Textos de poema
POEMA INSISTÊNCIA
Amo-te tanto como o canto de soluço e pranto
Amo-te ainda na pungência de uma calma condolência
Ainda no silêncio da resposta transcendente
Amo-te loucamente tendo os olhos rasos de esperança
Numa dor que alucina, na saudade que agonia
Tenho sede de contentamento na certeza descontente
Amo-te simplesmente dessa forma insistente
Como aquele que se veste da mulher amada
Amo-te de forma desamparada
Como um apaixonado sedendo por colo
Como a criança triste que feriu o pé
Onde está a virtude se eu te amo da forma
Que alcança a infinitude?
Já não sei da razão, eu queria mesmo o desejo são
Dimensiono o esquecimento mas a persistência é como um calor
Que aquece o peito cheio de amor
Eu não tenho respostas,
Encontro sua dureza quando anseio pelo afago de sua mão
Amo-te como um ninho sozinho, aquele sem o passarinho
Que voou, voou e alcançou o céu
Vejo-te como uma caixa de surpresas
Hora sai braveza, hora sai leveza
Será que uma hora sai amor?
Amo-te almejando a desistência mas a teimosia da adolescência
Permanece na insistência.
Poema perfeito
Procurei um poema para mandar para você,
Encontrei uns bonitos, que falam de amor, de saudade,
Outros de felicidade, mas nenhum deixou-me satisfeito,
Sempre acho que para você tem que ser mais.
Então resolvi escrever para me justificar,
Porque os poemas que mandei são incompletos,
Nenhum fala do seu sorriso que me encanta,
E dos seus olhos que provocam minha alma.
Nenhum consegue descrever o quanto é maravilhosa,
Nem retrata a grandeza dos momentos ao seu lado,
São insuficientes para lembrar-me do bem que me fazem seus carinhos,
E do calor que domina meu corpo quando estamos juntos.
Não consegui encontrar um só capaz de descrever seus beijos,
Quando seus lábios se colam nos meus,
O pulsar do sangue em nossas veias,
A felicidade que transborda em meu coração.
Peço desculpas, meu amor, por não encontrar o poema perfeito,
Enquanto penso em nós dois continuarei procurando,
E se não encontrar nada à altura do que você merece,
Quem sabe um dia consigo eu mesmo escrever um.
Cantiga de Amigo
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
--- o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
--- o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!
Cavalo à solta
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.
RIO GUANDU
Você merece um poema,
Faz parte da nossa cidade.
Seria maior o problema
Sem água que calamidade!
Depois da morte do rio
O grande Doce, caudaloso,
A vida ficou por um fio,
Mas Deus é muito generoso.
Pois deu-nos grande privilégio
Possuir dois rios que beleza.
Baixo Guandu que sacrilégio:
Ficar sem água que tristeza.
Antes para tudo era o Doce;
Agora o Guandu nos inunda.
Imagina se pior fosse
E em crise pior tudo afunda?!
Meu Deus nosso muito obrigado!
De coração estamos gratos
Por dar-nos esse rio amado,
Como é bom quanto estamos fartos.
Precisamos dele cuidar.
A água é um bem precioso.
Matas e rios preservar,
Isso, sim, é um bem valioso.
Esse é um poema mais pessoal,pode ser cobsiderado rap pelo ritmo e causa
circo da distorção
Palhaça,palhaça
Cansei de ser palhaça
Trabalhei,trabalhei
E nunca ganhei nada
Aqui no papo reto
Bem que um mérito mereço
Posso ser tudo
Mas ainda sou desprezo
E você acha que eu fiz por merecer?
Trouxa,trouxa fui
Não sabia que era você
Me bate,me bate logo
Já não me importo
Na sua vida nunca fui
Mais que um pedaço do pó
Agora fui embora
Já cansei de idolatrar
Santa,santa
E já não é de se irritar
Olá do paraíso
Aqui é mais bonito
Quer me reconquistar
Não adianta voltar
Se contentar,se contentar
Não vem aqui chorar
Seu cachorrinho foi embora
E você só percebeu agora?
poema da solidão
eu só queria escrever..
escrever as palavras certas
tocar os corações. dizer as coisas certas, fazer as escolhas certas.
mas não é assim que funciona. eu estou perdido num ciclo vicioso que conciste em fazer as coisas erradas, dizer as palavras erradas.
eu só queria chorar. queria que as lágrimas brotassem sem parar, para quem sabe uma fração da do que carrego no peito se desfaz. mas estou preso. tudo em mim dói. e não é carne. é alma, é espírito, é coração.
eu queria amor. queria ser amado. queria estar ao seu lado.mas as coisas levam tempo. e meu tempo está acabando.
porque de tanta escolha errada, de tanta dor coagulada. de tanta prisão. estou me perdendo do meu próprio Eu. já não sei quem sou. não sei onde ir, nem nada.
a vida é tudo solidão, é tudo dor.. tudo prisão.
