.
Amo que você sente frio mesmo quando eu acho que está quente lá fora.
E amo que pra fazer qualquer coisa em casa você enrola mais de hora.

Eu amo como você planeja o MEU dia dizendo faz isso, aquilo e em seguida vem pra mim.
Amo quando eu pergunto porque está me olhando você responde que “tá só admirando”
E amo a energia que você tem quando arruma a casa ouvindo música alta e cantando.

Eu amo te fazer carinho quando você senta no meu colo pra usar o computador.
Amo quando você diz q eu sou maluquinho e mais ainda quando me chama de rei.
E amo quando você se admira ou debocha porque eu digo que tudo eu sei.

Eu amo a carinha que você faz quando eu te digo pra escovar os dentes ou tomar banho.
Amo que você é a última pessoa que eu queira ver antes de dormir e a primeira ao acordar.
E amo como dormimos abraçadinhos e nos viramos juntos mesmo sem combinar.

Eu amo que você adora tirar fotos e fica editando um tempão até ficar como você quer.
Amo quando eu vou pra casa e você dorme com a minha roupa pra sentir meu cheiro.
E amo quando teus amigos dizem que você fala de mim o dia inteiro.

Eu amo beijar teu ombro na madrugada e sussurrar o quanto você é amado.
Amo quando você me abraça ou beija na rua (mesmo quando digo pra não fazer).
E amo quando eu estou deitado e sou beijado dos pés a cabeça por você.

Eu amo nossa sintonia ser algo real e visível. E eu não estou te dizendo isso porque não quero ficar sozinho. E nem porque estou na empolgação. Eu estou te falando isso agora, por que quando você percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, você quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível!

Inserida por alesdecastro

O POEMA DAS CRIANÇAS TRAÍDAS
Eu vim da geração das crianças traídas
Eu vim de um montão de coisas destroçadas
Eu tentei unir células e nervos mas o rebanho morreu.
Eu fui à tarefa num tempo de drama.
Eu cerzi o tambor da ternura, quebrado.

Eu fui às cidades destruídas para viver os soldados mortos.
Eu caminhei no caos com uma mensagem.
Eu fui lírico de granadas presas à respiração.
Eu visualizei as perspectivas de cada catacumba.
Eu não levei serragem aos corações dos ditadores.
Eu recolhi as lágrimas de todas as mães numa bacia de sombra.
Eu tive a função de porta-estandarte nas revoluções.
Eu amei uma menina virgem.

Eu arranquei das pocilgas um brado.
Eu amei os amigos de pés no chão.
Eu fui a criança sem ciranda.
Eu acreditei numa igualdade total.
Eu não fui canção mas grito de dor.
Eu tive por linguagem materna, roçar de bombas, baionetas.
Eu fechei-me numa redoma para abrir meu coração triste.
Eu fui a metamorfose de Deus.

Eu vasculhei nos lixos para redescobrir a pureza.
Eu desci ao centro da terra para colher o girassol que morava no eixo.
Eu descobri que são incontáveis os grãos do fundo do mar
mas tão raros os que sabem o caminho da pérola.
Eu tentei persistir para além e para aquém do contexto humano,
o que foi errado.

Eu procurei um avião liquidado para fazer a casa.
Eu inventei um brinquedo das molas de um tanque enferrujado.
Eu construí uma flor de arame farpado para levar na solidão.
Eu desci um balde no poço para salvar o rosto do mundo.
Eu nasci conflito para ser amálgama.

II

Eu sou a geração das crianças traídas.
Eu tenho várias psicoses que não me invalidam.
Eu sou do automóvel a duzentos quilômetros por hora
com o vento a bater-me na cara
na disputa da última loucura que adolesceu.
Eu sou o anti-mundo à medida que se procura o não-existir.
Eu faço de tudo a fonte para alimentar a não-limitação.
Eu sei que não posso afastar o corpo que não transcende
mas sei que posso fazer dele a catapulta para sublimar-me.