Poema da Madrugada.
As madrugadas se tornaram tão frias,
com toda essa ventania!
Vejo distinguir-me de todas as armaduras, muralhas, medos e outro bando de sentimentos inúteis, que são levados como as folhas que o vento leva.
Percebi que meus sentimentos haviam, dissimulado emoções insanas, mas jamais tão inconsciente.
Deus abençoe esses ventos noturnos, que faz com que esse outro "Eu" apareça, próximo das ideia completamente estéticos de palavras.
Então... Hoje eu, sou enigma, brinco de me desvendar, não basta apenas olhar para conseguir desvendar.
POEMA SÚTIL
Embora quando te criei,
foste feita pura.....
de ternura,
No entanto, sútil serei,
ao divagar os versos
como quem a procura
em amor submerso.
Se percebo em ti a finura,
Passo então a acreditar
como que a nascitura
fosse a arte de criar.
Se foste então delicadeza
e de oculta amargura
Peço então que ao inventar,
o brilho da sua fulgura
Brilhe com sutileza, á arte de te amar.
Hó Brasil terra querida
Um poema natural.
Criada por mente divina
Como tu não há igual.
Suas florestas e mares
Que enfeitam o meu lar.
A beleza dos seus dias
E a doçura do luar.
O meu Deus por favor
Abençoe minha nação
Essa terra preciosa
Moldadas por suas mãos.
Hó Brasil terra querida
Quão profunda sua beleza
Desfrutando a perfeição
Decorada com cada traço da natureza.
Um poema a minha poesia.
Como o vento tu vieste, não foste mansinha.
Foste forte como um vendaval, levaste-me contigo em teus lábios.
O teu beijo como uma chapada, fez-me desmaiar e acordar num mundo onde só tu existes.
Vez o espaço existente nas palavras que compõem estas frases?
Nem esse espaço eu quero que exista entre nós, juntos não iremos formar só frases.
Iremos nos amar...
Quero caminhar sobre frases de amor, sobre actos de amor.
POEMA DE NATAL
Que este natal
Seja um nascimento
Cimento e cal
Para o concreto
De seus projetos
Seja a semente
Daquele passo adiante
Que você sempre quis
Saúde Felicidade
Trabalho Prosperidade
Para você sua família
Seu povo sua cidade
Seu país
Que você realize
Todos os sonhos do coração
Seu jardim floresça
Seus filhos cresçam
Que tudo de bom lhe aconteça
A você e aos que você ama
Que seus negócios se multipliquem por mil
E tudo que está bom
Seja melhor ainda
Que a dor e a tristeza
Não tenham lugar à sua mesa
Tudo do bom e do melhor
Para você e os seus
Com as graças de Deus
Queria continuar um poema de Gullar
A Adélia falou que não,
Deixou claro que no trem não cabia,
Era sentimento demais.
Drummond concordou,
Falou que José era um chato e não gostava de passeio.
Pessoa chegou com Eros
E mostrou para Camões, que estava cansado do amor.
Neruda tentou ajudar,
Mas Wilde, com toda rebeldia,
Fez o poema correr.
Blake, com sabedoria,
Capturou tudo num pincel
E me deu de graça e sem explicação.
E eu flertei com a tinta,
Por causa de um sorriso. §
POETAS DO ROCK
Essa garota usa e abusa
Escuta Cazuza
E fala de amor,
Escreve POEMA
Faz muita cena
Tem por CODINOME BEIJA-FLOR.
Curte um Raul
Canta de norte a sul
Dança com delicadeza,
“MAMÃE EU NÃO QUERIA
Ser uma moça fria
Meu jeito é MALUCO BELEZA.”
Gosta de Engenheiros
Rock de janeiro a janeiro.
Como DOM QUIXOTE e Sancho Pança
Vive um mundo de fantasia,
ANA! Sorria!
Música é esperança.
Destemida desencantada
... Fostes um poema sem algum fonema, dilema,
em versos remidos um holocausto teorema,
ponho um ponto no final, afinal de contas,
foram outras palavras que conquistaram...
... Umas rimas perdidas que não me falassem,
que remassem contra a correnteza,
uma paixão avassaladora,
perdidos no espaço e com os pés no chão...