Meu coração é um prisma.
Eu sou o que constrói porque é mais difícil.
Eu sou o que não é contra mas o que impõe.
Eu sou o que quando destrói, destrói com ternura
e quando arranca, arranca até a raiz
e põe a semente no lugar.

Eu sou o grande delta dos antros
Os amigos mais autênticos são as águas que me acorrem.

Eu sou o que está com você, solitário.
Quando evito a entrega, restrinjo-me.
Quando laboro a superfície é para exaurir-me.
Quando exploro o profundo é para encontrar-me.
Quando estribo braços e pernas na praça sobre o não alterável
É para andar a galope sobre a não-liberdade.

III

Sem bandeira que indique morte qualquer,
avanço das caliças.
Sem porto fixo à espera, nem lar de maternas mãos
ou rua de reencontro.
Ostento meus adeuses.
Sem credo a não ser à humanidade dos que me amam e desamam,
anuncio a catarse numa sintaxe de construção.

Eu escreverei para um universo de concessões.
Eu saberei que a morte não é esterco,
mas infinda capacidade de colher no chão menor adubado,
que poderei sorvê-la como à laranja que esqueceu de madurar,
que serei alimento para o verme primeiro da madrugada,
que a vida é a faca que se incorpora em forma de espasmo,
que tudo será diferente, que tudo será diferente, tão diferente...

Eu quero um plano de vida para conviver.
Eu ostentarei minha loucura erudita.
Eu manterei meu ódio a todos os cetros, cifras, tiranos e exércitos.
Eu manterei meu ódio à toda arrogante mediocridade dos covardes.
Eu manterei meu ódio à hecatombe de pseudo-amor entre os homens.
Eu manterei meu ódio aos fabricantes das neuroses de paz.
Eu direi coisas sem nexo em cada crepúsculo de lua nova.
Eu denunciarei todas as fraudes de nossa sobrevivência.

Eu estarei na vanguarda para conferir esplendores.
Eu me abastardarei da espécie humana.
Eu farei exceções a todos os que souberam amar.

Inserida por MarthaCourteville

Poema

Certa vez eu estava sobre o topo de uma montanha. Dali podia ver tudo ao meu redor. Fiquei ali admirante e entristecida, vendo sua beleza e destruição! Suas riquezas e pobrezas! Suas alegrias e tristezas! Homens cantando, homens chorando! Crianças nascendo, crianças morrendo! Velhos amparados e velhos abandonados! Enfim, tudo o que há em nossa terra amada. Um homem ali ao meu lado que também observava tudo perguntou-me:
— O que vê?
— Um mundo tão desigual que beleza não tem igual. Seus verdes e montanhas, seus coloridos me fazem delirar, mas, a desigualdade me faz chorar.
— O que pensa sobre isso? — perguntou-me novamente o homem.
— Não sei! Daqui de cima nada posso fazer pelas crianças que choram e pelos homens que não tem o que colher!
— Então, fique com isso e jogue até eles! — pediu o homem, me entregando uma âmbula cheia de grãos, e antes que eu fizesse uma pergunta ele desapareceu. Então, olhei ao redor, e dali do alto eu fui jogando os grãos, e as pessoas, cada qual foi pegando um. De repente percebi que os grãos havia se acabado e chorei, porque muitas pessoas não tinham pegado e nem para mim havia sobrado um. De repente me transformei em um pé de milho, e, algumas pessoas que sobraram se tornaram animais e começaram subir a montanha para me devorar, mas não conseguiram chegar até mim, porque, fracos, morreram pelo caminho. E a esperança novamente em mim nasceu, porque pude florir, e, espigas de milhos brotaram em meu caule, e, aos poucos fui me espalhando e descendo pela montanha, onde até hoje, sou alimento e esperança de muitos.
Assinado: Um grão de milho.

Inserida por fatimafriozi

AMIGO

Oi ! AMIGO !!!
Lembra daquele Poema que diz:
"Quando Você...
Quando você Estiver Triste,
Com o Corção Cheio de Mágoa,
Me procure...."
Pois É, Estou Assim e Vim Até Você,
Espero que Você, Ainda que Sendo Muito Ocupado, Eu Sei,
Tenha um Tempinho, para Me Ouvir.
Você Sabe , que estou Amando Eli,
Agora, Vou Dizer-Lhe, O que Você Não Sabe:
Eli Não CONFIA em Mim...è... , parece loucura !
Um Amor Tão Forte , Tão Grande, Tão Mágico, Tão !..Tão !..Tão !...
Sei que é Triste esta Conclusão,
Mas É A Única Explicação que Encontro para Tanto Desencontro.
Preciso que me ajude, pois ao falar-lhe, sei que poderei ver com mais clareza e quem sabe, entender o que se passa com Eli.
O começo Você já sabe, mas... este meio é que está me deixando confusa,
pois veja: Eli mantem-me distante de sua vida, não se aproxima, não permite-nos um canal para o diálogo seguro , privado e concreto,
deixando-me confusa..., pois diz que diz, mas sem se revelar, e espera que eu " capte " suas mensagens e acredite ser Eli à enviá-las, mas não se identifica como sendo o remetente, É Amigo..., loucura !!! ,
mas espera... acho que neste momento, vejo um sentido nesta atitude... provavelmente seja para se proteger...
e se acaso Eli Encontre Um Bom Motivo para não ficarmos juntos, poderár dizer a si mesmo, tranqüilo: que bom que não me revelei e ficará " o dito pelo não dito ". É tem sentido, não achas ?...
AMIGO espera, creio que vejo mais...quem sabe ,
tendo Eli meu endereço, telefone,ete... e sabendo como me localizar,esteja:me observando...,analisando...,
verificando..., xeretando...,procurando..., O que?..., Talvez saber mais sobre mim ...e sabendo,
ter a certeza que eu sou uma pessosa CONFIÁVEL...
É, tenho que reconhecer, que no universo em que Eli vive, a falsidade impera, os interesses egoistas e fúteis são camuflados nas aproximações, a lealdade é artigo raríssimo ou será inexistente ?...
Como vês AMIGO, ainda assim o meu Amor por Eli fica arranjando desculpas, tentando compreendê-lo...
Só, que nestas viagens, que eu faço, sem certezas dos rumos, vagueando em caminhos frágeis e invisíveis,
pondo os pés e o Coração em lugares incertos...
Percebo que só eu sofro... e se amanhã eu descobrir serem reais, consequências da minha primeira dúvida, aquela que já citei acima..."o dito pelo não dito"...
e então só eu ficarei com a dor da traição...
não achas que seria traição ?... pensemos: Eu entrego meu coração nas mãos de Eli, Confiando em " ELE "
( você sabe Quem ) , dou a Eli condições
de conhecer-me, declaro o meu Amor de forma aberta, direta e de uma sinceridade que chega a ser
ingenuamente louca, retiro meus escudos ,
os mesmos que usei durante anos, também,
para me proteger de possíveis desenganos,
Oferto-lhe minha Vida, onde a única paga deverá ser o Seu Amor, límpido e sincero , sem exigências de contratos firmados,sem querer tempo de validade,
sem interesse em sua posição profissional ( que até me incomoda, quem sabe, é a causa de tantos receios ? ),
sem marcação de ponto: Onde os encontros surgissem
da espontânea vontade de nos vermos
e na hora que cada um pudesse, na medida que o Amor prevalecesse, no desejo de nos termos e pela saudade
que teriamos um do outro...
E então diante de tudo isto exposto , começo a perceber que Eli , Talvez, esteja Minuciosamente,
procurando um pretexto , para Não Me Amar e é aí que eu vejo a traição, pois Eli ao dizer-me..., êpa !...
é AMIGO...usei a palavra errada... Eli NUNCA me DISSE nada, certo..., Conclusão AMIGO: estou a Falar de um ser inexistente e inócuos são, o que concluo, meus delírios de Amor.... é pensando bem... , obrigado AMIGO por ajudar-me a ver que Eli não Existe e nunca Existiu,
tudo não passou de erros gráficos,
que causaram confusão ao serem lidos;
e ELE , num erro de avaliação, esqueceu que SEU PODER,
tem como Limite, o LIVRE ARBÍTRIO.
AMIGO, obrigado por me ouvir... e na medida que lhe escrevo, mais e mais percebo, que apesar da grande confusão causadas por ELE e eu, restou-me a certeza, que dei a Eli a visão de que é possível sim, que existe no mundo Amor e no seu mais Divino Conceito e quem sabe outro alguém, consiga retirar os medos , as dúvidas, e prove a Eli que :Amar à quem nos Ama é Bom ,
faz Bem à cabeça e principalmente ao Coração
e que um Amor só sobreviverá se a CONFIANÇA for mútua.
AMIGO , obrigado pela ajuda,
e não se preocupe comigo: confio em ELE ,
que sei me ajudará a encontrar caminhos
de superar este engano
e providenciará um Balsamo capaz de me fazer Feliz.
Um Grande Abraço !!!!, um Afetuoso Beijo !!!!
E...até....