... Onde andas aquela menina que me encantou,
andas distante ou o vento a carregou?!...
... Se me deixas voou-a minha paz decorrida,
lanceia as folhas sobre os céus sua formosura,
encantos decantados no expor-se,
ir-me-ei longe do amor que lá não sobrevinha...
O DIA QUE A POESIA APAIXONOU-SE PELO POEMA
( baseado em fatos reais cujas provas ainda não foram reveladas desde 2015 )
Era uma vez ..... Ele e Ela
É o amor que a trilha a aventura
e agora ela não sabe mais o que fazer
passa as noites esperando a doçura dele
Como um beijo dele a enlouquecer- la
Ela sente sensação de uma adolescente
Que nem sabe mais como namorar
Mas uma verdade ela tem em mente
É que sente vontades e desejo de embrama-lo
Lembra ela, do dia que o conheceu
Numa poesia de amor profano
Muito linda e delicada a escrita que leu
Resolveu traduzir do Português para o Italiano a poesia dele
Ele ficou feliz e logo agradeceu como um Maltes
Desde então ela passou a ler com maior dedicação e atenção as diversas formas literárias que ele escrevia
Vezes ele escrevia sobre o amor em rima
Outras escrevia sobre a filosofia de Platão
Que poeta inteligente pensou ela que admirava filosofia como causa e questão de ética
Descobriu que ambos tínham muito em comum
Desde as origens as ideias e a forma cifrada
De senso comum do ético, da norma, com algumas reformas sobre comum
Até eram muito cortejados por fans das formas e normas
Dia ela escrevia e a noite ele a lia
Noite ele a lia e escrevia para ela ler
Um deles respondia e o outro replicava
Muito Fascinante esse jogo intelectual do casal , fenomenal
A leitura sempre a disposição de todos
Cuja compreensão e interpretação
Era Diversa de leitor para leitor
Todavia intrínsecas e subliminares
Mensagens de decifráveis e singular
Compreensão somente dos titulares autores
Das fascinantes escritas
Dia e noite... Noite e dia.....passam rápido
O senhor tempo não da trégua
Os poetas já se precisavam para escrever
Um vicio a principio se instaurou
Ate que um dia uma poesia de amor ele riscou por ela
Em resposta ela declarou um poema de amor para ele
Como explicar que a poesia dele apaixonou-se pelo poema dela?
Bem, essa ja é outra estória , talvez uma narrativa que não teria fim... Afinal que tamanho tem o amor, que cor tem o amor?
E finalmente, para que fim quando o tema é o AMOR?
______________ Norma Baker
FIZ DA DOR UM POEMA
Fiz da dor um poema
Do vento fiz um verso
Da tempestade um amor
Do teu corpo a minha casa
Dos teus ramos os meu braços
Das tuas folhas a minha pele
Das minhas lágrimas um rio
Dos meus sonhos a saudade
Da minha liberdade as palavras
Das letras escritas uma poesia
Do meu solto coração o tempo
Do teu amor uma louca paixão
Fiz da tua, da minha vida, uma aventura.
2015
No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!
Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.
No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.
E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.
E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!
No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.
Verdade
Sem verdades todo poema é triste,
O passar dos dias condena,
Nenhum poeta consciente resiste
Não é ator pra representar na cena.
Por isso a verdade foi decretada
Ninguém pode ficar indiferente,
Um só bloco de pessoas animadas
Contagiando toda a gente.
Pipocas, sorvetes, chocolates,
Pincéis na tinta formando aquarelas,
Poemas coloridos em verdadeiras artes
Belezas reais em todas as janelas.
Crianças transbordando pureza
Um só sorriso, uma só cidade,
Cenários humanos de profunda beleza
Verdadeiros poemas de solidariedade.
Um poema encontrado em algum lugar...
Não sabe onde me encontro quando encontro o teu olhar vindo ao meu encontro.
E nesse encontro o desencontro se esquece, pois nada mais me aquece a não ser o teu olhar.
No encontro em que padeço agradeço por em teus braços me encontrar.
Sou a sombra da tua luz, o teu vento me conduz, e em meio ao oceano perdido me encontro tentando navegar pra te encontrar.
Sou teu pecado venenoso em uma taça de desejo esperando os teus dedos e teus lábios encontrar.
Nos escombros dos amores encontrei a porta que guardava desamores e tranquei a vida amargurada longe dos nossos sonhos de amar.
Amar é te encontrar em mim, e por fim, sendo assim, não posso mais negar: - que só me encontro quando encontro o nosso encontro na vastidão do teu olhar.