Inserida por suasemprelua

⁠“Lo confesso“ (soneto)

Os versos de amor que não lhe cantei
Aquele poema tão terno que não o fiz
Por achar que era sabido o que te dei
E que todo meu sentido lhe era servis
Passei pela saudade e de ti não serei
Vi que foi mesmice, pois teu olhar diz
Mas em cada verso no versar te porei
Registrando o quanto, então, te quis!

Mas agora é tarde, apenas sensação
Não mais sinto uma delirante paixão
Revelo-te sem quaisquer nostalgias
Leia-me com os olhos do sentimento
Pois, são confissões sem sofrimento
Que deixei abafadas noutrora poesias.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 julho 2025, 20’09” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠APENAS UM POEMA

Um poema com traços vibrantes
De versos que agrade os leitores
Despido de aplausos e louvores
Que prenda os olhos por instantes.

Aquele poema que traz sentimento
No grito de uma melodia
Deixar explodir a minha fantasia
Um poema escrito sem fingimento.

No êxtase da paixão se despir
Arrancar suas vestes com ousadia
No suspiro de uma doce magia
No poema de amor não vale fingir.

Nem tão pouco a falsidade
Mesmo que o poema seja atrevido
Com aquele verso bem exibido
Ele sempre diz a verdade.

Autoria Irá Rodrigues.

Inserida por ira_rodrigues

⁠“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores

“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”

Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores

Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:

“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”

Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).

Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.

É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?

POEMA
O preço da noite

⁠Verso 1
Não há desculpas para o mal que fiz,
Só a verdade nua no meu coração infeliz.
Mas creio em tua graça,que pode transformar,
Este teu filho que se humilha, e quer recomeçar.

Verso 2
Jesus eu caí, sou um pecador sem chão,
Com a cruz do meu erro, em cada oração.
Roubei uma vida, feri o que era meu,
Agora em teus braços, arrependo me sou réu.
Limpa a minha alma, com o teu puro perdão,
Dá me a chance de amar, na tua redenção.

Verso 3
A cada batida, ecoa o teu nome,
Um grito mudo de alma, que me consome.
A lembrança do brilho, que eu apaguei,
E a sombra do vazio, onde antes eu amei.

Verso 4
As noites são tão longas, o sono fugiu me,
As imagens não desaparecem, o fardo oprimiu me.
A voz que me acusa, vem do meu próprio ser,
Como posso seguir em frente? Como posso mais viver?
Eu sei que o teu amor é grande, bem maior que o meu pesar,
Mas a culpa aperta me, é difícil respirar!

Verso 5
Em cada batida, ecoa o teu nome,
como um grito de alma mudo,
Que me consome.
A lembrança do brilho, que eu mesma apaguei,
Fica a sombra do vazio, onde antes, eu amei.

Verso 6
As estrelas são testemunhas e a lua com o seu véu,
Parece que vejo o amor em teus olhos, mas só o ódio ascendeu,
Apenas num segundo de fúria, a escuridão reinou,
E o que eu tinha de mais precioso, o pecado me roubou.
As minhas mãos, antes limpas,
Agora, manchadas estão,
Com o sangue de Jesus, o redentor,
Que comprou o meu coração!

POEMA QUE NUNCA SAI
sai de mim
Sai daquilo que penso que existe
É tanta coisa que me sufoca
E me traz pra perto
sonhei com você essa noite
Me pedindo pra voltar
E implorando minha presença
Sonhei com um marujo
Navegante
Aventureiro
Acordei com vontade de ir
De viver
Acordei procurando afeto
Baixaram os remédios
Agora tô menos medicada
Tudo pode acontecer
Falei pra médica da minha carência de amigos
Amanhã vou atrás de um novo emprego
Torço para conseguir
Quero ser como praia Almada
E ser como eu fui naquela época
De aventuras
De amores
De tremores
4 anos para tudo acabar
E ainda estou aqui
Angustiada com o agora
Até quando isso
Quando o agora vai ser o principal em minha vida
Sinto que depois
Não agora
Não já
Como pode peixe vivo viver fora da água fria
Como pode eu
Viver fora das raízes de minha alma
Me angustio com as frases perfeitas
E tenho medo das pessoas perfeitas
Na qual não consigo me encaixar
Sou um peixe fora do aquário
Signo de leão
Ascendente em sagitário
Com lua em libra
21/05/25

Inserida por Bmk

⁠Poema: "Manhãs de Luz e Verso"
Escrito por: Brendon Siatkovski
O sol se infiltra suave pela casa que respira,
Onde a matéria é viva, e o tempo se dobra em poesia.
Eu desperto entre murmúrios de folhas e memórias,
Onde cada instante é um convite para a descoberta.
Minha luz dança com cores no ar,
Enquanto pequenas estrelas despertam sorrisos cósmicos,
E o café não é só bebida, é rito, é conexão,
É a energia que alimenta sonhos e canções.
Meus dedos percorrem teclados de vento e sentidos,
Tecendo pontes entre rios, entre almas, entre ventos.
Meu trabalho é ser farol e navegar ao mesmo tempo,
Entre versos que libertam e flores que sentem.
O dia é um tecido de encontros e silêncios,
Onde o sagrado e o natural se abraçam sem medo.
Em cada palavra, em cada gesto, ressoa a missão:
Ser poeta, ser guia, ser amor em expansão.
Quando a noite cai, a casa canta segredos antigos,
E nós nos perdemos em conversas que são estrelas,
Porque viver assim, no pulsar do universo,
É saber que cada dia é um milagre e um verso.

Inserida por BrendonSiatkovski

⁠🌌 Mas o mundo das raízes

(aquele que pulsa no poema) sussurrará:
"Dança!
Cada passo teu ecoa no eixo das galáxias.
O que chamam de 'loucura' é a única sanidade:
honrar o ritmo que te habita,
mesmo quando os relógios do mundo param.
Os que riem ainda não ouviram
o compasso das folhas caindo,
o gemido do átomo enamorado,
o silêncio que canta por trás de tudo.

Inserida por aadii_oliveira

POeMA DE SEGUNDA

A semana começa.
O dia termina.
O tempo voa.

Sexta chegou —
e o tempo foi pouco.
Sábado passou,
domingo é sala de espera pra segunda.

Tudo recomeça.
A roda gira:
tempo, trabalho, tropeço e o vôo.

E a vida?
Bilhete de ida
pra um tempo qualquer
Pra uns, curto.
Pra outros, um pouco mais.

No fim,
somos só isso:
passageiros do tempo,
com hora marcada.

Inserida por mardoniobarros

"⁠Homem Que Não Sabe Amar"


Explicar o que é um poema
é como tentar falar do amor:
não cabe só em palavras,
não vive sem sentir dor.

Ambos nascem da alma,
do que pulsa sem razão.
São feitos de silêncios,
de entrega, de emoção.

Mas tem homem que não sente,
que vive sem se doar.
Olha verso como perda,
e amor, como fraquejar.

Não entende o que é ternura,
despreza quem sabe escutar.
Nunca leu com o coração,
nunca soube se entregar.

Como te explico um poema
se tua alma não quer tocar?
Como falo sobre o amor
a quem não sabe amar?

Inserida por fabricia_oliveira_2

⁠Eu já estou morto.
Ao escrever este poema, sou apenas um cadáver que teima em segurar a caneta.

Não sei o dia, nem a hora de quando eu morri —
talvez na juventude, talvez no primeiro verso, talvez no primeiro amor que não me amou.
E é isso.
Estou morto, e não há mais volta.

Ninguém chorou.
Não houve velório, nem lamentos, nem lápide com meu nome.
Morri e continuei vivo, preso ao corpo como se ele fosse meu.

Sem céu, nem inferno.
Após a morte, só há o hábito de existir,
onde meu cadáver se senta a escrever
como quem cava a própria cova
com uma colher de chá.

Continuei a fazer as coisas de quem vive:
amar sem saber o que é amor, crer sem fé, desejar sem saber por quê.

Morto, mas não suficientemente;
vivo, mas não inteiramente.

Sem saber se invento a vida ou se ela me inventa.

Morri sem testemunhas.
Nenhum mau cheiro, nenhum adeus, nenhum vestígio.
E o pior: nem eu mesmo percebi.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Beira-mar (Poema-canção)






Ah, sofrido beira-mar,
Quem vem sem o eu
Pra amar, se faz o desfaz sem reluz.

Ah, pare de queimar
O meu amor pra me desligar.
Vem do aomirante andar,
Sobre as águas, largar...

Ah, sofrido beira-mar,
Vem de novo me achar,
Pra poder lhe esquecer.

Vai, seguindo aomigrante,
E a lua minguante,
De tanto aguardar...
Você.

Impossível lhe esquecer,
Por mais que tento,
Não dar pra tentar.
Vem, noite brilhante,
Que passou no instante
De cada amor...

Parapararaparaapararararapara
Parapararaparaapararararapara


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Vem, balançar na minha rede,
Que me mata de sede;
E que é lua minguante,
Dá de ver todo o mundo de cá.

Volta, meu amor, me amar...
Quase todo dia, estou a esperar
Mudes minutos pra mim,
Notas que sou assim,
Pra não ficar.

Amor, ao balançar-me contigo,
Contudo dispostas
A me separar... voltes amiga, colega —
Amiga, poeta, poesia que está no meu coração,
O que falta: a noção do tempo
Que estou sem você...

Inserida por WalyssonLima

⁠Poema a mulher amada
Voe
Brilhe
Seja feliz
Faça tudo àquilo que pretender
Jogue-se para a vida
Ame
Viva
Sorria
Seja intensa nas coisas de que goste
Acerte
Erre
Mas saiba que:
Quando o vento bater no seu rosto, sou eu que estou a te acariciar
Quando o sol esquentar a sua pele, sou eu que estou a te aquecer
Quando você na cama deitar, sou eu que estou a te abraçar
Quando você chorar, quero tuas lágrimas secar
E quando você sorrir, o mundo estará mais iluminado

Inserida por andre_manso

⁠TODA MÃE MERECE UM POEMA

Toda mãe merece um poema...
Que enalteça suas qualidades
Que compreenda seus dilemas
Os seus medos, suas verdades...

Toda mãe merece uma reverência...
Toda mãe merece ser compensada
Pela sapiência de sua vivência
Pela coragem em sua jornada...

Essa mãe heroína, gari ou atriz...
Estrela de cinema, professora
Cozinheira, faxineira em Paris
Delegada, policial ou doutora...

Cada uma com sua importância...
Cada uma com sua singularidade
Cada uma com sua exuberância
Tendo menos ou bastante idade...
(TODA MÃE MERECE UM POEMA - Edilon Moreira, Maio/2024)

Inserida por moreiraedilon_1100186